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Violência urbana provoca traumas que não devem ser ignorados

A violência, cada vez mais frequente nas grandes cidades, provoca traumas que a maioria das vítimas não consegue superar sozinha, sem ajuda. Dividir o problema é o primeiro passo para superá-lo.

O assalto mudou completamente a rotina da família da representante comercial Paula Soares. “Colocaram a arma na minha cabeça e meu esposo disse ‘pelo amor de Deus, deixa eu tirar meu filho’. Eles não pensam, agem como se sua vida não fosse nada, infelizmente. Eu dormia com meu sofá encostado na porta de tanto medo”, diz.

Insônia, pesadelos, alteração no apetite, estado constante de alerta e choro. Tudo isso são sintomas de quem sofreu um trauma e são comuns em vítimas de assaltos, sequestros, violência sexual ou em quem perdeu alguém muito próximo assassinado.

Em muitos casos, a vítima da violência acha que superou o trauma e toca a vida, mas o medo, a perturbação e as alterações no comportamento voltam a se manifestar meses, até anos depois. Por isso, é importante não ignorar o problema.

“Ela começa a se isolar da família, perde o emprego, abandona o emprego, e ela pode desenvolver doenças que agravam esse quadro principal. Pode gerar quadro de depressão, quadro de transtornos de ansiedade”, afirma Adriana Mozzambani, pesquisadora do Programa de Atendimento e Pesquisa em Violência (Prove) da Unifesp. A médica explica que, em 80% dos casos, as pessoas se recuperam e com a ajuda de remédios e terapia.

Roberto e Yolanda Rubio buscaram o Centro de Apoio às Vítimas da Secretaria de Justiça de São Paulo. O filho deles foi assassinado há um ano e meio. Apesar do retrato falado da polícia, o assassino nunca foi encontrado. “Ele saiu de casa dizendo ‘eu já volto’ e voltou três dias depois num caixão lacrado. Abriu um buraco no chão da minha família que não tem como fechar”, diz Yolanda.

Um dos objetivos do Centro de Apoio é estimular as pessoas a falarem da dor que sentem, e, em grupo, a terapia traz resultados melhores. “Ela se sente mais confiante de estar em um grupo que teve a mesma experiência trágica. Ela pode falar e as outras pessoas ali vão entender”, afirma Cristiane Pereira, coordenadora do Centro.

Fonte: G1

SP concentra mais de 50% dos casos de roubo de carga do Brasil

Em 2010, prejuízo causado a transportadoras foi de R$ 280 milhões.
Cerca de 60% dos casos do estado acontecem próximos à capital paulista.

Do G1 SP, com informações do Bom Dia Brasil

Dados do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP) mostram que 53% dos roubos de carga do Brasil acontecem em São Paulo. No Rio de Janeiro, 21%. O prejuízo causado a transportadoras e seguradoras em 2010 foi de R$ 280 milhões. Só neste ano, já chega a R$ 68,5 milhões.

O estado de São Paulo registrou 1.786 casos de roubos de carga no primeiro trimestre deste ano. Deste total, cerca de 60% foi na capital. Para o delegado Waldomiro Milanese, coordenador do Procarga, os criminosos preferem a proximidade com regiões populosas para facilitar a distribuição da carga.

“Os roubos são concentrados de 100 a 150 km da capital [paulista]. Eles agem geralmente em quadrilhas de quatro pessoas a mais, [usando] dois veículos a mais, e fortemente armados”, diz Milanese. Na cidade de São Paulo, os casos são mais recorrentes nas zonas Sul e Leste.

As cargas mais visadas pelos ladrões são de alimentos, eletroeletrônicos e remédios. Eles chegam a se disfarçar de policiais para atacar os caminhoneiros. As transportadoras calculam que gastam 15% do orçamento em equipamentos de segurança, seguros e escolta.

“Para onde vai parar esses produtos roubados? Só pode ser no comércio formal. Alguém está ganhando com isso. Por isso a defesa da cassação da inscrição estadual, como já acontece com os postos que vendem gasolina batizada. Eles acabam o direito de vender”, diz o diretor executivo do SETCESP, Adauto Bentivegna Filho.

Medicamentos populares são alvo de ladrões

Quadrilhas especializadas costumam procurar cargas com analgésicos, sal de frutas e colírios

William Cardoso – O Estado de S.Paulo

Analgésicos, relaxantes musculares, sal de fruta e colírios lideram a lista de medicamentos fabricados ou distribuídos a partir de São Paulo e roubados entre 2008 e 2010. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, os remédios mais baratos são também mais fáceis de voltar ao mercado de forma ilegal e exigem a atenção dos consumidores.

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Em 3 meses, prejuízo chega a R$ 5,2 milhões

A escolha dos criminosos por medicamentos mais populares não se dá por acaso. Remédios de uso crônico e com alto custo são mais facilmente identificados pelos próprios usuários, que conhecem em detalhes as características dos produtos, desde a embalagem até a composição – e, por isso, dificilmente seriam enganados.

Medicamentos vendidos com o preço muito abaixo da média do mercado, fora das farmácias e sem a exigência de prescrição médica (quando a receita é exigida por lei), devem levantar suspeitas entre os consumidores, segundo a secretaria. Quando surgirem dúvidas sobre a procedência do remédio, o consumidor deverá acionar imediatamente as autoridades.

Em média, a secretaria recebeu 25 notificações de roubo de carga de medicamentos por mês desde 2008, quando o sistema online foi implementado.

“As pessoas devem informar sempre que desconfiarem de alguma alteração nos medicamentos”, afirma a diretora da Divisão Técnica de Produtos do Centro de Vigilância Sanitária, Isabel de Lelis Andrade Morais.

A vigilância sanitária estadual conta com um sistema online que permite a interdição de lotes inteiros de medicamentos, caso as empresas comuniquem roubo de grande quantidade do produto. Quando uma pequena parte do lote é levada pelos bandidos, o órgão emite um alerta. As interdições e os alertas são publicados no Diário Oficial do Estado, com a identificação dos produtos que foram roubados.

A diretora de divisão da vigilância sanitária afirma que os criminosos podem não apenas revender como também adulterar os produtos. “Já tivemos casos relevantes. Há algum tempo, o medicamento Androcur, usado por pacientes para o tratamento de câncer de próstata, foi adulterado por criminosos”, explica.

Também procurada, a Secretaria da Segurança Pública informou que reorganizou em maio seu programa de combate ao roubo de cargas. No ano passado, houve uma queda de 6,2% no número de ocorrências relacionadas a esse crime.

Ex-usuário de drogas cria centro para tratar viciados em Belém

Paulo Cabral
Enviado especial da BBC a Belém

O paraense Luiz Veiga usou drogas por 28 anos e por mais de uma década morou nas ruas de Belém, depois de perder a família e a imobiliária de que era dono. Depois de se recuperar do vício, ele fundou um centro de recuperação para dependentes químicos.

Veiga contou à BBC Brasil como foi a sua experiência com as drogas: “Sou de uma família ilustre aqui de Belém, e cheguei a ter 140 corretores de imóveis trabalhando para mim aqui no Estado, mas o uso de drogas acabou com tudo e me jogou na sarjeta.”

Mas há 21 anos Veiga está livre do vício e há 18 – desde que fundou a comunidade terapêutica Centro Nova Vida – o ex-usuário ajuda outros a se livrarem das drogas.

“A rua hoje é pior ainda do que era no meu tempo. Há drogas novas como esse oxi que infestou nosso Estado”, diz.

Segundo ele, 80% dos pacientes do Centro Nova Vida são consumidores do oxi, uma variação mais barata e tóxica do crack.

“É uma droga horrível. Essa mistura de produtos químicos como querosene e gasolina destroem o organismo”, diz. “Os usuários também chegam aqui com sérios distúrbios mentais, como delírios e mania de perseguição.”

Terapias
Veiga afirma que, no Centro Nova Vida, o tratamento usa apenas terapias cognitivas, motivacionais e comportamentais, sem incluir medicamentos que muitas clínicas usam para amenizar a síndrome de abstinência dos usuários.

“É difícil, mas temos aqui um grupo muito acolhedor e, graças a Deus, tem funcionado. São os próprios residentes, já em fase mais avançada do tratamento, que recebem os novos e os ajudam”, conta.

Veiga diz que já tem uma resposta pronta há muitos anos quando é questionado sobre qual a pior droga.

“Sempre digo e sempre vou dizer que a pior droga é aquela que você usa. Não importa se é cigarro, álcool, remédios ou drogas ilegais. A droga que você usa é a droga que vai lhe matar.”