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Mulher não precisa levar testemunha à delegacia para denunciar agressor

São 374 delegacias especializadas para mais de cinco mil municípios. Secretaria de Política para Mulheres pretende ampliar para 500 unidades.

Histórias de ameaças e agressões são ouvidas diariamente nas delegacias especializadas de atendimento à mulher. As vítimas chegam constrangidas para relatar as agressões.

A equipe do Jornal Hoje esteve durante duas horas em uma dessas delegacias. De oito atendimentos feitos, apenas três viraram realmente uma ocorrência. É muito comum a mulher ir à delegacia e antes de registrar queixa contra o companheiro, primeiro pedir informações de como funcionaria um processo criminal contra ele.

Quando os casos são registrados, quase sempre os boletins de ocorrência trazem palavras pesadas e ameaças. “A lei, desde a agressão moral, já ampara essas situações. Mesmo naquelas agressões físicas, onde não há uma lesão aparente, a mulher pode procurar a delegacia e ver seu agressor processado”, explica Ana Cristina Santiago, delegada.

O conselho da delegada é direto. “No primeiro sinal de que você de alguma forma possa ser vitima de uma violência doméstica mais grave, procure a delegacia de polícia, denuncie”, diz.

O problema é que o atendimento especializado ainda é restrito. Em todo o Brasil existem apenas 374 delegacias para mais de cinco mil municípios. Onde não há uma unidade especializada, o atendimento á mulher é improvisado nas delegacias da região.

“Se procurando uma vez ela não encontra esse respaldo, essa informação ela circula, então as mulheres acabam não acreditando que vão ser atendidas, e bem atendidas, e aí não procuram as delegacias”, declara Ana Teresa Iamarino, coordenadora de Acesso à Justiça – Secretaria de Política para Mulheres.

Até 2014 a secretaria quer ampliar o atendimento. “A gente espera chegar em pelo menos 500 delegacias”, afirma Iamarino.
Para denunciar uma agressão, a mulher não precisa levar nenhuma testemunha à delegacia, basta a palavra dela. Se preferir pode denunciar também pelo telefone 180, em qualquer parte do país.

Fonte: G1