Clientes Sekron
  Esqueci a Senha
Conheça nosso site Institucional ›

Posts Tagged ‘ Redução

Dilma investiu R$ 1,6 bi a menos em segurança

Apesar de oferecer parcerias aos Estados na área de segurança pública, em seu primeiro ano o governo da presidente Dilma Rousseff diminuiu em 21% os investimentos na área em relação ao último ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a União investiu R$ 5,7 bilhões em 2011, enquanto no ano anterior o total de recursos na área chegou a R$ 7,3 bilhões.

As reduções mais significativas ocorreram na área da defesa civil (-66%) e na de informação e inteligência (-58%). No ano passado, a União investiu somente R$ 37,7 milhões em inteligência. “É preciso ver melhor o orçamento da União. Havia no Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) concentração de atividades de outros órgãos, que foram desmembradas em verbas para a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal. Não houve corte, mas redução dentro da linha dos demais ministérios”, justificou o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo.

A diretora do Departamento de Pesquisas da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Isabel Seixas de Figueiredo, afirmou que nos primeiros anos de governo é comum repensar os orçamentos e se definir para onde vão os investimentos. “A tendência é crescer nos anos seguintes”, disse.

Das 27 unidades da Federação, apenas seis Estados investiram menos no ano passado em relação ao ano anterior. Ao todo, os gastos do Brasil com segurança pública chegaram a R$ 51,6 bilhões, o que corresponde a 14% mais do que no ano anterior. Os principais aumentos ocorreram no Mato Grosso do Sul (37,7%) e na Bahia (30,8%). O crescimento em São Paulo foi de 14%.

Entre os Estados que caíram, a principal redução ocorreu no Rio Grande do Sul (-28,4%). A diminuição no orçamento da União é a segunda maior se comparada às 27 unidades da Federação.”É mais importante, no entanto, discutir a qualidade dos gastos, como esses investimentos são feitos e os resultados obtidos”, afirmou o sociólogo Renato Sérgio de Lima, coordenador-geral do anuário.

Homicídios
Como os dados do Fórum consideram a situação dos Estados no ano passado, a crise da segurança pública ocorrida principalmente a partir do segundo semestre em São Paulo não aparece nos números. O Estado, que desde o ano 2000 conseguiu reduzir as taxas de assassinatos, chegou em 2011 como o Estado com menor quantidade de homicídios por 100 mil habitantes: 10,8.

Santa Catarina, que em 2010 era o único Estado com taxas menores que as de São Paulo, aumentou as taxas de assassinatos no ano passado. Neste ano, contudo, os homicídios em São Paulo têm crescido desde março. Pelo estudo, Alagoas ainda continua no topo do ranking, com 76,3 homicídios por 100 mil habitantes, seguido de Espírito Santo (45,6 ).

Os números do anuário foram reforçados pela lei nacional que criou o sistema nacional de segurança, mas não levam em conta dados de nove Estados: Acre, Amapá, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima e Santa Catarina.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Estado quer liberar ‘bico’ da PM a todas as cidades de SP

Um projeto de lei encaminhado ontem à Assembleia Legislativa pelo governador Geraldo Alckmin legaliza o “bico” policial para os municípios paulistas.

A legislação, se aprovada, permitirá que cidades firmem convênios para implementar o programa chamado atividade delegada, adotado pioneiramente na capital, em dezembro de 2009, e em Mogi das Cruzes, em março de 2011.

O “bico” é um jargão usado no meio policial para designar o trabalho de PMs em períodos de folga. Trata-se de uma prática comum, mas que não é regulamentada. Geralmente, o serviço é prestado para empresas privadas.

Com a legislação, os municípios do Estado ficarão autorizados a assinar convênios com a Secretaria de Estado da Segurança Pública que permitirão aos policiais desempenharem suas funções em dias de descanso.


A cidade que tiver interesse no acordo deve regulamentar a atividade por meio de uma lei municipal. Segundo o Estado, até agora 43 localidades já mostraram interesse na atividade delegada.

O Estado afirma que a medida tem o objetivo de proporcionar a redução nos índices de criminalidade, dar mais segurança às pessoas e melhor remuneração aos PMs.
João Alberto Pedrini – Folha de São Paulo

Furtos em geral e roubos de carga caem na região de Sorocaba

A região de Sorocaba reduziu em 4,21% o número de furtos em geral no primeiro quadrimestre de 2012. De janeiro a abril foram 8.820 casos, contra 9.208 no mesmo período do ano passado – 388 a menos. Se considerados os últimos 12 meses, a queda é de 5,58%. De maio de 2010 a abril de 2011 foram 28.837 furtos, contra 27.227 entre maio de 2011 e abril deste ano, 1.610 casos a menos. As informações constam das Estatísticas Mensais da Criminalidade, contabilizadas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Outra modalidade criminal que apresentou diminuição foram os roubos de carga. Nos quatro primeiros meses do ano houve uma redução de sete casos. Até o mês de abril foram dez registros, contra 17 no mesmo período do ano passado. Se considerado o comparativo dos últimos 12 meses a queda foi ainda maior, com uma redução de 54,24% nos roubos de carga. De maio de 2010 a abril de 2011 foram 59 casos, contra 27 entre maio do ano passado e abril deste ano. Em números absolutos, a redução foi de 32 casos.

Assim como aconteceu entre os meses de janeiro e abril de 2011, não foi registrado nenhum caso de extorsão mediante sequestro no primeiro quadrimestre deste ano.

Polícia mais ativa
A região de Sorocaba aumentou em 16,41% os flagrantes de tráfico de drogas no primeiro quadrimestre do ano. Até o mês de abril foram 1.128 flagrantes, contra 969 no mesmo período do ano passado. Se considerados os últimos 12 meses, o aumento da produtividade foi de 14,87%, com 3.036 BOs de tráfico, 393 a mais que em igual período anterior.

O número de prisões realizadas pelas polícias aumentou em 11,73% nos quatro primeiros meses do ano. No período, foram 3.705 prisões, contra 3.316 em 2011. Também é possível observar esse aumento nos últimos 12 meses, quando as polícias realizaram 10.237 prisões, 844 a mais que em igual período anterior, um aumento de 8,99%.

As polícias retiraram 466 armas de fogo ilegais das ruas da região de Sorocaba, de janeiro a abril. Foram 60 a mais que no mesmo período do ano passado, um crescimento de 14,78%. Nos últimos 12 meses foram 1.318, 104 a mais que entre maio de 2010 e abril de 2011, aumento de 8,57%.

SSP / SP

Mercado avança com a evolução das câmeras inteligentes

Por Carlos Progianti
Você já parou para avaliar a quantidade de câmeras a que você está exposto no decorrer de um dia? Ou melhor: por quantas câmeras você passa no trajeto entre sua casa e o trabalho?

Muitas é a melhor resposta. São câmeras da CET (Central de Engenharia de Tráfego), câmeras de segurança do seu prédio, dos prédios vizinhos, dos estabelecimentos comerciais, dos elevadores, do metrô, do aeroporto, dos bancos. Enfim, em uma cidade como São Paulo, são muitas, milhares. Seguramente mais de 1 milhão de câmeras instaladas na cidade.

E é nessa mesma cidade, que, segundo as Estatísticas Mensais da Criminalidade, contabilizadas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública (SSP), houve um menor número de homicídios durante o mês de janeiro em sua história recente. A SSP atribui a redução dos homicídios à intensificação do patrulhamento ostensivo, com retirada da armas ilegais das ruas, e à investigação de crimes, com identificação e prisão dos autores.

É nesse processo de identificação que as câmeras se consolidam como ferramenta fundamental. Hoje, é constante a declaração da polícia diante de algum episódio/ crime, de que irá consultar as câmeras disponíveis no local.

Mas também é a partir desse conceito que podemos avançar e investir em monitoramento constante e eficiente. É a conhecida história de agir por prevenção e não por reação.

Apenas um exemplo, recentemente dirigentes da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE) estiveram na Espanha para uma visita técnica e acompanhamento do Salão Internacional da Segurança (SICUR), em Madri. Já no Aeroporto Barajas, que recebe 50 milhões de passageiros por ano, foi possível identificar o quanto o Brasil precisa avançar nos investimentos em sistemas eletrônicos de segurança. Barajas possui 5000 câmeras de monitoramento instaladas, ante 600 câmeras do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em Cumbica (SP). Para efeito de comparação, o Aeroporto Heatrow, em Londres, possui 5000 câmeras e o J John F. Kennedy, em Nova York, 4500 câmeras.

Outro ponto que merece atenção é o cenário em torno da realização dos eventos esportivos que serão realizados no país. Muito temos ouvido falar da questão da segurança nos estádios, mas é preciso abrir o leque e olhar ao redor, pois a necessidade de investimento em segurança eletrônica será bem maior. A cidade deverá estar mais protegida e a segurança será expandida nos hotéis, aeroportos, área públicas, shopping centers e outros locais.

Assim, é possível dizer que o mercado de sistemas eletrônicos de segurança poderá crescer cerca de 30% nos próximos dois anos. De acordo com a ABESE, entre 2006 e 2010, só o faturamento do setor de segurança eletrônica inflou 64% na cidade, de 256 milhões para 420 milhões de reais. Além disso, nos últimos oito anos, o mercado de segurança eletrônica cresceu 13%, sendo a região Sudeste responsável por 52% do total.

Nesse cenário, os sistemas de circuitos de TV continuam como uma das principais tecnologias aplicadas em segurança, atingindo 43%. Afinal, além de gravar imagens, as câmeras estão cada vez mais inteligentes, podendo servir como sensores de presença e até executar tarefas que antes exigiam controle humano, como aproximação automática diante de situação suspeita.

Portanto, é incontestável a importância do vídeo monitoramento para a evolução das questões que envolvem a segurança. E junto dessa discussão muito ouviremos sobre gestão para central de vídeo monitoramento, gestão de identificação e controle de acesso, responsabilidade legal das centrais de monitoramento, importância da segurança da informação, a evolução dos sistemas integrados de segurança, entre outros. Estamos apenas no começo.

*Carlos Progianti é presidente da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança – ABESE.

Brasileiros creem que educação é eficaz contra violência

Segundo pesquisa da Fecomércio-RJ, apenas 18% da população optaram pelo combate ao tráfico de drogas como uma das medidas de redução da violência

Mais brasileiros acreditam que educação e emprego são mais eficazes no combate à violência do que a repressão. É o que aponta pesquisa da Fecomércio-RJ divulgada hoje (2), que foi realizada com mil entrevistados, de 70 cidades brasileiras, incluindo nove regiões metropolitanas.

Cerca de 33% da população disse que a implementação de programas de primeiro emprego para jovens é uma das principais formas de reduzir a criminalidade, quase 10 pontos percentuais a mais que o registrado há 5 anos, quando a pesquisa teve início. Apenas 18% da população optaram pelo combate ao tráfico de drogas como uma das medidas de redução da violência, uma queda de seis pontos percentuais (24%) em comparação com 2007.

A aprovação de leis mais duras e penas mais longas também registrou queda: de 33% para 30%.Para 71% da população, a melhor solução para a criminalidade é prestar mais atenção sobre a condição de vida da população (moradia, saúde, educação e emprego) contra 59% de cinco anos antes. Já para 28%, uma forte política de segurança pública (com mais policiais nas ruas, leis e punições mais severas e um número maior de presídios) seria ideal para combater a violência, enquanto que em 2007 esta proporção era de 39%.

Dar mais opções de lazer e atividades para crianças entre 7 e 14 anos fora do horário escolar também foi citado por 17% dos entrevistados, registrando alta em relação ao levantamento de 2007 (14%).

Ainda segundo a pesquisa, os brasileiros também são a favor de melhorias nos salários e nas condições de trabalho dos policiais (26%) frente a 21% em 2007. Aumentar o efetivo policial nas nas ruas ainda é uma estratégia muito lembrada, com 45%, Em 2007 a proporção era de 46%.

Em relação à falta de condenação, 72% dos brasileiros disseram que a impunidade aumentou. Mas o número registrou queda de seis pontos percentuais em relação a 2008 (78%), primeiro ano em que o tema foi abordado. Para 16% dos entrevistados a impunidade diminuiu e cerca de 59% consideraram a legislação brasileira boa, que apenas precisa ser aplicada. Para 54% dos entrevistados é necessário punir todo e qualquer tipo de crime severamente para servir de exemplo e coibir outros delitos.

Flávia Villela, da Agência Brasil

Ministério da Justiça decide revisar política de segurança

País tem o maior número de homicídios do mundo em termos absolutos

BRASÍLIA – Meses depois de implodir a primeira versão de um plano de redução de homicídios por ordem da presidente Dilma Rousseff, o Ministério da Justiça decidiu preparar uma nova proposta de combate à violência. O Plano Nacional de Enfrentamento da Violência, com foco na diminuição de assassinatos, prevê investimento pesado em perícia, compra de equipamentos para as polícias estaduais e fortalecimento das corregedorias das polícias civis e militares. O governo decidiu revisar a política de segurança porque os indicadores da violência urbana ainda permanecem elevados.

Os últimos levantamentos oficiais mostram que o Brasil é o país com o maior número de homicídios do mundo em termos absolutos. São aproximadamente 50 mil por ano. Em termos proporcionais, ou seja, quando se compara o número de mortes violentas com o tamanho da população, o país também aparece num nada confortável sexto lugar.

Em 30 de dezembro o GLOBO revelou que, numa guinada surpreedente das diretrizes de redução da violência, o governo federal engavetara o plano de articulação para a redução de homícidio em prol de outras áreas de atuação.

As prioridades declaradas do governo eram, até então, a fiscalização de fronteiras, a ampliação do sistema penitenciário e combate ao crack. O enfrentamento da violência urbana, especialmente o combate aos homicídios, seria uma tarefa dos governos estaduais. A repentina virada da política de segurança provocou forte reação do Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp). Diante das críticas, o governo recuou e decidiu, neste início de ano, incluir a redução de assassinatos entre as prioridades da política nacional de segurança pública.

A versão do novo plano deve ser apresentada pelo ministro José Eduardo Cardozo à presidente Dilma nos próximos dias. Auxiliares de Cardozo disseram que o ministério não se manifestará publicamente sobre o assunto até que a proposta seja do conhecimento da presidente. Mas confirmaram que o “foco agora” é a diminuição de assassinatos. Num encontro que teve com integrantes do Conasp, semana passada, Cardozo fez uma longa explanação sobre a violência e as ideias do governo para encarar o problema.

O ministro disse aos conselheiros que a violência se mantém em patamares elevados até mesmo em cidades ou estados que receberam grande aporte de recursos do governo federal nos últimos anos. A partir daí, se chegou a conclusão de que as análises sobre as desigualdades sociais não são mais suficientes para explicar a explosão da criminalidade. Para o ministro, outros fatores, como impunidade, grupos de extermínio e preconceitos contra negros e gays também estariam na raiz da violência.

A saída seria financiar a montagem de laboratórios e cursos de perícias para as polícias estaduais. Hoje muitos assassinatos não são esclarecidos por falta de estrutura técnica das polícias civis. Cardozo disse ainda que é importante melhorar o treinamento das corregedorias. Cardozo também prometeu comprar equipamentos para as polícias de acordo com as peculiaridades de cada estado.

Outras medidas seriam articuladas com as secretarias especiais de Direitos Humanos, de Políticas para Mulheres e de Promoção a Igualdade Racial.

- O fato do ministro ter vindo ao Conasp e colocar as linhas gerais (do plano de redução de homicídios) mesmo sem tê-las apresentado a presidente é um avanço. Agora vamos ver o que acontece quando chegar a Casa Civil – disse Alexandre Ciconello, representante do Instituto de Estudos Socioeconômico (Inesc) no Conasp.

Fonte: O Globo

Homicídios caem mas roubos desafiam polícia

O número de homicídios caiu na capital paulista em 2011, mas os casos de latrocínio (roubo seguido de morte), de furtos e roubos de veículos e de assaltos a banco aumentaram em comparação com o ano anterior.

De acordo com balanço divulgado ontem pela Secretaria da Segurança Pública, foram registrados 1.023 assassinatos no ano passado, contra 1.196 em 2010. A redução de 14,46% fez a capital atingir a taxa de nove homicídios por grupo de 100 mil habitantes.

A mesma eficiência das polícias Civil e Militar no combate aos homicídios, que têm diminuído a cada ano desde 2007, não é repetida nos casos de crimes contra o patrimônio. Os casos de latrocínio subiram de 76 para 86 de 2010 para 2011, um aumento de 13,16%, segundo as estatísticas da Secretaria da Segurança. Os furtos e roubos de veículos passaram de 77.855 casos para 83.295 (6,99%) no mesmo período, enquanto os assaltos a banco saltaram de 141 para 149 (5,67%).

O delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro de Lima, disse que nos casos de latrocínio é mais difícil descobrir a autoria do crime porque vítima e criminoso não se conhecem, ao contrário do que acontece nas ocorrências de homicídio. Carneiro afirmou que as delegacias de bairro deverão priorizar as investigações das ocorrências de roubos de casas, estabelecimentos comerciais e veículos para reduzir os crimes contra o patrimônio e coibir os latrocínios ao mesmo tempo.

Essa é a mesma opinião do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo. Segundo ele, em quase 90% dos casos de assassinatos as pessoas envolvidas têm algum tipo de relação. “Em média, 55% dos casos estão relacionados a brigas e execuções por causa de álcool e de drogas. Os crimes passionais são 32% dos casos, com brigas de marido e mulher por exemplo. A menor parte dos casos está ligada às discussões de trânsito.”

Segundo o coronel, o desarmamento de criminosos, a apreensão de drogas e o combate ao álcool, durante as blitze da Lei Seca, ajudaram na redução do índice de homicídios. “A PM apreendeu 19 mil armas de fogo e 40 toneladas de drogas em todo o Estado em 2011. Pessoas alcoolizadas também estão sujeitas a cometer crimes durante qualquer briga”, afirmou o comandante-geral.

O aumento dos casos de crimes contra o patrimônio impressionou o projetista Ocimar Florentino de Paiva, de 53 anos, pai do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24, morto durante um assalto dentro da Universidade de São Paulo (USP) em maio de 2011. “Parece que na USP a segurança melhorou com a chegada da PM, mas na cidade como um todo a gente não tem a sensação de segurança. Ainda tem muito criminoso solto”, disse o projetista.

O advogado tributarista Ricardo Aro, de 41 anos, é um dos 83.295 motoristas que tiveram o carro levado por ladrões na capital. No dia 22 de junho, ele estacionou seu Gol 2009 na rua ao visitar o pai, na Vila Carrão, zona leste. “Eu não conhecia a rua direito, pois meu pai se mudou havia pouco tempo. A gente vive no meio de uma guerra urbana”, disse, referindo-se à ação dos criminosos.

Gio Mendes / Felipe Tau – JT

Mapa da Violência: SP foi quem mais reduziu assassinatos

O Governo Federal divulgou nesta quarta-feira (14) o Mapa da Violência 2012, que mostra que São Paulo foi o Estado que mais reduziu os homicídios de 2000 a 2010. Os dados são elaborados pelo Instituto Sangari, em parceria com o Ministério da Justiça.

Segundo os dados federais, a taxa nacional de homicídios por 100 mil habitantes se manteve estável do início da última década até o ano passado, oscilando de 26,7 para 26,2.

Em contrapartida, no mesmo período o índice no Estado de São Paulo caiu de 42,2 para 13,9, uma redução de 67%. São Paulo, que em 2000 tinha a 4ª pior taxa entre todos os estados, terminou 2010 com a terceira melhor, atrás apenas do Piauí e de Santa Catarina.

A queda é ainda mais expressiva quando comparadas somente as capitais. A cidade de São Paulo, que, assim como o Estado, tinha o 4º pior índice em 2000, agora possui a menor taxa de homicídios por 100 mil habitantes entre as capitais brasileiras. A redução, de 64,8 para 13, foi de 79,9%.

Os números estaduais mais atualizados, contabilizados pela Coordenadoria de Análise e Planejamento da Secretaria da Segurança Pública (SSP), mostram que São Paulo terminou o mês de outubro com uma taxa de homicídios por 100 mil habitantes de 9,8.

Em entrevista ao jornal O Globo, o sociólogo Júlio Waiselfisz, responsável pela pesquisa federal, apontou três fatores para a redução das taxas de homicídios: campanha do desarmamento, investimento em segurança pública e políticas estaduais.

Além das armas entregues voluntariamente, existem as que estão em situação ilegal e são apreendidas pela polícia em prisões em flagrante e operações. No ano passado, as polícias Civil e Militar retiraram 18.755 armas das ruas – de janeiro a outubro deste ano, foram 16.108.

Confira as tabelas com as taxas de homicídios nos estados e capitais, de acordo com o Mapa da Violência 2012

Fábio Portugal – SSP

Roubo a condomínios cai 72% em dois anos

Crimes passaram a ser investigados pelo Deic em 2009. Desde então, registros caíram de 32 para 9

Fonte: Deic e Segurança de Segurança Pública

O número de roubos a prédios na capital despencou depois que as investigações dos crimes foram centralizadas na 4ª Delegacia de Repressão a Roubos a Condomínios do Deic, há dois anos e dois meses. Foram nove casos entre janeiro e setembro deste ano, ante 32 em igual período de 2009, uma queda de 72%.

O delegado da divisão, Mauro Fachini, acredita que a centralização das investigações foi importante para a redução. “Conhecemos como as quadrilhas agem”. A baixa rentabilidade dos assaltos também colaborou com a queda. “Dividir R$ 5 mil, R$ 7 mil entre sete pessoas não vale a pena para o bando.”

Em 2009, quando houve uma explosão de arrastões, a Secretaria de Segurança Pública determinou que o Deic assumisse as investigações. Desde então, os índices caíram bastante.

Este ano, quatro grupos foram desarticuladas e 40 pessoas foram presas. Para o delegado, a participação dos funcionários dos prédios é um mito. “Nos casos que investigamos, foi nula. Muitas vezes, a informação partiu de um morador. E na maioria dos registros, os criminosos se valeram do descuido das pessoas.”

O diretor de condomínios do Secovi (Sindicado da Habitação), Sérgio Meira de Castro, acrescenta que investir em segurança e treinar funcionários ajuda a prevenir os crimes.

Fonte: Band

Crimes contra o patrimônio e homicídios caem na região de Sorocaba

Os homicídios dolosos diminuíram 7,06% na região de Sorocaba nos últimos 12 meses, em comparação com o período anterior, compreendido entre setembro de 2009 e agosto do ano passado. Houve 18 ocorrências a menos. Roubos, furtos, roubos de carga e de veículos também recuaram. As informações constam das Estatísticas Mensais da Criminalidade, contabilizadas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Crimes contra o patrimônio
Nos últimos 12 meses, os roubos tiveram redução de 6,67%, com 369 casos a menos. Nos primeiros oito meses do ano, foram registrados 3.619 roubos, 117 a menos que no mesmo período do ano passado – queda de 3,13%.

Entre os crimes contra o patrimônio, os roubos de carga tiveram a redução mais expressiva. Nos primeiros oito meses, foram registrados 25 casos, 53,70% a menos que no mesmo período de 2010. Em relação aos últimos 12 meses, houve redução de 45,95%, com 34 casos a menos que no período anterior.

Os roubos de veículo caíram 7,35% nos últimos 12 meses, em comparação com o período compreendido entre setembro de 2009 e agosto de 2010. No mesmo período, houve um roubo a banco a menos, queda cinco para quatro ocorrências.

Os furtos também caíram na região de Sorocaba. Houve redução de 3,9% nos oito primeiros meses do ano, com 758 ocorrências a menos do que no mesmo período do ano passado.

Neste ano, na região de Sorocaba, não houve extorsão mediante sequestro.

Assessoria de Imprensa da Secretaria da Segurança Pública