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Começa hoje a EXPOSEC

Entre os dias 13 e 15 de maio, O Centro de Exposições Imigrantes abrigará o maior evento de segurança eletrônica da América Latina. Trata-se da 17ª edição da Feira Internacional de Segurança – EXPOSEC. O evento acontece das 13h às 20h30.

Realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança – ABESE, a entidade representante do setor, o evento é o encontro oficial do segmento e foca em três grandes propósitos: gerar negócios, apresentar novidades tecnológicas e antecipar tendências.

A presidente da ABESE, Selma Migliori comenta que a Entidade é a imagem de uma nova e moderna forma de interação entre pessoas e tecnologia e faz da EXPOSEC seu palco para prestigiar e tornar público os principais lançamentos do setor e antecipar tendências.

“A cada ano não medimos esforços para desenvolver um mercado competitivo e inovador, trabalhando com muita energia para avançar nas ações de capacitação e profissionalização, ampliando a representatividade de todos os elos envolvidos no mercado de sistemas eletrônicos de segurança. Buscamos não apenas o fortalecimento de nossa representatividade no país, mas sobretudo contribuímos para disseminar informação, esclarecimentos e oferecer apoio à segurança e agilidade em toda a sociedade”, afirma a presidente.

Abrangente e completa, a 17ª EXPOSEC reunirá em seu espaço empresas que atuam com diversos gêneros da segurança eletrônica, como sistemas de alarme, circuito fechado de TV (câmeras de vídeo), controle de acesso, detecção de incêndio dentre outros.

Além de abrigar uma exposição comercial de alto nível com a presença de diversas empresas líderes em suas áreas de atuação, a EXPOSEC 2014 também funcionará como um grande centro de fomento de ideias e intercâmbio de informações.

O Centro de Exposições Imigrantes fica na Rodovia dos Imigrantes Km 1,5.

Informações: www.abese.org.br ou pelo telefone: 3039 4100.

Entrada gratuita.

Alckmin anuncia ampliação de sistema para monitoramento de crimes em SP

SÃO PAULO – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou na manhã desta quarta-feira, 16, a ampliação do sistema Detecta, para monitoramento de crimes, com câmeras e alarmes em tempo real. A polícia, por meio dos tablets das viaturas, terá acesso a 500 câmeras com transmissão ao vivo para localizar criminosos. Também será possível acessar o banco de dados de órgãos como o Detran para identificar veículos suspeitos mesmo que os policiais não tenham todas as letras e números das placas dos carros.

“Assinamos hoje com a Prodesp e a Microsoft. É a primeira vez que sai dos Estados Unidos esse modelo”, disse Alckmin. Ainda de acordo com o governador, a tecnologia deve estar em funcionamento entre 90 e 120 dias. “É um software extremamente inteligente no sentido de fazer a integração de dados.”

Para Fernando Grella Vieira, secretário de Estado de Segurança Pública, o modelo é “uma ferramenta indispensável para avançar na segurança pública”. Segundo Grella, hoje os bancos de dados não estão integrados. O sistema foi desenvolvido em parceria com a polícia de Nova Iorque. O governo do Estado também espera que a iniciativa privada integre os seus sistemas de monitoramento ao Detecta.

O secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Julio Semeghini, afirmou que o sistema também vai utilizar mil câmeras de monitoramento da Prefeitura de São Paulo.

A importância do sistema de CFTV

A inexistência ou ineficiência do sistema de CFTV favorece as práticas ilícitas como, furtos, roubos, depredação, vandalismos, invasão, dentre outros, em virtude do autor do delito saber que dificilmente será identificado. Quando as práticas de delitos começam a ser corriqueiras em uma localidade, a tendência de crescentes ocorrências bem como seus agravamentos é implícita na teoria do crime.

O registro e visualização de pontos estratégicos pelo sistema de câmeras ampliam sobremaneira a segurança dos locais monitorados como empresas, condomínios e residências, pois permitem reconhecimentos e registram todos os fatos como ocorreram, sem que haja a necessidade de recorrer à testemunhos, que por muitas vezes não condizem a verdade, podendo-se ainda, valer como provas cíveis e criminais em situações de demandas jurídicas.

O sistema de câmeras além de permitir visualizar, monitorar e gravar imagens de diversos ambientes simultaneamente age diretamente com o fator psicológico de dissuasão, pois o possível “criminoso” sabe que está sendo vigiado e suas imagens armazenadas pelo sistema, o que inibe a ação de invasores, depredadores, pichadores e pessoas mal intencionadas em geral no ambiente monitorado.

Em se falando de fator psicológico de dissuasão, mantém afastado a ímpeto da vontade dos maus feitores, dos quais sabendo que podem ser identificados, frustram suas querências em face de exposição e possibilidades de prisão.

A importância do sistema de câmeras tem assegurado seu papel fundamental nas estratégias e políticas de segurança, seja no momento de atuar como fator psicológico de dissuasão ou como ferramenta na identificação e provas para acusação de criminosos diante do crime cometido.

Por manter a condição de visualização de imagens das diversas áreas de forma centralizada, propicia o monitoramento de vários ambientes/localidades por poucas pessoas, favorecendo o trabalho de pronta resposta, com rápida tomada de decisão para casos de emergências e crises, com custo beneficio excelente, bem como seu custo de manutenção relativamente baixo.

Outro fator positivo ao sistema é a forma em que assegura o controle de acesso de pessoas, mercadorias e veículos, permitindo maior fiscalização dos procedimentos de segurança praticados ou não, por todas as pessoas que transitam na área monitorada.

Muitas vezes a alternativa encontrada por gestores de segurança e demais pessoas que se envolvem na prática de proteção patrimonial, para substituir a necessidade de implantação de CFTV, sem que a estratégia de proteção patrimonial seja comprometida, é acréscimo de postos de serviços de vigilância privada, que nos impactos de custos imediatos parecem menores, contudo, se observar a médio e longo prazo, a implantação do sistema de CFTV será menos onerosa e por consequência mais eficiente.

Acredito ainda que o sistema de câmeras, por mais integrado que seja a outros subsistemas, nunca irá esgotar a necessidade da presença humana em suas operações, pois a decisão não compete a “máquina” e sim ao profissional, o “ser humano”, que age com base no princípio da relatividade quando em respostas a situações de crises e emergências, aliado aos pilares da ética, moral e bons costumes, contudo, não se pode ignorar que sua existência torna o ambiente mais seguro e por consequência mais agradável, saudável, harmônico e mais produtivo.

Sobre o autor: Antonio de Barros Mello Neves é Especialista em Segurança Empresarial, com experiência profissional há mais de treze anos; Oficial da Reserva da Arma de Infantaria do Exército Brasileiro; Ex-Diretor da ABORE, Associação Brasileira dos Oficiais da Reserva do Exército – nas gestões 2002/2004 e 2008/2010; MBS – Master Business Security – Brasiliano; Instrutor de Armamento, Munição e Tiro; Exerceu atividades como: Supervisor de Segurança na PROSEGUR BRASIL S/A – Transportes de Valore; Coordenador de Proteção Patrimonial na COCA COLA FEMSA; Coordenador de Segurança e Riscos de transportes rodoviários na FOXCONN; e atualmente Coordenador de Segurança na Heineken Brasil.

Escolas municipais de Santos terão câmeras de monitoramento

500 câmeras de vigilância serão instaladas nas unidades de ensino.

Objetivo é aumentar a segurança de alunos, professores e funcionários. As escolas municipais de Santos, no litoral de São Paulo, terão câmeras de monitoramento a partir do segundo semestre de 2013.
O objetivo da medida é aumentar a segurança de alunos, professores e funcionários. Serão 500 câmeras de vigilância nas unidades de ensino.

De acordo com o secretário municipal de Segurança, Sérgio Del Bel Júnior, o equipamento vai ajudar na vigilância do perímetro de cada escola e também da região onde fica a unidade de ensino. O trabalho será feito em parceria com a Secretaria de Educação (Seduc). Ainda segundo o secretário, as câmeras vão dar segurança para as pessoas que moram e transitam nas proximidades das escolas.

As imagens captadas pelas novas câmeras serão enviadas ao Sistema Integrado de Monitoramento (SIM), que fica no paço municipal, onde estão centralizadas as ações de vigilância da Guarda Municipal que atua em conjunto com a Polícia Militar.

Fonte: G1

Cresce procura por sistemas de segurança

Tradicionalmente, os últimos meses do ano marcam o período mais aquecido para as empresas de segurança eletrônica. Nessa época, a procura por pacotes de tecnologias que incluem desde cercas elétricas até complexos sistemas de videomonitoramento cresce exponencialmente, muito em função da proximidade das festas de fim de ano e das férias. Neste ano, um novo componente vem ampliando o interesse de clientes empresariais e residenciais por esse arsenal de proteção: a onda recente de violência na Grande São Paulo.

Segundo fornecedores ouvidos pelo Valor, o aumento da demanda por sistemas e equipamentos foi de 20%, em média, desde o início dos incidentes. A maioria dessas consultas está sendo realizada por novos clientes.

Grande parte da população e das empresas está distante da zona de confronto entre policiais e criminosos. Os incidentes têm se concentrado em determinados pontos da Grande São Paulo. Para os especialistas, no entanto, esse aspecto não deixa de trazer reflexos diretos na demanda. “Momentos como esse aumentam a sensação de insegurança, mesmo que as pessoas não sejam diretamente ameaçadas”, disse Carlos Progianti, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese).

Progianti disse que uma mudança recente no perfil das consultas dos clientes é um bom indicador desse cenário. Em períodos de normalidade, tecnologias de monitoramento, como os circuitos fechados de TV, respondem pela maioria das solicitações. Por outro lado, em situações atípicas aumenta a procura por recursos mais ligados à proteção efetiva frente a um perigo iminente. Nessa vertente, estão incluídos alarmes, sensores e cercas elétricas, entre outras tecnologias. “É o que vem acontecendo. Os clientes têm mostrado um interesse maior por tecnologias ligadas a barreiras físicas”, afirmou.

O mercado brasileiro de segurança eletrônica cresceu a um ritmo anual de 11% nos últimos cinco anos, segundo dados da Abese. Em 2011, o setor movimentou US$ 1,83 bilhão no país. Cerca de 88% dos negócios estão relacionados a clientes não residenciais.

A concentração no segmento empresarial, entretanto, tende a diminuir. De acordo com as companhias, esse movimento é anterior à onda de ataques, mas vem sendo reforçado por esse contexto. A mudança é expressa na adoção de tecnologias mais sofisticadas, como o controle de acesso de pedestres e veículos, e os sistemas de videomonitoramento. Antes, mais restrito a grandes empresas e condomínios comerciais, esse nível de proteção está começando a migrar também para os condomínios residenciais.

Essa migração vem acontecendo pouco a pouco. Os condomínios residenciais de alto padrão foram os primeiros a investir em recursos como códigos e sistemas de biometria para controlar o acesso a elevadores, garagens, áreas de lazer e outras áreas comuns das instalações. Hoje, é raro que um novo empreendimento nessa categoria não compreenda essas tecnologias desde a concepção do projeto.

Da mesma forma, os condomínios de alto padrão mais antigos puxaram uma segunda onda de adoção, ao substituírem suas tecnologias por ferramentas mais avançadas. Agora, os fornecedores dizem que os condomínios residenciais de menor porte, instalados em diferentes regiões de São Paulo, estão começando a seguir o mesmo caminho.

As tecnologias de segurança eletrônica estão acompanhando a busca por um nível de proteção diferenciado. A principal tendência é o desenvolvimento de softwares que acrescentam inteligência aos circuitos de videomonitoramento. Essas novidades são reforçadas pela transição das câmeras analógicas para as câmeras IP, que são conectadas à internet, têm sensores infravermelho e oferecem melhor qualidade de imagem.

Com o auxílio de softwares e algoritmos, esses equipamentos são capazes de detectar qualquer padrão que destoe dos parâmetros preestabelecidos pelos clientes. Entre outras aplicações, as câmeras conseguem medir a velocidade de movimentos e contar quantas pessoas estão em um recinto. Uma joalheria, por exemplo, pode definir que certo número de pessoas paradas em frente à vitrine da loja, por um determinado período, é uma situação de atenção.

A partir da identificação de qualquer exceção à regra, as câmeras podem – entre outras ações – emitir um alerta de atenção para uma central remota de monitoramento. Já existem ofertas disponíveis para que o cliente acesse em tempo real as imagens por meio de smartphones e tablets. Ao mesmo tempo, os sistemas permitem a gravação remota, o que evita a perda das imagens em caso de destruição ou captura das gravações no local pelos criminosos.

Jornal Valor Econômico

Câmeras de monitoramento são instaladas em Santos

Comando da GM disse que até o final do ano 48 serão instaladas. Monitoramento diminuiu furtos e roubos em locais onde há câmeras.

Seis câmeras de monitoramento foram instaladas no bairro do Gonzaga, em Santos, para auxiliar na segurança do local.

As câmeras fazem parte do sistema de monitoramento da cidade. Ao todo são 98 câmeras espalhadas por diferentes pontos da cidade, sendo 30 analógicas e 60 digitais. As câmeras giram 360° e utilizam sistema de aproximação de 800 metros.

Os equipamentos estão monitorando a orla da praia, o Centro, a Alemoa Industrial, a sede do Centro de Referência em Aids, o Macuco e o Parque Municipal Roberto Mário Santini. Há câmeras também no José Menino, no cruzamento da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Almeida de Moraes, na Vila Mathias, duas no túnel Rubens Ferreira Martins, no Centro, ao longo da Avenida Pedro Lessa, abrangendo o Embaré e Aparecida, no Gonzaga e na Arena Santos, na Vila Mathias.

A previsão é que até o final do ano sejam instalados mais equipamentos de vigilância, atendendo outros pontos da cidade. Segundo o comandante da Guarda Municipal de Santos (GM), 48 câmeras serão instaladas até o final do governo, 10 na área do orquidário, 20 na praia e 18 na área central.

O comandante conta que alguns casos são evitados e solucionados graças aos equipamentos, como roubos de corrente e roubos de carros.

Na entrada da cidade, onde havia muitos roubos e furtos, desde que as câmeras foram instaladas esses tipos de crimes diminuíram. A Guarda Municipal utiliza ainda um sistema de GPS, que é atualizado a cada 15 segundos, e mostra onde as viaturas estão localizadas. O sistema ajuda a encaminhar as viaturas mais próximas a locais onde ocorrências estão acontecendo.

Portal G1

Sorria, você esta sendo 28x filmado por dia

As Câmeras de monitoramento, que até recentemente eram utilizadas apenas para proteção patrimonial, hoje incorporaram à vida das pessoas e estão por toda parte, a ponto de muita gente afirmar que não consegue mais passar sem elas. São Paulo é o maior big brother do Brasil.

Aqui se concentram 78,7% dos 1,65 milhão de equipamentos do pais, segundo levantamento da RCI (Fírst Security and Inteligence Advinsíng) , empresa especializada em projetos de segurança privada com atuação em 18 países. O estudo, concluído em agosto deste ano, revela ainda que, das 1,3 milhão de câmeras do estado, um milhão estão instaladas na região metropolitana.

O empresário Ricardo Chilelli, diretor presidente da RCI, explica que, com essa quantidade de câmeras, uma pessoa produtiva tem a probabilidade de ser filmada 28 vezes por dia na Grande São Paulo.

Já em Londres, onde estão instalados 1,5 milhão de equipamentos, ela seria filmada 300 vezes. O principal motivo da diferença, diz Chilelli, é que aqui só 15 % das câmeras são externas. Já em Londres e no resto do mundo, entre 50% a 70% delas são públicas e interligadas. “Apesar da grande quantidade de câmeras, a maioria ainda é de baixa qualidade e voltada apenas a áreas internas”, diz.

Na opinião do presidente da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), Oswaldo Oggiam, a evolução tecnológica e a facilidade de acesso aos equipamentos estão levando cada vez mais pessoas a aderirem ao monitoramento doméstico. “A sensação de segurança foi mais além e qualificou a relação de custo- benefício e bem-estar”, afirma. Segundo Oggiam, as pessoas descobriram que podem se sentir mais tranquilas vendo a distância, por exemplo, o filho brincar na escola ou dentro de casa em vez de ligar para ele. “É efeito big brother”, compara.

Autaír Iuga, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo, explica que os projetos de monitoramento são feitos de acordo com a necessidade das pessoas. “Tem gente, por exemplo, que só quer observar o marido e o filho chegando ou saindo da garagem, outros querem monitorar o movimento em suas lojas ou dentro de casa. Há até quem prefere acompanhar os fatos do computador ou ainda ser avisado por uma empresa de segurança, caso ocorra anormalidades.

Câmera parece eletrodoméstico
• A que ponto chegamos. A sensação de insegurança é tamanha que investir em câmera de vídeo é quase tão banal quanto a Compra de uma geladeira, fogão ou máquina de lavar. Virou gênero de primeira necessidade. Se no passado o equipamento era objeto de desejo para registrar momentos felizes familiares, hoje serve para evitar prejuízo financeiro ou para garantir integridade física.

Jornal Diário de S. Paulo

Rocinha com UPP terá 100 câmeras para monitorar a comunidade

Equipamento será instalado em pontos estratégicos da favela.
Unidade foi inaugurada oficialmente por volta de 10h desta quinta (20).

Com a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, oficialmente inaugurada por volta de 10h30 desta quinta-feira (20), cerca de 100 câmeras vão ajudar a monitorar a comunidade em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo o comandante da UPP, o major Edson Santos, a tecnologia e o patrulhamento com motocicletas serão diferenciais no policiamento da área.

“Dividimos a Rocinha em vários setores para facilitar o patrulhamento, pois vamos atuar em uma comunidade com grandes dimensões”, frisou Santos, ressaltando que terá quatro oficiais para ajudá-lo. Santos já comandou equipes quando era integrante do Bope e quando fazia parte do policiamento na Barreira Fiscal do Estado.


Do contêinter, os PMs conseguem monitorar pontos estratégicos da comunidade (Foto: Janaína Carvalho / G1)

Com 12 anos na Polícia Militar, o comandante da UPP da Rocinha considera a proximidade com a população um dos maiores desafios a serem vencidos na pacificação da maior favela do país. “Nosso principal objetivo é permitir que o morador da Rocinha tenha a certeza que ele agora é o dono da comunidade”, afirmou Santos, destacando que o trabalho de proximidade já tem sido realizado e que a população tem colaborado muito com o trabalho da polícia. “A população nos apoia. A prova disso é que foi através da colaboração deles que chegamos à autoria de crimes ocorridos aqui nesse período”, disse o major.

Na cerimônia de inauguração da UPP, o governador Sergio Cabral também falou sobre essa mudança. “Não temos nenhum tipo de ilusão, essa é uma comunidade onde a marginalidade vai continuar tentando entrar, mas antigamente a polícia que era a invasora. Nesse episódio recente, onde perdemos um policial, foi o contrário, o bandido é que era o invasor”, afirmou Cabral. “A gente não tem a ilusão que um processo que começou em novembro de 2008 que hoje não haveria mais a marginalidade. É um processo, um processo permanente”.

O governador também lembrou da época em que o país convivia com uma inflação galopante ao falar da nova realidade do Rio com as UPPs. “Da mesma maneira que a inflação alta acabou não faz mais parte da realidade do brasileiro, espero que, no futuro, essas crianças que estão aqui não tenham em sua memória nenhum tipo de conflito e atuação do poder paralelo”, disse Cabral, fazendo uma comparação com o seu filho caçula, que não tem em sua memória a época em que havia inflação no país.

Na Rocinha, o patrulhamento feito por motoclicleta será fundamental para garantir a eficácia do trabalho dos policiais. Segundo o coronel Rogério Seabra, comandante das UPPs, 92,25% da Rocinha não é patrulhável por veículos de 4 rodas. “Tivemos que redimensionar o nosso policiamento, inclusive coma presença de mais policiais para fazer o patrulhamento a pé. É assim que deve ser feito, dada a topografia da comunidade”, afirmou Seabra.

De acordo com o tenente Guarani, que vai ser responsável pela operação das câmeras, os aparelhos serão instalados em pontos estratégicos da comunidade. Além do sistema de monitoramento visual, a tecnologia aparece como diferencial em outros aspectos dentro da UPP.

No interior dos contêineres onde fica a base provisória da unidade, os policiais têm acesso a todo o bando de dados do Disque-Denúncia e sabem quais os criminosos estão sendo procurados pela polícia. Os PMs também têm acesso a um mapa com toda a geografia da comunidade e conseguem visualizar, por meio dos rádios instalados nas carros da PM com GPS, onde cada policial está, em tempo real.


Detalhe do monitor usado pela polícia para monitorar a comunidade (Foto: Janaína Carvalho / G1)

Na semana passada, Rafael dos Santos, de 18 anos, entregue à polícia pelos pais, confessou ter matado o soldado Diego Henriques. Outro suspeito, Ronaldo Cunha, de 24, continua foragido.

Atualmente, um milhão de pessoas vive em comunidades no Rio e 40% delas passarão a ser atendidas por UPPs com mais esta unidade na Rocinha.

Fonte: G1

Segurança Eletrônica Sustentável – o marco da integração e da qualidade de vida

Historicamente, segurança era um privilégio de algumas castas.
Depois, com o tempo, tornou-se uma necessidade da classe média e, hoje, popularmente, é um desejo de paz da população, como também não deixa de ser um dever do Estado.

Na década de 80, a segurança eletrônica era um privilégio de poucas empresas dedicadas a projetos e engenharia em processos e sistemas. Já na década de 90, com a disseminação dos equipamentos de intrusão e CFTV, a segurança quase se tornou commodity. Mas, devido às demandas e necessidades de mercado, percebeu-se que dar segurança ou aprimorar a prevenção não era apenas um negócio dos assuntos da segurança pública, nem tão pouco destinado por força de Lei a empresas privadas autorizadas ou a sofisticados sistemas de tecnologia.

Ela é um conjunto de coisas e fatores e por isso precisa da integração, de desenvolvimento de novos métodos, da revisão de conceitos e aceitação da possibilidade de descobrir sempre algo diferente e inovador que ninguém fez ainda.

Mas, isso só é possível se tentarmos fazer algo novo. Os jogos Panamericanos da cidade do Rio de Janeiro, as intervenções das favelas nos morros cariocas através das famosas e populares UPPS ou mesmo mais recentemente na Rio + 20, são conjuntos de ações e fatores quer sejam momentâneos ou prolongados, mas que devem ser estratégicos e eficientes. Afinal, o objetivo final é a busca do controle, da comodidade, da paz e da longevidade e se, por um período, isso é possível, talvez o prolongamento desse modelo também seja. O maior desafio é criar sustentabilidade a esse processo do modelo conjunto: segurança pública, segurança privada, segurança eletrônica e sociedade. O conjunto desconstrói barreiras ao invés de perpetuá-las.

Ao final das Olimpíadas de Londres, o COI (Comitê Olímpico Internacional) reviu os conceitos e demonstrou a verdadeira preocupação de unificar esforços para a proteção e a paz social. E pensa-se em agregar legislações cada vez mais contemporâneas do ponto de vista da inclusão ao invés da exclusão, ampliando a participação no conceito de prevenir e controlar.

São nesses eventos múltiplos que percebemos o quão importante é pensar na sustentabilidade, na integração, no respeito aos diversos setores e segmentos que cuidam da segurança e colaboram com ela em seus vários atos na cena social. Isso demonstra que a delegação e privilégio não é uma reserva única de mercado nem direito adquirido de nenhum setor, ele é extensível e deveria ser integrado à segurança orgânica, à segurança privada, à segurança eletrônica, à segurança policial, aos órgãos de inteligência das forças armadas, às guardas municipais, às associações comunitárias e aos voluntários. A tendência de existir uma única guarda pretoriana é um equívoco.

O Brasil possui diversos problemas em segurança pública e deficiências na segurança privada que precisam de desenvolvimento. Nenhum desenvolvimento se faz pela exclusão, mas pela inclusão de parceiros rumo ao objetivo chamado qualidade de vida. Ninguém no aspecto social possui as chaves para as soluções da segurança de forma isolada.

O setor de segurança eletrônica no Brasil veio para ficar, e tem total conhecimento de que sozinho não é a solução, mas parte dela. Ela se tornou o meio inteligente capaz de mensurar, planejar e colaborar com o restante da segurança.

Pensando por esse aspecto, uma empresa, um governo, um líder, uma organização precisa pensar em segurança com o lado multilateral, e os serviços de prevenção não são apenas conjuntos de coisas tais como: pessoas treinadas, uniformes, armas de fogo, métodos, veículos ostensivos ou somente tecnologia. Na verdade é a soma de tudo isso incluindo políticas públicas, direitos humanos, saúde e educação.

Segurança é acessibilidade, é inclusão, é inserção comunitária, é educação, é saúde, é meio ambiente, é esporte, é organização urbana, é transferência de tecnologia, é democracia, é participação. A segurança para a qualidade de vida é muito mais penetrante e envolvente do que repressora, não é excludente, beneficiadora de setores, paradigmática, erradicante, e sim, mais participativa e assertiva, inteligente, planejada, empreendedora e criativa.

Os saltos econômicos a que serão alçados os brasileiros devido à economia nos próximos anos, oferece lugar para todos nesse nicho de comércio extraordinário do consumo. Existem regiões brasileiras fora do eixo do sudeste e sul que estão crescendo a taxas maiores que muitos países europeus em quatro décadas. Pesquisas mostram que o mapa de consumo e desenvolvimento do país precisa ser muito mais heterogêneo nas propostas e delicadamente audacioso, do que simplesmente ficar fazendo as mesmas coisas sempre.

A segurança eletrônica por meio da ABESE e FENABESE, e da força da indústria por meio das feiras de negócios como a Exposec, mostram a vocação importante desses segmentos, indústria, distribuidores, revendas, integradores, gestores de riscos, engenheiros e consultores de segurança, além de sua grande participação estratégica na integração de recursos e modelos de prevenção, não apenas com o conceito de acessibilidade de ferramentas, mas na participação do conjunto, planejando e executando planos de segurança.

Em 2013, a segurança privada da segurança eletrônica será responsável por centenas de projetos em municípios de pequeno e grande porte, auxiliando os poderes executivos na implementação de projetos que visam o aprimoramento da segurança pública e não somente a venda de equipamentos.

As pesquisas sobre violência nas universidades não deixam mais de citar o importante componente da segurança eletrônica no que diz respeito à implantação de projetos de monitoramento, proteção passiva e gravações de imagens que colaboram muito no esclarecimento de crimes e fraudes diariamente em todo o Brasil.

Isso significa dizer que a segurança eletrônica atingiu sua maturidade e pode ser ouvida e ter seu lugar nos assentos de decisões de segurança privada no país. Esse importante segmento deixa de ser apenas os números de vendas de equipamentos de proteção, para se tornar uma importante base de pesquisa e apoio para a prevenção em nosso país.

Dessa forma para o futuro, nós brasileiros teremos uma grande missão pela frente, pensar a segurança para a qualidade de vida, desse outro jeito, inclusiva, criativa, sustentável, profissional, gerencial e algumas vezes mais simples que sofisticada. A solução da segurança é objetivar a qualidade de vida, muito mais do que simplesmente sentir-se seguro, uma sensação que as vezes é momentânea e irreal.

O Congresso Internacional promovido pela ABESE tem esse apelo de fazer as coisas acontecerem por meio da promoção de novas idéias e significados não apenas tecnológicos, mas conceituais e de forma simples.

Como dizia Leonardo da Vinci: “O último degrau da sofisticação é a simplicidade”. As respostas, às vezes, estão nas coisas mais fáceis e simples de fazer. Tomara que no futuro agreguemos mais e compliquemos menos.

Sejam bem-vindos à inovação de um novo CIS 2012.

*Ronaldo Elias Pena é especialista em segurança estratégica e negociação, consultor e assessor sênior da Reitoria da USP. Coordenador do GETS – USP. Membro da Socie dade Brasileira para o Desenvolvimento da Segurança e Serviços. Gestor de Relações Institucionais. Formado no Insead – França – pelo Blue Ocean Institute e Pesquisador.

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