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Posts Tagged ‘ Pinheiros

Roubos caem nas Marginais, mas ainda são 3 por dia

Três pessoas, em média, foram assaltadas por dia nas Marginais do Pinheiros e do Tietê entre janeiro e junho deste ano, em um total de 647 vítimas. O número de casos é 13,8% menor do que no mesmo período do ano passado, conforme dados da Polícia Militar.
Nos primeiros seis meses de 2012, 417 motoristas foram abordados nas Marginais. Em igual período do ano passado, foram 460. Os pedestres também são alvo de criminosos: no primeiro semestre do ano passado, foram 290 ataques; neste ano, 230. Quem caminha corre mais riscos em dois pontos: um deles fica na saída da Estação Cidade Jardim da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na zona sul, e outro nos arredores da Ponte Cruzeiro do Sul, perto do Terminal do Tietê.

Para os motoristas, há problemas nas Pontes Engenheiro Ary Torres e Jaguaré. Nesses endereços, as viaturas, ao contrário de outros lugares das Marginais, ficam 24 horas e só saem para atender ocorrências de acidente de trânsito ou assalto em andamento.

O capitão Marcos Rogério da Cunha, da 3.ª Companhia do 2.º Batalhão, diz que desde julho de 2011, data do início da “Operação das Marginais”, os índices criminais caíram. “Tivemos redução de 21% nos roubos a transeunte e 9% nos ataques a motoristas. Nos estabelecimentos comerciais e nas casas, a diminuição foi de 46%”, observa.

Segundo o oficial, outro fator a ser comemorado foram as 143 detenções em flagrante. “Temos uma prisão a cada três dias. A nossa resposta é rápida.”

A operação ainda ganhou reforço no mês passado de homens da Tropa de Choque, que passaram a patrulhar as vias com cavalos, motos e viaturas. Um helicóptero também faz sobrevoos para evitar roubos nos horário de pico.

De acordo com o capitão, além de motos, viaturas e de policiais, duas bases móveis ficam ao lado da Favela Real Parque, na zona sul, e no Viaduto Imigrante Nordestino, zona leste. “A operação do Choque foi um reforço para nós. Além do efetivo da minha companhia, com 136 homens, agora ainda tem o Choque.”

Camilla Haddad, Jornal da Tarde – O Estado de S. Paulo

Bairro líder de roubo de carro não muda após um ano

Gio Mendes – JT
Quem mora ou precisa trafegar de carro pelas ruas dos bairros do Jabaquara, na zona sul de São Paulo, e da Lapa, na zona oeste, tem grande chance de se tornar uma vítima de ladrões. Já faz um ano que as duas regiões estão entre as líderes no ranking dos locais onde ocorrem, respectivamente, mais roubos e furtos de veículos.

Nos primeiros três meses deste ano, o Jabaquara registrou 393 roubos de carros (sendo a região com mais crimes desse tipo na capital), um aumento de 83,64% em comparação com o mesmo período de 2011, quando houve 214 casos (a segunda no mesmo ranking naquela época).

A Lapa teve aumento de 2,20% no número de furtos de veículos de um trimestre para o outro, passando de 410 casos para 419. Tanto nos três primeiros meses deste ano quanto de 2011, a região foi a que teve mais desses crimes.

Em toda a cidade, 22.404 veículos foram parar nas mãos de criminosos de janeiro a março deste ano, média de 246 roubos e furtos por dia. É um crescimento de 13,82% nesses tipos de crimes em relação aos primeiros três meses do ano passado, quando 218 veículos eram roubos ou furtados diariamente no município. O comandante-geral da PM, Roberval Ferreira França, que assumiu o cargo em abril, já afirmou que o combate ao roubo e furto de veículos será prioridade para que os índices sejam reduzidos.

Especialista em segurança pública e professor de Direito Penal da Universidade de São Paulo (USP), David Teixeira de Azevedo acredita que faltou planejamento ao longo de um ano para evitar que os mesmos bairros fossem alvo da ação de ladrões de carros. “O melhor modo de coibir o crime ainda é o policiamento preventivo.” Para o especialista, parte dos veículos roubados e furtados vai parar em desmanches ou é vendida para outros Estados. Recentemente, a Polícia Civil descobriu que carros roubados eram negociados pela internet.

O comerciante Roberto Silva, de 48 anos, disse que falta policiamento na Rua das Grumixamas, uma das vias do Jabaquara que são alvo dos ladrões de veículos. “Nunca fui assaltado em 18 anos, mas moradores de prédios vizinhos já tiveram os carros levados por ladrões armados.

Quando tem policiamento, fica tranquilo. Mas depois que a polícia para a ronda, os bandidos voltam”, afirmou Silva.

O capitão Marcelo David Vieira, comandante da 1.ª Companhia do 3.º Batalhão da PM, responsável pelo policiamento do Jabaquara, reconhece a dificuldade em manter patrulhamento constante em determinadas ruas. “Nós tentamos fazer uma prevenção ali (na Rua das Grumixamas), mas nem sempre podemos manter a viatura o dia inteiro num mesmo local, pois os policiais precisam patrulhar outras vias”, disse Vieira. Segundo ele, desde o começo deste ano foi intensificado o patrulhamento com moto.

A mesma dificuldade foi apontada pelo tenente Gabriel Rodrigues Benites Alves, do 4.º Batalhão, responsável pelo policiamento da Lapa.

Segundo ele, a corporação faz um mapeamento das ruas com mais furtos e distribui as equipes em horários estratégicos. “Mas quando se combate o crime em uma rua, os ladrões vão para a de trás”, afirmou Alves.

Os bairros de Pinheiros e Perdizes também aparecem no ranking dos locais com mais furtos de carros. O capitão Eliel Pedro Tomazi, do 23.º Batalhão, responsável pelas duas áreas, disse que os ladrões migram de uma rua para outra conforme a atuação da PM. “Se a viatura passa por uma rua em determinado horário, os criminosos vão para outra ou furtam no período que a via fica sem ronda. O furto é um crime de difícil combate, pois acontece de forma rápida”, afirmou. Procurados pela reportagem, os batalhões responsáveis pelos bairros Jardim Miriam, zona sul, e São Mateus, zona leste, não se manifestaram.

Colaborou Camilla Haddad

Veja onde ocorreram roubos a residências em São Paulo

O bairro do Morumbi, na zona oeste de São Paulo, é o que teve mais casas roubadas neste ano de 1º de janeiro ao dia 10 de março foram 22. Em Pinheiros (zona oeste), Penha e Ermelino Matarazzo (zona leste), foram 18.

A análise inédita foi feita a partir de 475 registros de roubos contra residências na cidade, cujos dados não são divulgados pela Secretaria da Segurança Pública. Os dados revelam que, em média, a cada 3 horas e 30 minutos uma casa é roubada em São Paulo.


André Caramante – Folha de São Paulo

Após arrastões, polícia reforça vigilância. De novo

Para inibir onda de roubos a bares e restaurantes, a PM vai fazer bloqueios em vias de Pinheiros, Vila Madalena, Itaim e Jardins

A partir de hoje, o patrulhamento em Pinheiros, Vila Madalena, Jardins e Itaim-Bibi, nas zonas oeste e sul de São Paulo, será, mais uma vez, reforçado com o apoio de parte do efetivo do Comando de Policiamento da Capital, da Polícia Militar, para conter a onda de arrastões a bares e restaurantes naquela área. Só em fevereiro, foram registrados pelo menos seis arrastões a estabelecimentos na capital.

A primeira etapa da chamada Operação Repasto, implementada em 16 de fevereiro, não foi suficiente. Na primeira fase, foram usados na operação policial apenas integrantes do 23.º Batalhão da PM, responsável pela área. Quatro viaturas da Força Tática e 24 policiais das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam) foram direcionados para as proximidades de bares e restaurantes.

Na ocasião, o comando de policiamento informou que, se necessário, seria implementada uma segunda fase, com o apoio de policiais de outros batalhões. É o que acontece agora. Além do efetivo do 23.º BPM, serão deslocados para a região diariamente 50 policiais, 15 viaturas e 14 motocicletas da Rocam.

A decisão foi tomada após a PM realizar levantamentos estatísticos que apontaram a necessidade de aumentar o efetivo nos bairros da região, segundo divulgado em nota. A polícia, no entanto, nega que o reforço tenha sido insuficiente. “O reforço é para que os policiais do próprio batalhão voltem às atividades normais, evitando a migração do crime para outras áreas”, afirmou o capitão Eliel Pedro Thomazi Romero, porta-voz do 23.º Batalhão.

Bloqueio
Para inibir a ação dos criminosos, a PM pretende até mesmo fazer bloqueios nas principais vias dos bairros, além de manter viaturas paradas em pontos estratégicos para aumentar a visibilidade da ação.

Em nota, o tenente coronel Walmir Martini, comandante da área, afirmou que os policiais pretendem entrar em contato com comerciantes da região para colher informações sobre os assaltantes e dar dicas de segurança.

A Operação Repasto (o nome foi abandonado nesta segunda fase) teve início depois que os restaurantes Nello’s Cantina e Pizzeria, em Pinheiros, e Clos de Tapas, na Vila Nova Conceição, foram alvo de arrastões, na primeira quinzena de fevereiro.

A intenção da polícia era evitar que se repetisse nas zonas oeste e sul da capital a onda de assaltos ocorrida no primeiro semestre de 2011, e que só foi interrompida depois da desarticulação das quadrilhas.

William Cardoso – O Estado de S.Paulo

Escuridão leva perigo a ruas perto do metrô

Passageiros se queixam de falta de iluminação no entorno de estações; Ilume promete mandar equipes aos locais

03 de agosto de 2011
Monique Arantes – O Estado de S.Paulo
JORNAL DA TARDE

Jose Patricio/AE - Rua Capri. Passageiros andam em grupos até estação

Jose Patricio/AE - Rua Capri. Passageiros andam em grupos até estação

A falta de iluminação nos arredores de algumas estações do Metrô de São Paulo tem propiciado a ação de ladrões e causado insegurança entre os usuários. A reportagem constatou o problema no entorno das Estações Pinheiros, da Linha 4-Amarela, Santos-Imigrantes, da 2-Verde, e Tatuapé, da 3-Vermelha.

A advogada Renata Bayer Simões Esteves, por exemplo, foi perseguida por um homem no dia 21 de julho, entre a Estação Santos-Imigrantes e o estacionamento conveniado com o Metrô. Segundo ela, a via por onde tem de passar está completamente às escuras. “Eram 21h30 e vi que estava sendo seguida por um homem assim que saí da estação.

Comecei a correr quando notei que ele se aproximava. Ele foi atrás de mim até o estacionamento e só parou quando viu o funcionário do local”, lembra.

A insegurança causada pela falta de luz também é sentida pela analista Marina Almendro. Ela trabalha a quatro quadras da Estação Pinheiros, a mais recente da Linha 4, e reclama que várias vias vizinhas estão às escuras. “Antes da inauguração (da estação), a empresa onde trabalho oferecia transporte para os funcionários por causa do risco de roubos, mas isso acabou.”

A opção de Marina e seus colegas foi sair em grupo. Para chamar a atenção do Ilume, ela criou uma petição pública na internet, em que pede mais pontos de luz em ruas como Eugênio de Medeiros, Paes Leme, Butantã, Sumidouro e Capri. O mesmo problema é enfrentado pela psicopedagoga Mônica Nardy Marzagão Silva, moradora da Rua Felipe Camarão, perto da Estação Tatuapé. “Há mais de dois anos encaminho pedidos de novos pontos de luz para o Ilume.”

Resposta
O Metrô informa que já pediu ao Ilume reforço na iluminação da Estação Santos-Imigrantes. A empresa diz que, se alguma ocorrência perto dos terminais for identificada, a PM é avisada. A ViaQuatro, concessionária da Linha 4, afirma que encaminhou a reclamação dos usuários da Estação Pinheiros à Prefeitura. O Ilume diz que “programou a visita de equipes de manutenção nas três estações” citadas na reportagem para “verificar a necessidade de intervenções e solucionar possíveis falhas pontuais”.

COLABORARAM GIO MENDES E TIAGO DANTAS

PRESTE ATENÇÃO…
1. Evite expor celulares e notebooks dentro e fora da estação. Não use bolsas e mochilas que demonstrem conter objetos de valor em seu interior.

2. Não use fones de ouvido enquanto estiver caminhando, pois eles podem distraí-lo.

3. Procure vias mais iluminadas e que tenham movimento de veículos e pedestres.

4. Em ruas mal iluminadas, prefira caminhar pela rua ou em grupos. E fique atento a seu redor.

Trânsito de SP terá 500 câmeras dedo-duro até 2012

A cidade de São Paulo terá até o fim do próximo ano 500 câmeras de alta resolução para monitorar veículos. O equipamento faz a leitura das placas e cruza as informações com um banco de dados. O objetivo é identificar carros roubados e com documentos irregulares. Veículos de outros Estados também serão fiscalizados pelas câmeras, que ainda flagram infrações de trânsito.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) já conta atualmente com 193 radares com Sistema de Leitura Automática de Placas (LAP), o chamado ‘dedo-duro’. Eles fazem flagrantes semelhantes aos das câmera.
Os novos equipamentos terão tecnologia de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR, na sigla em inglês) e serão distribuídos em três grandes áreas: centro histórico, centro expandido e Marginais do Pinheiros e do Tietê. As câmeras serão instaladas em locais com altos índices de criminalidade, além de entradas e saídas da cidade, às margens das rodovias.

“Essa ferramenta vai permitir controle instantâneo da frota, inibir crimes, melhorar o ar emitido pelos automóveis, além de tirar de circulação carros devedores e ajudar a desafogar o trânsito”, diz o secretário municipal de Segurança Urbana, Edsom Ortega.

A ideia é que as imagens sejam compartilhadas por órgãos municipais, estaduais e federais, como Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), polícias, Detran e Guarda Civil Metropolitana. “Não é um sistema só da prefeitura. Há um comitê gestor, que é uma espécie de condomínio de usuários. Todos vão poder usar, mediante senhas especiais e protocolos de interesses. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Unidade da PM para vigiar marginais receberá denúncia pela internet

Companhia para as duas vias de SP iniciou patrulhamento nesta quinta.
Contas no Twitter e no Facebook foram criadas para o monitoramento.

Juliana Cardilli
Do G1 SP


A nova companhia da Polícia Militar criada para fazer o policiamento dos 43 km das marginais Tietê e Pinheiros, em São Paulo, começou seu trabalho na manhã desta quinta-feira (21) já contando com perfis no Facebook e no Twitter para informar a população e também receber denúncias. O comando da PM aposta nas redes sociais na internet para aprimorar o trabalho da recém-criada 3ª Companhia do 2º Batalhão de Policiamento de Trânsito.

“O mais importante é a participação do cidadão. É uma forma de polícia comunitária virtual aqui nas marginais. Vai estar no Twitter disponível para receber as informações dos usuários, vai ser da própria companhia, vamos colocar ali as informações da via, onde tem problemas, onde tem acidente, e ao mesmo tempo o cidadão vai comunicando”, explicou o coronel Álvaro Camilo, comandante geral da PM em São Paulo.

O deslocamento de policiais apenas para as marginais ocorreu após diversos casos de crimes nas vias – como arrastões em congestionamentos e motoristas que foram roubados após serem atingidos por pedras atiradas por criminosos. No total, serão utilizadas 48 motocicletas, dez carros e quatro guinchos no trabalho – além do apoio do helicóptero Águia nos horários de pico. A nova companhia tem 160 policiais, que já faziam policiamento de trânsito. Outros 120 PMs de outros batalhões que já faziam o policiamento nas vias e em seu entorno também serão mantidos no trabalho.

“A nova companhia vai trazer proteção e segurança das marginais e vai ajudar também na fluidez do tráfego. Essa é a via urbana mais movimentada do Brasil. O país passa por aqui, ou de passagem para outros estados, ou para o Porto de Santos ou para o aeroporto de Cumbica [em Guarulhos]”, explicou o governador Geraldo Alckmin. Além da segurança e da fluidez, os policiais também terão como responsabilidade a fiscalização eventual, quando necessária.
De acordo com o coronel Camilo, a Marginal Pinheiros tem sido alvo mais recente dos criminosos. Nas duas marginais, foram fixados 54 pontos de estacionamento para os policiais, onde serão também instaladas bases fixas. “Os críticos são os horários de rush, por isso o policiamento de moto, as motos conseguem circular entre os veículos. E à noite, será 24 horas, de madrugada, quando não há tanta necessidade das motos, vão ser as viaturas do batalhão de trânsito”, afirmou o coronel.

Para evitar que a criminalidade se transfira para outras vias expressas da cidade, como o Corredor Norte-Sul e a Radial Leste, o governo pretende reforçar o policiamento com motos nestes pontos. “Nós vamos fortalecer em toda a cidade de São Paulo a Rocam, o policiamento com motos, que exige os policiais mais preparados, e é extremamente eficiente. Os grandes corredores de São Paulo terão o policiamento reforçado e nós vamos aumentar a compra de motos”, afirmou o governador Alckmin.

PM inicia policiamento em 54 pontos das marginais nesta segunda

Reforço acontece após onda de assaltos a motoristas.
Segurança será feita em pontos fixos e rotativos.

A Polícia Militar começa nesta segunda-feira (18) uma operação para reforçar o policiamento nas marginais Pinheiros e Tietê após a onda de assaltos a motoristas nestas vias. Os policiais ficarão posicionados em 54 pontos, alguns fixos e outros rotativos, escolhidos após uma análise da corporação.

“Nós temos o policiamento em toda a extensão da Marginal Tietê e da Marginal Pinheiros, onde os policiais estarão em pontos fixos e em pontos rotativos, com permanência de 24 horas e outros com permanência de 12 horas, circulando mais as viaturas e dando mais segurança e presença policial nesta região”, explicou o capitão Cleodato Moisés, do comando de policiamento da capital.

Segundo a PM, os motoristas também podem ajudar na fiscalização, acionando a polícia pelo telefone 190 caso vejam alguém em atitude suspeita nas pistas.

Crimes

Nas últimas semanas, diversos motoristas foram atacados nas duas marginais. Na sexta-feira (15), uma motorista escapou de um assalto após dirigir por 300 metros com o carro quebrado – o veículo foi atingido por uma pedra jogada por criminosos.

No mês passado, houve uma onda de arrastões na Marginal Pinheiros. No dia 13 de junho, pelo menos sete motoristas que estavam parados no trânsito foram atacados. Depois disso, o policiamento foi aumentado.

G1 – 18/07/2011

Polícia vai usar imagens de arrastão a restaurante para identificar ladrões

14/07/2011 10h51 – Atualizado em 14/07/2011 10h51

Clientes foram roubados enquanto assistiam jogo da seleção brasileira.
Câmeras de segurança gravaram ação na Zona Oeste de SP.

Do G1 SP, com informações do Globo Notícia

A polícia vai usar as imagens das câmeras de segurança do restaurante em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, onde ocorreu um arrastão na noite desta quarta-feira (13), para tentar identificar os assaltantes.

Quatro homens armados assaltaram cerca de 30 clientes que assistiam ao jogo Brasil e Equador. Segundo o proprietário do restaurante, as câmeras de segurança gravaram toda a ação.

Segundo a polícia, dois homens encapuzados e outros dois com os rostos descobertos participaram do crime, que durou cerca de cinco minutos. Eles levaram dos clientes e dos funcionários dinheiro, bolsas, carteiras e celulares. Ninguém ficou ferido. Este é o quarto assalto a restaurante na região em pouco mais de um mês.

Denúncias de violência doméstica já crescem em toda a capital paulista

Mapeamento inédito revela explosão de registros com o avanço de serviços especializados; em 1 ano, vara pulou de 49 para 2.522 casos

Valéria França – O Estado de S. Paulo

Com base nas estatísticas de 11 fóruns regionais, uma pesquisa inédita mapeou pela primeira vez os índices de violência doméstica contra a mulher em São Paulo. A pesquisa encomendada pela juíza assessora da presidência da Seção Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo Maria Domitila Domingos mostra que este é um problema comum a todas as áreas da cidade – e não só às regiões mais carentes.

“O estudo reforça a necessidade de um trabalho mais especializado”, diz Maria Domitila. Desde que a Lei Maria da Penha foi aprovada, em 2006, a Justiça ganhou instrumentos legais para combater esse tipo de crime.

Muitos casos, no entanto, não chegam ao tribunal. Bem antes disso, ainda na delegacia, caem na vala comum dos crimes, e não raro são encarados como uma “briguinha de marido e mulher”. “É um crime que acontece dentro de quatro paredes e acaba sendo banalizado pela sociedade”, diz a promotora Maria Gabriela Manssur. “Identificá-lo com rapidez pode significar salvar uma vida.”

A preocupação da Justiça é evitar casos como o de Eliza Samudio, que em outubro de 2009 fez um boletim de ocorrência denunciando ter sido agredida e forçada a tomar remédios abortivos pelo então amante, o goleiro Bruno. Nenhuma medida legal foi tomada. Acusado de matar a jovem, Bruno foi condenado a 4,5 anos de prisão por lesão corporal, cárcere privado e constrangimento ilegal em dezembro do ano passado.

Especialização
“Os números reais da violência contra a mulher são superiores ao volume que chega à Justiça”, diz Maria Gabriela. Há dois anos, no Fórum da Barra Funda, foi criada a primeira vara especializada, o Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. “Na época, questionava-se se haveria demanda que justificasse seu funcionamento”, lembra a desembargadora Angélica de Maria de Almeida Mello, do Tribunal de Justiça de São Paulo. “Bastou criar um sistema especializado para as denúncias surgirem.”

Quando o serviço abriu as portas eram 49 casos. A vara fechou 2010 com 2.522 inquéritos e processos em andamento. Não por outra razão, o Fórum da Barra Funda aparece no mapa da violência como o campeão em volume de processos e inquéritos, seguido pelo Fórum de Santo Amaro, com 1.595, e Itaquera, 1.385.

Isso não quer dizer que a região do Fórum da Barra Funda seja a com maior número de vítimas, mas sim onde elas encontram recursos mais ágeis e específicos para seguirem com suas denúncias. Ali foi montada uma equipe multidisciplinar, com uma psicóloga e uma assistente social, responsáveis por analisar o caso e encaminhar a vítima e o agressor, quando necessário, para ONGs e serviços públicos, como grupos de dependentes químicos e alcoólicos anônimos, entre outros. A vítima tem facilidades como o direito a um defensor público – e não apenas o réu.

Além disso, a vara concentra os casos da região e de toda capital, quando graves, cujas vítimas correm risco de morte.

Há muitas mulheres que desistem da denúncia. Dependência econômica, pressão do companheiro, filhos e o envolvimento emocional pesam na hora de se defenderem na Justiça. “Não é um crime comum. O agressor é alguém íntimo da vítima”, diz Maria Gabriela. No Fórum de Santo Amaro, apenas 30% dos inquéritos viram processos.

“Esse dado nem sempre avalia agilidade e êxito da Justiça”, diz Aparecida Angélica Correia, juíza da 1.ª Vara Criminal do Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher do Fórum Regional de Pinheiros.

Respeito
“As mulheres querem ser respeitadas. Elas chegam esperando uma ação rápida e eficaz da Justiça, mas nem sempre o processo é o melhor caminho, ao contrário, pode levar à perda do emprego do agressor, considerado muitas vezes bom pai, e piorar o drama familiar.”

A juíza tenta resolver a situação com acordos provisórios. “Muitas brigas são motivada pela separação dos bens”, conta. Depois do acordo firmado, ela continua controlando o desenrolar do caso para ver se medidas mais duras serão necessárias.

“Estamos vivendo uma mudança de mentalidade”, diz o juiz Sergio Hideo Okobayashi. “Hoje, nos BOs já existe espaço especial para a Lei Maria da Penha. Mas o machismo é grande.”