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São Paulo registra três arrastões em bairros nobres em intervalo de 2 dias

No Itaim Bibi, zona sul, um restaurante e um edifício residencial foram invadidos. Nos Jardins, na zona oeste, o alvo foi uma lanchonete

São Paulo, 24 – Três arrastões foram registrados na cidade de São Paulo entre a tarde desta quarta-feira e a madrugada desta sexta-feira. Todos foram cometidos em bairros nobres. Os alvos foram um restaurante e um edifício residencial no Itaim Bibi e uma lanchonete nos Jardins.

Itaim Bibi – Uma quadrilha formada por pelo menos cinco bandidos rendeu, às 21h30 de quarta-feira, uma mulher que saía a pé do edifício Imperial Tower, na Rua Jerônimo da Veiga. Na sequência, o porteiro foi abordado pelo bando, que aproveitou o portão aberto.

Três apartamentos, do primeiro, terceiro e sexto andares, foram invadidos. Joias, dinheiro, celulares e outros objetos de valor foram roubados pela quadrilha, que ficaram cerca de 10 minutos no prédio. O cofre de um dos apartamentos foi roubado. Os assaltantes fugiram levando o Hyundai Azeera de um morador. O veículo foi abandonado pela quadrilha na Rua Doutor Luiz Barreto, na Bela Vista, região central da cidade.

O prédio tem circuito interno de segurança e a ação foi filmada. O caso foi registrado no 14º Distrito Policial, de Pinheiros, mas o delegado não quis conversar com a imprensa ou mostrar o boletim de ocorrência.

Em outra ação, por volta da 0h30 desta sexta-feira, quatro bandidos assaltaram três clientes que estavam dentro do restaurante Butcher’s, na esquina da Rua Bandeira Paulista com a Avenida Nove de Julho.

Armados com duas pistolas, os criminosos renderam as três vítimas e levaram dinheiro e dois relógios – um Rolex e um Bulgari. O quarteto fugiu em um Corolla preto, mesmo veículo no qual o grupo chegou. Até as 4h30 desta madrugada, nenhuma das vítimas havia comparecido no 14º Distrito Policial, de Pinheiros, para registrar o boletim de ocorrência.

Jardins - Seis homens armados fizeram um arrastão por volta de 15h desta quarta-feira, 22, na Lanchonete da Cidade, localizada na Alameda Tietê, nos Jardins, em São Paulo. A ação durou cerca de três minutos e ninguém ficou ferido.

Pelo menos 15 pessoas estavam no local. Os criminosos levaram dinheiro e pertences dos clientes. Aparelhos celulares dos funcionários do estabelecimento também foram roubados.

Um boletim de ocorrência foi registrado no 78° Distrito Policial, nos Jardins.

Pedro da Rocha, Ricardo Valota e Priscila Trindade – estadão.com.br

Dobra apreensão de armas de brinquedo

CAMILLA HADDAD – JT

Banidas do Brasil desde o Estatuto do Desarmamento, em 2003, as armas de brinquedo têm sido mais utilizadas por criminosos na capital – no dia 27, um dos maiores ladrões de caixas eletrônicos do País foi preso com várias réplicas. Enquanto 1.134 armas verdadeiras foram apreendidas pela polícia este ano, policiais pegaram outras 335 de brinquedo em flagrantes de roubo até o dia 20 de setembro. No mesmo período do ano passado, foram 159.

A identificação das cópias é difícil até para policiais. Por isso, eles recomendam que as vítimas de assalto nunca reajam. Todas as armas apreendidas foram usadas em assaltos a motoristas e em ataques em agências bancárias.

No dia 11, por exemplo, André Luiz Gejuiba Leite, o Andrezinho, foi preso e apontado como o responsável por aliciar policiais militares a participar de roubos a caixas eletrônicos. Com ele, foram apreendidas três metralhadoras de plástico em um imóvel da zona oeste. Segundo investigadores, as “armas” eram usadas em treinamentos para assaltos.

O advogado Arles Gonçalves Junior, presidente da Comissão de Segurança Pública da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), explica que essas pistolas, metralhadoras e outras réplicas são contrabandeadas do Paraguai e da China e normalmente são vendidas no mercado paralelo e até por camelôs. “Nas lojas de brinquedo existem armas, mas dá para perceber que são de brinquedo e são coloridas. As outras normalmente são contrabandeadas com o propósito de serem usadas no crime.”

Para Gonçalves Junior, criminosos optam pelas réplicas por não conseguirem adquirir arma de verdade, já que é mais cara. Além do preço, ainda tem a questão de conseguir comprar a munição. “Você precisa de bons contatos no submundo para poder ter esses acessos.

Se o cara não tem e consegue no camelô, para ele basta para enganar o cidadão”, diz. Assaltantes costumam usá-las também em roubo a bancos para passar pelo detector de metais e abrir caminho para o restante da quadrilha.

Na sexta-feira, 30, dois homens foram presos após ameaçar funcionários de um posto de gasolina na Avenida Jabaquara, zona sul, com a réplica de uma pistola.

Há casos em que a vítima de assalto morreu após reagir por acreditar que os ladrões estivessem com armas falsas. O comerciante José Elias, de 52 anos, perdeu o irmão há dez dias dessa forma. O também comerciante Francisco Elias, de 42 anos, correu atrás do ladrão que tentou assaltar seu bar em Santana, zona norte. “Ele já tinha sido assaltado três vezes por homens com arma de brinquedo. Acho que tentou pegar acreditando que fosse da mesma forma.”

O especialista em segurança Felipe Gonçalves diz que é muito difícil distinguir uma arma de brinquedo da verdadeira. “Principalmente em uma situação de crise, em que a vítima está sob forte estresse. Além do fato de algumas armas de brinquedo serem réplicas muito próximas das de verdade (feitas de aço e com peso muito próximo das de verdade), o que dificulta ainda mais a identificação.”

O Centro de Comunicação Social da PM informou que não há figura penal que incrimine o porte de armas de brinquedo. Segundo a corporação, o Estatuto do Desarmamento se limita a proibir a fabricação, a venda, a comercialização, a importação de brinquedos, réplicas e simulacros de armas de fogo, que possam com essas se confundir, exceto para instrução, adestramento ou coleção, desde que autorizados pelo Exército.