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Posts Tagged ‘ Residência

Cansado de violência, morador faz apelo aos bandidos em S. José


Morador protesta contra roubos em São José. Foto: Thiago Leon

De uma forma inusitada, ele pendurou uma faixa vermelha na frente da sua casa na região sul da cidade
João Paulo Sardinha e Natália Senóbio
Bom Dia São José

Um apelo desesperado a todos os criminosos: ‘Senhores ladrões: parem de roubar minha casa, trabalho muito e ganho pouco. Por isso, peço que me ajudem: Por favor, deixem-me em Paz!’.

O pedido é de um morador da Vila Anhembi, zona sul de São José dos Campos, que escreveu a mensagem numa faixa e a colocou no portão de casa.

Segundo vizinhos, que não quiseram se identificar, o morador é novo no bairro e foi vítima de três assaltos. “Ele é professor e trabalha o dia todo. O assalto a residência tornou-se constante no bairro e tem gente vendendo casa por causa da violência”, disse uma moradora da Vila Anhembi .

A sensação de insegurança é forte no bairro. Segundo um morador, que não quis se identificar, um grupo de seis pessoas efetua os furtos e a polícia não prende os assaltantes.

“Falta policiamento na região. A bandidagem corre solta. Eles não têm hora para roubar e as pessoas trabalhadoras que sofrem os prejuizos”, afirmou.

A Polícia Militar não se manifestou sobre o assunto.

Mortas por serem quem são

Femicídio é a morte violenta de mulheres pelo fato de serem mulheres; no Brasil, ocorre sobretudo na casa da vítima
Leila Barsted – Estadão on line

Nas últimas semanas a imprensa divulgou pesquisa nacional sobre homicídios de mulheres no Brasil. Os dados apresentados revelam a magnitude dos assassinatos de mulheres, ocupando nosso país a sétima posição no contexto de 84 outros países onde mais ocorrem esses eventos. A pesquisa ratifica estudos realizados desde a década de 80 que apontam o local de residência como o principal espaço onde ocorre essa violência, bem como o fato de os agressores serem majoritariamente cônjuges, ex-cônjuges, namorados e ex-namorados.

Esses dados revelam a domesticidade dessa criminalidade, que poderia ser tipificada como femicídio, fenômeno em grande parte banalizado como simples tragédias da vida privada.

Márcia Foletto/ O Globo

Em 2008, o Comitê da Organização dos Estados Americanos (OEA) que monitora a implementação da Convenção de Belém do Pará sobre violência contra as mulheres adotou uma declaração sobre o femicídio, definido como delito que resulta na morte violenta de mulheres pelo fato de serem mulheres e que ocorre na família ou em qualquer outra relação interpessoal, na comunidade, por parte de qualquer pessoa, ou que seja perpetrado ou tolerado pelo Estado e seus agentes por ação ou omissão. Essa é uma definição abrangente de femicídio, embora sua incidência no Brasil ocorra especialmente nas relações interpessoais.

Essa declaração denuncia o femicídio como tema ausente na legislação, nas políticas públicas e na cultura de diversas sociedades do continente.

Outro fato que mereceu destaque na imprensa foi a violência sofrida por uma jovem do Rio de Janeiro que, tendo terminado o relacionamento com seu ex-namorado, preso no sistema carcerário, foi sequestrada pela ex-sogra e ex-cunhada, que a espancaram brutalmente e rasparam seus cabelos como punição por sua desobediência ao ex-namorado, mandante da agressão, inconformado com o fim do relacionamento. A jovem disse que só queria levar sua vida em paz com a filha de 1 ano. A ex-sogra e a ex-cunhada foram obedientes na aplicação da pena.

As duas notícias têm muita semelhança com outros relatos da imprensa internacional sobre a prática de violência contra as mulheres em alguns países islâmicos. Foi amplamente divulgada a mutilação, com a perda do nariz e da orelha, de uma jovem afegã, perpetrada por sua família como punição por ter fugido de casa. Esse caso poderia parecer aos nossos olhos como práticas exclusivas e oriundas de países de regime autoritário. No entanto, dados da ONU e da OEA dão mostras de quanto a discriminação e a violência contra as mulheres estão presentes em todo o mundo.

Em 1993, o caráter transcultural e as diversas formas de manifestação dessa violência específica ganharam grande visibilidade no Tribunal de Crimes contra as Mulheres, quando da Conferência Mundial de Direitos Humanos. Mulheres de diferentes nacionalidades, culturas, religiões, raça/etnia e idade foram ouvidas e denunciaram as violências que sofreram. Muitas mostravam rostos gravemente queimados por seus companheiros ou ex-companheiros, que pretendiam assassiná-las ou destruir sua beleza.

Analisando os relatos das vítimas, quando sobreviventes, ou de seus familiares, encontramos histórias de desobediência, desobediência necessária para a conquista de direitos. Romper com a solidão, com o medo, com a limitação do ir e vir, buscar acesso à educação, ao trabalho, ao exercício da sexualidade são interpretados pelos agressores como transgressões e punidos com severidade.

A violência contra as mulheres tem sido, assim, um dos mecanismos sociais principais, e de grande eficácia, para impedi-las de ter acesso a posições de igualdade em todas as esferas da vida social, incluindo a vida privada. Essa violência é uma manifestação de poder e expressa uma dominação masculina de amplo espectro, histórica e culturalmente construída, para além de sua manifestação nos corpos das mulheres.

No Brasil, até 1840, era aceita como jurídica a tese da legítima defesa da honra que reconhecia o direito de homens assassinarem suas companheiras quando essas, em busca de sua liberdade, transgrediam as normas legais ou costumeiras calcadas na dominação masculina. Em 1991, o Superior Tribunal de Justiça, em histórica decisão, rejeitou esse nefasto argumento, definindo-o como expressão da autovalia, da jactância e do orgulho do “senhor” que vê a mulher como propriedade sua. Essa decisão foi fruto de uma longa luta feminista e da inclusão na Constituição Federal, de 1988, do reconhecimento de direitos iguais para homens e mulheres, revogando, assim, os dispositivos discriminatórios do Código Civil de 1916, que considera as mulheres como indivíduos sem direitos plenos, devendo ser tuteladas pelo pai ou pelo marido. Mesmo revogados, os dispositivos legais discriminatórios deixaram fortes marcas na nossa cultura e nas práticas sociais até os nossos dias.

Ao longo das últimas três décadas a legislação brasileira aboliu discriminações contra as mulheres e, em 2006, foi sancionada a Lei Maria da Penha para o enfrentamento da violência doméstica e familiar.

Houve avanços significativos também com a criação de serviços voltados para a atenção às mulheres em situação de violência.

No entanto, dados do Censo de 2010 indicam a persistência de um conjunto de discriminações expressas na baixa representatividade das mulheres nos espaços de poder do Estado e da sociedade: sua menor renda em relação aos homens, o difícil acesso à terra e aos meios produtivos, a ainda alta taxa de mortalidade materna. Não se pode, portanto, isolar a ocorrência dos assassinatos de mulheres do difícil acesso aos seus direitos constitucionais e do déficit de cidadania.

Superar esse grave quadro da subordinação das mulheres requer o envolvimento do Estado e da sociedade. Uma vida sem violência implica uma vida sem discriminações. Quando os direitos humanos das mulheres serão respeitados?

É ADVOGADA, COORDENADORA EXECUTIVA DA CEPIA (CIDADANIA, ESTUDO, PESQUISA, INFORMAÇÃO E AÇÃO) E MEMBRO DO COMITÊ DE PERITAS DO MECANISMO DA OEA PARA AVALIAR A IMPLEMENTAÇÃO DA CONVENÇÃO DE BELÉM DO PARÁ

Dicas de segurança

Preste atenção a estas dicas para evitar a ação de bandidos em algumas situações do seu dia-a-dia:

Assalto em veículo
* Estacionar em lugar movimentado e iluminado.
* Usar sistema de alarme, chave geral e correntes na direção.
* Evitar armas e documentos no porta luvas.
* Ao estacionar ou parar em cruzamentos, principalmente a noite, observe pessoas suspeitas nas proximidades.
* Som, rodas e certos acessórios despertam a atenção de marginais.
* Evite deixar objetos de valor no interior de seu carro.
* EM CASO DE ASSALTO, NÃO REAJA.

Na residência
* Sistema de alarme é sempre eficaz.
* Não deixar luz acessa durante o dia.
* Um bom cão de guarda.
* Atender à porta após identificação prévia.
* Manter a porta da garagem sempre fechada.
* Aguardar o fechamento de portões de comando eletrônico.
* Não aceitar a entrada de técnicos não solicitados.
* Ao sair ou retornar da residência, observe as proximidades e se constatar a presença de estranhos, não entre.
* À noite, deixe pelo menos uma lâmpada acessa na área de maior risco da residência (utilizar fotocélulas).
* Manter escadas e ferramentas em lugar seguro.
* Na perda das chaves, troque os segredos das fechaduras.
* Ao viajar, avise parentes ou vizinhos de confiança, para que esporadicamente verifiquem a residência e façam a coleta de correspondências.
* Oriente familiares e empregados para que não comentem com estranhos sobre os bens que a família possui tanto como seus hábitos.
* Não dê informações por telefone para pessoas desconhecidas.

No dia do pagamento
* Lembre-se: um alvo fácil é sempre mais procurado.
* Não comente sobre seu salário com pessoas de pouco convívio.
* Evite a conversa com pessoas estranhas dentro ou fora do banco.
* Nos dias de pagamento, adote medidas de segurança mais severas.
* Observe se alguém está seguindo-o.
* Se precisar transportar muito dinheiro, não ande sozinho, peça a companhia de parentes, amigos ou seguranças.

No ônibus
* Ao pagar, procure levar o dinheiro trocado ou utilizar o vale transporte.
* Cuidado com objetos alvo dos punguistas como bolsas, carteiras, correntes, pulseiras, entre outros.
* Evite ficar junto à porta de embarque e de desembarque, pois é o local propício para a prática de punguistas.
* Mantenha a bolsa ou mochila na frente do corpo.
* Não carregue muito dinheiro, nem deixe a carteira no bolso de trás.

Em deslocamentos
* Ao notar que está sendo seguido, procure mudar várias vezes o lado da calçada.
* Não carregue objetos de valor, grandes quantias de dinheiro ou cartões de crédito, se não houver necessidade.
* Evite lugares sem iluminação e com pouco movimento.

Em caixas eletrônicos
* Não revele sua senha para terceiros.
* Em caso de dificuldade, comunique-se com funcionários do banco.
* Observe atentamente as pessoas em atitudes suspeitas próximas ao local.
* Evite horários e locais de maior risco.
* Evite realizar saque de grandes quantias.

Seqüestro relâmpago
* Não reaja em nenhuma circunstância.
* Procure obedecer todas as exigências do bandido.
* Tente observar as características físicas, cicatrizes e marcas.
* Peça auxílio à Polícia assim que for libertado.

Nas escolas
* Trate o seu filho como amigo, demonstrando seu afeto e preocupação pelo seu desenvolvimento.
* Conheça os amigos de seu filho.
* Ensine as crianças a pedir auxilio à polícia (pessoalmente ou por telefone) ou às pessoas conhecidas, quando perceber estranhos em atitudes suspeitas ou que estejam molestando.
* Não aceitar balas, doces, presentes, ou brinquedos de pessoas desconhecidas.
* Oriente seus filhos para não desviarem do trajeto casa-escola-casa, sem prévio acordo.
* Evitar transitar utilizando jóias, tênis ou roupas caras.
* Oriente seus filhos para que se afastem de situações perigosas, tais como: armas, acidentes, aglomerações, discussões, etc.

Fonte: Polícia Militar

Menina liga para a polícia e impede assalto a casa na Praia Grande, SP

Um assalto terminou com a chegada da polícia em Praia Grande, no litoral de São Paulo, graças à ação de uma menina de doze anos. Os pais chegavam à residência no bairro Solemar por volta das 20h30 na terça-feira quando foram abordados por três bandidos. A criança percebeu e se escondeu em um quarto com o irmão para telefonar para a polícia.

“Socorro, por favor. Estão assaltando a minha casa”, disse a garota na ligação para o 190. “Eles estão levando tudo, tudinho”, afirmou.

Em poucos minutos a polícia cercou o local. Os criminosos colocavam nos veículos televisores, computadores e aparelho de som quando foram surpreendidos pelos policiais.

Os ladrões tentaram fugir pelo quintal da casa, mas foram presos em flagrante. A polícia recuperou o dinheiro e os objetos roubados. Além disso, os policiais apreenderam a arma e o carro que estavam com a quadrilha, que também era roubado.

“Graças a Deus, ela conseguiu fazer tudo direitinho. Foi ela que salvou”, afirmou a mãe da criança.

G1

Garanta a segurança

Uma pesquisa recente da associação de Defesa do Consumidor Proteste feita com 1274 pessoas revelou que duas em cada dez já foram vítimas de assalto ou de tentativa desse tipo de crime em sua residência.

De acordo com a polícia a maior parte das ocorrências poderia ser evitada com algumas precauções simples. O levantamento apontou, por exemplo, que apenas 2% dos entrevistados mantêm hábitos como averiguar quem está batendo à porta antes de abri-la ou fechar as janelas ao sair de casa.

Já nos condomínios, os assaltos geralmente ocorrem devido a falhas no controle de portarias e garagens. “Não existe sistema de segurança intransponível, mas há condutas que ajudam a reforça-lo”, diz o capitão José Elias de Godoy, da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

A pedido de VEJA, ele e outros especialistas em segurança indicam como ocorrem os principais tipos de roubo e as medidas que podem ser empregadas para evítá-los.

Casas
Como ocorrem os roubos: em residências, as abordagens são mais comuns durante a semana, no período da manhã (entre 6 e 8 horas), quando os funcionários chegam e os moradores saem.

O que dizem os especialistas
1-Contrate um vigia – Apesar de não andarem armados nem terem curso de formação, os vigias de rua inibem a ação de criminosos e podem avisar a polícia sobre atitudes suspeitas. Na cidade de São Paulo, os moradores devem exigir que eles façam um cadastro no Departamento de Identificação e Registros Diversos da Polícia Civil, que vai verificar, entre outras coisas, se o candidato possui antecedentes criminais.

2 – Aproxime-se dos vizinhos – Quando for viajar, o morador deve suspender a entrega de revistas e jornais e pedir a um vizinho de confiança que recolha sua correspondência.

Nas áreas externas, os especialistas recomendam a colocação de lâmpadas que se acendem quando começa a escurecer e se apagam quando está claro.

3 – Mantenha o padrão da rua – Construir uma fortaleza numa rua em que todas as outras casas são bem mais modestas pode ser literalmente uma roubada: é o tipo de discrepância que chama a atenção dos ladrões.

Isso não significa que se deve deixar a moradia desprotegida. É aconselhável construir muros com cerca de 3 metros de altura no entorno da residência e instalar grades em sua entrada. “Elas são melhores do que os portões fechados porque permitem que policiais e pedestres notem a presença de um eventual Invasor”, diz José Elias de Godoy.

4 – lnvista em equipamentos de segurança – Aparatos como portões automáticos, grades nas janelas, cercas elétricas e alarmes são considerados bons aliados das seguradoras. “Recomendamos ainda trincos e fechaduras com chave tetra, mais difícil de ser copiada”, diz Eduardo Marcelino, da Federação Nacional de Seguros Gerais. Os vídeo porteiros também são eficazes. “Se, além do interfone, houver uma câmera no alto que permita visualizar a rua, melhor ainda: assim o morador saberá se quem toca a campainha está ou não rendido”, ressalta.

Como ocorrem os roubos: no pontual, o mais comum deles, os ladrões aproveitam uma oportunidade uma entrada ou saída, por exemplo para invadir o prédio sem render a portaria. Já nos arrastões, a ação é planejada por quadrilhas que têm como alvo prédios de alto padrão.

O que dizem os especialistas
1 – Obedeça às normas do condomínio – Tudo é feito para garantir a segurança do morador, mas muitas vezes ele próprio torna o condomínio vulnerável a roubos ao se recusar, por exemplo, a abrir os vidros do carro para entrar na garagem. “Isso é importante, pois ele pode estar rendido ou ter tido o veículo clonado ou roubado”, explica o delegado Mauro Fachini, do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado. Outros erros comuns dos condôminos são pedir ao porteiro que abandone seu posto para carregar compras, manter os portões abertos enquanto se despede de visitantes e deixar a chave na portaria. “Tudo isso facilita a vida das quadrilhas”, alerta Fachini.

2 – Preste atenção nos controles de acesso – Cerca de 90% dos assaltos a condomínios ocorrem pelas entradas de pedestres e de veículos. A melhor solução é ter dois portões independentes, de modo que um só se abra quando o outro já estiver fechado. O primeiro portão pode ser acionado por sistemas alfanuméricos ou de biometria. O segundo, pelo próprio porteiro. “O confinamento impede a entrada de ‘caronas’ ou de falsos entregadores que usam pacotes grandes para ter acesso ao prédio, alegando que não cabem no portas-volume”, diz Fachini.

3 – Invista em equipamentos de segurança – Os especialistas recomendam que os condôminos instalem ao menos um olho mágico nas portas que dão acesso aos halls. Já nas áreas externas e comuns dos condomínios, cercas elétricas e câmeras são bem-vindas. O ideal é que as imagens sejam compartilhadas com os prédios ao lado e gravadas remotamente. Para que tudo isso funcione, os funcionários devem, a cada seis meses, passar por treinamentos dados por órgãos como o Secovi, sindicato do ramo imobiliário que oferece cursos para zeladores e porteiros.

4 – Teste a segurança do condomínio – É prudente que moradores e interessados em se mudar para um condomínio testem a segurança dele forçando, por exemplo, a entrada na garagem ou pedindo a um parente que se passe por morador. Ao síndico, devem-se solicitar as imagens para conferir se estão mesmo sendo gravadas. “Na maioria dos assaltos que investigamos havia câmeras, mas elas não estavam funcionando ou tinham uma imagem tão ruim que impossibilitava qualquer tipo de identificação”, lamenta Fachini.

Revista Veja – Abril / 2012

‘Ajudei ladrões para proteger minha família’, diz refém de festa invadida

Nove pessoas, entre elas duas eram crianças, foram feitas reféns.
Um dos convidados foi agredido com uma coronhada na cabeça.

Foram apenas 10 minutos que ficarão marcados na memória de uma família de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Este foi o tempo em que nove pessoas, entre elas duas crianças, foram feitas reféns na noite desta quinta-feira (8), durante uma festa de confraternização de final de ano entre amigos. Uma convidado foi agredido com uma coronhada na cabeça.

Uma das pessoas que estavam na festa , que não quis se identificar, disse em entrevista ao G1 Rio Preto que pensou apenas em proteger a família. “Eu me ofereci para ajudá-los a recolher os pertences da minha casa, em troca eles não machucariam minha família. Vivi momentos de terror, ainda não caiu minha ficha sobre o que aconteceu”, disse. A casa fica em um bairro de classe média alta da cidade, Jardim Tarraf II.
A residência foi invadida por três homens armados e encapuzados. Eles entraram na casa no momento em que dois convidados e uma criança foram embora. Dentro da festa, renderam nove pessoas, entre elas duas crianças, uma de dois anos e outra de seis. Os bandidos recolheram joias, celulares, dinheiro e uma TV. Depois, usaram o carro de uma das vítimas para fugir.

“Na saída, eles não conseguiam abrir o portão e ficaram nervosos. Chamaram meu irmão para ajudar e acabaram o agredindo com uma coronhada na cabeça. Foi uma agressão gratuita, não havia necessidade”, contou a vítima. O homem foi socorrido e passa bem. Os reféns estão abalados. “Ficamos muito preocupados com a crianças, a de dois anos felizmente não entendeu o que aconteceu, mas a de seis anos ficou apavorada. Graças a Deus todos estão bem, apesar do grande susto”, concluiu.

As vítimas prestaram depoimento na delegacia da cidade. Segundo o delegado João Lafaiete Sanches, o caso será investigado com prioridade. “Foi instaurado um inquérito para apurar o caso. Descobrimos que nem todos os ladrões estavam encapuzados, portanto, teremos novidades em breve”, explicou.

Natália Clementin G1 Rio Preto e Araçatuba

Criminosos invadem casa no Morumbi e trocam tiros com a polícia

Crime aconteceu na Rua Fonseca Teixeira.
Segundo PM, três suspeitos morreram; um foi detido.

No confronto com os policiais, três criminosos morreram após tentar assaltar casa (Foto: Bruno Araújo/G1)

Uma casa foi invadida por criminosos na manhã desta segunda-feira (7) na Rua Fonseca Teixeira, na região do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo. Segundo a PM, os policiais chegaram ao local quando os criminosos ainda estavam na residência. Houve troca de tiros e três suspeitos foram atingidos. Eles chegaram a ser levados a hospitais, mas morreram. Um quarto integrante do grupo foi detido. Quatro adultos e uma criança foram feitos reféns durante o assalto.

Segundo o major Edinaldo Soares de Alexandre, da Polícia Militar, a família trabalha em uma mesma empresa. Na manhã desta segunda, o dono da residência saiu para trabalhar mais cedo e estranhou quando seus filhos não chegaram na empresa no horário habitual. Ele tentou entrar em contato com o resto da família, mas não conseguiu. Preocupado, acionou a PM e voltou para casa.

Ainda de acordo com o major, o homem tocou a campainha da residência diversas vezes, mas ninguém atendeu. Os policiais arrombaram a porta quando chegaram e encontraram um grupo de assaltantes no local fazendo a família refém. Houve troca de tiros entre o grupo armado e a polícia, e três suspeitos foram atingidos e um preso.

Segundo o major, há a suspeita de que outros integrantes do grupo podem ter conseguido fugir durante a troca de tiros.
Os integrantes da família não ficaram feridos. Segundo Edinaldo Soares de Alexandre, os assaltantes colocaram uma meia na boca da criança, um menino, para que ele não chorasse e alertasse os vizinhos. Cinco armas foram apreendidas. Os assaltantes não conseguiram levar nada da casa.

Ainda segundo o major, a polícia desconfia que a mesma quadrilha que invadiu a casa nesta segunda tentou assaltar uma outra residência na mesma rua na semana passada. Imagens de câmeras de segurança serão usadas para confirmar a suspeita.

Campo Limpo e Jabaquara têm mais crimes

Por Gio Mendes e Tiago Dantas – JT

Uma série de roubos praticados por ladrões em motos tem preocupado os moradores dos bairros do Campo Limpo e do Jabaquara, na zona sul de São Paulo. As duas regiões lideram o ranking das delegacias que mais registraram casos de violência neste ano. Foram 3.665 ocorrências no Campo Limpo de janeiro a setembro, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). O Jabaquara teve 3.244 ocorrências no mesmo período. Das dez delegacias com o maior número de crimes violentos, seis ficam na zona sul.

O levantamento, tabulado pelo JT, exclui casos de furto – cometidos sem violência e ameaça contra as vítimas. Mas considera crimes de natureza culposa (sem intenção), como homicídios e lesões corporais em acidentes de trânsito.

Os roubos de pedestres, motoristas e residência predominam nesses bairros. O Campo Limpo registrou 2.559 assaltos à mão armada, contra 2.507 no Jabaquara. Os assaltos cometidos por motoqueiros assustam quem mora próximo da Estação Campo Limpo da Linha 5-Lilás do Metrô.

Desde o início do ano, duas casas e um salão de beleza foram roubados na Rua Guanajá, por homens de moto, de acordo com a cabeleireira Cirênia Souza, de 27 anos. Ela foi uma das vítimas. “A gente não sabe de onde são esses caras (motoqueiros), mas fica assustada”, disse.

As polícias Civil e Militar não informaram quantos roubos são praticados por motoqueiros, mas admitiram que eles são responsáveis por grande parte dos assaltos. O delegado Dimas Pinheiro, titular do 37.º DP (Campo Limpo), afirmou que universitários têm sido alvo de ladrões de moto nos últimos meses. “Os criminosos atacam principalmente mulheres nos pontos de ônibus, assim que elas saem dos cursos à noite”, disse Pinheiro, referindo-se às alunas das universidades Anhanguera e Uniban, ambas na Estrada do Campo Limpo. “A nossa investigação está em andamento, alguns ladrões foram identificados e as prisões temporárias e preventivas estão sendo pedidas”, afirmou o delegado.

A ação dos assaltantes motoqueiros também acontece com frequência no Jabaquara, de acordo com Miriam Eboli Bock, presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) da região. “Tem época que esses motoqueiros fazem um verdadeiro arrastão no bairro. Quando a polícia aperta a fiscalização, montando bloqueios, a gente percebe que a situação melhora”, disse Miriam.

O delegado Genésio Léo Júnior, titular do 35.º DP (Jabaquara), afirmou que o patrulhamento da PM tem ajudado a combater esses roubos. “Já a Polícia Civil investiga todos os casos para identificar as quadrilhas.

Não existe uma preferência em combater apenas determinado tipo de crime, mas claro que privilegiamos os casos com violência e grave ameaça”, disse.

Segundo o capitão Cleodato Moisés do Nascimento, porta-voz do Comando de Policiamento da Capital (CPC), a PM realiza há sete meses a Operação Cavalo de Aço procurando diminuir os crimes cometidos por motoqueiros. Segundo o capitão, de março até o mês passado a PM fiscalizou 75.336 motos em vários pontos da capital. Desse total, 94 motoqueiros foram presos com motos roubadas ou furtadas. Outras 7.382 motos foram apreendidas pela polícia por falta de documentação e por irregularidades nas peças.

Outro índice preocupante nas regiões é o de lesão corporal dolosa (quando há intenção de ferir), que ocorre principalmente em brigas entre vizinhos e parentes. Foram 471 casos desse tipo no Campo Limpo e 474 no Jabaquara. O número de lesões corporais em acidentes de trânsito é alto no Campo Limpo, com 448 casos. Outros acidentes terminaram em 12 mortes. De acordo com o capitão Moisés, para tentar reduzir os casos de acidentes de trânsito com mortos e feridos, a PM também realiza blitze com o objetivo de deter motoristas que dirigem embriagados ou em alta velocidade.

Os casos de lesão corporal dolosa, provocados por brigas, são difíceis para a polícia combater. “São brigas dentro de casa, no trânsito ou em bar. É um tipo de ocorrência difícil de acabar porque acontece longe da ação da polícia”, disse o delegado do 35.º DP.

Lojistas sofrem com onda de roubos e ameaças na zona sul

Filipe Rodrigues
O Vale – São José dos Campos

Os comerciantes do Jardim Colonial, zona sul de São José dos Campos sofrem há seis meses com assaltos constantes.

Eles afirmam que nesse período já ocorreram pelo menos 20 casos. A forma de abordagem dos ladrões é o que mais assusta os lojistas.

As vítimas são rendidas enquanto saem de casa ou no trânsito. Algumas delas chegam, inclusive, a ser torturadas pelos bandidos.

Nenhum dos assaltos foi denunciado à polícia até agora. Os empresários afirmam que são ameaçados de morte e, por isso, preferem não relatar os casos.

Segundo a Polícia Militar, o último crime registrado no bairro foi no dia 2 de agosto. Mesmo assim, a corporação irá reforçar o policiamento.

O delegado José Henrique de Paula Ramos, do 3º Distrito Policial, diz que a população deve denunciar e não temer represálias por parte dos criminosos.

Casos
Foram pelo menos 20 ocorrências, segundo comerciantes. Um deles disse que já foi vítima cinco vezes.

“Primeiro, entraram um dia que estava fechado aqui e levaram dinheiro. Das outras vezes, foi pior. Uma vez me renderam no trânsito e me levaram à loja e, da outra, renderam minha mulher na porta da minha casa”, diz ele.

Os crimes vêm ficando mais ousados. Em agosto, uma loja foi arrombada com uma picape durante a madrugada.

“Devia ser um carro roubado. Deram ré com ele e arrombaram o portão. Levaram todo o dinheiro, além das mercadorias”, diz outro lojista.

Tortura
Na última segunda-feira, aconteceu o caso mais grave, segundo os proprietários dos estabelecimentos.

O dono de uma loja foi rendido enquanto saía de sua casa. Ele foi levado para o interior da residência e todo o dinheiro, além de eletrodomésticos foram roubados. Como não encontraram o cofre do imóvel, torturaram a vítima.

“Eles esquentaram uma faca e foram marcando o braço dele. De cara limpa, os ladrões não têm nenhum medo de serem identificados.”

Assustado, o comerciante, que teria sofrido a tortura, preferiu não se pronunciar sobre o caso.

PM vai investigar as denúncias
São José dos Campos

A Polícia Militar afirma que a população pode denunciar crimes de maneira anônima pelo telefone 190.

Segundo o tenente Rodrigo Barra Dias, subcomandante da PM na área do Jardim Colonial, os policiais vão procurar os comerciantes para saber como reforçar o policiamento.

“Trabalhamos com dados estatísticos. Como a área é grande e populosa, vamos sempre direcionar nosso policiamento para onde seríamos mais úteis”, diz o tenente.

Segundo o delegado José Henrique de Paula Ramos, titular do 3º Distrito Policial, a população deve denunciar os crimes e não devem temer represálias, que são ‘incomuns’.

“Precisamos do mínimo de informação. Quem são? Quantos são? É importante que esses comerciantes denunciem. Se for o caso, há como fazer uma declaração sigilosa.”

Polícia liberta reféns em assalto no interior

A Polícia Militar prendeu dois assaltantes de residência nesta quarta-feira (10) na Vila Suíça, em Indaiatuba, no interior de São Paulo. Eles fizeram os moradores reféns. A negociação para libertar as vítimas durou mais de cinco horas.

Os policiais foram acionados por volta das 22h de terça-feira (9) para atender uma solicitação de roubo a residência em andamento com refém, na Rua José Arthur Amstalden.

A residência foi invadida por dois indivíduos e, enquanto a dupla anunciava o roubo, o proprietário da casa, conseguiu acionar um alarme que tocou na central da empresa de segurança particular.

Os policiais do 47º BPMI/I se deslocaram para o local e negociaram a libertação das vítimas. A negociação foi feita até as 3h40, quando os suspeitos se renderam. Foram apreendidos com eles um revólver e uma pistola. Não houve confronto e as vítimas foram liberadas ilesas.

Priscila Trindade – JT