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USP terá guaritas elevadas, holofotes e cancela dupla à noite para pedestres

Plano de segurança da Cidade Universitária está sendo feito por ex-coronel da PM; ainda não há prazo para instalação de equipamentos
Luísa Alcalde, Jornal da Tarde – O Estado de S.Paulo

A Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo, vai ganhar plataformas elevadas de vigilância nos bolsões de estacionamento e nas entradas e saídas. A Universidade de São Paulo (USP) também vai instalar cancelas para pedestres no período noturno. As medidas fazem parte do plano que está sendo elaborado pela nova Superintendência de Segurança da Cidade Universitária.

Ainda não há prazo para que esses equipamentos entrem em operação, mas a ideia é que as plataformas elevadas deem um campo de visão de 360 graus para os vigias nos estacionamentos. As guaritas terão ainda sistema de holofotes com focos para guiar os usuários até seus veículos e também sistema de áudio por meio de caixas de som, que permitirá a comunicação entre a torre e os motoristas que estiverem no estacionamento.

Para entrar de madrugada, nos dias úteis, e à noite, no fim de semana, os pedestres terão de passar por barreiras duplas, como as que existem em garagens de prédios. A segunda só será liberada após o registro de um crachá eletrônico. “A entrada na USP não será modificada. Apenas haverá um controle maior”, explica o superintendente de Segurança, Luiz de Castro Junior.

No cargo desde março, o ex-coronel da Polícia Militar e mestre e doutor em Ciências Policiais está à frente das mudanças. Para desenvolver o projeto das plataformas elevadas, procurou técnicos da Escola Politécnica (Poli) e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU).

Reforma
A antiga guarda universitária, formada por 380 vigias e agentes de vigilância, será reformulada. O grupo passará por curso de reciclagem, de postura e abordagem. Eles receberão treinamento específico para lidar com jovens, o maior público da USP. Uniformes, viaturas e motos ganharão novas cores, para a guarda ficar mais visível.

O site do câmpus na internet está sendo reformulado e, quando entrar no ar, terá uma nova ferramenta, onde a comunidade local poderá fazer online registros de eventos, em substituição aos antigos registros de ocorrências, confundidos muitas vezes com o boletim de ocorrência oficial da Polícia Civil.

Além disso, locais escuros vão receber reforço na iluminação e patrulhamento do lado externo pela Polícia Militar.

Investigação desvenda mercado negro de armas e drogas na internet

‘Dark web’ é usada por criminosos, mas também oferece anonimidade a blogueiros e ativistas
LONDRES – Fora do alcance das buscas de internet comuns está um mundo online secreto conhecido como “dark web”, conexões globais anônimas e praticamente impossíveis de rastrear, usadas tanto por ativistas políticos como por criminosos.

“Você tem vários traficantes à disposição, então pode comparar os produtos. E os consumidores podem deixar comentários sobre os produtos de cada traficante também”, diz um estudante americano, identificado pelo nome de David.

Ele explica que decidiu usar a “dark web” para comprar drogas ilegais, porque assim “você não tem que ficar cara a cara com um traficante na rua, onde pode haver um risco de violência”.

E não são apenas drogas que estão disponíveis neste mercado negro online. Há também passaportes falsos, armas e até pornografia infantil.

Anonimidade
A “dark web” é formada por uma rede global de usuários de computador que acreditam que a internet deveria operar sem a supervisão da polícia e do sistema legal.

Ela permite que usuários como David, e aqueles que vendem drogas a ele, permaneçam anônimos. Com frequência, os usuários não sabem a verdadeira identidade das pessoas com quem estão lidando e é muito difícil – apesar de não ser impossível – que as autoridades consigam localizá-los.

Uma investigação da BBC conseguiu acesso online a vários usuários anônimos da “dark web”. Um deles contou que se sente “muito mais seguro na rede do que fazendo negócios no mundo real”. “Eu vendia drogas no mundo real. Agora, eu praticamente só uso a ‘dark web’ para o comércio de drogas.”

Outro disse: “Se você é jovem e está tentando encontrar um contato para drogas mais pesadas que maconha, é praticamente impossível, sem correr risco de ser preso.”

Para ter acesso à “dark web”, é preciso baixar programas gratuitos da internet, com base em tecnologia peer-to-peer, que efetivamente embaralham a localização dos usuários e dos websites.

E o sistema não é apenas usado para o crime: a “dark web” vem se provando uma ferramenta crucial para esconder a identidade de ativistas políticos que vivem em países com governos opressores.

Ela teria sido usada para espalhar as mensagens de revolução durante a Primavera Árabe e serviria como proteção para dissidentes na China. Ainda assim, o potencial para atividades criminosas é significativo.

Drogas por correio
Pesquisadores da BBC conseguiram acessar a rede e comprar o alucinógeno DMT, uma droga classificada, na Grã-Bretanha, como tão perigosa quanto heroína e cocaína.

Uma camada extra de sigilo é adicionada à “dark web” com o uso de Bitcoins, uma moeda digital que pode ser usada por criminosos para mascarar suas operações financeiras.

Após uma espera de cerca de três semanas, um pacote chegou pelo correio com selo da Espanha. Escondido entre duas finas tiras de papelão, estava um pó branco. O laboratório da Universidade de St.

George e do Hospital de Londres confirmou que o pó era DMT – e que a “dark web” funciona.

A BBC não tem ideia de quem enviou as drogas – que foram destruídas pelo laboratório. A posse de DMT na Grã-Bretanha pode resultar em uma pena de sete anos de cadeia, enquanto o tráfico da substância pode ser punido com prisão perpétua.

Mas o que está sendo feito para policiar a atividade na “dark web”? “Policiais dos dois lados do Atlântico dizem a mesma coisa: não temos tribunais suficientes, não temos juízes suficientes e não temos policiais suficientes para lidar com a escala real de comportamentos ilegais na internet”, diz o consultor do governo britânico e da ONU para segurança na internet, John Carr.

“Isso significa que, cada vez mais, vamos ter que procurar soluções técnicas, vamos ter de apelar para a indústria da internet para ajudar a sociedade civil a lidar com esse enorme problema criado pela ‘dark web’.”

BBC Brasil

Saiba como se proteger de golpes nas compras de Natal

A grande movimentação em lojas e bancos por causa das compras de fim de ano pode favorecer a ação de infratores oportunistas. Por isso, as precauções contra fraudes e outros crimes devem ser redobradas, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que relacionou alguns cuidados para evitar transtornos; inclusive quanto ao uso da internet e de caixas eletrônicos.

A Febraban lembra que os bancos investem de forma sistemática na segurança das agências e das transações eletrônicas, mas recomenda que o usuário também adote alguns cuidados. Principalmente às vésperas do Natal, quando a milhões de consumidores vão às compras dispostos a enfrentar a aglomeração das lojas e, mais recentemente, as ofertas do comércio eletrônico na internet.

Como a criatividade criminosa não tem limites, a Febraban ressalta que até mesmo um aparentemente inofensivo e-mail de Feliz Natal pode trazer transtornos, como o transporte de vírus. A recomendação é para não abrir e-mails sem que se tenha absoluta certeza de que a procedência é confiável.

Antes de fazer compras em lojas online, o usuário deve verificar se o computador a ser utilizado está com os programas antivírus atualizados. Também deve evitar páginas desconhecidas e arriscadas e só fazer transferência de arquivos (downloads) das lojas que o consumidor tem certeza de que são confiáveis. Por isso, não é recomendável fazer operações bancárias e compras em computadores de uso público, como em lan houses e no ambiente de trabalho.

Outra dica é verificar se o endereço do site acessado começa com https:// (diferente de http:// nas conexões normais), pois a letra s antes dos dois pontos indica que a conexão é segura. Alguns navegadores podem ainda incluir outros sinais, como o ícone de cadeado fechado.

O comércio trabalha muito com cheque pré-datado, e é sempre bom lembrar que os cheques têm validade de apenas seis meses. Portanto, o lojista deve ficar atento ao preenchimento das datas em que deverão ser depositados.

Quanto ao uso do cartão de crédito, a Febraban lembra que cartão e senha devem andar sempre separados. O ideal é o consumidor memorizar a senha, mas se ele não conseguir, que leve a anotação da senha longe do cartão. Outra dica muito batida, mas de extrema eficiência, é a de não aceitar – nem pedir – ajuda de estranhos nos caixas de autoatendimento dos bancos.

Deve-se também evitar saques de valores elevados nas agências ou caixas eletrônicos para não correr risco de assalto na saída do banco.

Se houver necessidade de fazer pagamentos elevados, utilize DOC ou TED, que são mecanismos de transferência eletrônica de valores. O ideal, segundo a Febraban, é sacar pequenas quantidades de dinheiro e, de preferência, em lugares movimentados.

Outros cuidados básicos são encobrir o teclado na hora de digitar a senha; se o caixa eletrônico engolir o cartão, comunique ao banco imediatamente, pois é indício de que o caixa pode ter um dispositivo clandestino de clonagem de senhas; e se desconfiar da aparência do caixa eletrônico não o utilize. Procure, antes, um funcionário da agência ou ligue para o banco.

Fonte: Agência Brasil

O balanço da criminalidade

O Estado de S.Paulo

O balanço da criminalidade que a Secretária da Segurança Pública acaba de divulgar apresenta duas informações importantes. Revela que, no primeiro semestre de 2011, os homicídios caíram 12% no Estado e 28% na capital, em comparação com o mesmo período de 2010. Já os latrocínios (roubo seguido de morte) cresceram 12% na capital, 30% na Grande São Paulo e 21% no interior. Aumentou também o roubo de veículos – 10% no Estado e 7,5% na capital.

A queda da taxa de homicídios já era esperada, pois, nos últimos 16 anos, a tendência de redução desse tipo de crime foi interrompida uma única vez, em 2009. Em 2010 foram registrados 10,47 assassinatos por 100 mil habitantes no Estado de São Paulo, e, no primeiro semestre de 2011, a relação caiu para 9,6 mil casos por 100 mil habitantes – na capital, foram 8,5 homicídios por 100 mil, a menor taxa desde 1965. A média brasileira é de 25 por 100 mil. Assim, a partir do primeiro semestre deste ano o Estado deixou de ser área de “violência epidêmica”, que é como a Organização Mundial da Saúde classifica os locais onde há mais de 10 homicídios por 100 mil habitantes.

Esse fato auspicioso decorre do sucesso da política adotada no combate à criminalidade, nos quatro últimos governos do PSDB. Contando hoje com o mesmo número de policiais do final dos anos 90, o órgão fez o que os especialistas recomendavam: implementação de políticas que envolvem maior articulação com as prefeituras, profissionalização progressiva das guardas municipais, estratégias de prevenção integradas com entidades comunitárias, investimento em serviços de inteligência e maior utilização de tecnologia nas investigações.

Para reduzir os homicídios, essa política definiu três prioridades. A primeira foi a apreensão de armas de fogo. A segunda prioridade foi o combate ao narcotráfico, por meio de operações conduzidas por departamentos especializados e planejadas com base em mapeamentos criminais online e intercâmbio de informações com outras polícias. A terceira prioridade foi o combate ao consumo excessivo de álcool, especialmente nas cidades mais pobres da Grande São Paulo. Além disso, a polícia paulista foi favorecida por mudanças legislativas – como a entrada em vigor do Estatuto do Desarmamento, em 2004, que tipificou o porte não autorizado de arma de fogo como crime inafiançável – e pelo aumento da eficiência das Varas de Execução Penal.

No caso dos latrocínios, a tendência de aumento deste tipo de crime é atribuída, por especialistas e autoridades do setor de segurança, a diferentes fatores. Um dos mais importantes está associado ao crescimento de consumo de drogas, pois é cada vez maior o número de viciados que roubam para comprar entorpecentes. Os latrocínios também estão associados ao aumento de outros crimes – principalmente roubo de veículos e de carga. Na cúpula das Polícias Militar e Civil, há ainda quem afirme que o aumento do número de latrocínios no interior está ocorrendo nas cidades que estão na rota do narcotráfico.

Já o aumento dos crimes contra o patrimônio – de 11,5% na capital e de 6,4% no Estado – é atribuído ao crescente uso pela população de objetos pequenos de alto valor, como celulares, iPads e laptops.

Segundo o comando da Polícia Militar, é cada vez maior o número de pessoas que, valendo-se da desburocratização dos boletins de ocorrência nas companhias da corporação e nas delegacias eletrônicas, dá queixa do roubo ou furto desses equipamentos, engrossando as estatísticas da criminalidade. A Secretaria da Segurança anunciou que em breve adotará novos procedimentos – que não explicitou – para tornar mais eficiente o combate aos crimes contra o patrimônio. As autoridades do setor acreditam que, então, o número de prisões – cuja média anual é de 120 mil no Estado – baterá recorde.