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Assaltos a bancos crescem 25% no primeiro semestre no País

O total de assaltos a bancos ocorridos no País ao longo do primeiro semestre deste ano cresceu 25,2% em relação ao mesmo período de 2011. O número passou de 301 para 377 casos. Já os arrombamentos de agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos passaram de 537 para 884 no mesmo período – um crescimento de 64,6%.

Os dados fazem parte da 3ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos. O levantamento foi elaborado pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf), com apoio técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Somadas, ambas as modalidades de ataques a bancos chegaram a 1.261 ocorrências, uma alta de 50,5% em relação ao primeiro semestre do ano passado, quando houve 838 casos. Entre as fontes da pesquisa estão estatísticas de secretarias estaduais de Segurança Pública, notícias publicadas pela imprensa e levantamentos de sindicatos e federações de trabalhadores. No mês passado, a CNTV, a Contraf e o Dieese haviam divulgado 27 mortes em assaltos a bancos, de janeiro a junho de 2012.

Nas estatísticas de assaltos a bancos por estado, São Paulo lidera o ranking, com 99 casos no primeiro semestre, seguido por Bahia (37), Ceará (26), Pernambuco (18), Paraíba (17), Paraná (16) e Mato Grosso (16). Em termos percentuais, o maior crescimento ocorreu no Ceará, que passou de cinco casos no primeiro semestre de 2011 para 26 no mesmo período deste ano, uma alta de 420%.

O ranking de arrombamentos também é liderado por São Paulo, com 190 casos. Na sequência, aparecem Minas Gerais (151), Santa Catarina (121), Paraná (93), Bahia (54), Rio Grande do Sul (40) e Mato Grosso (32). O maior crescimento do número de casos ocorreu em Minas Gerais, com um salto de cinco para 151 ocorrências, uma variação de 2.920% em relação ao primeiro semestre do ano passado.

As entidades acreditam que os dados reais podem ser ainda maiores, em razão da dificuldade de se obter esse tipo de informação em alguns estados. Casas lotéricas, unidades do Banco Postal dos Correios e correspondentes bancários não constam do levantamento.

“Esperamos que o anteprojeto de lei que trata do estatuto da segurança privada seja apresentado ainda este ano pelo Ministério da Justiça. A legislação atual está defasada”, disse Ademir Wiederkehr, diretor da Contraf. “Queremos mais segurança para proteger a vida das pessoas.

Não queremos mais a morte de clientes e trabalhadores.”

Entre as reivindicações das entidades que representam vigilantes e bancários estão a obrigatoriedade de porta giratória com detector de metais antes das salas de autoatendimento; instalação de vidros blindados nas fachadas das agências; colocação de câmeras de monitoramento dentro e fora dos bancos; ampliação do número de vigilantes; uso de divisórias entre os caixas e biombos antes da fila de espera; e isenção de tarifa para transferências eletrônicas de recursos entre bancos diferentes.

As entidades sindicais também defendem maior controle e fiscalização por parte do Exército no transporte, armazenamento e comércio de explosivos. Em 2011, de acordo com números apresentados pela CNTV, houve pelo menos 44 ocorrências de roubos de cargas de explosivos no país – 15 delas em Minas Gerais, o que explicaria, em parte, o aumento significativo de casos de arrombamento registrados no estado. Em segundo lugar aparece o Paraná, com dez ocorrências de roubos de explosivos.

“Em cada uma dessas ocorrências são roubadas toneladas de dinamite”, disse o presidente da CNTV, José Boaventura Santos. “As mineradoras deveriam ser obrigadas a ter um plano de segurança para o transporte desse material, com a contratação de vigilância.”

Perguntado se já fizeram algum contato com o Exército sobre o assunto, o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba, João Soares, disse que o órgão participou recentemente de uma audiência pública sobre o tema, realizada na Assembleia Legislativa do Paraná.

“O representante dos Exército nessa audiência informou que é praticamente impossível fiscalizar tudo. Eles fazem uma fiscalização por amostragem”, disse Soares. “Precisamos de uma fiscalização mais consistente, com medidas como rastreamento dos artefatos por chips ou códigos de barras. Há locais que vendem banana de dinamite por R$ 10.”

Os trabalhadores reclamam ainda do baixo orçamento destinado pelos bancos para gastos com segurança. No primeiro semestre deste ano, os cinco maiores bancos aplicaram R$ 1,5 bilhão em segurança, o equivalente a 6% do lucro líquido de R$ 24,6 bilhões obtido no período.

Procurada, a Federação Brasileira de Bancos divulgou nota em que informa que a segurança dos seus funcionários e clientes é preocupação central dos bancos. Conforme a nota, os investimentos em segurança feitos pelo setor passaram de R$ 3 bilhões, em 2002, para R$ 8,3 bilhões em 2011, o que significaria um aumento de 62,4% em termos reais.

De acordo com a federação patronal, os assaltos diminuíram 78% entre os anos de 2000 e 2011, passando de 1.903 para 422. Ainda segundo a Febraban, os bancos seguem a Lei Federal nº 7.102/1983 e sua regulamentação. “O aprimoramento da segurança bancária levou a uma adaptação e migração dos criminosos profissionais para assaltos fora das agências bancárias”, diz a nota da Febraban.

Agência Brasil

Capital tem janeiro menos violento dos últimos 11 anos

A cidade de São Paulo apresentou o menor número de homicídios durante o mês de janeiro em sua história recente. Foram 84 casos, 383 a menos que em janeiro de 2001, o que representa uma queda de 82,39%. Foram seis assassinatos a menos em comparação com o ano passado, uma redução de 6,67%. As informações constam das Estatísticas Mensais da Criminalidade, contabilizadas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Também houve diminuição no comparativo dos últimos 12 meses. De fevereiro de 2011 a janeiro deste ano, foram contabilizadas 1.018 mortes intencionais na cidade, 143 a menos que no período de fevereiro de 2010 a janeiro de 2011 – uma redução de 12,32%.

Nos últimos 12 meses, a capital alcançou a taxa de 8,95 homicídios por grupo de 100 mil habitantes. O número é menor que o do Estado, que apresentou taxa de 9,99. A taxa média do Brasil é de 22,3/100 mil.

A SSP atribui a redução dos homicídios à intensificação do patrulhamento ostensivo, com retirada da armas ilegais das ruas, e à investigação de crimes, identificação e prisão dos autores.

Roubo de carga diminui 23,3%
Outro indicador criminal que apresentou relevante queda na cidade de São Paulo foi o roubo de carga. A diminuição foi de 23,3%. Em janeiro deste ano, foram registrados 339 roubos de carga, 103 a menos que no mesmo mês do ano passado, quando houve 442 casos. Também houve queda no comparativo dos últimos 12 meses. De fevereiro de 2011 a janeiro deste ano, foram contabilizados 447 registros a menos – uma redução de 9,71% deste tipo de crime.

Roubos a banco
O número de roubos a banco, em janeiro, diminuiu de 11, no ano passado, para sete, este ano.

Roubos em geral
No comparativo dos últimos 12 meses, os roubos em geral apresentaram queda de 0,78% na cidade de São Paulo, com uma diminuição de 862 casos. De fevereiro de 2011 a janeiro deste ano foram contabilizadas 109.880 ocorrências de roubo em geral – de fevereiro de 2010 a janeiro de 2011, houve 110.742.

Furtos de veículo
Também no comparativo de 12 meses, a capital registrou queda de 17 casos de furtos de veículo.

Sequestros
Pela primeira vez desde 2001, a cidade de São Paulo não registrou nenhum caso de extorsão mediante sequestro no mês de janeiro. No mesmo mês do ano passado, foram contabilizados dois casos.

A redução dos crimes contra o patrimônio foi alcançada graças ao aprimoramento no trabalho das polícias. O tempo de resposta da Polícia Militar para atender a chamados de emergência tem diminuído, em decorrência tanto do contínuo treinamento, como da adoção de novas tecnologias adquiridas pelo Governo do Estado. O trabalho da Polícia Civil também vem se aperfeiçoando, a fim de identificar e prender os autores dos crimes contra o patrimônio.

Estupro
Apesar da mudança na legislação – que agora considera todos os crimes de abuso como estupro –, esse tipo de crime apresentou queda de 1,69% no comparativo de fevereiro de 2011 a janeiro de 2012 com fevereiro de 2010 a janeiro de 2011, com uma diminuição de 42 ocorrências.

Aumento da produtividade policial
Os flagrantes de tráfico de drogas no mês de janeiro na cidade de São Paulo alcançaram os maiores índices dos últimos anos. Foram registrados 735 boletins de ocorrência de tráfico de drogas. Em comparação com janeiro do ano passado – quando foram registrados 423 BOs –, houve um aumento de 73,76% desse indicador. Esse tipo de ocorrência depende totalmente da ação policial, e o crescimento indica maior eficiência das polícias para apreender drogas e prender traficantes.

O número de prisões realizadas pelas polícias na capital aumentou 2,58% nos últimos 12 meses, com 724 a mais. De fevereiro de 2011 a janeiro de 2012 foram feitas 28.796 prisões, contra 28.072 de fevereiro de 2010 a janeiro de 2011.

Fonte: SSP – SP

35 mil morreram vítima de arma de fogo

Dados do Ministério da Saúde indicam que 35.233 brasileiros morreram, em 2010, vítimas de armas de fogo. O número corresponde a 70,5% dos 49.932 assassinatos cometidos no país, no ano passado. Se forem considerados os suicídios, os acidentes e mortes de causa indeterminada, as armas de fogo foram os instrumentos responsáveis pela morte de mais de 38 mil pessoas.

Os números, que ainda são preliminares, são inferiores aos registrados em 2009 (39,6 mil mortes violentas, sendo 36,6 mil homicídios provocados por armas de fogo), mas segundo o secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, as taxas de 2010 ainda são consideradas “altas taxas”, mesmo levando-se em conta que as comparações devem ser feitas com cuidado pelo fato dos dados serem preliminares.

“Várias políticas de segurança pública têm sido levadas a cabo pelo Ministério da Justiça, mas, todos os dias, vemos casos de pessoas que sofrem acidentes domésticos com armas de fogo, de uma pessoa que se envolve em briga de bar e mata a outra por estar com uma arma de fogo, brigas de trânsito, brigas de vizinhos. São pessoas que não eram criminosas e passam a ser por estar com uma arma de fogo em suas mãos”, disse.

Segundo Barreto, para reverter esse quadro, é preciso reduzir o número de armas de fogo nas mãos de civis. Entre as políticas voltadas para esse objetivo estão as campanhas de desarmamento. A campanha mais bem sucedida foi a realizada entre os anos de 2004 e 2005, logo após a aprovação do Estatuto do Desarmamento em 2003, quando mais de 500 mil armas foram entregues voluntariamente por cidadãos ao Estado e, posteriormente, destruídas.

Dados do Ministério da Saúde mostram que as mortes por armas de fogo caíram de 39,3 mil, em 2003, para 37,1 mil, em 2004, e 36 mil, em 2005. Na campanha deste ano, que começou há sete meses e se encerra no dia 31, já foram recolhidas 35 mil armas.

O coordenador das ações de desarmamento da organização não governamental Viva Rio, Antônio Rangel Bandeira, no entanto, cobra uma melhor fiscalização das autoridades governamentais sobre a venda de armas no país. “O que precisamos, de fato, é aplicar a lei [Estatuto do Desarmamento]. A lei existe e ela é boa. O Estatuto do Desarmamento está sendo copiado por oito países no momento, como uma das leis mais avançadas do mundo. Mas o Brasil legal não tem nada a ver com o Brasil real”, disse Bandeira.

Bandeira cita, como exemplo, a facilidade para se comprar armas de fogo nas lojas do Rio de Janeiro. Já Barreto diz que há, sim, um controle efetivo realizado pela Polícia Federal e pelo Exército, que vai desde a fabricação da arma até a venda ao cidadão. “A arma tem um controle desde a indústria, com numeração, código de série, vendedor, comprador. No Brasil, tudo isso é rastreado. O que acontece é que, muitas vezes a arma que o cidadão tem em casa, é roubada”, afirma.

Jornal da Tarde

Relação conflituosa entre alunos da USP e polícia existe desde a ditadura

Raiz da desconfiança universitária remonta à década de 1960.
Prisão de estudantes foi estopim para invasão de prédio da universidade.

Paulo Toledo Piza
Do G1 SP

Faixas pedem saída da PM da USP (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

Nos últimos dias, quem passa pelo prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, na Zona Oeste de São Paulo, se depara com faixas e pichações pedindo a saída da PM do campus e o fim da “repressão aos lutadores”. Na porta do edifício, que foi invadido na quinta-feira (27), após confronto com a PM, jovens com os rostos cobertos respondem com desconfiança – e algumas vezes com agressividade – as perguntas feitas por jornalistas.

O clima de temor que paira na Cidade Universitária evidencia uma chaga antiga: a relação conflituosa entre parte do mundo acadêmico e a corporação. Os primeiros grandes atritos ocorreram no período da Ditadura Militar (1964-1985).

À época, a polícia tinha um papel fundamental na manutenção do regime e atuava de forma enérgica contra movimentos “subversivos”. E o ambiente acadêmico, segundo os governantes fardados, era um “celeiro de subversão”. Para conter os movimentos pró-democracia, o governo baixava decretos que davam mais força e poder aos integrantes das forças policiais.

Em fevereiro de 1969, por exemplo, o governo criou o “Decreto-Lei nº 477, elaborado pelo Conselho de Segurança Nacional especialmente para silenciar estudantes, professores e funcionários das instituições de ensino”, segundo a pesquisadora Flávia de Angelis Santana, em sua tese de mestrado intitulada “Atuação política do movimento estudantil no Brasil: 1964 a 1984”.

O decreto proibia qualquer manifestação, passeata ou comício no interior de escolas e universidades públicas e particulares, sob pena de desligamento da faculdade no caso dos estudantes e demissão para professores e funcionários.

Outro fato muito criticado pelo meio acadêmico foi a criação da Assessoria Especial de Segurança e Informações (Aesi). Implantada na USP e em outras instituições de ensino em 1973, essa assessoria tinha como objetivo selecionar os funcionários, colher dados sobre atividades subversivas, levantar informações sobre alunos, entre outros. Ela foi extinta apenas em 1982. Medidas como essas ampliaram o poder das polícias. Invasões de salas de aulas e prisões de professores e alunos, que já eram comuns no período, ganharam força com as medidas.

Desde então, a PM passou a ser vista no campus por parte da comunidade acadêmica como uma entidade repressora, que estava lá para acuar, não para proteger. Com a reabertura política, na década de 1980, a perseguição, assim como a presença da corporação no campus, começou a diminuir. A desconfiança, porém, permaneceu.

A Guarda Universitária passou a atuar de forma mais incisiva na parte ostensiva, combatendo delitos e repassando casos de crimes para a Polícia Civil. A PM voltou a ser vista no campus em junho de 2009. Na época, uma greve de professores e funcionários fez com que o governo enviasse 150 policiais militares à Cidade Universitária. O objetivo dos PMs era cumprir uma reintegração de posse dos prédios que estavam cercados pelos grevistas.

Em 9 de junho daquele ano, uma manifestação contra a PM e a favor de melhorias trabalhistas, que contou com cerca de 800 pessoas, terminou em confronto. Policiais usaram balas de borracha, bombas de efeito moral e gás de pimenta. Um estudante chegou a ser preso por ter jogado pedras nos policiais.

Outro fator decisivo para a polícia voltar ao campus foi o aumento de casos de roubos, furtos, estupros e até mortes. Em 18 de maio último, o estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, foi baleado quando se aproximava de seu carro em um estacionamento da Faculdade de Economia e Administração (FEA). Dois homens presos pelo crime foram indiciados por latrocínio.

Esse crime motivou a formalização, em 8 de setembro, de um convênio entre representantes da universidade e do comando da Polícia Militar. O documento, assinado por Antonio Ferreira Pinto, secretário estadual da Segurança Pública, pelo coronel Álvaro Batista Camilo, comandante do policiamento do estado, e pelo professor João Grandino Rodas, reitor da USP, prevê que em cinco anos a corporação aumente a segurança no campus.

A liderança do movimento afirma que a PM não soluciona o problema de segurança na USP. “Pessoas continuam sendo assaltadas e assediadas pelo campus mesmo com a presença da polícia. Isso demonstra que sua função na universidade é outra. Não é a toa que só o que aumentou foi o número de blitze e os enquadros a estudantes, funcionários e moradores dos arredores da USP”, diz nota dos alunos.

Apesar de o regime democrático perdurar há mais de 20 anos, a presença policial no ambiente acadêmico ainda incomoda estudantes da maior universidade do país.

Barricada instalada em via que leva ao prédio invadido (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

Crimes contra o patrimônio caem no Vale do Paraíba e Litoral Norte

As regiões do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte registraram queda dos crimes contra o patrimônio no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho, foi registrado um caso de roubo a banco, contra seis no mesmo período do ano passado. A informação consta das estatísticas mensais da criminalidade, divulgadas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Nos últimos 12 meses, foram registrados cinco casos a menos. De julho de 2009 a junho de 2010, foram nove casos, contra quatro entre julho do ano passado e junho deste ano.

Outra modalidade que também apresentou queda foi o roubo de carga, com redução de 3,23%. No período de julho de 2009 a junho de 2010 foram registradas 62 ocorrências, contra 60 nos últimos 12 meses.

Polícia mais ativa

Um dos indicadores de atividade policial, os flagrantes de tráfico de drogas aumentaram 15,41% na região neste primeiro semestre. Foram registrados 1.408 casos – 188 a mais que no mesmo período do ano passado. Este tipo de ocorrência depende totalmente da ação policial; o crescimento indica maior eficiência das polícias para apreender drogas ou prender traficantes.

As estatísticas da criminalidade também apontam um crescimento de 16,55% no número de armas apreendidas nos seis primeiros meses do ano. Foram 514 armas retiradas de circulação, contra 441 entre janeiro e junho de 2010 – 73 a mais.

O trabalho de investigação da Polícia Civil e o policiamento ostensivo da Polícia Militar resultaram em 4.518 prisões neste primeiro semestre – 137 a mais que em 2010.

Estado

O Estado alcançou a taxa de 9,6 mortes intencionais por grupo de 100 mil habitantes, ou seja, abaixo da chamada zona de epidemia, classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há 10 ou mais homicídios por 100 mil habitantes/ano. A taxa de homicídios no Brasil é de 25/100 mil habitantes. Desde 1999, São Paulo já reduziu em 70% o número de homicídios dolosos.

No primeiro semestre deste ano, foram 278 mortes a menos do que no mesmo período do ano passado, quando houve 2.278 casos, uma queda de 12,2%.

Outro comparativo a se considerar é o dos últimos 12 meses, período em que o Estado de São Paulo registrou 483 mortes intencionais a menos, numa redução de 10,67%. De julho de 2009 a junho de 2010, foram registrados 4.525 homicídios dolosos, contra 4.042 de julho de 2010 a junho de 2011.

Atualizações mais frequentes

Como alertado nos últimos meses, quando as estatísticas da criminalidade passaram a ser divulgadas mensalmente, as atualizações de dados informados passaram a ser mais frequentes. A maioria das alterações decorre da mudança de natureza criminal, a partir de investigações conduzidas por autoridades policiais.

Há, também, casos em que a natureza preponderante muda pela morte da vítima, em momento posterior ao registro. As estatísticas da criminalidade são utilizadas, em primeiro lugar, para o planejamento das polícias e da área de segurança. Servem, por exemplo, para orientar aquisições e distribuição de recursos humanos, tecnológicos e materiais. Devem ser um retrato o mais fiel possível da realidade. Por isso, são atualizadas sempre que a autoridade policial conclui ser outra a natureza de um crime.

As atualizações são feitas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública, depois de receber comunicação formal da unidade policial responsável pela investigação. Antes de serem oficializadas, as alterações propostas são checadas pela CAP.

Assessoria de Imprensa e Comunicação da Secretaria da Segurança Pública

Aumento dos assaltos na saída de agências bancárias assusta clientes

O ataque de assaltantes provocou duas mortes nas últimas 24 horas em São Paulo. A polícia dá orientações para evitar exposição durante saques.

Natália Ariede
São Paulo

Um tiroteio em um bairro nobre de São Paulo assustou quem estava na região. Dois bandidos foram mortos depois de roubar um cliente de um banco. Os tiros foram disparados por um policial à paisana, mas o dinheiro da vítima – 12 mil reais – desapareceu.

Em outro caso de saidinha de banco, em São Bernardo do Campo, os ladrões foram presos e um deles reconhecido por vítimas de outros assaltos. Mas apenas dois mil, dos cinco mil reais da vítima, foram recuperados. Nos dois casos a polícia está investigando o paradeiro dos valores desaparecidos.

Em São Paulo, para combater o crime conhecido como saidinha de banco, a polícia adota como estratégia a presença mais frequente dos PMs. Eles visitam as agências bancárias, dão orientações aos funcionários e distribuem cartilhas aos clientes, com dicas de cuidados para evitar ser vítima desse tipo de crime.

Em Salvador, depois do baterista da banda de forró Estakazero ter sido baleado na cabeça após sacar dinheiro, a prefeitura deu seis meses para que os bancos instalem câmeras de segurança dentro e fora das agências. A multa é de cinco mil reais.

No Ceará, os bancos têm 90 dias para se adaptar a uma lei que proíbe o uso de celulares nas agências.

Para quem vai sacar dinheiro, a Polícia Militar de São Paulo recomenda:
- não avise que vai fazer um grande saque
- vá acompanhado
- não conte dinheiro no caixa
- não peça ajuda a estranhos
- atenção no trajeto
Fonte: Polícia Militar de SP

“No deslocamento, observe se está sendo acompanhado. Antes de entrar no banco veja se tem pessoas que estão olhando de forma diferente. Se for abordado, nunca reaja. Ele quer apenas o bem material. No caso o dinheiro”, diz o capitão Cleodato Moisés, Polícia Militar.

Assista a matéria exibida no Jornal Hoje:

Metrô de SP e CPTM registram cinco roubos por semana

Segundo a SSP, nos cinco primeiros meses ocorreram 106 assaltos.
Crimes se concentram nos acessos e corredores das estações.

Da Agência Estado

Crimes se concentram nos acessos e corredores das estações (Foto: Glauco Araújo/G1)

Crimes se concentram nos acessos e corredores das estações (Foto: Glauco Araújo/G1)

Entre janeiro e maio, a polícia registrou 106 roubos em linhas do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em São Paulo, média de cinco por semana. Os crimes na rede metroferroviária se concentram nos acessos e corredores das estações -não há um horário específico nem registros de casos dentro dos vagões.

Na maioria das vezes, o criminoso diz estar armado, mas não chega a exibir a arma. Ele pede celular, dinheiro e carteira e foge em seguida na direção da rua. A polícia recomenda às vítimas que não reajam.

Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública, houve 18 assaltos em janeiro, 28 em fevereiro, 20 em março, 24 em abril e 16 em maio.

Seis desses roubos foram cometidos contra farmácias de estações. Os demais são ataques a passageiros. Vinte e dois adultos foram presos e 8 adolescentes, apreendidos.
Para a polícia, o número é baixo, considerando que 5,1 milhões de pessoas circulam diariamente pelas cinco linhas do Metrô e pelas seis da CPTM. Mesma conclusão é alegada pela assessoria do Metrô, uma vez que “houve o registro de um ocorrência de segurança pública para cada um milhão de passageiros transportados”. Não é possível comparar os dados com igual período do ano passado, pois, à época, o governo do Estado não divulgava estatísticas por delegacias, como atualmente.

Nos primeiros cinco meses do ano, as linhas de trem também registraram 118 casos de lesão corporal dolosa (quando há intenção) e dois homicídios. As mortes aconteceram entre janeiro e fevereiro.

Fonte: G1

Vale precisa de mais 5.000 PMs

 

Média na região é de um policial para 578 pessoas; corporação afirma que planejamento estratégico cobre áreas de maior risco
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
O efetivo da Polícia Militar no Vale do Paraíba deveria contar com 5.000 policiais militares a mais, segundo uma orientação da ONU (Organização das Nações Unidas).
A organização defende que deve haver um policial militar para cada 250 pessoas.
Hoje, a corporação possui 3.800 policiais para cobrir uma área de 2,2 milhões de pessoas em 42 municípios da região. Uma média de um policial para cada 578 pessoas.
A corporação reconhece que o efetivo está abaixo do esperado, mas afirma que faz um planejamento estratégico para cobrir áreas em que há mais risco de crimes.
Para Paulo José de Palma, promotor da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Taubaté, o baixo número de policiais é apenas um dos itens que influi para a criminalidade (leia texto nesta página).
Policiamento
Os policiais militares são responsáveis pelo policiamento preventivo.
Para o tenente-coronel Luís Augusto Guimarães, comandante interino da PM no Vale, a corporação busca compensar a falta de oficiais com o trabalho de inteligência.
“Fizemos uma reavaliação há alguns anos. Há áreas tranquilas em que colocávamos muitos policiais, sendo que não era necessário. Eles foram realocados em áreas mais degradadas”, afirmou.
De acordo com ele, a Secretaria de Segurança Pública está tentando resolver o problema da falta de policiais por meio de concursos públicos.
Recentemente, vieram 300 policiais para o Vale. Agora, está tendo um outro concurso.
Para o promotor Palma, o número de policiais está defasado em relação ao crescimento da população.
“Se checarmos o número de policiais nos anos anteriores, veremos que eles não acompanharam o crescimento da população. É uma de nossas brigas junto ao estado. Também não há um número suficiente de policiais civis. As investigações estão prejudicadas”, disse o promotor.
Dados
No primeiro trimestre deste ano, o Vale registrou nova queda no índice de homicídios. Mesmo assim, São José e Taubaté, as duas maiores cidades da região tiveram aumento de 50% nos assassinatos.
“Estamos fazendo operações para atacar o tráfico de drogas, que hoje é o principal causador de mortes. Em algumas regiões, conseguimos controlar. Em outras, estamos nos esforçando, disse Guimarães.
Segundo ele, o tráfico também acaba provocando outros crimes. “Nossa meta é chegar no médio traficante, que é quem distribui a droga.”

Fonte: O Vale