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Ladrão de turista em SP prefere agir em eventos à noite

AE/SÃO PAULO – Agência Estado
Feiras, convenções e shows noturnos, no Anhembi e no Morumbi, representam o maior risco de crime para quem visita São Paulo. E, mais do que a violência física, é o oportunismo dos ladrões que tem transformado turistas em vítimas na capital paulista. Os furtos são responsáveis por nove em cada dez queixas registradas por pessoas de fora da Região Metropolitana de São Paulo na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur).

É o que mostra um levantamento feito pelo Estado com os 274 boletins de ocorrência registrados por visitantes nos últimos 12 meses na Deatur. A amostragem revela que os roubos – quando a vítima sofre ameaça ou alguma violência – representaram apenas 7,6% dos crimes contra turistas na delegacia especializada, que concentra grande parte dos registros envolvendo pessoas de fora da Região Metropolitana. Os eventos têm a preferência desse tipo de criminoso: houve 134 registros nessas situações e 26 em shows.

“O que se tem é o crime de oportunidade”, afirma o delegado Mauro Marcelo de Lima e Silva, responsável pela Divisão de Portos, Aeroportos, Proteção ao Turista e Dignitários. O fato de contar com a distração do alvo também explica por que a maior parte dos crimes ocorre à noite (111) – pela manhã, em contrapartida, foram apenas 50 registros.

Lima e Silva explica que, em alguns casos, o responsável pelo furto nem mesmo é um “ladrão profissional”, embora existam quadrilhas especializadas que atuam nesse ramo, mas uma pessoa que resolve aproveitar a distração do turista para praticar o crime. O comportamento do visitante também contribui para isso. “Quando está em viagem, a pessoa foge da rotina à qual está acostumada e, por isso, acaba se expondo mais.”

Por local, o Anhembi lidera o ranking de queixas (130 ou 47%), seguido do Estádio do Morumbi (14). Vale ressaltar que o centro de convenções acaba concentrando a maior parte dos BOs porque tem um posto da Deatur, o que favorece a notificação. O mesmo ocorre com o Morumbi, que recebe um posto em dia de shows. A delegacia ainda foi notificada de ataques a turistas no Expo Center Norte (8), zona norte, nas Praças da República (8) e da Sé (7) e na Rua Augusta (4).

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Paraisópolis ganha ‘UPP à paulista’

Após investir em operações repressoras para combater crimes no Morumbi, na zona sul, a Polícia Militar agora aposta no policiamento comunitário dentro de Paraisópolis. No último sábado (dia 17), duas novas bases móveis passaram a funcionar nas ruas da favela. Os equipamentos foram utilizados como exemplo para a polícia carioca na criação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

Outra base já existente, na entrada da comunidade, continuará aberta para melhorar a sensação de segurança do bairro. O Morumbi enfrenta uma onda de violência desde o ano passado, quando PMs de outros bairros foram chamados para a região. No último final de semana, pelo menos sete pessoas foram presas por roubar pedestres e tentar atacar residências. Nos primeiros três meses de 2011, 62 casas foram invadidas. Este ano, segundo o tenente coronel Ulisses Puosso, do 16° Batalhão, o número não passa de 20. Os arrastões a restaurantes também preocupam: desde janeiro foram quatro ocorrências assim.

O coronel explica que as bases são inéditas no local e terão seis policiais que não serão trocados. O objetivo é que eles criem um vínculo com a população e até sejam chamados pelo nome. “Queremos dar uma referência para as pessoas e ouvi-las, para criar um elo de confiança.

Fazer o policial ser um mediador de conflitos”, explica o oficial. Além dessas missões, o PM poderá registrar boletins de ocorrência de furtos e receber denúncias.

Nos anos de 2005, 2009 e 2011, Paraisópolis foi palco de três operações Saturação – quando a Tropa de Choque da PM ocupa as ruas e faz um ‘pente-fino’ entre moradores. No ano passado, outra tática foi adotada: a Operação Colina Verde – montada para reduzir os roubos.

Para Puosso, a saturação não é suficiente. “Isso só não resolve, é uma solução imediatista. Estamos num momento à frente. O ideal é utilizar o policiamento comunitário”, acredita.

Julia Titz, presidente do Conselho de Segurança (Conseg) do Morumbi, afirma que a operação Colina Verde foi fundamental para reduzir crimes. “O clima de segurança ficou muito melhor e houve um estreitamento entre a polícia e os moradores”, conta. Já o presidente do Conseg Portal do Morumbi, Celso Cavallini, diz que a chegada das bases móveis vai “irradiar segurança” em Paraisópolis.

O coronel Puosso acrescenta que os índices de violência no Morumbi apresentam queda. Entre 1º de janeiro e 10 de março, foram registrados 20 roubos a residência, ante 62 no ano passado. “Ainda é muito, concordo, mas houve redução significativa.”

Segundo o capitão Sergio Marques, porta voz da PM, o uso de bases móveis é uma tendência na capital. Atualmente, são 93 em operação e outras 47 fixas. O oficial explica que, para trabalhar nesses locais, todos os PMs passaram por um treinamento que varia de uma semana a um mês na Diretoria de Polícia Comunitária e Direitos Humanos (DPCDH).

“A PM de outros Estados vem fazer curso com a gente. Os oficias das UPPs do Rio aprenderam aqui, mas nessa ação, primeiro eles pacificam a área com o Exército e Bope. Isso em São Paulo não acontece. A PM entra em qualquer favela”, lembra.

Camilla Haddad / Gio Mendes – JT

Veja onde ocorreram roubos a residências em São Paulo

O bairro do Morumbi, na zona oeste de São Paulo, é o que teve mais casas roubadas neste ano de 1º de janeiro ao dia 10 de março foram 22. Em Pinheiros (zona oeste), Penha e Ermelino Matarazzo (zona leste), foram 18.

A análise inédita foi feita a partir de 475 registros de roubos contra residências na cidade, cujos dados não são divulgados pela Secretaria da Segurança Pública. Os dados revelam que, em média, a cada 3 horas e 30 minutos uma casa é roubada em São Paulo.


André Caramante – Folha de São Paulo

Preso chefe de quadrilha que atuava no Morumbi

A quadrilha invadia as casas e torturava as vítimas para roubar. Emerson Rodrigo Rezende dos Santos foi preso no bairro de Campo Limpo. Ele trocou tiros com policiais para tentar fugir.

Fonte: G1

Criminosos invadem casa no Morumbi e trocam tiros com a polícia

Crime aconteceu na Rua Fonseca Teixeira.
Segundo PM, três suspeitos morreram; um foi detido.

No confronto com os policiais, três criminosos morreram após tentar assaltar casa (Foto: Bruno Araújo/G1)

Uma casa foi invadida por criminosos na manhã desta segunda-feira (7) na Rua Fonseca Teixeira, na região do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo. Segundo a PM, os policiais chegaram ao local quando os criminosos ainda estavam na residência. Houve troca de tiros e três suspeitos foram atingidos. Eles chegaram a ser levados a hospitais, mas morreram. Um quarto integrante do grupo foi detido. Quatro adultos e uma criança foram feitos reféns durante o assalto.

Segundo o major Edinaldo Soares de Alexandre, da Polícia Militar, a família trabalha em uma mesma empresa. Na manhã desta segunda, o dono da residência saiu para trabalhar mais cedo e estranhou quando seus filhos não chegaram na empresa no horário habitual. Ele tentou entrar em contato com o resto da família, mas não conseguiu. Preocupado, acionou a PM e voltou para casa.

Ainda de acordo com o major, o homem tocou a campainha da residência diversas vezes, mas ninguém atendeu. Os policiais arrombaram a porta quando chegaram e encontraram um grupo de assaltantes no local fazendo a família refém. Houve troca de tiros entre o grupo armado e a polícia, e três suspeitos foram atingidos e um preso.

Segundo o major, há a suspeita de que outros integrantes do grupo podem ter conseguido fugir durante a troca de tiros.
Os integrantes da família não ficaram feridos. Segundo Edinaldo Soares de Alexandre, os assaltantes colocaram uma meia na boca da criança, um menino, para que ele não chorasse e alertasse os vizinhos. Cinco armas foram apreendidas. Os assaltantes não conseguiram levar nada da casa.

Ainda segundo o major, a polícia desconfia que a mesma quadrilha que invadiu a casa nesta segunda tentou assaltar uma outra residência na mesma rua na semana passada. Imagens de câmeras de segurança serão usadas para confirmar a suspeita.

Justiça determina que condenados indenizem vítima de roubo em SP

Valor foi estipulado em R$ 20 mil, além da sentença de onze anos de prisão.
Em dezembro de 2010, mulher foi assaltada na região do Morumbi.

Do G1 SP

Além de condenar duas pessoas à prisão por roubar uma mulher na região do Morumbi, Zona Sul da capital paulista, em dezembro do ano passado, a juíza Cynthia Maria Sabino Bezerra da Silva, da 11ª Vara Criminal Central de São Paulo, determinou que a dupla (o sexo dos criminosos não foi informado) indenize a vítima em R$ 20 mil, valor estimado ao que a mulher teve roubado na ocasião.

A decisão foi divulgada pelo Tribunal de Justiça nesta terça-feira (20). Segundo o TJ, a mulher foi abordada pelas duas pessoas no Jardim Guedala, no estacionamento de um supermercado após fazer compras. Ela ficou em poder da dupla por duas horas. Na nota, o tribunal diz que a vítima teve roubados o carro, seis cartões de crédito, R$ 1.500 em dinheiro, uma aliança de ouro, três camisetas e seis toalhas de banho. Além disso, a vítima foi obrigada a sacar R$ 200 de sua conta. A soma de tudo o que foi levado foi calculada em R$ 20 mil.

Na sentença, Cynthia condenou a dupla a onze anos, quatro meses e vinte dias de prisão em regime inicial fechado, mais 27 dias-multa pela prática de roubo triplamente qualificado e extorsão. As duas pessoas estão presas desde a fase inicial do processo.

“Se a prisão cautelar já se fazia necessária no curso da instrução, justifica-se com maior razão ante a um decreto condenatório, até mesmo porque a quantidade de pena imposta é forte indício de evasão, caso os réus venham a ser soltos”, disse a magistrada no comunicado. Para ela, a forma de agir da dupla “demonstra sua periculosidade”.

A reação do Morumbi

Um refúgio distante dos problemas dos bairros mais populosos da cidade, com terrenos espaçosos e cercados por um clima bucólico de interior. Esses eram os principais chamarizes do Morumbi quando ele começou a se desenvolver, em meados do século XX. Com o passar do tempo, ganhou uma série de outros atrativos. Em sua área de 11,5 quilômetros quadrados, encontram-se hoje a sede do governo paulista, o Palácio dos Bandeirantes, o maior estádio particular do Brasil, o Morumbi, e um dos mais modernos hospitais privados da América Latina, o Albert Einstein. Sua população cresceu rapidamente e atingiu a marca de 221.500 habitantes, considerando seus três distritos Morumbi, Vila Sônia e Vila Andrade. No mais rico deles, o do Morumbi, 64% dos domicílios contam com renda superior a vinte salários mínimos, o equivalente a 10.900 reais (na cidade, o índice é de 17%). As mansões que sempre conferiram à área um ar de riqueza dividem espaço hoje com um número de prédios cada vez maior — o bairro tornou-se o campeão da capital em lançamentos imobiliários, com 8.000 apartamentos novos comercializados nos últimos três anos. Apesar das enormes transformações, mantém-se como um oásis arborizado, com 239 metros quadrados de área verde por pessoa, o que corresponde a quase cinco vezes a média da cidade.

Nos últimos tempos, entretanto, a atmosfera de tranquilidade dessa região paulistana deu espaço a um grande sentimento de insegurança. Os moradores estão assustados com o recente aumento no número de roubos. Em julho, as duas delegacias responsáveis pela área, o 34º e o 89º DPs, contabilizavam um total de 325. No mês anterior, a situação tinha sido ainda pior, com um pico de 376. Considerando a evolução do problema desde o começo do ano, verificou-se um crescimento de 55,5% nas ocorrências ao longo do semestre, índice superior aos 11% registrados na capital. A modalidade de crime que se destaca no Morumbi são os roubos a residências. Entre 1º de julho e 24 de agosto, houve por ali 51 dessas ações, ou seja, uma média de quase uma por dia. Preocupados com o avanço da criminalidade, moradores se mobilizaram para chamar a atenção do poder público. Unido em torno de uma rede social na internet, um grupo de 4.000 integrantes imprimiu 15.000 panfletos, afixou 400 cartazes no bairro e organizou um protesto. Cerca de 2.500 pessoas participaram do ato, que terminou com um abraço simbólico na Praça Vinícius de Morais, vizinha ao Palácio dos Bandeirantes. Na ocasião, centenas de balões brancos foram soltos no céu. Nas rodas de conversa, era claro o impacto desses números negativos na rotina de quem vive na redondeza.

Senhoras comentavam que usam agora bolsas de “mentira”, com apenas alguns trocados dentro. Empresários aproveitavam o encontro para trocar dicas sobre sistemas de segurança patrimonial. “Comprei um equipamento que me permite ver no celular todas as oito câmeras da minha casa, em tempo real. Acesso o aplicativo de quinze em quinze minutos”, dizia o economista F.G. Ele teve sua casa invadida em 9 de maio e, assim como várias outras vítimas que concederam depoimentos à reportagem de VEJA SÃO PAULO, teme fornecer o próprio nome para evitar represálias. Perto de lá, e ao redor de muitos dos endereços assaltados neste ano, há placas anunciando a venda de imóveis. “As pessoas estão muito amedrontadas”, afirma Júlia Rezende, presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Morumbi. Não é de hoje que a região é visada por bandidos. As razões vão da grande concentração de moradores de alta renda convivendo ao lado de duas grandes favelas (Paraisópolis e Real Parque) às deficiências crônicas do bairro, como praças sem poda que acabam virando refúgio dos assaltantes e ruas mal iluminadas com pouco movimento à noite.

O que chama atenção agora é a ousadia dos criminosos. Muitos agem à luz do dia, portando armamentos pesados para intimidar as vítimas e entrar nas residências. “Na minha rua praticamente todo mundo já sofreu algum tipo de trauma”, conta o engenheiro Daniel Marques de Almeida, de 70 anos, internado desde 19 de agosto num hospital da região após ter sido baleado durante uma tentativa de roubo. Naquele dia, ele estava chegando em casa de carro e, quando abriu o portão, viu lá dentro duas pessoas estranhas. “Minha reação na hora foi acelerar”, relata. Acabou levando um tiro de fuzil nas costas. Hoje, tem dificuldade para mexer o lado esquerdo do corpo. Entre os pontos mais críticos do Morumbi estão as vias com saída para a Marginal Pinheiros, que servem de rota de fuga para os marginais, e a Rua Dr. Francisco Tomás de Carvalho, conhecida como ladeirão, que liga a Avenida Giovanni Gronchi à região da Vila Andrade, nas redondezas de Paraisópolis. “Ali, os roubos são muito frequentes”, diz o delegado Carlos Batista, titular do 89º DP. Ocorrem também problemas nas ruelas próximas ao Clube Paineiras. Depois dos assaltos recorrentes no local nos últimos meses, há um intenso movimento de carros da Polícia Militar e de segurança privada fazendo escolta de quem entra e sai das casas.

O crescimento das favelas da região nos últimos anos é um dos fatores que explicam a atual onda de criminalidade. Paraisópolis, a maior delas, surgida nos anos 60, tem hoje 80.000 habitantes e já é a segunda da cidade em população, atrás apenas de Heliópolis, na Zona Sul, com 100.000 pessoas. A Real Parque, por sua vez, dobrou de tamanho nos últimos cinco anos, chegando a 4.000 moradores. “Além de serem rota de fuga, as favelas abrigam parte dos bandidos que atuam no Morumbi”, afirma o capitão Claudisbel Barbosa dos Santos, comandante da 2ª Companhia do 16º Batalhão, responsável pelo bairro. Na opinião dos especialistas, não há uma quadrilha única por trás dos assaltos e roubos. “São os chamados crimes de oportunidade”, diz o coronel Álvaro Camilo, comandante-geral da PM no estado.

Em pronta resposta, a Secretaria de Segurança Pública, numa ação coordenada pelo secretário Antonio Ferreira Pinto, pôs em prática nas últimas semanas duas grandes operações. Em uma delas, batizada de Saturação, a PM ocupou as principais favelas, realizando bloqueios nas entradas e incursões ao seu interior para revistar moradores e prender suspeitos de roubos. Em outra, chamada de Colina Verde (em referência ao significado de Morumbi na língua tupi), reforçou em 50% o policiamento nas ruas do bairro, colocando mais 100 soldados por turno, um pelotão da Rota com cinco viaturas, quinze carros da Força Tática, trinta motos e o helicóptero Águia. Como resultado desse esforço, ocorreram doze prisões, uma apreensão de arma e 3.459 revistas em suspeitos, apenas entre 25 e 31 de agosto. Mais relevante ainda foi a queda da criminalidade nesse período em comparação com as ocorrências registradas na semana imediatamente anterior. Os roubos em geral caíram pela metade e os furtos sofreram uma redução de 33%. Nos próximos meses, as autoridades devem colocar mais bases móveis da PM na vizinhança e estudam instalar um ponto de policiamento permanente dentro de Paraisópolis, atendendo a uma antiga reivindicação dos moradores. Responsável por essas ações, a Secretaria de Segurança já conquistou vitórias importantes na batalha contra a criminalidade em São Paulo. A taxa de homicídios na capital nos primeiros seis meses deste ano foi de 8,3 mortes por 100.000 habitantes, o menor índice desde os anos 60. Apesar do avanço, ainda há muito que fazer. Os latrocínios, roubos seguidos de morte, por exemplo, cresceram 12% no período. Outro indicador que preocupa diz respeito aos crimes contra o patrimônio (roubo, furto e roubo de veículos, de cargas e a banco), que tiveram alta de 11,5% no primeiro semestre. A onda de assaltos no Morumbi integra a lista de novos desafios que precisam ser enfrentados. Os moradores e frequentadores de um dos melhores e mais valorizados bairros paulistanos torcem para que ele volte a ser, quanto antes, o mesmo oásis de tranquilidade que foi no passado.

Fonte: Revista Veja SP

Preso integrante de quadrilha que assaltava casas na zona sul de SP

Rapaz confessou assaltos; na casa dele foram encontrados objetos roubados

Pedro da Rocha

SÃO PAULO – Um dos integrantes de uma quadrilha que pratica assaltos à residências na região do Morumbi, na zona sul da capital, foi preso, por volta das 22h de segunda-feira, quando desmontava um carro roubado. A atitude levantou suspeitas de moradores da favela Paraisópolis, na Vila Andrade.

Após receberem denúncia, segundo a qual um homem retirava as rodas de um Vectra na Rua Jeremy Bentham, dentro da favela, policiais militares da 5ª Companhia do 16º Batalhão foram verificar. Quando chegaram, encontraram Jonatan Laube Reis, de 23 anos, trabalhando no carro, que estava com a placa de um Astra. “Após entrevista, ele acabou confessando que pertencia a um grupo especializado em roubos à residência, e indicou que guardava os produtos do crime em sua casa”, contou o tenente da PM Everton Vilela.

Na moradia de Reis, em frente ao local onde desmontava o carro, foram encontradas televisões, equipamentos de videogames, e outros objetos. Na delegacia, os policiais contactaram vítimas de roubos à residência na região. Moradores de uma casa na Rua Senador Otávio Mangabeira reconheceram três objetos roubados no dia 6 de julho: uma televisão, um tripé e um controle de videogame. Um médico que teve a casa assaltada na manhã do mesmo dia afirmou à polícia que Reis possui as características físicas de um dos ladrões.

Ambos os crimes tiveram características parecidas. “Os dois assaltantes pularam o muro da frente e me renderam quando chegava de carro. Apesar de armados, os dois não foram violentos”, contou o engenheiro Ademar Rudge, de 59 anos, roubado em julho. Já o médico, de 65 anos, contou que os dois bandidos tinham a chave de sua residência. Eles também estavam armados, encapuzados, e calmos durante o crime. “Eles levaram minha coleção de relógios e fugiram com meu carro”, disse o médico.

O caso foi encaminhado ao 49º Distrito Policial. Reis disse aos policiais que agia com mais três comparsas. As investigações vão continuar para identificar os outros criminosos e tentar recuperar o restante dos objetos roubados.

Via do Morumbi tem um assalto a cada dois dias

Polícia registrou 93 ataques em 6 meses contra motoristas no ‘ladeirão’.
Via dá acesso a favela da Zona Sul de SP.

Da Agência Estado

Os assaltos no Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, têm endereço e horário certos desde 2009. Só nos primeiros seis meses deste ano foram 93 ataques contra motoristas na Rua Doutor Francisco Thomaz de Carvalho, via que liga o bairro à Marginal do Pinheiros, mais conhecida como “ladeirão”.

É nessa descida de mão dupla, perto do cruzamento de uma das ruas que dá acesso à Favela de Paraisópolis, que motoristas são atacados por grupos de menores de idade armados com pedras e velas de carros. É mais que um assalto a cada dois dias no mesmo local.

Nem a Operação Saturação, montada em maio pela Polícia Militar nas imediações de Paraisópolis e das favelas do Jardim Colombo e do Real Parque, ajudou a reduzir os ataques. No primeiro semestre de 2010 foram 106 assaltos ou tentativas de furto no “ladeirão”. A Polícia Civil já estima que 80% dos assaltos registrados contra motoristas no Morumbi ocorrem nessa via.

André Takahashi, chefe dos investigadores do 89º Distrito Policial, onde são registrados os boletins de ocorrências dos ataques, diz que a ação dos marginais é tão rápida que as vítimas nunca conseguem reconhecer os autores. “São muitos menores de idade que atacam ao mesmo tempo, não dá para distinguir muito quem é quem. E mesmo quando o menor é preso, ele acaba saindo depois de três meses e volta a assaltar”, conta.

Os assaltos têm ocorrido no início da manhã, entre 6h e 7h, ou no fim da tarde, entre 18h e 19h. Mas também há registros de ataques durante a madrugada e no horário de almoço. “Percebemos que eles aproveitam a troca de turno dos PMs que trabalham na região pela manhã”, aponta o chefe dos investigadores do 89º DP.

Mais duas centrais de flagrante serão instaladas na capital paulista até agosto

Medida deve agilizar atendimento nas delegacias tanto à populaçao como à Polícia Militar

Ricardo Valota, do estadão.com.br

SÃO PAULO – Com o objetivo de atender à população em no máximo 30 minutos e liberar, para o retorno ao patrulhamento, o mais rápido possível, policiais militares que registram prisão em flagrante, quatro delegacias da capital paulista, da Vila Carrão (31ºDP), São Mateus (49ºDP), Vila Jacuí (63ºDP), na zona leste, e Água Fria (20ºDP), na zona norte, já contam com as chamadas Centrais de Flagrante.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) promete, até agosto, entregar mais duas: no Morumbi (89ºDP), região sudoeste, e na Vila Leopoldina (91ºDP), zona oeste. A intenção é centralizar o deslocamento das viaturas da PM, com presos em flagrante, para apenas uma delegacia, dependendo da região.

Por exemplo: Policiais militares que detiverem criminosos em regiões como Jaguaré, Rio Pequeno, Cidade Universitária, Ceagesp, Butantã, e bairros ao redor, na zona oeste, encaminham o flagrante para o 91º Distrito Policial (Vila Leopoldina). Com isso, a população terá um atendimento mais rápido nas demais delegacias da região e, caso queira registrar boletim no distrito policial onde há a Central de Flagrante, nele terá um atendimento separado, sem ter de esperar na fila de casos de flagrante levados pela PM.

O diretor do Decap, Carlos José Paschoal de Toledo, destacou que, além disso, a Central de Flagrante tem uma característica estratégica.

Por ser um ambiente com estrutura carcerária, evita o deslocamento desnecessário de presos. “O preso chega à Central de Flagrante e é custodiado naquela dependência carcerária até a transferência para unidades prisionais Secretaria da Administração Penitenciária”.

SAC

Outra facilidade que já existe nas delegacias da capital é Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), da Polícia Civil, em funcionamento desde a última segunda-feira , 4, responsável por receber elogios, sugestões e reclamações 24 horas. O serviço permite que a diretoria do Departamento Judiciário de Polícia Civil da Capital (Decap) possa intervir, diretamente, no atendimento à população. “Se a pessoa for mal atendida ou houver algum desgaste, o coordenador desse serviço intervirá nesse atendimento”, acrescentou Toledo.

O telefone de contato, 3815-5446, o fax, 3031-5446, e o endereço eletrônico do serviço (sac-decap@policiacivil.sp.gov.br) constam em todas as delegacias da Capital. Alguns casos terão resposta imediata, como reclamações sobre o tempo de espera nas delegacias.