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Posts Tagged ‘ Roubos

Dos esquadrões ao PCC, 52 anos de violência mataram 130 mil pessoas

SÃO PAULO – “Para cada policial morto, dez bandidos vão morrer”, bradou em novembro de 1968 o investigador Astorige Correia, o Correinha, na frente de jornalistas durante o enterro de Davi Parré, investigador morto por um traficante da zona norte de São Paulo conhecido como Saponga. O juramento antecipava a série de assassinatos praticada por policiais civis do famigerado esquadrão da morte liderado pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury.

Na semana passada, a fatídica sentença voltou a assombrar o cotidiano dos paulistas como se as 130 mil mortes ocorridas em 52 anos tivessem sido insuficientes para dar lições. O homicídio de policiais militares na Baixada Santista e em Taboão da Serra provocaram uma sequência de 20 homicídios nos bairros vizinhos. Moradores que viram o massacre apontaram PMs à paisana como suspeitos.

Em dois momentos distantes, separados por mais de meio século, a vingança continua fazendo a engrenagem dos homicídios girar. Para compreender a violência nos dias de hoje, é fundamental entender a variação dos homicídios nos últimos 52 anos. A epidemia dos assassinatos começa no fim dos anos 1960, depois que as mortes a bala passam a ser vistas como uma maneira de se manter o controle dos roubos em uma cidade que crescia desordenadamente.

Antes disso, o mundo do crime em São Paulo era quase romântico, palco dos desviantes que vagavam na boca do lixo perto da Estação da Luz e da velha rodoviária do centro. No chamado Quadrilátero do Pecado, região da Avenida Duque de Caxias, que no futuro se transformaria na cracolândia, em vez de revólveres, os malandros usavam navalhas em noitadas abastecidas por anfetaminas e destilados.

Mais do que um reduto de criminosos violentos, o submundo paulistano era palco de contravenções e contraventores que vendiam sexo, jogos de azar e drogas leves. Assassinatos, nesse tempo, eram a opção dos vilões, malvados e loucos. “Os tempos eram outros. O crime que mais assustava era o furto qualificado, quando o ladrão invadia um comércio ou uma casa quando o dono estava fora”, lembra o criminalista Roberto Von Hyde, de 82 anos, que defendeu criminosos perseguidos pelo esquadrão, além de João Acácio Pereira da Costa, o Bandido da Luz Vermelha, que em 1967 foi preso por assaltar casas e matar quatro pessoas.

“Crimes de sangue” envolviam geralmente histórias de maridos traídos, que, movidos pelo ódio incontrolável, muitas vezes matavam a si próprios em tragédias passionais à la Nelson Rodrigues. Entre 1960 e 1965, em mais da metade dos assassinatos em São Paulo, corpos de vítimas foram encontrados dentro de casa, revelando forte associação entre esse tipo de crime e paixões domésticas mal resolvidas.

Por serem ações tresloucadas, os assassinos sofriam controle acirrado de instituições e da sociedade. Casos como o de Benedito Moreira de Carvalho, que ficou conhecido como o Monstro de Guaianases ao ser acusado de violentar e matar dez mulheres entre 1950 e 1953, tornavam o homicida um pária, odiado e caçado como personagem de filme de terror.

Mudança
A epidemia de assassinatos em São Paulo começou quando homicídios passaram a ser vistos como ferramenta para limpar a sociedade dos bandidos. Com o crescimento dos roubos e dos assaltos a banco no fim dos anos 1960, viraram instrumento de extermínio ou vingança para ser usado em benefício da população com medo.

Em vez de monstros, os homicidas que alegavam agir em defesa da sociedade e tornar a cidade mais segura se transformaram em heróis. Os chamados “presuntos” eram desovados em estradas de São Paulo, depois de serem retirados de presídios como o Tiradentes.

Chefe do esquadrão da morte, o delegado Fleury – que começou em 1968 a matar suspeitos com ajuda de outros integrantes do bando – virou um dos ídolos do período, recebendo homenagens em letras de canções populares. E os métodos cruéis do esquadrão também ganharam prestígio durante o regime militar.

Técnicas de tortura e assassinatos passaram a ser usadas por integrantes do Exército e da Polícia Militar no combate à guerrilha e para desbaratar os grupos de esquerda. Em 1969, Fleury estava à frente da emboscada que levou à morte do líder comunista Carlos Marighella na Alameda Casa Branca.

Rota
No combate ao crime comum, policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) assumiram nos anos 1970 o posto de “caçadores de bandidos”, celebrados pela população. “Em bairros das periferias, a população pedia para beijar nossa mão”, lembra o coronel Niomar Cyrne Bezerra, ex-comandante da Rota na época.

Nos anos 1980, saiu da PM um dos principais matadores da história da cidade. O soldado Florisvaldo de Oliveira, conhecido como Cabo Bruno, morto há duas semanas depois de ficar 27 anos na prisão, iniciou sua carreira de justiceiro matando a soldo de comerciantes. Logo justiceiros pipocaram por todos os cantos de São Paulo. De forma geral, todos alegavam matar bandidos em defesa dos trabalhadores.

Em 1987, depois da prisão de Francisco Vital da Silva, justiceiro conhecido como Chico Pé de Pato, a população do Jardim das Oliveiras, na zona leste, foi em peso ao Fórum de Santana pedir sua liberdade.

Com o passar dos anos, no entanto, foi ficando mais claro que os homicídios, em vez de controlarem o crime, acabavam provocando novos assassinatos, em círculos ininterruptos de violência. Se por um lado eliminavam suspeitos, consolidavam também nesses bairros o medo da morte e estimulavam o desejo de vingança.

É o que revela a história do matador César de Santana Souza, que nos anos 1990 dizia ter matado mais de 50 pessoas no Grajaú, na zona sul. Ele praticou o primeiro homicídio por vingança, depois que um amigo foi morto em um campinho de futebol. Jurado de morte por inimigos que queriam vingança, passou a matar por razões cada vez mais banais, sempre que pressentia que corria risco de ser morto. Ele chegou a acreditar que a violência o ajudaria a dominar o bairro. Depois de um tempo, percebeu, no entanto, que homicídios serviam apenas para provocar novos homicídios. Em 2006, terminou assassinado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que passaram a vender drogas em seu bairro.

Grupos mataram mais que a ditadura
Tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo, o esquadrão da morte representou o começo da epidemia de assassinatos. Não pela quantidade de homicídios de seus integrantes, mas por colocar em prática uma nova forma de ver o mundo e lidar com assassinatos em sociedades em processo de urbanização.

O esquadrão começou no Rio em 1958 e serviu de modelo para o resto do Brasil, inclusive São Paulo. Policiais paulistas conversavam com os cariocas antes de se organizar para matar. O Espírito Santo, Estado que liderou o ranking dos assassinatos no Brasil nos anos 1980 e 1990, também teve seu esquadrão.

Considerando levantamentos policiais do período, entre 1963 e 1975 os grupos de extermínio formados por policiais mataram quase 900 pessoas no Rio (654) e em São Paulo (200) – mais do que os 20 anos de regime militar.

O Estado de São Paulo

Câmeras de monitoramento são instaladas em Santos

Comando da GM disse que até o final do ano 48 serão instaladas. Monitoramento diminuiu furtos e roubos em locais onde há câmeras.

Seis câmeras de monitoramento foram instaladas no bairro do Gonzaga, em Santos, para auxiliar na segurança do local.

As câmeras fazem parte do sistema de monitoramento da cidade. Ao todo são 98 câmeras espalhadas por diferentes pontos da cidade, sendo 30 analógicas e 60 digitais. As câmeras giram 360° e utilizam sistema de aproximação de 800 metros.

Os equipamentos estão monitorando a orla da praia, o Centro, a Alemoa Industrial, a sede do Centro de Referência em Aids, o Macuco e o Parque Municipal Roberto Mário Santini. Há câmeras também no José Menino, no cruzamento da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Almeida de Moraes, na Vila Mathias, duas no túnel Rubens Ferreira Martins, no Centro, ao longo da Avenida Pedro Lessa, abrangendo o Embaré e Aparecida, no Gonzaga e na Arena Santos, na Vila Mathias.

A previsão é que até o final do ano sejam instalados mais equipamentos de vigilância, atendendo outros pontos da cidade. Segundo o comandante da Guarda Municipal de Santos (GM), 48 câmeras serão instaladas até o final do governo, 10 na área do orquidário, 20 na praia e 18 na área central.

O comandante conta que alguns casos são evitados e solucionados graças aos equipamentos, como roubos de corrente e roubos de carros.

Na entrada da cidade, onde havia muitos roubos e furtos, desde que as câmeras foram instaladas esses tipos de crimes diminuíram. A Guarda Municipal utiliza ainda um sistema de GPS, que é atualizado a cada 15 segundos, e mostra onde as viaturas estão localizadas. O sistema ajuda a encaminhar as viaturas mais próximas a locais onde ocorrências estão acontecendo.

Portal G1

Roubos caem nas Marginais, mas ainda são 3 por dia

Três pessoas, em média, foram assaltadas por dia nas Marginais do Pinheiros e do Tietê entre janeiro e junho deste ano, em um total de 647 vítimas. O número de casos é 13,8% menor do que no mesmo período do ano passado, conforme dados da Polícia Militar.
Nos primeiros seis meses de 2012, 417 motoristas foram abordados nas Marginais. Em igual período do ano passado, foram 460. Os pedestres também são alvo de criminosos: no primeiro semestre do ano passado, foram 290 ataques; neste ano, 230. Quem caminha corre mais riscos em dois pontos: um deles fica na saída da Estação Cidade Jardim da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na zona sul, e outro nos arredores da Ponte Cruzeiro do Sul, perto do Terminal do Tietê.

Para os motoristas, há problemas nas Pontes Engenheiro Ary Torres e Jaguaré. Nesses endereços, as viaturas, ao contrário de outros lugares das Marginais, ficam 24 horas e só saem para atender ocorrências de acidente de trânsito ou assalto em andamento.

O capitão Marcos Rogério da Cunha, da 3.ª Companhia do 2.º Batalhão, diz que desde julho de 2011, data do início da “Operação das Marginais”, os índices criminais caíram. “Tivemos redução de 21% nos roubos a transeunte e 9% nos ataques a motoristas. Nos estabelecimentos comerciais e nas casas, a diminuição foi de 46%”, observa.

Segundo o oficial, outro fator a ser comemorado foram as 143 detenções em flagrante. “Temos uma prisão a cada três dias. A nossa resposta é rápida.”

A operação ainda ganhou reforço no mês passado de homens da Tropa de Choque, que passaram a patrulhar as vias com cavalos, motos e viaturas. Um helicóptero também faz sobrevoos para evitar roubos nos horário de pico.

De acordo com o capitão, além de motos, viaturas e de policiais, duas bases móveis ficam ao lado da Favela Real Parque, na zona sul, e no Viaduto Imigrante Nordestino, zona leste. “A operação do Choque foi um reforço para nós. Além do efetivo da minha companhia, com 136 homens, agora ainda tem o Choque.”

Camilla Haddad, Jornal da Tarde – O Estado de S. Paulo

O estado de violência

“Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.” A frase lapidar de Bertolt Brecht pode ser o ponto de partida para uma reflexão sobre a sensação de insegurança que, segundo recente relatório da ONU, é a maior do mundo e atinge 70% dos brasileiros. São Paulo, a maior metrópole do País, registra 1% dos homicídios do mundo, mesmo tendo só 0,17% da população global. Os indicadores do estado de violência na capital – assassinatos, estupros, roubos de cargas e de veículos, arrastões – aumentaram seguidamente nos últimos meses (homicídios, 47% em junho), expandindo as correntes de medo e comoção, que desaguaram no assassinato de Tomasso Lotto, italiano de 26 anos que escolhera o Brasil para morar e trabalhar. Lotto chegou na sexta e morreu no sábado, 21.

A constatação do secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, de que São Paulo vive uma “escalada de violência”, devendo se encaixar o homicídio do jovem italiano na paisagem de eventos corriqueiros que ocorrem “em Cidade Tiradentes, em Itaquera e no Jardim Ângela”, não responde à questão central: qual a razão do pico de violência no ciclo em que 30 milhões de brasileiros entram no andar da classe C? Ou, para seguir a pista oferecida pelo dramaturgo alemão, não teria havido descompressão das margens para aliviar a carga de violência do rio? Algo soa estranho. O Brasil do resgate social da era Lula, cantado em prosa e verso porque transformou sua pirâmide em losango com o adensamento das classes médias e o estreitamento das margens de pobreza, aponta para uma composição menos desigual, mais harmônica e, por isso mesmo, menos conflituosa.

Essa é a leitura apropriada de uma paisagem pintada com os traços da distribuição de renda e de menor desigualdade entre classes. A recíproca é verdadeira. Apregoa-se que a exclusão social desencadeia violência por transformar a indignação, a contrariedade de amplos contingentes, a fúria de grupamentos marginalizados em linguagem e arma contra a ordem estabelecida. Os excluídos da mesa social, explicam a sociologia e a psicologia, tendem a ultrapassar as fronteiras da sociabilidade e da civilidade, distanciando-se de práticas civilizatórias da modernidade e se aproximando da barbárie. Atos radicais contra pessoas e organizações constituiriam reflexo de tal condição. Como se pode aduzir, as hipóteses parecem lógicas. Mas não são as únicas que explicam a fenomenologia da insegurança e da harmonia social.

Observe-se, por exemplo, a aparente contradição entre a expansão do progresso social, aqui entendido como elevação dos padrões de vida de classes menos favorecidas, e o incremento da violência no País. Basta analisar as taxas de criminalidade que se expandem no Sudeste, região que detém o maior PIB nacional. Desde a década de 70, os homicídios quadruplicaram em São Paulo e triplicaram no Rio de Janeiro. Mais de cem pessoas morrem no Brasil todos os dias, vitimadas por armas de fogo. No Rio a taxa é maior que o dobro da média nacional. Os motivos são conhecidos. Ali, ao longo de décadas, travou-se uma luta renhida entre traficantes e forças policiais, dentro de uma complexa anatomia urbana, ocupada por favelas que, até há bem pouco, eram consideradas território imune ao império da lei. Hoje, o “país” informal dominado pela criminalidade cede lugar ao Estado formal, que desenvolve árdua tarefa de pacificação nas comunidades.

Já São Paulo, o maior aglomerado urbano do País, comporta uma população equivalente à de dez cidades de mais de 1 milhão de habitantes. Sua cadeia de problemas se deve ainda ao intenso processo de conurbação que liga a capital a 38 municípios no entorno, formando um agregado de cerca de 20 milhões de pessoas. Com tal gigantismo, não surpreende que a região seja abrigo das maiores carências nacionais, a começar da segurança pública. São Paulo e Rio contabilizam mais da metade dos crimes violentos do País. Chega-se, neste ponto, à indagação central: a elevação dos padrões de cidadania – pelo acesso de contingentes marginais ao mercado de consumo e aos direitos básicos dos cidadãos – contribui para a harmonia social? A considerar a planilha de expansão dos crimes, não. Ora, se a resposta é negativa, que fatores explicam o aumento da violência? O primeiro é, seguramente, a ausência do poder do Estado.

O descaso e a omissão dos governos nas frentes dos serviços públicos essenciais são responsáveis pela institucionalização da violência. Agrupam-se nesse vácuo falhas nas áreas de prevenção da segurança, deficiências dos sistemas de saúde, transportes, habitação, educação, etc. As carências abrem espaço a múltiplas formas de violência. Criminosos fazem do crime seu meio de vida. Bafejados por defasadas leis penais, entram em regime de progressão da pena, ganham indulto e liberdade condicional. E retornam ao mundo do crime. Veja-se mais um dado da desorganização: há 514 mil pessoas presas no País e cerca de 500 mil mandados de prisão aguardando cumprimento, 360 mil só no Sudeste. Que segurança se pode ter diante desse quadro?

Um tipo de violência leva a outro. O desarranjo decorrente da ausência dos braços do Estado induz parcelas sociais a descumprir obrigações, desrespeitar leis, fugir ao império da ordem, como se pode constatar nas violações no trânsito ou nas teias de corrupção que se multiplicam nos subterrâneos da administração pública. E o que dizer da violência do próprio aparato policial, cujas condições de vida digna deixam a desejar, a partir de uma miserável remuneração? A violência que viceja no seio das polícias decorre, pois, da violência institucionalizada, cujo responsável maior é o Estado. À guisa de conclusão, com um adendo à lição de Brecht: além das margens, ninguém diz violentas outras áreas que comprimem o rio.

Gaudêncio Torquato, Jornalista, Professor Titular Da USP; é consultor político e de comunicação

Número de homicídios aumentou 43% em SP em junho

SÃO PAULO – O número de homicídios na capital paulista aumentou 43% apenas em junho, conforme dados divulgados nesta quarta-feira, 25, pela Secretaria de Segurança Pública.

De 11 crimes na capital paulista (incluindo roubos e tentativas de homicídios), só houve queda no roubo a bancos. No Estado, houve crescimento de 8,39% nos homicídios dolosos no Estado no primeiro semestre, motivados pelos 2.183 casos no semestre de 2012, ante os 2.014 no mesmo período de 2011. Os roubos em geral tiveram alta de 5,55% nos mesmos períodos: de 116.351 para 122.811 ocorrências.

O primeiro semestre de 2012 registrou redução de 1,14% nos latrocínios (roubos seguidos de morte) no Estado de São Paulo, em comparação ao mesmo período de 2011. O fechamento semestral também aponta queda de 22,05% nos roubos a banco, 1,17% nos furtos e 8,26% nos homicídios culposos, além de uma baixa recorde de 32,35% no número de sequestros e um crescimento expressivo nas prisões efetuadas pelas polícias Civil e Militar.

O Estado de S. Paulo

Segurança Eletrônica

Um sistema eficiente de Segurança Eletrônica é um importante aliado na prevenção de invasões e arrombamentos, ajudando a combater roubos e assaltos a empresas de qualquer porte ou residências.

Para sua segurança:
- Nunca passe informações sobre o seu sistema de alarme por telefone sem antes pedir a contra-senha de seu serviço de monitoramento 24 horas.

- Mantenha seus dados atualizados junto a Central de Monitoramento 24 horas. Sem estas informações nossa central não poderá avisá-lo de disparos ocorridos prejudicando a sua segurança.

- Antes de viajar, comunique à Central de Monitoramento o período que estará ausente, informando o nome e o número telefônico das pessoas que irão ficar responsáveis pelos contatos em caso de necessidade.

- Não permita que pessoas não autorizadas pela tenham acesso ao seu sistema de alarme.

- Nunca negligencie os disparos de seu sistema de alarme, dirija-se até o local e certifique que está tudo em ordem.

– Ao fazer reformas ou mudanças em sua casa ou empresa certifique-se de que nenhum dos componentes de seu sistema de alarme foi afetado. Exemplo: ao se remanejar móveis e divisórias, você pode esconder os sensores de presença impedindo o seu funcionamento e deixando o ambiente desprotegido.

- Nunca esqueça de ativar o seu sistema de alarme.

Dados sobre violência chegam aos celulares

Secretaria lançou neste sábado aplicativo especial para tablets e smartphones
Marcelo Godoy – O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A Secretaria da Segurança Pública vai mostrar suas estatísticas criminais de acordo com os bairros e as cidades do Estado em uma versão própria para smartphones e tablets. Quem estiver na Lapa, zona oeste de São Paulo, por exemplo, poderá acessar em seu celular os dados sobre roubos e furtos do bairro atendido pelo 7.º Distrito Policial.

Esse é o primeiro passo da secretaria para a criação de uma aplicativo que deve estrear em 60 dias por meio do qual será possível, por exemplo, saber como chegar facilmente ao DP mais perto.

“A ideia é que, se a pessoa for vítima de um crime, possa descobrir por meio do aplicativo qual a delegacia mais próxima e o caminho até ela”, afirmou Carlos Henrique Poço, gerente de projetos do grupo de tecnologia da informação da secretaria. O futuro aplicativo poderá também trazer gratuitamente informações, como dicas de segurança e alertas para a população sobre a criminalidade em um bairro ou cidade.

Além dos dados criminais, a população poderá obter atestados de antecedentes por meio da versão do site da secretaria (www.ssp.sp.gov.br) para smartphones e tablets. Pessoas físicas e jurídicas podem requisitar a informação. Um código que será dado ao usuário vai certificar a autenticidade do atestado.

De acordo com Poço, de 4 mil a 5 mil pedidos de atestados são feitos diariamente para a secretaria. O site atual da secretaria registra cerca de 15 mil acessos por dia e o gerente de projetos estima que esse movimento deve crescer 5% a 6% com os novos serviços específicos para tablets e smartphones.

SafeCity
O acesso a dados criminais por meio de smartphones e tablets também é possível por meio de um aplicativo feito por uma empresa privada. Trata-se do SafeCity, desenvolvido pela i4People. O aplicativo usa dados das Secretarias da Segurança do Rio e de São Paulo para mapear o crime nas capitais dos dois Estados e cruza esses dados com dicas e serviços para quem está em cada um dos bairros – são informações sobre a delegacia ou o hospital mais próximo, por exemplo – com a localização do usuário. Mas não é gratuito. Para baixá-lo em seu telefone ou tablet, é preciso pagar US$ 2,99.

Vigilância de vizinhos é arma contra arrastões

O governo do Estado aposta na participação dos vizinhos de bares e restaurantes da capital como uma forma de tentar conter a onda de arrastões a esse tipo de estabelecimento. Ontem de madrugada, a polícia registrou o 17.° caso do tipo no ano: assaltantes roubaram 15 clientes e seis funcionários do Bar Balcão, nos Jardins, zona sul.

Além do engajamento da vizinhança, governo, polícia e donos de bares e restaurantes anunciaram ontem outras medidas para tranquilizar os clientes: aumento da iluminação na fachada dos estabelecimentos comerciais, instalação de câmeras, combate à receptação de produtos roubados e incremento do efetivo policial em datas comemorativas.

A vizinhança pode ajudar a polícia passando informações sobre veículos e pessoas suspeitas nas proximidades, além de denunciar a ocorrência de roubos em andamento. O modelo é inspirado no programa Vizinhança Solidária, que funciona em Santo André, no ABC, desde julho de 2010, e similar ao projeto “Meu vizinho está de olho”, implementado por moradores da Vila Romana, zona oeste da capital, em março de 2009.

“O programa Vizinhança Solidária deu ótimos resultados no ABC e agora vamos trazer para a capital. Acho que será muito bom porque um vai ajudando o outro, e o vizinho contribui para a segurança do bairro todo”, opinou o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Joaquim Saraiva de Almeida.

Em Santo André, o projeto começou em bairros centrais há dois anos. Os moradores participam de reuniões com a polícia e instalam placas nos postes. Cada placa tem a figura de um bandido sob o sinal de proibido e dizeres como “área vigiada pela comunidade” e “comunicamos toda atitude suspeita imediatamente à polícia”. Hoje, há 210 placas indicativas, em 13 bairros da cidade.

“Bandidos tentaram invadir minha escola de inglês recentemente, de madrugada. Um vizinho acionou a PM, os policiais chegaram e botaram os criminosos para correr. Só fiquei sabendo no dia seguinte e nada foi roubado”, disse a empresária Regina Guirelli, uma das responsáveis pela instalação do programa no município. A inspiração, segundo ela, veio de países como o Japão.

Cada placa tem um tutor, que fica responsável por conscientizar a vizinhança. “A ideia é que todos se voltem para os vizinhos, que saibam dos hábitos de cada um e sejam avisados, por exemplo, quando um deles viaja. Trocamos os contatos. Temos os celulares dos participantes”, explica.

Hoje á tarde, as associações que representam bares e restaurantes da capital voltam a se reunir com a Secretaria Estadual de Segurança Pública. A adaptação do programa à realidade de São Paulo é um dos assuntos a ser debatido.

“Moradores e proprietários de estabelecimentos comerciais podem cadastrar seus imóveis numa unidade da polícia. Eles vão ceder nome, telefone, dados de identificação e colocar na frente desses imóveis ou estabelecimentos a identificação do Vizinhança Solidária”, explicou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberval Ferreira França, que, até abril, comandava a PM do ABC.

Exagero
Proprietários de bares restaurantes ficaram satisfeitos com o resultado da reunião de ontem, mesmo que tenham que arcar com os custos de parte das medidas que foram anunciadas. “Não é tão caro instalar um holofote ou uma câmera na fachada. E muitas casas já têm seguranças ou porteiros. São coisas que já recomendávamos a nossos associados”, afirmou o presidente da Abrasel.

Especialista em segurança pública, o coronel da reserva José Vicente da Silva diz que as medidas são sensatas, mas houve alguns exageros. “Foi uma resposta à grita da mídia. Em uma cidade que tem 400 a 500 assaltos por dia, ter um ou dois arrastões por semana é pouco”, disse. “É muito mais arriscado ser assaltado ao pegar um carro na rua para ir ao restaurante do que ao frequentá-lo.”

Edison Veiga, Pedro da Rocha, Tiago Dantas e William Cardoso

Restaurante tem até botão de pânico contra arrastão

Vigias disfarçados, câmeras que captam imagens no escuro e até botão do pânico. O esquema de segurança não é de nenhum banco ou joalheria. São os donos de restaurantes da cidade de São Paulo se preparando para enfrentar a onda de arrastões. Hoje, Dia dos Namorados, a atenção vai ser redobrada nos estabelecimentos.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) – que hoje deve receber representantes de grupos de bares e restaurantes para discutir o problema – determinou que a PM reforce a segurança na área de bares e restaurantes hoje (leia mais abaixo). Desde o início do ano, houve 16 assaltos a bares e restaurantes na capital, segundo levantamento feito pelo JT.

Para evitar se tornar parte da lista, várias casas reforçaram a segurança. Caso um ladrão entre no restaurante My Temaki, no Itaim-Bibi, zona sul, funcionários podem avisar por um alarme, diretamente ligado a uma central de monitoramento.

“Hoje a tecnologia permite que se use um botão do pânico móvel, que parece um chaveiro de carro e aciona a central”, diz um dos sócios do restaurante, Guilherme Defillipi. Inaugurado neste ano, o restaurante Lupercio, nos Jardins, nasceu equipado.

“A gente já estava nessa onda de arrastão”, diz o sócio Carlos Martignago. O local tem 16 câmeras, algumas com zoom. “Assim, é possível focar o rosto das pessoas”, afirma. Além disso, o restaurante tem dois tipos de segurança, um deles a paisana.

No restaurante Salvattore, no Itaim-Bibi, é possível flagrar os criminosos mesmo em um eventual apagão. É que, entre as câmeras do estabelecimento, algumas são de visão noturna. “Nós achamos que isso é um problema de segurança pública. Mas o restaurante tem tomado algumas medidas, diz o gerente Claudio Nogueira.

Prejuízo
Donos de estabelecimentos afirmam que o movimento caiu cerca de 15 % neste ano, mas o frio também pode ter influenciado. E o faturamento de hoje, geralmente 30% maior do que em um dia normal, também pode ser afetado, avaliam. Com medo dos roubos, o restaurante Casa Cardoso, em Perdizes, zona oeste, nem vai abrir para a data.

No restaurante Le Vin, no Itaim-Bibi, zona sul, até ontem à noite o número de reservas estava abaixo do ano passado: 60% das mesas, contra 100% em 2011, disse o maître Alcemir Lima, de 32 anos. Já no restaurante Mercearia do Francês, o maître Cledson Guimarães diz que os clientes, desde o início da onda de arrastões, estão fechando a conta uma hora mais cedo, por volta das 22h.

Essa situação fez com que vários estabelecimentos já tenham procurado a PM para pedir aumento no patrulhamento mesmo antes do governador anunciar o reforço no policiamento para o Dia dos Namorados. O Mercearia do Francês foi um deles. “Há um mês os policiais aumentaram as rondas e começaram a entrar no restaurante para ver se está tudo bem”, disse Guimarães

Alvos estudados
Para o consultor de segurança José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de Segurança Pública, os criminosos que atacam restaurantes costumam estudar os alvos com antecedência. “Eles procuram fazer uma ação rápida para conseguir um benefício minimamente adequado e com o menor risco possível.”

Artur Rodrigues, Felipe Tau, Gio Mendes, Tatiana Gerasimenko, Tiago Dantas e Valéria França

A cada dia, SP tem dez novas câmeras

SP tem hoje um milhão de equipamentos de vigilância eletrônica; aumento no número de roubos eleva a procura por dispositivos

A falta de segurança está transformando a capital paulista cada vez mais em um verdeiro “Big Brother”. Hoje, no caminho entre a casa e o trabalho, o paulistano tem seus passos registrados por, em média, dez câmeras diferentes. No total, São Paulo conta hoje com um arsenal de um milhão de equipamentos de vigilância eletrônica com imagens, segundo estimativa da Abese (Associação das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança).

O presidente da entidade, Carlos Alberto Progianti, destaca que a iniciativa privada é quem mais investe na compra de equipamentos de monitoramento: sete em cada dez câmeras em funcionamento na cidade estão em condomínios e em prédios residenciais e comerciais. Os outros 30% são da PM, GCM e órgãos da prefeitura como CET e SPTrans.

De acordo com Progianti, o crescimento do número de roubos é um dos fatores que levam à procura cada vez maior por câmeras. Somente no primeiro trimestre deste ano, foram registrados 27, 5 mil roubos na capital, número 4% superior ao verificado no mesmo período do ano passado. “É uma reação à sensação de insegurança. Desde 2007, o setor de vigilância mantém um crescimento médio anual de 11%”, diz Progianti.

Os condomínios, alvos constantes de ataques de quadrilhas especializadas, são os que mais procuraram novidades no mercado de vigilância eletrônica. Carlos Alberto conta que os empreendimentos de classe média alta e de alto padrão estão investindo em um modelo de câmera de vigilância cujo software, por meio imagens pré-definidas, analisa o potencial de risco oferecido por uma pessoa que circula pelo entorno do condomínio.

Após essa avaliação de perfil, o equipamento envia um aviso de alerta para a central de monitoramento do empreendimento.

Setor público
Hoje, São Paulo conta com cerca de três mil câmeras de vigilâncias instaladas pelo poder público, sendo que 270 delas pertencem à Polícia Militar. O restante é utilizado no monitoramento de parques, praças, prédios públicos e do tráfego. No Orçamento para este ano, a prefeitura prevê o investimento de R$ 23 milhões para o monitoramento do tráfego (CFTV) e mais R$ 22 milhões em um central de monitoramento integrado.

Metro São Paulo