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Posts Tagged ‘ Pedestres

Roubos caem nas Marginais, mas ainda são 3 por dia

Três pessoas, em média, foram assaltadas por dia nas Marginais do Pinheiros e do Tietê entre janeiro e junho deste ano, em um total de 647 vítimas. O número de casos é 13,8% menor do que no mesmo período do ano passado, conforme dados da Polícia Militar.
Nos primeiros seis meses de 2012, 417 motoristas foram abordados nas Marginais. Em igual período do ano passado, foram 460. Os pedestres também são alvo de criminosos: no primeiro semestre do ano passado, foram 290 ataques; neste ano, 230. Quem caminha corre mais riscos em dois pontos: um deles fica na saída da Estação Cidade Jardim da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na zona sul, e outro nos arredores da Ponte Cruzeiro do Sul, perto do Terminal do Tietê.

Para os motoristas, há problemas nas Pontes Engenheiro Ary Torres e Jaguaré. Nesses endereços, as viaturas, ao contrário de outros lugares das Marginais, ficam 24 horas e só saem para atender ocorrências de acidente de trânsito ou assalto em andamento.

O capitão Marcos Rogério da Cunha, da 3.ª Companhia do 2.º Batalhão, diz que desde julho de 2011, data do início da “Operação das Marginais”, os índices criminais caíram. “Tivemos redução de 21% nos roubos a transeunte e 9% nos ataques a motoristas. Nos estabelecimentos comerciais e nas casas, a diminuição foi de 46%”, observa.

Segundo o oficial, outro fator a ser comemorado foram as 143 detenções em flagrante. “Temos uma prisão a cada três dias. A nossa resposta é rápida.”

A operação ainda ganhou reforço no mês passado de homens da Tropa de Choque, que passaram a patrulhar as vias com cavalos, motos e viaturas. Um helicóptero também faz sobrevoos para evitar roubos nos horário de pico.

De acordo com o capitão, além de motos, viaturas e de policiais, duas bases móveis ficam ao lado da Favela Real Parque, na zona sul, e no Viaduto Imigrante Nordestino, zona leste. “A operação do Choque foi um reforço para nós. Além do efetivo da minha companhia, com 136 homens, agora ainda tem o Choque.”

Camilla Haddad, Jornal da Tarde – O Estado de S. Paulo

USP terá guaritas elevadas, holofotes e cancela dupla à noite para pedestres

Plano de segurança da Cidade Universitária está sendo feito por ex-coronel da PM; ainda não há prazo para instalação de equipamentos
Luísa Alcalde, Jornal da Tarde – O Estado de S.Paulo

A Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo, vai ganhar plataformas elevadas de vigilância nos bolsões de estacionamento e nas entradas e saídas. A Universidade de São Paulo (USP) também vai instalar cancelas para pedestres no período noturno. As medidas fazem parte do plano que está sendo elaborado pela nova Superintendência de Segurança da Cidade Universitária.

Ainda não há prazo para que esses equipamentos entrem em operação, mas a ideia é que as plataformas elevadas deem um campo de visão de 360 graus para os vigias nos estacionamentos. As guaritas terão ainda sistema de holofotes com focos para guiar os usuários até seus veículos e também sistema de áudio por meio de caixas de som, que permitirá a comunicação entre a torre e os motoristas que estiverem no estacionamento.

Para entrar de madrugada, nos dias úteis, e à noite, no fim de semana, os pedestres terão de passar por barreiras duplas, como as que existem em garagens de prédios. A segunda só será liberada após o registro de um crachá eletrônico. “A entrada na USP não será modificada. Apenas haverá um controle maior”, explica o superintendente de Segurança, Luiz de Castro Junior.

No cargo desde março, o ex-coronel da Polícia Militar e mestre e doutor em Ciências Policiais está à frente das mudanças. Para desenvolver o projeto das plataformas elevadas, procurou técnicos da Escola Politécnica (Poli) e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU).

Reforma
A antiga guarda universitária, formada por 380 vigias e agentes de vigilância, será reformulada. O grupo passará por curso de reciclagem, de postura e abordagem. Eles receberão treinamento específico para lidar com jovens, o maior público da USP. Uniformes, viaturas e motos ganharão novas cores, para a guarda ficar mais visível.

O site do câmpus na internet está sendo reformulado e, quando entrar no ar, terá uma nova ferramenta, onde a comunidade local poderá fazer online registros de eventos, em substituição aos antigos registros de ocorrências, confundidos muitas vezes com o boletim de ocorrência oficial da Polícia Civil.

Além disso, locais escuros vão receber reforço na iluminação e patrulhamento do lado externo pela Polícia Militar.

Roubos e furtos só aumentam desde 2010

O número de roubos e furtos não para de crescer desde 2010 na capital paulista. Para especialistas em segurança pública, a falta de investigação para a identificação de quadrilhas de ladrões, operações policiais em pontos específicos da cidade – que fazem os assaltantes migrarem para outros bairros –, a ausência de ações conjuntas entre as polícias Civil e Militar e a mudança na lei que permite o pagamento de fiança para quem portar ilegalmente uma arma de fogo são alguns dos motivos para o aumento dos índices criminais.

Em comparação com o primeiro trimestre de 2010, o número de roubos de carros subiu 28,95% no mesmo período deste ano, passando de 8.770 casos para 11.309. Também houve aumento nos casos de roubos em geral, que inclui assaltos a residências, pedestres e estabelecimentos comerciais, e nas ocorrências de furto de veículos.

Em 4 de julho de 2011, entrou em vigor a lei federal 12.403, que permite aos delegados substituir a prisão preventiva por fiança em crimes com pena máxima de até quatro anos, sem violência ou grave ameaça. Entre eles está o porte ilegal de arma, que, antes de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), era um crime considerado inafiançável pelo Estatuto do Desarmamento.

Para o consultor de segurança José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de Segurança Pública, a mudança da lei ampliou os casos de impunidade. “O risco de ser preso se tornou menor para os ladrões que não têm ficha criminal. Um assaltante pode ser pego com uma arma de uso restrito e com a numeração (de identificação) raspada, mas acaba voltando para a rua, pois é permitido pagar fiança para responder pelo crime em liberdade”, afirma Silva.

De janeiro de 2010 até abril deste ano, a PM apreendeu 8.794 armas, segundo dados da corporação.

O cientista político Guaracy Mingardi, especialista em segurança pública e pesquisador da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que a Polícia Civil investiga cada vez menos os crimes contra o patrimônio.

“O importante não é saber em que local estão roubando, mas quem está roubando. É preciso identificar e prender.” Ele critica os bloqueios feitos pela PM. “São eficazes na prevenção, mas os criminosos migram para outro lugar.”

De acordo com Silva, é necessário ter cooperação entre as polícias. “O capitão da PM e o delegado de um bairro têm que se debruçar sobre os casos registrados para identificar onde os crimes ocorrem e se são cometidos pelos mesmos ladrões”, diz.

Segundo o capitão Cleodato Moisés do Nascimento, porta-voz do Comando de Policiamento da Capital (CPC), a PM faz operações constantes em locais com mais crimes. “O ideal seria ter uma viatura em cada esquina, mas isso é inviável”, afirma.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro de Lima, as delegacias da capital foram orientadas no início do ano a priorizar a investigação de casos de roubos a residências, estabelecimentos comerciais e veículos, com o objetivo de identificar quadrilhas de assaltantes.

Gio Mendes – JT

Homicídio cai e outros crimes crescem

Enquanto o número de homicídios na capital paulista caiu 5,81% nos dois primeiros meses deste ano, em comparação ao mesmo período de 2011, os latrocínios (roubos seguidos de morte) tiveram alta de 36,36%. Os dados fazem parte da estatística da criminalidade divulgada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Roubos e furtos de carros, assaltos em geral e mortes registradas em acidentes de trânsito também aumentaram no primeiro bimestre de 2012.

Os casos de assassinatos diminuíram de 172 para 162 nos meses de janeiro e fevereiro, de um bimestre para o outro, o que representa uma taxa de 8,8 casos por 100 mil habitantes, o menor índice desde 1999, ano em que o total de homicídios passou a cair em São Paulo. Em dez anos, a redução chegou a 80,2% de acordo com levantamento da SSP.

A capital registrou 821 assassinatos no primeiro bimestre de 2002.
O delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro de Lima, espera que o índice diminua ainda mais ou se mantenha estável pelos próximos meses, pois admite que é impossível zerar os números de assassinatos na cidade. “O Estado tem 42 milhões de habitantes. Infelizmente, um homicídio pode acontecer a qualquer momento, longe da vista da polícia, como em brigas banais ocorridas em discussão de trânsito.”

Os latrocínios subiram de 11 para 15 casos de um bimestre para outro. Os roubos seguidos de morte tinham dobrado no mês de janeiro, de quatro para oito casos. O mês passado registrou sete casos de latrocínio, mesmo número de fevereiro de 2011. “Mas um único caso já é só suficiente para chocar a sociedade. É o tipo de crime que não dá para comemorar redução”, afirma o delegado-geral.

Roubos e furtos de carros subiram de 12.681 casos para 13.749, um aumento de 8,42%. “Queremos provar que o crime organizado está por trás desses roubos e furtos. Por isso o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) tem feito um trabalho focado nessas quadrilhas”, observa Carneira. O JT publicou reportagem na edição do dia 18 informando que ladrões de carros embolsaram R$ 500 milhões e foram responsáveis por 25% dos latrocínios no Estado no ano passado.

Os casos de assaltos em geral, que incluem roubos de casas, estabelecimentos comerciais e pedestres, cresceram 2,72%, de 16.983 casos para 17.445. Segundo Carneiro, as delegacias de bairros foram orientadas em dezembro a investigar esses casos para identificar criminosos. Já o número de mortes em acidentes de trânsito subiu 13,46%, de 104 para 115 casos. O delegado afirma que a intensificação das blitze da Lei Seca podem reduzir esse índice.

Gio Mendes / Cristiane Bomfim – JT

Campo Limpo e Jabaquara têm mais crimes

Por Gio Mendes e Tiago Dantas – JT

Uma série de roubos praticados por ladrões em motos tem preocupado os moradores dos bairros do Campo Limpo e do Jabaquara, na zona sul de São Paulo. As duas regiões lideram o ranking das delegacias que mais registraram casos de violência neste ano. Foram 3.665 ocorrências no Campo Limpo de janeiro a setembro, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). O Jabaquara teve 3.244 ocorrências no mesmo período. Das dez delegacias com o maior número de crimes violentos, seis ficam na zona sul.

O levantamento, tabulado pelo JT, exclui casos de furto – cometidos sem violência e ameaça contra as vítimas. Mas considera crimes de natureza culposa (sem intenção), como homicídios e lesões corporais em acidentes de trânsito.

Os roubos de pedestres, motoristas e residência predominam nesses bairros. O Campo Limpo registrou 2.559 assaltos à mão armada, contra 2.507 no Jabaquara. Os assaltos cometidos por motoqueiros assustam quem mora próximo da Estação Campo Limpo da Linha 5-Lilás do Metrô.

Desde o início do ano, duas casas e um salão de beleza foram roubados na Rua Guanajá, por homens de moto, de acordo com a cabeleireira Cirênia Souza, de 27 anos. Ela foi uma das vítimas. “A gente não sabe de onde são esses caras (motoqueiros), mas fica assustada”, disse.

As polícias Civil e Militar não informaram quantos roubos são praticados por motoqueiros, mas admitiram que eles são responsáveis por grande parte dos assaltos. O delegado Dimas Pinheiro, titular do 37.º DP (Campo Limpo), afirmou que universitários têm sido alvo de ladrões de moto nos últimos meses. “Os criminosos atacam principalmente mulheres nos pontos de ônibus, assim que elas saem dos cursos à noite”, disse Pinheiro, referindo-se às alunas das universidades Anhanguera e Uniban, ambas na Estrada do Campo Limpo. “A nossa investigação está em andamento, alguns ladrões foram identificados e as prisões temporárias e preventivas estão sendo pedidas”, afirmou o delegado.

A ação dos assaltantes motoqueiros também acontece com frequência no Jabaquara, de acordo com Miriam Eboli Bock, presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) da região. “Tem época que esses motoqueiros fazem um verdadeiro arrastão no bairro. Quando a polícia aperta a fiscalização, montando bloqueios, a gente percebe que a situação melhora”, disse Miriam.

O delegado Genésio Léo Júnior, titular do 35.º DP (Jabaquara), afirmou que o patrulhamento da PM tem ajudado a combater esses roubos. “Já a Polícia Civil investiga todos os casos para identificar as quadrilhas.

Não existe uma preferência em combater apenas determinado tipo de crime, mas claro que privilegiamos os casos com violência e grave ameaça”, disse.

Segundo o capitão Cleodato Moisés do Nascimento, porta-voz do Comando de Policiamento da Capital (CPC), a PM realiza há sete meses a Operação Cavalo de Aço procurando diminuir os crimes cometidos por motoqueiros. Segundo o capitão, de março até o mês passado a PM fiscalizou 75.336 motos em vários pontos da capital. Desse total, 94 motoqueiros foram presos com motos roubadas ou furtadas. Outras 7.382 motos foram apreendidas pela polícia por falta de documentação e por irregularidades nas peças.

Outro índice preocupante nas regiões é o de lesão corporal dolosa (quando há intenção de ferir), que ocorre principalmente em brigas entre vizinhos e parentes. Foram 471 casos desse tipo no Campo Limpo e 474 no Jabaquara. O número de lesões corporais em acidentes de trânsito é alto no Campo Limpo, com 448 casos. Outros acidentes terminaram em 12 mortes. De acordo com o capitão Moisés, para tentar reduzir os casos de acidentes de trânsito com mortos e feridos, a PM também realiza blitze com o objetivo de deter motoristas que dirigem embriagados ou em alta velocidade.

Os casos de lesão corporal dolosa, provocados por brigas, são difíceis para a polícia combater. “São brigas dentro de casa, no trânsito ou em bar. É um tipo de ocorrência difícil de acabar porque acontece longe da ação da polícia”, disse o delegado do 35.º DP.

Dados mostram que criminalidade permanece alta na região

De A Tribuna On-line

Enquanto as ocorrências envolvendo o tráfico de drogas aumentam, o número de homicídios cai na Baixada Santista e Vale do Ribeira. Dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) indicam que nos últimos 12 meses houve mais prisões em toda a região (233), mas a incidência de crimes permanece alta, principalmente na temporada de verão, quando aumenta o fluxo de pessoas por todo o litoral.

Só em 2011 foram registrados pelo menos 839 casos de apreensões de entorpecentes. O número representa um aumento de quase 17% em relação ao período anterior, quando houve cerca de 720 ocorrências. Destas, 65 foram flagrantes, que levaram as pessoas ligadas ao crime organizado e os próprios traficantes direto para a cadeia.

Outro índice que também aumentou foi o do furto de veículos que, nos primeiros cinco meses deste ano, registrou total de 2.192 ocorrências em toda a região (9%). A incidência dos demais furtos, que abrange qualquer outra ocorrência que não envolva veículos automotores, também permanece alta, atingindo quase 15 mil casos somente na jurisdição do Deinter-6.

Os roubos ainda não foram controlados, já que houve registro de pelo menos 3% de ocorrências a mais em comparação ao mesmo período de 2010. Nenhuma agência bancária da Baixada e Vale do Ribeira foi assaltada em 2011, entretanto, a Secretaria de Segurança apurou que no período houve 7.188 caos envolvendo roubos gerais, desde caixas eletrônicos até pedestres.

Os bandidos também passam a focar em algo que é bastante presente no litoral, principalmente por causa do Porto de Santos. Pelo menos 133 caminhões tiveram a carga levada pelos bandidos – aumento superior à metade dos índices do ano passado, quando foram registrados 58 casos.

Menos 72 mortos
Em contrapartida, houve uma redução de 22,15% nos homicídios na região nos últimos 12 meses, em comparação com o período compreendido de junho de 2009 a maio de 2010. Foram 253 casos – 72 assassinatos a menos do que no período anterior. De janeiro a maio deste ano, a queda foi de 4,23%, com total de 136 casos, seis a menos do que nos cinco primeiros meses do ano passado.

Em latrocínio, quando há roubo seguido de morte, a Secretaria de Segurança Pública do Estado registrou apenas duas ocorrências a menos em relação aos cinco primeiros meses de 2010. No primeiro balanço deste ano, as delegacias da região registraram ao menos sete casos, dois a menos. Em relação aos últimos 12 meses, houve seis casos a menos do que o mesmo período de 2010.

Notificações
As notificações de crimes também se elevaram, o que contribuiu, de acordo com o SSP, para o aumento das ocorrências. Somente na Delegacia Eletrônica, o número de ocorrências saltou no Estado de São Paulo de 11.860, em janeiro deste ano, para 15.858 em maio.

Também a partir deste ano, as unidades da Polícia Militar passaram a registrar boletins de ocorrência de furto de veículo, desaparecimento ou encontro de pessoas, furto ou extravio de documento, furto ou perda de celular e furto ou perda de placa de veículo.

Operação da PM aumenta efetivo em 30% em todo o Vale

Claudio Capucho
Objetivo é inibir ações criminosas nas áreas com maiores índices de violência

Filipe Rodrigues – O Vale
São José dos Campos

A Polícia Militar iniciou ontem uma megaoperação contra o crime que irá durar uma semana em todas cidades do Vale do Paraíba.

Durante o período, o número de policiais em patrulhamento irá aumentar 30%. O reforço será em áreas com grande circulação de pessoas e regiões com índices criminais elevados.

Ontem, foram feitos bloqueios nos acessos às cidades e intensificadas as abordagens a pedestres, motoristas e motociclistas.

Em São José, na região central e nas zonas norte e oeste, até às 18h de ontem, cinco pessoas tinham sido presas e um menor de idade apreendido.

Em Taubaté, o foco da ação foram roubos e furtos de veículos. 136 veículos e 183 pessoas foram revistadas. Quatro motos foram apreendidas.

Operação
O efetivo foi reforçado nas áreas com mais crimes e horários com mais ocorrências. A operação “Visibilidade Estratégica” aconteceu das 11h às 23h.

“De manhã, houve saturação de policiais no centro das cidades. À tarde, foram pontos de bloqueio”, diz a capitã Sonia Paula Hamad.

Para garantir o reforço, foram canceladas todas as folgas de policiais e PMs do setor administrativo também atuaram no patrulhamento.

“A intenção é reduzir os índices criminais e garantir sensação de segurança. Também queremos nos aproximar da população”, diz a capitã.

São José
Na cidade, a operação começou às 7h30 e seguiu até às 23h. Até as 11h, um efetivo menor foi empregado para fazer rondas em regiões com maior incidência de roubos e furtos na cidade.

Após as 11h, cerca de 35 viaturas reforçaram a segurança na região central. Às 16h, o alvo foi o trânsito, com blitze nas vias mais movimentadas.

O resultado parcial nas regiões central, norte e oeste apontava para 947 pessoas e 635 veículos revistados.

Sete carros foram apreendidos por falta de documentação e duas armas apreendidas.

Ocorrências
A primeira ocorrência em São José aconteceu às 8h. Durante uma abordagem a cinco homens no bairro Por do Sol, zona oeste, quatro fugiram correndo e um dos rapazes foi preso na hora.

Houve perseguição, um dos fugitivos foi preso e, com ele, foi encontrado um revólver calibre 38. Os outros três rapazes continuam foragidos. Ao questionar os homens sobre a fuga, eles disseram estar de posse de três carros roubados, que foram recuperados.

Também foram cumpridos mandados de prisão. Um dos homens presos foi o médico C.L.W, 50 anos, condenado a sete meses de prisão por dirigir embriagado.

Pedestres e motoristas cobram mais policiamento no túnel da Vila Zilda

TV Tribuna

Nem mesmo com a retirada da lombada que havia na Avenida Lídio Martins Corrêa, próximo ao túnel da Vila Zilda, em Guarujá, a ação dos bandidos tem sido inibida. Os equipamentos foram removidos por facilitar a ação dos marginais, mas no local, radares de velocidade foram implantados e os casos de assalto no local continuam rotineiros.

Na última sexta-feira, um casal que vinha de São Paulo foi abordado por uma dupla na entrada do túnel. Os bandidos levaram celular e dinheiro das vítimas.

Quem costuma passar pelo local conhece alguém ou já viveu uma situação como essa. Mas agora a falta de segurança também tem se tornado um risco à vida dos pedestres, já que os motoristas criaram o costume de acelerar mesmo com o radar instalado pela Prefeitura. Muitos têm medo até de atravessar a rua.

“Aqui é assalto atrás de assalto. E eles têm que passar correndo porque ficam com medo. Mas isto está errado também porque tinha uma lombada ali e tiraram”, afirmou a dona de casa Maria do Socorro Silva.

”A gente não tem uma calçada para andar porque as calçadas estão lotadas de manequins, colocam bicicletas. A gente precisa andar pelo meio da rua. Os carros vem e não querem saber”, contou a dona de casa Juliana Santos Silva.

Segundo o autônomo Edgar dos Santos, à noite é mais perigoso trafegar pelo local. “Na parte do túnel então fica muita molecada próxima à saída e depois da entrada. É um lado perigoso. É preciso precaução”.

”A gente tem que se prevenir, independente da situação da rua, do local, a gente tem que usar deste artifício”, relatou Gabriel Elias, engenheiro agrônomo.

Em nota a PM informou que perto do túnel tem uma base comunitária que atua junto com a Rádio Patrulha e a Força Tática e que o policiamento é reforçado nos fins de semana e feriado.

De acordo com o secretário de governo Ricardo Joaquim Augusto de Oliveira, em virtude dessas ocorrências, a Polícia Militar solicitou à Prefeitura a retirada da lombada. Apesar dos riscos foi ponderado que era necessário um controle de velocidade para garantir a segurança dos pedestres.

“Foi oferecido um estudo de 50 km/h, que seria uma velocidade que garantiria um percurso tranquilo aos motoristas e também seguro aos pedestres. O túnel também foi totalmente reformado, com nova iluminação. Ou seja, todas as condições primárias de segurança, a Prefeitura fez a intervenção como prometido e entregou. Agora é uma questão pertinente ao planejamento da Polícia Militar do Governo do Estado. Não cabe mais a Prefeitura. Tudo aquilo que a Administração podia fazer, foi feito. Tudo foi entregue e está pronto para funcionar”.

Crimes no entorno mobilizam shoppings

Viatura em frente ao Shopping Plaza Sul, zona sul, previne assaltos na região (Foto: Evelson de Freitas/AE)

Viatura em frente ao Shopping Plaza Sul, zona sul, previne assaltos na região (Foto: Evelson de Freitas/AE)

Camilla Haddad

Os assaltos a pedestres e motoristas em ruas próximas aos shoppings têm preocupado a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop). Na próxima quarta-feira, 31, a entidade vai se reunir com a Secretaria da Segurança Pública para discutir medidas de combate aos crimes envolvendo centros de compras. No Plaza Sul, a Polícia Militar já identificou o modo de atuar dos ladrões: gangues de adolescentes cercam as vítimas usando bicicletas. O policiamento foi reforçado.

Esses roubos não se limitam a um endereço. Nas imediações dos shoppings Ibirapuera e Iguatemi, zona sul, e Bourbon e West Plaza, zona oeste, todos em áreas nobres de São Paulo, as pessoas têm enfrentado situações semelhantes. Só que nessas áreas, por exemplo, os assaltantes usam motos ou estão a pé e armados. Levam celulares, compras, cartões, bolsas e dinheiro.

Segundo a PM, muitas vítimas não registram os casos. A corporação lembra que é importante fazer o boletim de ocorrência, pois o policiamento é planejado de acordo com os dados criminais de cada bairro. Levantamento do JT mostra que nos últimos 40 dias, 27 roubos foram praticados nas imediações dos cinco shoppings verificados pela reportagem, 15 deles à noite.

O diretor de relações institucionais da Alshop, Luís Augusto Ildefonso da Silva, diz que a intenção do encontro com a secretaria é proporcionar mais segurança para quem visita os shoppings. “Cem por centro nunca vai estar. A bandidagem não para nunca.” Ele destaca que boa parte dos roubos acontece quando clientes estacionam fora do shopping.

Para Silva, os centros comerciais também acabam sendo trechos de “interesse” para os ladrões – uma vez que eles acreditam que irão encontrar pessoas com pelo menos um cartão de crédito ou carregando compras de valor, de um tênis a um relógio de luxo. Ele lembra que os centros comerciais estão sempre em contato com a polícia e os crimes acabam sendo “diagnosticados” para que se tomem providências.

Para a PM, ruas no entorno de centros de compra são um atrativo natural aos criminosos. O especialista em segurança Felipe Gonçalves lembra que, apesar de não terem poder para atuar nas vias públicas, os shoppings apostam em prevenção constantemente. “Alguns chegam a colocar seguranças desarmados para observar as ruas.”

Os cinco shoppings citados foram procurados. O Plaza Sul informou que tem um efetivo de segurança dimensionado para atuar 24 horas em toda a extensão do shopping e investe em estrutura e treinamento da equipe.

O Iguatemi informou ter uma “completa” infraestrutura de segurança e circuito fechado de televisão, com câmeras que monitoram todos os andares e setores. Os demais centros de compras preferiram não comentar os crimes.

DICAS DE SEGURANÇA
- Evite ostentar joias e relógio de grife ao sair a pé dos centros de compras
- Não carregue muitos pacotes ou sacolas para não chamar a atenção. Também evite ter as duas mãos ocupadas
- Não abra a carteira em público. Se isso for necessário, faça de maneira discreta, longe da visão das pessoas
- Estacione o mais próximo possível de seu destino
- Evite parar em ruas escuras e com pouca movimentação
- Nunca permaneça dentro do carro que está parado em via pública. Esta é uma ótima oportunidade para você ser surpreendido. Se isso for necessário, faça-o em local que permita ampla visão para todos os lados
- Se seu carro, depois de estacionado na rua, apresentar um inexplicável defeito que impeça o funcionamento do motor, desconfie de estranhos que ofereçam ajuda. Eles podem ser criminosos
- No caso de optar por um táxi, calcule previamente uma quantia aproximada que dê para pagar a corrida e deixe o dinheiro separado
- Procure estar sempre atento, especialmente ao comportamento de pessoas estranhas que estejam próximas a você ou paradas perto dos lugares que frequenta
- Fique sempre atento aos pertences, como celular, carteiras e sacolas de compras. Evite deixar esses itens fora de seu alcance de visão
- Em caso de assalto, nunca reaja e não tente dialogar com o criminoso

FONTE: Polícia Militar do Estado de São Paulo

Escuridão leva perigo a ruas perto do metrô

Passageiros se queixam de falta de iluminação no entorno de estações; Ilume promete mandar equipes aos locais

03 de agosto de 2011
Monique Arantes – O Estado de S.Paulo
JORNAL DA TARDE

Jose Patricio/AE - Rua Capri. Passageiros andam em grupos até estação

Jose Patricio/AE - Rua Capri. Passageiros andam em grupos até estação

A falta de iluminação nos arredores de algumas estações do Metrô de São Paulo tem propiciado a ação de ladrões e causado insegurança entre os usuários. A reportagem constatou o problema no entorno das Estações Pinheiros, da Linha 4-Amarela, Santos-Imigrantes, da 2-Verde, e Tatuapé, da 3-Vermelha.

A advogada Renata Bayer Simões Esteves, por exemplo, foi perseguida por um homem no dia 21 de julho, entre a Estação Santos-Imigrantes e o estacionamento conveniado com o Metrô. Segundo ela, a via por onde tem de passar está completamente às escuras. “Eram 21h30 e vi que estava sendo seguida por um homem assim que saí da estação.

Comecei a correr quando notei que ele se aproximava. Ele foi atrás de mim até o estacionamento e só parou quando viu o funcionário do local”, lembra.

A insegurança causada pela falta de luz também é sentida pela analista Marina Almendro. Ela trabalha a quatro quadras da Estação Pinheiros, a mais recente da Linha 4, e reclama que várias vias vizinhas estão às escuras. “Antes da inauguração (da estação), a empresa onde trabalho oferecia transporte para os funcionários por causa do risco de roubos, mas isso acabou.”

A opção de Marina e seus colegas foi sair em grupo. Para chamar a atenção do Ilume, ela criou uma petição pública na internet, em que pede mais pontos de luz em ruas como Eugênio de Medeiros, Paes Leme, Butantã, Sumidouro e Capri. O mesmo problema é enfrentado pela psicopedagoga Mônica Nardy Marzagão Silva, moradora da Rua Felipe Camarão, perto da Estação Tatuapé. “Há mais de dois anos encaminho pedidos de novos pontos de luz para o Ilume.”

Resposta
O Metrô informa que já pediu ao Ilume reforço na iluminação da Estação Santos-Imigrantes. A empresa diz que, se alguma ocorrência perto dos terminais for identificada, a PM é avisada. A ViaQuatro, concessionária da Linha 4, afirma que encaminhou a reclamação dos usuários da Estação Pinheiros à Prefeitura. O Ilume diz que “programou a visita de equipes de manutenção nas três estações” citadas na reportagem para “verificar a necessidade de intervenções e solucionar possíveis falhas pontuais”.

COLABORARAM GIO MENDES E TIAGO DANTAS

PRESTE ATENÇÃO…
1. Evite expor celulares e notebooks dentro e fora da estação. Não use bolsas e mochilas que demonstrem conter objetos de valor em seu interior.

2. Não use fones de ouvido enquanto estiver caminhando, pois eles podem distraí-lo.

3. Procure vias mais iluminadas e que tenham movimento de veículos e pedestres.

4. Em ruas mal iluminadas, prefira caminhar pela rua ou em grupos. E fique atento a seu redor.