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Posts Tagged ‘ Residências

Roubos e furtos só aumentam desde 2010

O número de roubos e furtos não para de crescer desde 2010 na capital paulista. Para especialistas em segurança pública, a falta de investigação para a identificação de quadrilhas de ladrões, operações policiais em pontos específicos da cidade – que fazem os assaltantes migrarem para outros bairros –, a ausência de ações conjuntas entre as polícias Civil e Militar e a mudança na lei que permite o pagamento de fiança para quem portar ilegalmente uma arma de fogo são alguns dos motivos para o aumento dos índices criminais.

Em comparação com o primeiro trimestre de 2010, o número de roubos de carros subiu 28,95% no mesmo período deste ano, passando de 8.770 casos para 11.309. Também houve aumento nos casos de roubos em geral, que inclui assaltos a residências, pedestres e estabelecimentos comerciais, e nas ocorrências de furto de veículos.

Em 4 de julho de 2011, entrou em vigor a lei federal 12.403, que permite aos delegados substituir a prisão preventiva por fiança em crimes com pena máxima de até quatro anos, sem violência ou grave ameaça. Entre eles está o porte ilegal de arma, que, antes de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), era um crime considerado inafiançável pelo Estatuto do Desarmamento.

Para o consultor de segurança José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de Segurança Pública, a mudança da lei ampliou os casos de impunidade. “O risco de ser preso se tornou menor para os ladrões que não têm ficha criminal. Um assaltante pode ser pego com uma arma de uso restrito e com a numeração (de identificação) raspada, mas acaba voltando para a rua, pois é permitido pagar fiança para responder pelo crime em liberdade”, afirma Silva.

De janeiro de 2010 até abril deste ano, a PM apreendeu 8.794 armas, segundo dados da corporação.

O cientista político Guaracy Mingardi, especialista em segurança pública e pesquisador da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que a Polícia Civil investiga cada vez menos os crimes contra o patrimônio.

“O importante não é saber em que local estão roubando, mas quem está roubando. É preciso identificar e prender.” Ele critica os bloqueios feitos pela PM. “São eficazes na prevenção, mas os criminosos migram para outro lugar.”

De acordo com Silva, é necessário ter cooperação entre as polícias. “O capitão da PM e o delegado de um bairro têm que se debruçar sobre os casos registrados para identificar onde os crimes ocorrem e se são cometidos pelos mesmos ladrões”, diz.

Segundo o capitão Cleodato Moisés do Nascimento, porta-voz do Comando de Policiamento da Capital (CPC), a PM faz operações constantes em locais com mais crimes. “O ideal seria ter uma viatura em cada esquina, mas isso é inviável”, afirma.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro de Lima, as delegacias da capital foram orientadas no início do ano a priorizar a investigação de casos de roubos a residências, estabelecimentos comerciais e veículos, com o objetivo de identificar quadrilhas de assaltantes.

Gio Mendes – JT

Você já foi assaltado em seu bairro?

Você se sente mais seguro próximo de sua casa ou em locais distantes? É natural que a maioria das respostas tenha o seguinte direcionamento: “Como conheço bem o bairro onde resido, tenho sensação de segurança maior”. Infelizmente, o raciocínio não deve se ater a essa lógica.

Recente levantamento apurou que a maioria dos latrocínios (roubo seguido de morte) ocorrem próximo das residências das vítimas. Cerca de 60% dos assaltos que redundaram na morte das vítimas ocorreram a menos de 3 km do local de moradia. A explicação é simples: como conhecemos bem a região onde moramos, é natural certo relaxamento em relação a segurança pessoal e, consequentemente, ao abandono de atitudes de ordem preventiva.

Coincidentemente, e corroborando com o resultado desse estudo, a maioria dos acidentes de trânsito se dá a poucas quadras da residência dos motoristas, nos permitindo, portanto, aplicação do mesmo raciocínio: como o trajeto é sobejamente conhecido, a tendência é se dirigir sem atenção adequada.

Buda também se preocupou com o tema, quando deixou a seguinte lição de vida: “As pessoas precisam aprender a enxergar e evitar todos os perigos. Assim como um homem sábio se mantêm à distância de um cão raivoso, não devemos nos aproximar dos homens maus”. A experiência adquirida como estudioso do assunto, me fez concluir que as pessoas se tornam mais vulneráveis quando negam a possibilidade de serem vítimas da violência urbana; é o mesmo que tapar o sol com a peneira; não é a melhor estratégia.

A distração e a imprudência nos deixam em posição de risco. Pessoas desatentas e desinformadas sobre métodos de proteção estão mais sujeitas ao perigo. Ser vítima da criminalidade não é um fenômeno do acaso ou fatalidade do destino.

Os riscos podem ser evitados, e o melhor caminho é a prevenção. Por que algumas pessoas são assaltadas com frequência enquanto outras não? Será que é pura sorte? Pode ter certeza de que não há sorte nenhuma envolvida no fato de alguém jamais ter sido roubado.

A verdade é que quem nunca foi vítima de assalto é mais prevenido que quem já foi. Mesmo que inconscientemente, dificulta a aproximação de estranhos, por isso, acaba sendo considerado sortudo quando o assunto é segurança.

Dr. Jorge Lordello

Setor de segurança requer de equipamentos a serviços

Junto com o crescimento do patrimônio dos brasileiros, vem se desenvolvendo também uma maior preocupação com a proteção dele.

Segundo a Associação Brasileira de Serviços Eletrônicos de Segurança (Abese), o mercado brasileiro de equipamentos como alarmes e câmeras de vigilância vem crescendo numa média de 11% ao ano desde 2001. Com o desenvolvimento de tecnologias mais sofisticadas, hoje o setor representa uma oportunidade não só para o fornecimento de equipamentos, mas também para a prestação de serviços de instalação, gestão e manutenção.

“O mercado passou e vem passando por uma mudança muito importante, que é a transição de pequenas empresas de instalação da área de elétrica, que trabalhavam com equipamentos eletrônicos, que têm que se adaptar para a área de tecnologia da informação (TI)”, avalia Oswaldo Oggiam, diretor de marketing da Abese.

O público dessas empresas abrange residências, condomínios, prédios de escritório e indústrias. A Abese estima que, de um total de 6,18 milhões de imóveis com possibilidade de receber sistemas de alarmes monitorados, apenas pouco mais de 11% o fazem no País.

Oggiam explica que muitos equipamentos de segurança simples, como alarmes e câmeras de vigilância, podem ser encontrados sem muita dificuldade em lojas de departamento. O mercado vem, no entanto, exigindo aparelhos cada vez mais complexos, que requerem das empresas especializadas e profissionais qualificados para sua gestão. “Não é uma transição fácil para a mão de obra”, diz.

Redes de monitoramento complexas exigem o desenvolvimento de softwares próprios, além de técnicos para instalação. No Brasil, a linha telefônica ainda é responsável por enviar a maioria das informações colhidas pelos alarmes às empresas de segurança, mas tecnologias como o General Packet Radio Service (GPRS), a mesma utilizada para a transmissão de dados por celulares, são uma alternativa cada vez mais procurada por empresas.

Segundo Oggiam, a transição para um enfoque maior em TI representou certa concentração do mercado, com muitas companhias menores passando a fornecer para maiores e eventualmente sendo assimiladas por elas.

Mesmo assim, a grande variedade de frentes de atuação torna o setor aberto para o investidor que souber onde focar seus esforços. “As plantas de segurança de pequenos imóveis e condomínios podem ser feitas por empresas. Outros negócios podem oferecer um especialista de rede que administre os sistemas”, exemplifica.

Ele julga que “no Sul e no Sudeste é mais difícil para uma empresa nova entrar, porque a competição é enorme, mas nas outras regiões ainda há muitas possibilidades”. Segundo a Abese, Sul e Sudeste concentram 73% do mercado de segurança do País.

Além do avanço sobre novas regiões, outro fator que promete aumentar as vendas é a transição de sistemas tradicionais, que transmitem os dados via linha telefônica, para os mais modernos, que se utilizam tecnologias GPRS, ethernet ou TCP-IP, o mesmo protocolo da internet.

Cross Content
Especial para o Terra

Veja onde ocorreram roubos a residências em São Paulo

O bairro do Morumbi, na zona oeste de São Paulo, é o que teve mais casas roubadas neste ano de 1º de janeiro ao dia 10 de março foram 22. Em Pinheiros (zona oeste), Penha e Ermelino Matarazzo (zona leste), foram 18.

A análise inédita foi feita a partir de 475 registros de roubos contra residências na cidade, cujos dados não são divulgados pela Secretaria da Segurança Pública. Os dados revelam que, em média, a cada 3 horas e 30 minutos uma casa é roubada em São Paulo.


André Caramante – Folha de São Paulo

Estudo da polícia revela que 22% das vítimas de latrocínio foram mortas em assalto a residência

12% das mortes nesse tipo de crime foram em roubos a estabelecimentos comerciais; 14% foram em assaltos a carro

Estudo da Polícia Civil revela que 22% das vítimas de latrocínio –roubo seguido de morte– no Estado de São Paulo em 2011 foram assassinadas durante assaltos a residência. O ano passado teve 308 ocorrências de latrocínio ante 253 de 2010.

O estudo revelou que pouco menos que a metade dos casos foram solucionados e, entre os autores identificados, 13% tinham entre 12 e 17 anos. Além disso, pelo menos 45% dos 246 criminosos possuíam antecedente criminal.

Roubos de carros e de motos concentram 26% dos mortos nesse tipo de crime. Outros 12% foram assassinados durante assaltos a estabelecimentos comerciais. As vítimas de latrocínio são em sua maioria homens (79%) de idade variada: as faixa etárias de 36 a 45 anos e de 46 a 55 anos concentram 20% dos mortos cada uma.

Marcelo Godoy / William Cardoso – O Estado de S. Paulo

Dicas de Segurança: Férias de Final de Ano

Nesta época do ano, meses de festas e férias, costumam aumentar o número de furtos a residências, apartamentos, condomínios e empresas.
Para isso existem alguns conselhos, fornecidos por empresas de segurança e pela polícia, que de fato, podem ajudar a afastar um pouco mais o perigo. Sabemos que segurança 100% eficiente não existe.

Na maioria das vezes, as barreiras físicas podem ser inúteis se não houver hábitos e atitudes de segurança, tanto dos moradores, quanto dos funcionários ou empregados.

Lembramos que o Sistema de Alarme é uma prevenção e tem como principal objetivo inibir eventos criminosos. Ter um alarme monitorado por uma empresa idônea faz toda a diferença, porém sua colaboração no sentido de reforçar a segurança é fundamental.

A SEKRON ALARMES, pensando na segurança e bem estar de seus clientes, recomenda algumas dicas para evitar problemas e surpresas desagradáveis nos períodos de férias:

Não comente com estranhos sua viagem.

Feche bem janelas e portas, mesmo as do carro que permanecerem na garagem.

Não deixe luzes acesas. Esse é um truque manjado, que tem efeito contrário: atrai os ladrões.

Temporizadores nas luzes internas e externas podem dar a aparência de que alguém está em casa e são mais eficientes.

Quem mora em casa deve tomar algumas precauções extras. Solicitar a interrupção da entrega de jornais dos quais eventualmente seja assinante é a primeira delas. Evite deixar carros na garagem por longos períodos.

Quem mora em condomínio não deve comentar o dia de retorno aos funcionários do edifício.

Também é aconselhável não deixar chaves com empregados, a não ser em casos de confiança absoluta ou de necessidade inadiável.

Nunca deixe mensagens em sua secretária eletrônica dizendo que estará ausente por certo período de tempo. Em vez disso mantenha uma mensagem genérica. Abaixe o volume da máquina e do telefone para que seu som não seja ouvido fora de casa.

Sua empresa vai entrar de férias? Ótimo, mas não é prudente colocar na fachada da empresa a data de saída e retorno, mande um comunicado ou email para seus clientes e fornecedores, você evita de meliantes ficarem sabendo o período que não haverá ninguém na empresa.

Antes de sair de viagem informe a SEKRON ALARMES a data de sua saída / retorno de viagem e atualize os telefones para contato caso haja algum problema, como demais recomendações que você achar necessário.

Nós da SEKRON ALARMES queremos que você e sua família fiquem tranqüilos em relação à segurança de seu patrimônio, para isso estamos colocando toda nossa equipe a sua inteira disposição para melhor atendê-lo.

Preso bando que torturava vítimas

Por Camilla Haddad – Jornal da Tarde

Com requintes de crueldade, uma quadrilha assaltava casas em áreas nobres da zona sul, jogava álcool no corpo das vítimas e ameaçava atear fogo caso elas não indicassem a localização dos cofres. Segundo a polícia, desde abril, pelo menos dez residências foram atacadas dessa forma. Três homens estão presos acusados de cometer os crimes e outros quatro estão foragidos. O caso foi apresentado ontem pelo Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic).

A estimativa dos investigadores é que os assaltantes praticavam até quatro roubos por semana. Quando saíam dos residências, os ladrões seguiam para a casa, na Favela Alba, na zona sul, e vendiam todos objetos de valor para a comunidade, entre eles televisores, DVDs, joias, roupas de grife e notebooks a preços bem menores do que realmente valiam. O comércio era feito de porta em porta, segundo contaram os policiais civis.

O bando agia nos bairros do Campo Belo, Jabaquara, Moema e Jardim Aeroporto. Preferiam horários em que os donos das casas saíam para trabalhar, entre 6h e 7h. Existem relatos de abordagens no retorno do trabalho, às 19h. A escolha de cada vítima era feita após um dos integrantes do bando fazer observações da rotina dos moradores – qual carro tinha e horário que entrava na casa.

Na lista de vítimas, está um casal de alemães moradores do Campo Belo. Depois de entrarem na casa às 6h, cinco assaltantes renderam uma mulher de 77 anos e o marido, de 88. Para intimidar, apagaram todas as luzes e usavam uma lanterna para identificar os bens da família. Na mesma região, uma aposentada de 93 anos foi ameaçada de morte caso o genro dela, de 63 anos, não entregasse joias e dinheiro.

O delegado Francisco Solano de Santana, da Delegacia de Repressão a Roubos e Extorsões, explica que o suspeito mais perigoso e violento, tido como o líder do bando, está entre os detidos. Gerson Roberto dos Santos, o Coelho, tem 26 anos, foi capturado em 11 de agosto, após trocar tiros com a Polícia Militar em um roubo.

Ele já chegou a ser reconhecido por duas vítimas porque tinha um detalhe diferente dos comparsas: usava aparelho nos dentes. Além dele, também estão presos Rodrigo Bispo da Silva, de 29, e Ricardo Araujo Correia, de 39. Os dois foram pegos em 14 de setembro após um crime em um imóvel no Campo Belo.

Dos dez boletins de ocorrência registrados no 35º DP (Jabaquara) e 27º DP (Campo Belo), duas vítimas reconheceram o grupo. Segundo o delegado, a ação dos assaltantes é tão violenta que as vítimas têm medo de fazer o reconhecimento por causa do trauma. Normalmente os ameaçados eram os idosos e crianças. “Fazemos um apelo para que as vítimas nos procurem”, disse Solano.

Câmeras de segurança representam hoje 1º passo para solução dos crimes

As lentes das câmeras estão 24 horas de olho no que acontece ao seu redor

Não existe um levantamento específico da polícia sobre o assunto, mas em todos os crimes que atingiram repercussão na imprensa neste ano em São Paulo as imagens produzidas por elas acabaram sendo usadas em algum momento das investigações. O crescimento da importância delas foi tão grande que, segundo o delegado geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro, as câmeras de segurança representam hoje o primeiro passo para solucionar os crimes.

Com a evolução da sociedade, o crime também vai evoluindo e a polícia precisa se valer de novas tecnologias, que antigamente eram mais caras e ruins, comparadas com as de hoje. As câmeras são hoje o primeiro passo para solução dos crimes. Em Londres, por exemplo, o policial acompanha as ações pelas câmeras e faz até cidadão pegar a bituca de cigarro que ele jogou no chão.

Para Carneiro, as câmeras têm duas funções na segurança: inibir o crime e ajudar a identificar o bandido.

Recentemente, vários criminosos foram identificados com a ajuda destes equipamentos. Nesses casos que aconteceram há pouco tempo, de roubos a restaurantes em São Paulo, vários bandidos foram identificados, inclusive pelas roupas usadas no dia do crime. Teve um latrocínio, por exemplo, em Praia Grande, em que câmeras de segurança mostraram tudo que aconteceu.

Além dos estabelecimentos comerciais, como bancos, restaurantes e bares, as câmeras instaladas em áreas de uso privativo – como condomínios e residências – têm cada vez mais ajudado a polícia a esclarecer crimes. De acordo com Carneiro, a difusão da tecnologia permite que qualquer cidadão passe a registrar “crime, desastre e acidente” e contribua, de forma direta, com as investigações policiais.

Tentativa de defesa
De acordo com o professor de Direito Criminal da PUC-SP (Pontifícia Universidade de São Paulo), Christiano Jorge Santos, o uso das câmeras de segurança deve crescer ainda mais nos próximos anos porque esses equipamentos são a forma que o cidadão encontrou para se “defender” dos crimes mais comuns (furtos e roubos). Porém, segundo ele, para que essas câmeras ajudem efetivamente, elas precisam “ser adequadas”.

Se um bandido estiver em frente a um condomínio, claro que ele tenderá a procurar um lugar que esteja menos protegido. A mera colocação da câmera para controle já é alguma coisa. Mas para ajudar nas soluções [investigações da polícia] é preciso considerar a resolução da imagem, se a câmera é de boa qualidade, e também se ela grava e envia as imagens para um arquivo remoto.

O professor da PUC ressalta que como a popularização de dispositivos de monitoramento por imagem acompanha o aumento da violência, cada vez mais a população do país passará a se sentir monitorada.

Hoje em dia não pode fazer uma careta dentro do elevador porque está sendo filmado. Mas se é para ajudar na segurança, se releva. Tudo deve ser ponderado. O direito a segurança e a privacidade são garantidos pela constituição.

Para Santos, porém, a principal discussão relacionada as câmeras de segurança não é a perda da privacidade que elas podem vir a causar, mas sim o fato de esses dispositivos não serem a “chave” para solucionar a criminalidade. Segundo ele, é preciso seriedade na segurança pública para melhorar as condições em que vive a sociedade brasileira.

É preciso mudar a legislação, ter maiores investimentos na área, melhorar a qualidade do policiamento, dar mais liberdade de ação para policiais honestos e limpar os corruptos.

Fonte: Site Abese

A reação do Morumbi

Um refúgio distante dos problemas dos bairros mais populosos da cidade, com terrenos espaçosos e cercados por um clima bucólico de interior. Esses eram os principais chamarizes do Morumbi quando ele começou a se desenvolver, em meados do século XX. Com o passar do tempo, ganhou uma série de outros atrativos. Em sua área de 11,5 quilômetros quadrados, encontram-se hoje a sede do governo paulista, o Palácio dos Bandeirantes, o maior estádio particular do Brasil, o Morumbi, e um dos mais modernos hospitais privados da América Latina, o Albert Einstein. Sua população cresceu rapidamente e atingiu a marca de 221.500 habitantes, considerando seus três distritos Morumbi, Vila Sônia e Vila Andrade. No mais rico deles, o do Morumbi, 64% dos domicílios contam com renda superior a vinte salários mínimos, o equivalente a 10.900 reais (na cidade, o índice é de 17%). As mansões que sempre conferiram à área um ar de riqueza dividem espaço hoje com um número de prédios cada vez maior — o bairro tornou-se o campeão da capital em lançamentos imobiliários, com 8.000 apartamentos novos comercializados nos últimos três anos. Apesar das enormes transformações, mantém-se como um oásis arborizado, com 239 metros quadrados de área verde por pessoa, o que corresponde a quase cinco vezes a média da cidade.

Nos últimos tempos, entretanto, a atmosfera de tranquilidade dessa região paulistana deu espaço a um grande sentimento de insegurança. Os moradores estão assustados com o recente aumento no número de roubos. Em julho, as duas delegacias responsáveis pela área, o 34º e o 89º DPs, contabilizavam um total de 325. No mês anterior, a situação tinha sido ainda pior, com um pico de 376. Considerando a evolução do problema desde o começo do ano, verificou-se um crescimento de 55,5% nas ocorrências ao longo do semestre, índice superior aos 11% registrados na capital. A modalidade de crime que se destaca no Morumbi são os roubos a residências. Entre 1º de julho e 24 de agosto, houve por ali 51 dessas ações, ou seja, uma média de quase uma por dia. Preocupados com o avanço da criminalidade, moradores se mobilizaram para chamar a atenção do poder público. Unido em torno de uma rede social na internet, um grupo de 4.000 integrantes imprimiu 15.000 panfletos, afixou 400 cartazes no bairro e organizou um protesto. Cerca de 2.500 pessoas participaram do ato, que terminou com um abraço simbólico na Praça Vinícius de Morais, vizinha ao Palácio dos Bandeirantes. Na ocasião, centenas de balões brancos foram soltos no céu. Nas rodas de conversa, era claro o impacto desses números negativos na rotina de quem vive na redondeza.

Senhoras comentavam que usam agora bolsas de “mentira”, com apenas alguns trocados dentro. Empresários aproveitavam o encontro para trocar dicas sobre sistemas de segurança patrimonial. “Comprei um equipamento que me permite ver no celular todas as oito câmeras da minha casa, em tempo real. Acesso o aplicativo de quinze em quinze minutos”, dizia o economista F.G. Ele teve sua casa invadida em 9 de maio e, assim como várias outras vítimas que concederam depoimentos à reportagem de VEJA SÃO PAULO, teme fornecer o próprio nome para evitar represálias. Perto de lá, e ao redor de muitos dos endereços assaltados neste ano, há placas anunciando a venda de imóveis. “As pessoas estão muito amedrontadas”, afirma Júlia Rezende, presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Morumbi. Não é de hoje que a região é visada por bandidos. As razões vão da grande concentração de moradores de alta renda convivendo ao lado de duas grandes favelas (Paraisópolis e Real Parque) às deficiências crônicas do bairro, como praças sem poda que acabam virando refúgio dos assaltantes e ruas mal iluminadas com pouco movimento à noite.

O que chama atenção agora é a ousadia dos criminosos. Muitos agem à luz do dia, portando armamentos pesados para intimidar as vítimas e entrar nas residências. “Na minha rua praticamente todo mundo já sofreu algum tipo de trauma”, conta o engenheiro Daniel Marques de Almeida, de 70 anos, internado desde 19 de agosto num hospital da região após ter sido baleado durante uma tentativa de roubo. Naquele dia, ele estava chegando em casa de carro e, quando abriu o portão, viu lá dentro duas pessoas estranhas. “Minha reação na hora foi acelerar”, relata. Acabou levando um tiro de fuzil nas costas. Hoje, tem dificuldade para mexer o lado esquerdo do corpo. Entre os pontos mais críticos do Morumbi estão as vias com saída para a Marginal Pinheiros, que servem de rota de fuga para os marginais, e a Rua Dr. Francisco Tomás de Carvalho, conhecida como ladeirão, que liga a Avenida Giovanni Gronchi à região da Vila Andrade, nas redondezas de Paraisópolis. “Ali, os roubos são muito frequentes”, diz o delegado Carlos Batista, titular do 89º DP. Ocorrem também problemas nas ruelas próximas ao Clube Paineiras. Depois dos assaltos recorrentes no local nos últimos meses, há um intenso movimento de carros da Polícia Militar e de segurança privada fazendo escolta de quem entra e sai das casas.

O crescimento das favelas da região nos últimos anos é um dos fatores que explicam a atual onda de criminalidade. Paraisópolis, a maior delas, surgida nos anos 60, tem hoje 80.000 habitantes e já é a segunda da cidade em população, atrás apenas de Heliópolis, na Zona Sul, com 100.000 pessoas. A Real Parque, por sua vez, dobrou de tamanho nos últimos cinco anos, chegando a 4.000 moradores. “Além de serem rota de fuga, as favelas abrigam parte dos bandidos que atuam no Morumbi”, afirma o capitão Claudisbel Barbosa dos Santos, comandante da 2ª Companhia do 16º Batalhão, responsável pelo bairro. Na opinião dos especialistas, não há uma quadrilha única por trás dos assaltos e roubos. “São os chamados crimes de oportunidade”, diz o coronel Álvaro Camilo, comandante-geral da PM no estado.

Em pronta resposta, a Secretaria de Segurança Pública, numa ação coordenada pelo secretário Antonio Ferreira Pinto, pôs em prática nas últimas semanas duas grandes operações. Em uma delas, batizada de Saturação, a PM ocupou as principais favelas, realizando bloqueios nas entradas e incursões ao seu interior para revistar moradores e prender suspeitos de roubos. Em outra, chamada de Colina Verde (em referência ao significado de Morumbi na língua tupi), reforçou em 50% o policiamento nas ruas do bairro, colocando mais 100 soldados por turno, um pelotão da Rota com cinco viaturas, quinze carros da Força Tática, trinta motos e o helicóptero Águia. Como resultado desse esforço, ocorreram doze prisões, uma apreensão de arma e 3.459 revistas em suspeitos, apenas entre 25 e 31 de agosto. Mais relevante ainda foi a queda da criminalidade nesse período em comparação com as ocorrências registradas na semana imediatamente anterior. Os roubos em geral caíram pela metade e os furtos sofreram uma redução de 33%. Nos próximos meses, as autoridades devem colocar mais bases móveis da PM na vizinhança e estudam instalar um ponto de policiamento permanente dentro de Paraisópolis, atendendo a uma antiga reivindicação dos moradores. Responsável por essas ações, a Secretaria de Segurança já conquistou vitórias importantes na batalha contra a criminalidade em São Paulo. A taxa de homicídios na capital nos primeiros seis meses deste ano foi de 8,3 mortes por 100.000 habitantes, o menor índice desde os anos 60. Apesar do avanço, ainda há muito que fazer. Os latrocínios, roubos seguidos de morte, por exemplo, cresceram 12% no período. Outro indicador que preocupa diz respeito aos crimes contra o patrimônio (roubo, furto e roubo de veículos, de cargas e a banco), que tiveram alta de 11,5% no primeiro semestre. A onda de assaltos no Morumbi integra a lista de novos desafios que precisam ser enfrentados. Os moradores e frequentadores de um dos melhores e mais valorizados bairros paulistanos torcem para que ele volte a ser, quanto antes, o mesmo oásis de tranquilidade que foi no passado.

Fonte: Revista Veja SP

Bairro cria rede de vizinhos para aumentar a segurança

Moradores do Bosque dos Ipês fazem parte de um grupo de proteção coletiva, onde cada um ajuda quem está perto

Marco Antonio Gonçalves
Especial para OVALE

Uma rede de solidariedade, onde vizinhos funcionam como ‘câmeras vivas’ para melhorar a segurança do grupo foi adotada em São José. A criação da rede foi orientada pela Polícia Militar.

O projeto chamado “Rede de Vizinho Protegidos” foi implantado no bairro Bosque dos Ipês, na região sul da cidade, mas outros bairros também devem adotar a iniciativa pioneira.

O projeto faz parte da estratégia da atual gestão da PM que visa a aproximação com a comunidade.

O programa é uma forma de unir vizinhos para que um ajude o outro na segurança de suas residências. Os vizinhos mais próximos devem trocar telefones entre si, procurar saber o horário de saída e chegada de cada vizinho, quais os carros dos familiares e parentes que frequentam a residência, como as luzes costumam ficar durante a noite, saber todos os detalhes para que seja possível identificar qualquer anormalidade.

Cuidados
A Polícia Militar ressalta que é extremamente importante que haja boa relação entre esses vizinhos. Apesar disso, eles são aconselhados a, de maneira alguma, abordar alguém que seja considerado suspeito.

“Vivemos em um período de falta de segurança e também em que as relações estão muito distantes. Essa rede de proteção ajuda na segurança da região, mas também ajuda na relação interpessoal com as pessoas que moram perto umas das outras”, disse o engenheiro Marcos Ribeiro Alves, de 42 anos, que é morador do bairro.

A rede começou no Bosque dos Ipês com uma reunião dos moradores com a Polícia Militar. A partir daí foi estabelecida uma comissão de representantes do bairro que se reúne para discutir o tema da segurança no bairro e para propor melhorias.

Sinais
Uma forma bastante eficiente da ação da rede é a utilização de apitos ou sirenes pelos vizinhos. Quando um vizinho detecta qualquer atitude suspeita aciona o apito. Se o vizinho ouvir o som também apita e assim diversos vizinhos, fazendo assim que o suspeito note que está sendo observado e vá embora.

“É uma ação bastante útil. Acho que com isso, a segurança vai aumentar bastante”, disse a dona-de-casa Maria Tereza Alves, de 53 anos.

A Polícia informou que o programa é bem eficiente para prevenir crimes de menor potencial ofensivo como os furtos, que incomodam muito a população. Uma das maiores recomendações, entretanto, é sempre acionar a PM em caso de se detectar alguma atitude suspeita.

SAIBA MAIS
Rede
A Rede de Vizinhos Protegidos é o conjunto de moradores de um determinado bairro, agrupados em até cinco residências próximas

Objetivos
O principal objetivo é a integração de todos os componentes para a atuação de forma mútua e comprometida a favor da segurança

São José
A Polícia Militar, em sua política de aproximação da comunidade, implantou este programa no Bosque dos Ipês. Outros bairros também estão interessados na rede