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Dos esquadrões ao PCC, 52 anos de violência mataram 130 mil pessoas

SÃO PAULO – “Para cada policial morto, dez bandidos vão morrer”, bradou em novembro de 1968 o investigador Astorige Correia, o Correinha, na frente de jornalistas durante o enterro de Davi Parré, investigador morto por um traficante da zona norte de São Paulo conhecido como Saponga. O juramento antecipava a série de assassinatos praticada por policiais civis do famigerado esquadrão da morte liderado pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury.

Na semana passada, a fatídica sentença voltou a assombrar o cotidiano dos paulistas como se as 130 mil mortes ocorridas em 52 anos tivessem sido insuficientes para dar lições. O homicídio de policiais militares na Baixada Santista e em Taboão da Serra provocaram uma sequência de 20 homicídios nos bairros vizinhos. Moradores que viram o massacre apontaram PMs à paisana como suspeitos.

Em dois momentos distantes, separados por mais de meio século, a vingança continua fazendo a engrenagem dos homicídios girar. Para compreender a violência nos dias de hoje, é fundamental entender a variação dos homicídios nos últimos 52 anos. A epidemia dos assassinatos começa no fim dos anos 1960, depois que as mortes a bala passam a ser vistas como uma maneira de se manter o controle dos roubos em uma cidade que crescia desordenadamente.

Antes disso, o mundo do crime em São Paulo era quase romântico, palco dos desviantes que vagavam na boca do lixo perto da Estação da Luz e da velha rodoviária do centro. No chamado Quadrilátero do Pecado, região da Avenida Duque de Caxias, que no futuro se transformaria na cracolândia, em vez de revólveres, os malandros usavam navalhas em noitadas abastecidas por anfetaminas e destilados.

Mais do que um reduto de criminosos violentos, o submundo paulistano era palco de contravenções e contraventores que vendiam sexo, jogos de azar e drogas leves. Assassinatos, nesse tempo, eram a opção dos vilões, malvados e loucos. “Os tempos eram outros. O crime que mais assustava era o furto qualificado, quando o ladrão invadia um comércio ou uma casa quando o dono estava fora”, lembra o criminalista Roberto Von Hyde, de 82 anos, que defendeu criminosos perseguidos pelo esquadrão, além de João Acácio Pereira da Costa, o Bandido da Luz Vermelha, que em 1967 foi preso por assaltar casas e matar quatro pessoas.

“Crimes de sangue” envolviam geralmente histórias de maridos traídos, que, movidos pelo ódio incontrolável, muitas vezes matavam a si próprios em tragédias passionais à la Nelson Rodrigues. Entre 1960 e 1965, em mais da metade dos assassinatos em São Paulo, corpos de vítimas foram encontrados dentro de casa, revelando forte associação entre esse tipo de crime e paixões domésticas mal resolvidas.

Por serem ações tresloucadas, os assassinos sofriam controle acirrado de instituições e da sociedade. Casos como o de Benedito Moreira de Carvalho, que ficou conhecido como o Monstro de Guaianases ao ser acusado de violentar e matar dez mulheres entre 1950 e 1953, tornavam o homicida um pária, odiado e caçado como personagem de filme de terror.

Mudança
A epidemia de assassinatos em São Paulo começou quando homicídios passaram a ser vistos como ferramenta para limpar a sociedade dos bandidos. Com o crescimento dos roubos e dos assaltos a banco no fim dos anos 1960, viraram instrumento de extermínio ou vingança para ser usado em benefício da população com medo.

Em vez de monstros, os homicidas que alegavam agir em defesa da sociedade e tornar a cidade mais segura se transformaram em heróis. Os chamados “presuntos” eram desovados em estradas de São Paulo, depois de serem retirados de presídios como o Tiradentes.

Chefe do esquadrão da morte, o delegado Fleury – que começou em 1968 a matar suspeitos com ajuda de outros integrantes do bando – virou um dos ídolos do período, recebendo homenagens em letras de canções populares. E os métodos cruéis do esquadrão também ganharam prestígio durante o regime militar.

Técnicas de tortura e assassinatos passaram a ser usadas por integrantes do Exército e da Polícia Militar no combate à guerrilha e para desbaratar os grupos de esquerda. Em 1969, Fleury estava à frente da emboscada que levou à morte do líder comunista Carlos Marighella na Alameda Casa Branca.

Rota
No combate ao crime comum, policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) assumiram nos anos 1970 o posto de “caçadores de bandidos”, celebrados pela população. “Em bairros das periferias, a população pedia para beijar nossa mão”, lembra o coronel Niomar Cyrne Bezerra, ex-comandante da Rota na época.

Nos anos 1980, saiu da PM um dos principais matadores da história da cidade. O soldado Florisvaldo de Oliveira, conhecido como Cabo Bruno, morto há duas semanas depois de ficar 27 anos na prisão, iniciou sua carreira de justiceiro matando a soldo de comerciantes. Logo justiceiros pipocaram por todos os cantos de São Paulo. De forma geral, todos alegavam matar bandidos em defesa dos trabalhadores.

Em 1987, depois da prisão de Francisco Vital da Silva, justiceiro conhecido como Chico Pé de Pato, a população do Jardim das Oliveiras, na zona leste, foi em peso ao Fórum de Santana pedir sua liberdade.

Com o passar dos anos, no entanto, foi ficando mais claro que os homicídios, em vez de controlarem o crime, acabavam provocando novos assassinatos, em círculos ininterruptos de violência. Se por um lado eliminavam suspeitos, consolidavam também nesses bairros o medo da morte e estimulavam o desejo de vingança.

É o que revela a história do matador César de Santana Souza, que nos anos 1990 dizia ter matado mais de 50 pessoas no Grajaú, na zona sul. Ele praticou o primeiro homicídio por vingança, depois que um amigo foi morto em um campinho de futebol. Jurado de morte por inimigos que queriam vingança, passou a matar por razões cada vez mais banais, sempre que pressentia que corria risco de ser morto. Ele chegou a acreditar que a violência o ajudaria a dominar o bairro. Depois de um tempo, percebeu, no entanto, que homicídios serviam apenas para provocar novos homicídios. Em 2006, terminou assassinado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que passaram a vender drogas em seu bairro.

Grupos mataram mais que a ditadura
Tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo, o esquadrão da morte representou o começo da epidemia de assassinatos. Não pela quantidade de homicídios de seus integrantes, mas por colocar em prática uma nova forma de ver o mundo e lidar com assassinatos em sociedades em processo de urbanização.

O esquadrão começou no Rio em 1958 e serviu de modelo para o resto do Brasil, inclusive São Paulo. Policiais paulistas conversavam com os cariocas antes de se organizar para matar. O Espírito Santo, Estado que liderou o ranking dos assassinatos no Brasil nos anos 1980 e 1990, também teve seu esquadrão.

Considerando levantamentos policiais do período, entre 1963 e 1975 os grupos de extermínio formados por policiais mataram quase 900 pessoas no Rio (654) e em São Paulo (200) – mais do que os 20 anos de regime militar.

O Estado de São Paulo

Quando a polícia é que tem medo

“El País”, o grande jornal espanhol, publica na capa desta terça-feira uma foto que acaba sendo um instantâneo da triste história da violência na América Latina: três policiais mexicanos conduzem dois presos, acusados de responsáveis pelo incêndio em um cassino de Monterrey, na semana passada, que causou a morte de 52 pessoas.

Detalhe revelador –e assustador: os soldados estão encapuzados, só os olhos à mostra, ao passo que os detidos exibem o rosto descoberto, sem sinal de medo. Pertencem, diz a legenda, ao cartel dos Zetas, um dos muitos grupos do crime organizado que ensanguentam o México faz anos.

A legenda da foto deveria ser assim, para contar a história real: a polícia tem medo e esconde o rosto, mesmo cumprindo o seu dever; a criminalidade não teme nem a prisão nem a polícia.

No Brasil, estamos longe de um retrato similar? Acho que não. É só lembrar dois acontecimentos relativamente recentes:

1 – Os ataques do PCC em São Paulo, em 2005. A polícia ficou com medo dos criminosos. Tanto que passou a proteger suas dependências, temerosa da repetição de ataques. Em circunstâncias normais, postos policiais dispensam proteção porque os criminosos querem é passar longe deles.

2 – Sem o apoio das Forças Armadas, a polícia do Rio de Janeiro não teria conseguido recuperar territórios, como o Morro do Alemão, controlados pelo narcotráfico fazia já um bom tempo. Posto de outra forma: a força da polícia é inferior à do crime organizado.

Nesse cenário, dá até para entender a reação de uma parte do leitorado que apoia a violência da polícia exibida no vídeo do “estrebucha”. Mas é uma reação completamente equivocada.

Primeiro porque permitir que a polícia funcione como pelotão de execução é dar um passo mais em direção à barbárie.

Segundo porque a única maneira de devolver o medo aos bandidos é reduzir o grau de impunidade, o que, por sua vez, passa, entre outros pontos, pelo reequipamento das forças policiais, pelo reforço do trabalho de investigação e inteligência e, na minha opinião, pelo aumento das penas e menor flexibilização na sua aplicação.

É mais difícil e mais demorado do que linchar algum prisioneiro, mas se linchamento fosse solução estaria nas leis de países em que a polícia não precisa esconder o rosto.

Clóvis Rossi é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Assina coluna às terças, quintas e domingos no caderno Mundo. É autor, entre outras obras, de “Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo e “O Que é Jornalismo”.

SINAIS DO CRIME: Códigos da violência

O crime tatuado na pele. O BOM DIA mergulha no submundo do ‘xadrez’ e revela o significado desses códigos

Michelle Mendes – O Vale
São José e Taubaté

Crime tatuado na pele. A ‘vida loka’ traduzida, da alma para o corpo, em cores e traços. Códigos cifrados do submundo, alfabeto da violência. Entre os criminosos, a tatuagem é informação e ao mesmo tempo, revela o ‘currículo’ e o status, pode conter dados ocultos. A estratégia é empregada até na mais temida facção criminosa do Estado: o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Os desenhos são feitos nas celas, pelos próprios criminosos, de maneira improvisada. Por meio desses sinais, é possível criar uma espécie de ‘cartão de visitas’, gravado na pele. Cada tatuagem tem o seu significado próprio, pode informar qual o crime praticado pelo prisioneiro ou então que facção integra.

As tatuagens são feitas um com tubo de tinta caneta esferográfica, agulha de costura e motor de gravador. E essa máquina artesanal é movida a pilha ou gato da fiação elétrica. Há casos em que o bandido consegue tinta profissional para o desenho.

Código do PCC /Das ‘tatuagens do PCC’, as mais usadas são o próprio nome da facção (ou o símbolo 1533), a carpa, o símbolo chinês ‘Yin Yang’ e a sigla PJLI — ‘lema’ da organização: Paz, Justiça, Liberdade e Igualdade.

Outras facções, como, por exemplo: ‘CRBC’ (Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade), ‘ TCC’ (Terceiro Comando da Capital) e SS (Seita Satânica).

Grife /As tatuagens tem um ‘código’ geral — é incomum que os significados mudem de um presídio para o outro. O que não impede a criação, no Vale do Paraíba, de novas ‘grifes’ do crime, por quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas, como ocorre em Taubaté.

Entre as imagens mais comuns no sistema prisional estão santos, caveiras, bonecos, punhal, diabo, estrela, suástica, cobra, palhaço, fuzis. São os sinais do crime.

‘Amor só de mãe’: frase indica ‘matadores’ do crime, diz DIG

‘Amor só de mãe’. De acordo com a Polícia Civil da região, essa é a frase gravada no corpo, na maioria das vezes em japonês, dos ‘matadores’ do crime . A mensagem, de acordo com a ‘cartilha’ das facções é: deve-se respeito apenas à própria mãe, o resto, é resto. O ‘vida loka’ não mede consequências para executar o ‘alvo’, quem quer que seja — policial, criminoso ou mesmo um cidadão comum.

“Na maioria dos casos os criminosos fazem tatuagens para transmitir a mensagem de como devem ser reconhecido na bandidagem, no PCC, por exemplo, o ‘1533’ tem o total respeito na facção e chega a provocar medo”, afirmou à reportagem do BOM DIA delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Taubaté, Juarez Totti.

Rifa do crime: PCC cria seu “show de prêmios”

Raquel Marques

Dinheiro arrecadado pela facção ajuda a pagar honorários de advogados e a comprar as cestas básicas destinadas aos parentes dos detentos
Agência BOM DIA

A sorte bate à porta dos presídios. O ‘show de prêmios’ criado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) dá a chance de presos e familiares ganharem carros e motos 0 Km. O dinheiro arrecadado pela facção ajuda a pagar honorários de advogados e a comprar as cestas básicas destinadas aos parentes dos detentos. A informação consta nos relatórios do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e da CPI do Sistema Carcerário.

A ‘rifa do crime’ funciona da seguinte maneira. Integrantes do PCC vendem, todo mês, números para o sorteio de cinco prêmios. São carros, motos, computadores e, acredite, até mesmo apartamentos.

Organização
Para o sorteio, o PCC usa os números da Loteria Federal. “Um indivíduo do alto escalão do PCC faz a aquisição de veículos e, em torno do valor de tais bens, são elaboradas rifas, do tipo ação entre amigos, com 120 a 140 números”, diz um trecho do relatório do Ministério Público.

“Essas rifas são posteriormente entregues aos membros da facção criminosa, que têm a obrigação de vendê-las. Ao término das vendas, há o sorteio e a entrega do prêmio. O dinheiro arrecadado configura o chamado progresso da família.”

Estadual
O ‘show de prêmios’ acontece nos presídios estaduais comandados pelo PCC. Os nomes dos ganhadores, segundo relatório da CPI do Sistema Carcerário, são escritos em folhas de papel almaço e afixados na paredes de cada unidade prisional.

E nem sempre os vencedores estão atrás das grades. “Na parede do pátio do presídio estava colada uma lista dos ganhadores da ‘rifa do PCC’ e que trazia o resultado dos cinco ganhadores do mês: os três primeiros ganharam carros 0 km. O quarto e o quinto colocados levaram motos, também 0 km. Dois dos cinco ganhadores estavam presos e os outros três compraram os seus números nas ruas”, diz um trecho do
texto.

Além de lucrar com o tráfico e outros crimes, o PCC tem uma outra maneira de financiar o crime: explorando a sorte dos detentos e seus familiares.

Facção tem departamento específico para cuidar das “promoções”
O PCC (Primeiro Comando da Capital) tem um departamento exclusivo para cuidar do ‘show de prêmios’. Esses integrantes ficam responsáveis por criar sorteios e oferecer prêmios para ajudar o caixa da facção criminosa, nascida em Taubaté em 1993.

O ‘Partido’, antes com poder centralizado, mudou a sua própria estrutura. Hoje, está tudo descentralizado, divido em células, as chamadas ‘sintonias’.

O ‘código 12’, relacionado ao Vale do Paraíba, é um dos subgrupos da ‘Sintonia do Interior’.

Além dessa ‘sintonia’, o PCC mantém ‘sintonias’ da ajuda (que fornece dinheiro para presos e parentes deles), prazo (relaciona os devedores), ‘bicho-papão’, a rifa (cria sorteios e dá prêmios), da rua (coordena os ‘irmãos’ livres), dos presídios, dos salves (é responsável pela divulgação das ordens da cúpula), do livro (cadastra os que entram na facção) e dos gravatas (advogados).

Tráfico de droga é o carro-chefe do grupo
As rifas promovidas pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) reforçam o caixa da facção criminosa, mas a maior parte da grana sai do tráfico de entorpecentes.

A venda de drogas é o carro-chefe das finanças do grupo. No Vale do Paraíba, a organização cadastra os pontos de venda de droga. Além disso, seus integrantes praticam roubos, sequestros e homicídios. Parte dos assassinatos é ordenada pelo tribunal da facção, que faz papel de promotor, juiz e também de carrasco.

Fonte: O Vale

PM desencadeia operação para reduzir índices criminais

Ações tem como alvos cinco cidades da região que juntas concentraram 65 dos 98 casos de homicídio registrados no primeiro trimestre de 2011 no Vale do Paraíba; Trabalho começou ontem em São José

Filipe Rodrigues – O Vale
São José dos Campos

A Polícia Militar realizou ontem uma ofensiva nas zonas Sul e Leste de São José dos Campos contra o aumento da violência na região.

A ação contou com cerca de 250 homens e irá se repetir — cada dia em uma cidade — em Taubaté, Guaratinguetá, Ubatuba e Caraguá, ao longo da semana.

Ontem, a polícia recapturou nove foragidos, fez três prisões em flagrante e apreendeu 13 veículos, além de 17 motos.

Entre os presos, está Jeová da Silva Coelho, 27 anos, acusado de matar um policial militar, durante ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital), em maio de 2006.

Operação. Para reforçar a segurança, a PM remanejou policiais de folga e do setor administrativo de todas regiões do Vale.

Segundo a corporação, as cidades escolhidas tiveram aumento nos principais índices criminais. “São regiões que apresentaram números preocupantes e vamos fazer este trabalho para coibir o crime nestas áreas”, diz o major Nilson Souza Silveira.

O trabalho focou no combate às armas e tráfico de drogas, além da busca por foragidos da Justiça.

“A maioria dos crimes está relacionada ao tráfico de drogas. Tirando drogas e armas das ruas, conseguiremos diminuir estes índices”.

Cada dia, policiais farão o trabalho em uma destas cidades. Por segurança, o cronograma não foi divulgado.

Combate. Participaram da ação 40 veículos de Força Tática, 40 motos, além do helicóptero Águia, veículos da Base Comunitária Móvel e policiais descaracterizados.

“Por meio das estatísticas, constatamos as áreas mais perigosas. Além de blitze, fizemos rondas e abordagens a pedestres”, diz.

O trabalho começou às 17h de ontem e seguiu até a 1h de hoje. Um balanço parcial aponta que até às 21h, foram abordadas 1.412 pessoas, 394 veículos, além de 423 motos e 98 bares fiscalizados.

“O resultado foi positivo, já que conseguimos retirar criminosos das ruas e, durante as abordagens, demos a sensação de segurança às pessoas”, diz o tenente Geraldo Leite Rosa Neto, comandante de Força Tática da PM.

Estatísticas. As cinco cidades concentram 65 dos 98 homicídios que aconteceram no primeiro trimestre no Vale.

São José e Taubaté foram os principais responsáveis pelo número — foram 24 vítimas em São José e 22 em Taubaté. Caraguá (9), Guará (6) e Ubatuba (4) completam os dados.

Em todas estas cidades, o número de homicídios cresceu na comparação com o primeiro trimestre de 2010.

ENTENDA O CASO

Operação
Cadadia, uma cidade, entre as cinco com maior alta nos índices criminais, receberá a ação da PM esta semana

Crimes
A meta da corporação é apreender armas, drogas e foragidos da justiça

Motivo
A polícia acredita que roubos e homicídios, estão, em sua maioria, relacionadas ao tráfico de drogas

Números
São José, Taubaté, Guará, Ubatuba e Caraguá concentraram 65 dos 98 casos de homicídio registrados no Vale do Paraíba no primeiro trimestre de 2011

Resultado
Em São José, a polícia capturou nove foragidos, entre eles, um homem acusado de ter matado um policial em 2006.