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Posts Tagged ‘ Resgate

Operação Verão da PM em SP terá reforço de 2 mil policiais

Policiais vão garantir a segurança em cidades do litoral.
Número de bafômetros passará de 100 para 327.

Do G1 SP

A Polícia Militar de São Paulo realiza a partir do dia 29 deste mês a Operação Verão, com o reforço de 2 mil policiais em 15 municípios litorâneos, represas e terminais de passageiros que têm movimento aumentado durante a estação. A operação vai até 31 de janeiro de 2012.

Dos 2 mil policiais militares, 1,2 mil reforçarão a segurança da Baixada Santista e Litoral Sul. Outros 400 serão destinados às cinco cidades do Litoral Norte e 400 às represas Guarapiranga e Mairiporã e aos terminais rodoviários da capital, como Tietê e Jabaquara.

As tropas que reforçarão o efetivo virão de unidades territoriais, do Choque, Rodoviária, Ambiental e Bombeiros. As praias terão um reforço de 158 policiais do Corpo de Bombeiros. O policiamento rodoviário receberá mais 48 policiais. O policiamento de Choque também participará da operação com mais 37 policiais militares. Outra forma de policiamento, o Ambiental, receberá mais 22 policiais militares. Além disso, a corregedoria receberá mais oito policiais.

A Operação Verão contará também com reforço de 235 carros da corporação e 15 bases comunitárias móveis da PM. Serão destinadas ao Litoral Sul 176 carros mais dez bases comunitárias. O litoral Norte receberá 59 veículos e cinco bases comunitárias.

Tablets
Todas os veículos da Polícia Militar na região já estão equipados com tablets, computadores com telas sensíveis ao toque, que permitem consultas aos bancos de dados civis e criminais, feitas da rua. Os tablets também agilizam a comunicação dos policiais em patrulhamento com as unidades de comando, ao permitirem, por exemplo, o envio de relatórios e informações.

O número de helicópteros destinados aos municípios litorâneos também aumentou. Das atuais duas aeronaves, uma baseada no Litoral Norte e outra no Sul, a região passará a contar com sete helicópteros nos finais de semana. Nos dias úteis, cinco helicópteros serão utilizados para o patrulhamento, socorro a afogados e resgate de feridos.

O helicóptero Pelicano, da Polícia Civil, estará de prontidão em São Paulo, e também poderá ser acionado, se necessário.

O policiamento rodoviário contará mais radares móveis, fixos e leitores de placas. Além dos equipamentos disponíveis na região, os policiais rodoviários utilizarão 42 leitores de placa (tipo OCR), 116 radares móveis e 213 fixos, do DER.

Durante a Operação Verão, tanto os policiais rodoviários como os que trabalham nas cidades realizarão fiscalização de embriaguez ao volante, com cem bafômetros. Em janeiro, chegarão novos 227 equipamentos, totalizando 327 bafômetros.

Polícia Civil
Durante a Operação Verão, a Polícia Civil reforçará as atividades de polícia judiciária: registro de ocorrências, investigação criminal e envio de inquéritos à Justiça. Serão suspensas férias e licenças prêmio durante a operação. Todos os policiais reforçarão o efetivo das delegacias, inclusive os que fazem serviços administrativos, esclareceu o delegado geral de Polícia, Marcos Carneiro Lima.

Brasil ainda não tem Política Nacional de Segurança Cibernética

Desde dezembro de 2010, grupo do governo federal trabalha em conjunto com sociedade civil para elaborar diretrizes; conclusão do texto ainda não tem prazo

Bruno Lupion / SÃO PAULO – Estadão.com.br

No âmbito civil, o país ainda carece de uma Política Nacional de Segurança Cibernética. Em dezembro do ano passado, o governo federal lançou um documento – o “Livro Verde” da Segurança Cibernética no Brasil – com análises da situação atual do setor e propostas e diretrizes para a formulação de um marco teórico e legal sobre o tema. Desde então, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República tem recebido contribuições da sociedade civil e fomentado debates com especialistas do setor público e privado, mas não há prazo para a conclusão do texto.

“Pretendemos estimular discussões sobre a segurança cibernética em nível nacional e de forma participativa”, diz Raphael Mandarino Junior, chefe do Departamento de Segurança da Informação e Comunicações do GSI. No site do órgão, ainda é possível enviar contribuições para a redação da Política Nacional de Segurança Cibernética, chamada de “Livro Branco”.

O Brasil tem 320 grandes redes no setor governamental, sob constantes ataques cibernéticos, segundo Mandarino. Em 2009, foram registradas 45 mil tentativas de invasão e busca de informações estratégicas dessas redes – uma média de cinco por hora.

Um caso emblemático ocorreu em maio de 2009, quando um hacker conseguiu alterar a senha de acesso de um servidor do governo brasileiro e pediu milhares de dólares para revelar a nova senha. “Na ocasião, o órgão atingido tinha backup de todas as informações estratégicas e o servidor foi recuperado em curto espaço de tempo, sem necessidade de pagamento de resgate”, diz Mandarino.

ONU
No campo do Direito Internacional, é a Convenção de Budapeste, aprovada em 2001, que define os crimes cibernéticos. Mas muitos países entendem que ela está desatualizada e não atende às exigências de todas as nações. Durante o 12° Congresso das Nações Unidas sobre a Prevenção ao Crime e à Justiça Criminal, realizado em Salvador em abril do ano passado, o Brasil propôs a construção de uma nova convenção para substituir a de Budapeste, e foi escolhido para liderar o processo. A primeira reunião do grupo de trabalho ocorreu em fevereiro, na sede das Organizações das Nações Unidas em Viena, na Áustria. “É um processo que está no início, mas já tem adesão da maioria das nações”, diz Mandarino.