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Vigilância eletrônica da USP é ‘sucateada e insuficiente’, diz relatório interno

Paulo Saldanha – Blogs Estadão

Relatório da Superintendência de Segurança da USP revela a necessidade de criação de monitoramento eletrônico na universidade, citando que o existe “em praticamente todas as áreas comuns dos campi está sucateado, é insuficiente e ultrapassado”. Também prevê a criação de estatísticas georreferenciadas de ocorrências e revisão dos contratos de segurança terceirizada.

Foto: Nilton Fukuda

O documento, ao qual o blog Nossa Educação teve acesso, foi entregue à reitoria e a membros da universidade pela ex-superintendente de Segurança da USP Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer. Ele foi produzido a partir das reuniões do Grupo de Trabalho Segurança, criado pela reitoria em maio do ano passado. Com saída repentina de Ana Lúcia – ela foi comunicada que teria de deixar o cargo no dia em que voltou de férias -, a professora finalizou o documento e encaminhou para a reitoria, representantes estudantis e funcionários.

A professora e antropóloga Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer foi retirada do cargo após nove meses à frente da Superintendente de Segurança da universidade. No seu lugar, assumiu o professor José Antonio Visintin, do departamento de medicina veterinária. Ana Lúcia disse que foi pega de surpresa com a decisão.

O relatório tem 19 páginas e faz uma análise e avaliação da atual situação da segurança da universidade, além de elencar as propostas para cada ponto. A centralização do aparato de segurança da universidade é um dos pontos mais citados. “Algo tão valioso precisa estar sob o gerenciamento da própria Universidade, cabendo a um quadro funcional próprio, valorizado, capacitado e bem articulado interna e externamente, a condução e contínua avaliação desse desafio”, cita o documento.

O relatório prevê a revisão dos contratos de terceirização na área de segurança. Apesar de não indicar o fim da terceirização no setor, o documento fala em diminuição dessa mão de obra. A USP conta com 110 servidores da Guarda Universitária, ficando a cargo de empresas terceirizadas a maior parte do serviço nas unidades. Só no câmpus do Butantã existem 1,8 mil terceirizados.

“Este documento se norteia pelo pressuposto de que uma nova política de segurança para a USP não deve facilmente se deixar seduzir nem por ganhos econômicos imediatos do processo de terceirização nem pela ilusão de que corporações policiais estão preparadas e disponíveis para efetuar, por conta própria, trabalhos preventivos e repressivos de qualidade no interior dos campi”, diz o documento assinado por Ana Lucia.

A falta de articulação dessas guardas privadas com a Superintendência de Segurança da universidade não agradavam a ex-chefe do setor, como ela já confirmou em entrevista ao Estado citando o exemplo da Faculdade de Medicina. A unidade foi palco de denúncias de estupro e uma CPI na Assembleia Legislativa apura os casos. “O fato é que a Faculdade de Medicina é um feudo e eu como superintendente nunca tive acesso. Tive uma conversa muito séria com o reitor (Marco Antonio Zago) em dezembro e ele me disse que cabia ao diretor da faculdade tomar as providências. Foi objetivo e curto”, disse ela depois que a troca no comando da superintendência veio à tona.

A presença da Polícia Militar no câmpus também foi motivo de discórdia entre ela e membros da reitoria – uma vez que integrantes da direção são favoráveis a uma presença mais ostensiva da PM no câmpus. O relatório não descarta parcerias com o poder público, mas indica que seria necessário debater “os moldes” dessa colaboração. Ao defender uma nova política de segurança para a instituição, o documento ressalta que as “atuações ainda militarizadas das polícias no Brasil (do que resulta seu despreparo para lidar de forma preventiva com a criminalidade e para se inserir na vida pública respeitando estritamente preceitos do Estado Democrático de Direito)”.

O relatório revela que a USP ainda não conta com estatísticas georreferenciadas sobre as ocorrências de violência, apesar dos inúmeros registros. A professora indica a necessidade de criar de uma sede para o setor – a antiga sede do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) foi analisado para isso.

A USP não se pronunciou sobre o relatório. O blog apurou que a reitoria não entende o relatório como um resultado oficial do Grupo de Trabalho, uma vez que sua redação foi finalizada pela ex-superintendente.

Cartazes na orla da praia de Santos alertam sobre assaltos

Fonte: A Tribuna

Um alerta chamou a atenção de quem passeava pela orla da praia de Santos neste fim de semana. Um cartaz colado em bancos e numa lixeira, nas proximidades da Estátua do Surfista, na Pompeia, pedia para que as pessoas tivessem cuidado, pois o entorno seria uma “zona de assalto”.

A autoria do panfleto é desconhecida, mas esta não é a primeira vez que um aviso é colocado no local. Em maio, um outro cartaz, no José Menino, alertava os ciclistas que nas proximidades do Emissário Submarino existiam ladrões. O comunicado, assinado “todos os ciclistas da Baixada Santista”, orientava as pessoas para que informassem sobre atitudes suspeitas à central de ocorrências da PM, pelo 190.

A secretária Maria Cristina Souza Pinto foi vítima de bandidos no local. Há pouco mais de um mês, ela e uma amiga voltavam da praia, no início da tarde, quando foram abordadas por um ciclista.

“Ele estava armado e levou nosso celular, carteira, corrente e aliança. A gente fica a mercê desses bandidos e se sente indefesa, sem proteção nenhuma para aproveitar a nossa Cidade”, lamenta ela.

A opinião é compartilhada pela arquiteta Andressa Gama, que passou por uma situação semelhante há três anos, no mesmo local onde hoje aparecem os cartazes. “Fui abordada por um homem que se dizia pedinte. Como disse que não tinha dinheiro, ele passou a insistir e mostrou uma faca. Foi desesperador”, conta ela, que passou a evitar passear pela orla. “Agora, só passo por lá se estiver de carro”.

Outro lado

De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança, Santos tem 360 câmeras de monitoramento “que auxiliam na prevenção e combate ao crime, dando apoio ao trabalho realizado pela Polícia Militar”. Elas estão distribuídas por vários pontos da Cidade, incluindo a orla.

Até o final do primeiro semestre de 2015, a Prefeitura pretende ter em funcionamento 522 câmeras no município. A Polícia Militar foi procurada por A Tribuna para se manifestar sobre a questão da segurança e das ações de prevenção feitas na área apontada, mas a Assessoria de Imprensa do órgão informou que por se tratar de fim de semana, quando a parte administrativa das unidades permanecem fechadas, não seria possível enviar uma posição sobre os assaltos na orla santista.

As Organizações Criminosas dos “Poderosos” e o ciclo criminal-legal

Fonte: Estadão

As Organizações Criminosas dos “Poderosos” e o ciclo criminal-legal

São inúmeras as organizações criminosas que existem atualmente. Cada uma assume características próprias e peculiares, amoldadas às próprias necessidades e facilidades que encontram no âmbito territorial em que atuam. Condições políticas, policiais, territoriais, econômicas e sociais influem decisivamente para o delineamento destas características, com saliência para umas ou outras, sempre na conformidade das atuações que possam tornar mais viável a operacionalização dos crimes planejados e com o objetivo de obter maiores fontes de renda.

Há, entretanto, algumas características que podem ser destacadas como básicas que, embora não necessariamente presentes em todos os modelos, servem bem ao objetivo de busca da sua distinção. Organização criminosa pode ser
concebida como um organismo ou empresa, cujo objetivo seja a prática de infrações penais de qualquer natureza (no Brasil, os crimes com pena máxima igual ou superior a 4 anos, ou de caráter transnacional). Sua existência sempre se
justifica ‘por quê’ e ‘enquanto’ estiver voltada para a prática de atividades ilegais.

Apesar da constatação de alguns de seus elementos essenciais que se verificam na grande maioria das organizações criminosas, é preciso destacar que elas evoluem em velocidade muito maior do que a capacidade da Justiça de percebê-las, analisá-las e principalmente combatê-las. Assim como a vacina sempre persegue a doença, os meios de combate à criminalidade organizada sempre correm atrás dos estragos causados pela sua atividade. Amanhã e depois
seguramente surgirão formas novas, que, pela verificação de atividades organizadas para a prática de crimes, também poderão ser consideradas organizações criminosas.

Atualmente são conhecidas 4 formas básicas de Organizações criminosas: Tradicional: (ou Clássicas) Das quais o exemplo mais clássico são as Organizações de tipo mafioso, as Máfias. Rede: Cuja principal característica é a
globalização, formando-se através de um grupo de experts sem base, vínculos ou ritos; que agem por pequeno período de tempo. Empresarial: Formado no âmbito de Empresas lícitas (licitamente constituídas). Praticam crimes de Cartéis, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal etc. E Endógena: Espécie de organização criminosa que age dentro do próprio Estado, em todos as suas esferas – Federal, Estaduais e Municipais. Seus agentes são funcionários públicos que exercem parcela de poder do Estado, especialmente políticos. Favoritismo e clientelismo são características evidentes. É forma de organização criminosa denominada, de “Criminalidade dos Poderosos”.2

Da atuação com caracteristica permanente destas organizações criminosas, as Endógenas, decorre o ciclo “criminal-legal”, com a subdivisão do dinheiro, produto dos crimes retirados, em maior percentual, do próprio Estado: Dinheiro criminoso acaba sendo aplicado tanto para incrementar as atividades ilícitas, como também em negócios já considerados “lícitos”, assim entendidas aquelas Empresas legalmente constituídas, muitas, porém, com o dinheiro sujo.

Depois, com a criação e/ou incremento de empresas, através do poder advindo da formação de elevado capital, das facilidades que dele decorrem, e do exercício do poder, passa-se ao âmbito da atuação de “pressão política”, muitas  vezes a partir da disseminação de falsas ideologias, através das quais os grupos ou organizações criminosas se infiltram e se mantém no sistema político do País, conseguindo (re)eleger seus representantes para cargos dos Poderes Executivo e Legislativo; corrompendo, ameaçando e extorquindo outros políticos.

Finalmente, para degradação da sociedade, estes políticos, para se favorecerem, aprovam leis que amenizam, de qualquer forma, as atividades criminosas contra o Estado e também as primárias, seja permitindo-as, descriminalizando-a ou atenuando-as. Criam leis sem, ou com pouca punição, portanto ineficazes, e os criminosos não as respeitam. Diminuem, enfim, o poder investigativo e de atuação de órgãos estatais independentes de repressão. Este ciclo gera na sociedade, em última análise, a alteração de consciência dos conceitos de “gravidade” de condutas, tornando, indiretamente, esta sociedade mais tolerante, sob uma então justificativa “democrática”, já que as novas leis são consequências de todo um processo legislativo provocado por representantes do povo – os políticos. A conclusão é que, condutas que eram “graves”, e portanto criminosas, passam a ser mais toleradas ou menos punidas. O dinheiro roubado dos cofres públicos, que deveria servir a sociedade, acaba faltando, porque serve àqueles que dele se apropriaram. A criminalidade de rua aumenta e a sociedade perece.

Permitir esta atividade do ciclo “criminal-legal”, significa, então, em última análise, financiar disputas eleitorais e eleger políticos que representam os interesses próprios, tal como faz a Máfia, podendo contaminar toda a vida
democrática do País.

Selo “Diga Não à Clandestinidade”

A Fenavist, em parceria com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), lançou este ano o selo “Diga Não à Clandestinidade”.

Estima-se que mais de 1,5 milhão de agentes de segurança atuem de maneira irregular, embora de acordo com a lei 7.102/83, apenas empresas que possuam autorização da Polícia Federal possam prestar serviços de segurança privada em solo brasileiro. Visando alertar a população sobre os perigos da contratação de profissionais ilegais, a Fenavist, em parceria com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), lançou este ano o selo “Diga Não à Clandestinidade”. O projeto faz um comparativo entre os benefícios da contratação de uma empresa de segurança com autorização da Polícia Federal e os riscos que correm os contratantes e a sociedade ao escolher profissionais clandestinos para o serviço.

Momentos preferidos dos ladrões

Pequenos descuidos podem ser a oportunidade exata que o ladrão estava aguardando para invadir o condomínio.

Confira abaixo um diagnóstico feito por especialistas em segurança, sobre os ‘momentos preferidos” pelos ladrões para iniciar um assalto, quais as atitudes dos porteiros ou moradores – ou mesmo da administração – que facilitam a ação dos criminosos, e, por outro lado, quais os procedimentos corretos a serem adotados.

Há uma tabela com dicas para portaria e administração, e outra para moradores. Para estes, é importante que se passe a importância de cumprir as regras de segurança do condomínio, e que eles façam com que os moradores e empregados da sua residência também façam o mesmo.

Confira o diagnóstico:

DICAS PARA PORTARIA E ADMINISTRAÇÃO
MOMENTO PERIGOSO ATITUDE ERRADA

ATITUDE CORRETA

Entrada de visitantes 1. O Porteiro não identifica corretamente o visitante.
2. Porteiro libera a entrada de visitante sem solicitar autorização do morador.
O porteiro deve pedir o RG do visitante, registrar o apartamento que está indo, avisar o morador e somente depois da autorização liberar a entrada.
Entrega de encomendas para condôminos Porteiro abre o portão para o entregador. O ideal é que o condomínio tenha um passa volumes.
O morador deve retirar suas encomendas não tendo em nenhum momento contato direto com o entregador.
O portão deve permanecer o tempo todo fechado.
Mudanças Permitir mudanças que não foram previamente avisadas e manter o portão aberto durante o processo. As mudanças devem ser previamente agendadas com o zelador / portaria para que medidas de segurança possam ser tomadas.
Durante a mudança os portões devem ficar fechados, abrindo somente o tempo necessário para carga e descarga.
Seria ideal se o condomínio providenciasse um agente de segurança para monitorar o processo e não permitir que outras pessoas se aproveitem da situação para entrar no condomínio.
O certo é que se agende apenas uma mudança por dia.
Liberação de funcionários e prestadores de serviço particulares (ex.: empregadas domésticas) fora do horário de trabalho O porteiro, por conhecer a pessoa, libera a entrada de funcionários e colaboradores mesmo fora do seu horário habitual de trabalho. O porteiro deve pedir autorização aos responsáveis antes de liberar a entrada de colaboradores e empregados domésticos. Por exemplo, a faxineira faz faxina de terça e quinta-feira no período da manhã, mas aparece na quarta-feira à tarde: o correto é o porteiro consultar o morador, e só liberar a entrada após autorização deste.

Liberação de funcionários e prestadores de serviço acompanhados por estranhos (empregada doméstica e sobrinha, por exemplo)

O porteiro, por conhecer a pessoa, libera a entrada de funcionários e colaboradores, mesmo que acompanhados. O porteiro deve sempre impedir a entrada de outros funcionários, do condomínio ou particulares, se os mesmos estiverem acompanhados.
No caso de funcionários do condomínio, é necessário que o síndico, administração ou zelador autorizem essa entrada.
No caso de empregados domésticos, deve-se pedir autorização ao morador e só então permitir a entrada.
Horários de limpeza e retirada de lixo O porteiro permite que o portão fique aberto para facilitar o trabalho dos profissionais da limpeza. O portão deve permanecer fechado e só ser aberto no momento em que o funcionário da limpeza passar. Deve haver sempre um outro funcionário vigiando a operação do lado de dentro (porteiro, se for possível visualização da guarita).
Limpeza da calçada O portão fica aberto. Caso o funcionário precise limpar a calçada do condomínio, o portão ficará fechado e somente será aberto quando o funcionário entrar definitivamente.
Admissão de funcionários Administradora/Condomínio contrata funcionários sem prévia verificação dos mesmos e não passa treinamento adequado. Toda contratação de funcionários deve ser precedida de levantamentos dos dados pessoais do candidato, incluindo antecedentes criminais.
Identificação dos veículos e seus condutores O porteiro libera a entrada de veículos sem verificar se há autorização para tanto e quem é o condutor. O porteiro deve sempre verificar o veículo e principalmente o condutor.
Veículos estranhos, não pertencentes a moradores, só poderão ser liberados com autorização do síndico/administrador ou do morador responsável.
Pessoas estranhas, mesmo que dirigindo veículos de moradores, devem ser anunciadas e sua entrada só poderá ser liberada após a autorização do morador.
Festas e eventos O porteiro libera a entrada de convidados sem anunciar ou consultar a lista de convidados.

No caso de festas e eventos, o morador deve providenciar uma lista com os nomes dos convidados e deixar na portaria a lista.
Caso contrário, o porteiro deve anunciar cada convidado que chegar e não deve liberar a entrada antes da autorização do morador.

Guardar chaves dos apartamentos e veículos na portaria O porteiro permite que moradores deixem chaves na portaria para serem entregues a familiares e/ou empregados. Essa atitude só facilita a ação de marginais, facilitando a entrada dos mesmos nas unidades e o furto de veículos, por isso as chaves dos apartamentos e veículos nunca devem ser deixadas na portaria.
DICAS PARA MORADORES
MOMENTO PERIGOSO ATITUDE ERRADA

ATITUDE CORRETA

Entrando no condomínio com veículo ou a pé Entrar no condomínio sem prestar atenção no que está acontecendo em volta.
Não prestar atenção se existem outras pessoas tentando entrar com você.

Ao chegar, preste atenção se não existem pessoas paradas junto ao portão. Se ficar inseguro, com dúvida, não entre! Dê uma volta no quarteirão e analise melhor a situação.
Se a dúvida persistir, entre em contato com a portaria pra saber se está tudo bem. O mesmo procedimento é válido caso haja um carro com passageiros parados, ou se um carro tentar entrar atrás do seu no condomínio.
Ao abrir o portão, esteja atento a toda a movimentação ao redor para que não seja surpreendido por alguém que entrou no condomínio, aproveitando o portão aberto.
O porteiro pode achar que ela é sua acompanhante e não abordá-la.
Fechar o portão deixando a pessoa do lado de fora não é falta de educação e sim medida preventiva de segurança!

Contratação de empregados domésticos e prestadores de serviço Contratar somente por indicação, sem verificar a documentação do mesmo.
Permitir que o prestador de serviço leve pessoas estranhas sem seu consentimento, como ajudantes etc.
A simples indicação de um amigo ou parente não é suficiente na hora de contratar uma pessoa que terá acesso a sua residência. Sempre peça documentação e verifique os antecedentes criminais antes da contratação.
A campainha toca sem anúncio prévio por interfone Manter a porta do apartamento destrancada ou abri-la sem prévia identificação.

Não abra a porta do seu apartamento sem antes identificar através do olho mágico quem está do lado de fora.
Oriente seus filhos e também seus empregados a nunca abrir a porta caso a pessoa não tenha sido devidamente anunciada pelo interfone, mesmo que seja um funcionário do condomínio.

Informações que vazam através de funcionários particulares ou do condomínio Permitir que empregados tenham acesso a informações pessoais da família Evite comentar sua situação financeira. Não fale sobre valores gastos em viagens, compras, passeios, serviços. Imagine que essa pessoa, por mais que seja “de confiança”, pode comentar inocentemente com um parente, um amigo ou no ônibus de volta pra casa.
Festas e eventos Autorizar a entrada de todos que chegarem à portaria informando que vão à festa ou evento. Sempre que realizar festas ou qualquer outro evento, confeccione uma lista com o nome e sobrenome de todos os convidados e deixe na portaria. Se preferir, avise seus convidados sobre os procedimentos de segurança, assim não haverá constrangimentos.
Mudanças Não avisar o condomínio sobre mudanças. Ao se mudar, avise tanto o condomínio que você está deixando quanto o condomínio para onde você estará se mudando sobre a data e empresa que realizará a mudança.

ONU: 50 mil pessoas foram assassinadas no Brasil em 2012. Isto equivale a 10% dos homicídios no mundo

Manifestação dos movimentos sociais em frente ao Fórum Cível de Marabá, no Pará, contra os assassinatos. Foto: Mídia Ninja (CC BY-SA)

Manifestação dos movimentos sociais em frente ao Fórum Cível de Marabá, no Pará, contra os assassinatos. Foto: Mídia Ninja (CC BY-SA)

O Relatório Global sobre Homicídios 2013, lançado mundialmente nesta quinta-feira (10), pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), revela que, somente em 2012, foram registrados 50.108 homicídios no Brasil, número equivalente a pouco mais dos 10% dos assassinatos cometidos em todo o mundo, que foram 437 mil.  De acordo com o documento, o Brasil apresenta estabilidade no registro de homicídios dolosos, mas o país ainda integra o segundo grupo de países mais violentos do mundo. O cenário de estabilidade no plano nacional contrasta com as disparidades no nível subnacional.

As taxas de homicídio declinaram nos estados do Rio de Janeiro (29%) e São Paulo (11%), mas cresceram no norte e nordeste do País, com destaque para a Paraíba, que registra um aumento de 150%, e Bahia, que contabiliza um aumento de 75% no número de homicídios nos últimos dois anos.O Estado de Pernambuco é uma exceção no Nordeste, com queda de 38.1% na taxa global de homicídios.

No Brasil, apesar da grande maioria das vítimas de homicídios serem do sexo masculino (90%), destaca-se no relatório o número significativo de mulheres que são assassinadas pelos seus parceiros ou familiares. O relatório conclui que muito precisa ser feito para prover os Estados de capacidades para efetivamente prevenir, investigar, denunciar e punir a violência doméstica e todas as formas de violência contra a mulher. A China, Coreia do Norte e o Japão registram os maiores índice de morte de mulheres (cerca de 52% das vítimas).

O abuso de álcool e outras drogas, e a disponibilidade de armas de fogo, são apontadas no estudo como determinantes nos padrões e prevalência da violência letal. O relatório destaca que qualquer política pública na área de prevenção aos homicídios apenas irá funcionar se os governos conseguirem direcionar estas ações para as vítimas e agressores potenciais.

Os países com as maiores taxas de homicídio, com mais de 30 para cada 100 mil habitantes, são Colômbia, Venezuela, Guatemala e África do Sul. O Brasil (25 homicídios para cada 100 mil habitantes) integra o rol do segundo grupo de países mais violentos, juntamente com o México, a Nigéria e o Congo, que registram de 20 a 30 homicídios para cada 100 mil habitantes.

A América do Sul é a terceira sub-região no mundo com os maiores índices de homicídio (23 a cada 100 mil/habitantes). Em primeiro lugar, está o Sudeste da África (com mais de 30 a cada 100 mil/habitantes) e, em segundo lugar, a América Central (26 a cada 100 mil/habitantes).

Os índices de homicídio na Colômbia estão em declínio desde 1996, mas ainda registram um patamar elevado. A Venezuela é o único país da América do Sul que apresenta um aumento significativo nas taxas de homicídio desde 1995. Os registros de homicídios na Argentina, Chile e Uruguai estão estabilizados, mas com baixos índices, aproximando-se dos cenários verificados nos países europeus.

O relatório destaca as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPS) como uma iniciativa determinante para a redução dos índices de homicídio em quase 80% no Rio de Janeiro entre 2008 e 2012. Em novembro de 2013, o estudo contabilizou 34 unidades em operação em 226 comunidades, beneficiando mais de 1,5 milhão de pessoas.

A América é o continente com maior incidência do uso de armas de fogo no cometimento dos homicídios (66%), seguida da Ásia e África (28%), Europa (13%) e Oceania (10%).

O continente americano também apresenta uma notável disparidade entre o total de homicídios cometidos e a condenação dos seus responsáveis, o que coloca em xeque a eficácia do sistema de justiça criminal no País. Apenas 24% dos crimes são solucionados. O número do efetivo policial é analisado de forma diretamente proporcional ao nível de resolução das investigações dos crimes cometidos. Na América, as mortes em presídios também são frequentes. As chances de homicídio entre presos é três vezes maior do que entre a população em geral.

“O UNODC vem trabalhando com o objetivo de oferecer uma referência mundial para os estudos na área de homicídio, o compartilhamento de técnicas de análises com especialistas e acordos de cooperação com os estados para o controle da criminalidade”, afirma Rafael Franzini, representante do Escritório do UNODC no Brasil e Cone Sul.

O foco do levantamento é o homicídio doloso, com uma detalhada analise considerando as diversas faces dos homicídios – relacionados a atividades criminosas, interpessoais ou sociopolíticas – as armas mais utilizadas nos crimes; a eficácia do sistema criminal de justiça na resolução dos casos; e as questões conceituais relativas ao homicídio, violência e conflito.

Saiba mais sobre o relatório em http://bit.ly/Q9j5yZ

Gráfico: UNODC

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Gráfico: UNODC

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