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Roubos crescem pelo 16º mês na capital e Estado de SP

São Paulo – O número de roubos (exceto o de veículos) aumentou pelo 16º mês consecutivo em setembro na capital e no Estado de São Paulo na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgados na tarde desta segunda-feira, 27. A alta foi de 20% e 16,7%, respectivamente. Só a cidade de São Paulo registrou 12.800 casos no mês passado contra 10.669 em setembro de 2013.

A capital também apresentou o terceiro mês consecutivo de alta nos casos de homicídio, com aumento de 6,5% em setembro deste ano, em relação ao mesmo mês em 2013. Já o Estado teve queda neste tipo de crime no mesmo período, com redução de 11,9%.

Pelo quarto mês seguido, o roubo de veículos apresentou diminuição no Estado e na capital na comparação entre setembro de 2014 e o mesmo mês de 2013. A queda foi de 9,4% e 10,5%, respectivamente.

Fonte: Estadão

Roubos crescem 220% na Cidade Universitária entre 2010 e 2014

VICTOR VIEIRA – O ESTADO DE S. PAULO

Convênio entre USP e PM não conseguiu reduzir os crimes no campus Butantã; ocorrências passaram de 25 para 80

SÃO PAULO – Apesar do convênio da Universidade de São Paulo (USP) com a Polícia Militar, o número de roubos no câmpus Butantã cresceu 220% entre os oito primeiros meses de 2010 e o mesmo período deste ano, segundo a reitoria. O total de ocorrências subiu de 25 para 80. O trabalho da corporação na Cidade Universitária, iniciado em setembro de 2011, é alvo de críticas internas. O setor responsável pela segurança da USP admite falhas e a necessidade de rever as estratégias de prevenção.

Nas últimas semanas, a crise de violência na USP se agravou com a morte de um rapaz em festa do grêmio da Escola Politécnica e o assalto, seguido de agressão, de uma atleta na frente do campus, na zona oeste. No balanço anual, o total de ocorrências também subiu. Entre 2010, ano anterior ao convênio, e 2013, a alta foi de quase 106%.

Além dessas ocorrências, que consideram roubos a pessoas e de veículos, a USP teve seis sequestros ou sequestros relâmpagos em 2014. No ano passado, não houve registros desse tipo; em 2010, foram três. As estatísticas não levam em consideração os furtos, quando objetos são levados sem uso de violência. Os dados podem ser ainda maiores pela falta de comunicação entre PM e USP no registro dos casos.

“Os dados mostram que esse convênio (com a PM) não resolveu o problema de segurança no campus”, reconhece a superintende de Proteção e Prevenção Universitária, Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer. Há seis meses no cargo, a professora substituiu um coronel da reserva, colocado à frente da segurança na USP pela gestão passada.

O convênio foi firmado logo após o assassinato de um aluno no estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, que chocou a comunidade universitária. A presença da PM no campus foi mais forte nos meses seguintes ao crime, com blitze e rondas de viaturas, criticadas por movimentos estudantis.

Segundo Ana Lúcia, a permanência da PM no campus diminuiu nos últimos anos. “Houve esmorecimento desse convênio, que só teve a faceta mais repressiva representada.” Para ela, mais do que patrulha, a ajuda da PM deve ser no treinamento da Guarda Universitária da USP e no intercâmbio de dados.

Reestruturação. Ana Lúcia afirma que a expectativa é manter a parceria com a PM, mas com outro formato. A corporação seria acionada somente nos casos mais graves. A superintendência também quer aumentar a estrutura de vigilância e qualificar os guardas. As medidas devem ser antecipadas.

Para a USP, a escalada de roubos em São Paulo, sobretudo no entorno do campus, também explica o problema. Entre 2010 e 2013, o total de roubos (contando com veículos) na capital subiu 21,5%, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública.

A pasta diz que o policiamento na Cidade Universitária é feito por uma Base Comunitária, além do 16.º Batalhão, que prendeu em flagrante 214 pessoas, apreendeu 9 adolescentes e retirou de circulação 3 armas de fogo, de janeiro a agosto de 2014. A SSP esclarece que uma maior atuação do policiamento dentro do campus depende da USP.

O Sindicato dos Trabalhadores da universidade reclama que o corte de vigilantes terceirizados em 2014, reflexo da crise financeira, ajudou na piora.

A superintendência informa que o total de postos de vigilância foi reduzido em um terço, de 900 para 600, mas que são estudados o reposicionamento de guaritas, a troca de câmeras e o aperfeiçoamento na comunicação entre os funcionários.