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Sequestros relâmpagos aterrorizam Brooklin, Itaim-Bibi e Vila Olímpia

Uma onda de sequestros relâmpagos tem aterrorizado os bairros do Brooklin, Itaim-Bibi e Vila Olímpia, na zona sul. Nos meses de dezembro de 2011 e janeiro deste ano, foram registradas 66 ocorrências dessa modalidade de crime – mais de um caso por dia. Esse número representa um aumento de 288% se comparado com os 17 casos contabilizados em igual período, um ano antes. Na segunda-feira, a Polícia Militar vai reforçar o patrulhamento na região com motos.

As ruas com mais ocorrências são Pensilvânia, Guararapes, Gomes de Carvalho, Quintana e Alessandro Volta. A maioria dos casos, 67,8%, ocorreu entre 7h e 20h.

Em 12 de janeiro, uma estudante de 25 anos foi cercada na Rua Arandu, às 16h30, quando andava na calçada. Dois suspeitos armados ordenaram que ela fosse até uma rua próxima, onde o obrigaram a entrar em um Fiat Siena. Dentro do carro, a vítima teve de entregar seu cartão de débito e senha. Um motoqueiro apareceu e levou o cartão.

Foram três horas de pavor nas mãos de criminosos. A vítima foi liberada no bairro do Panamby, na zona sul.

Episódios como o enfrentado pela estudante não são a forma mais comum de atuação dos assaltantes. O delegado João Batista de Araújo, responsável pela Divisão Antissequestro (DAS), conta que, em 99% dos casos, a vítima é arrebatada pelos criminosos quando está entrando ou saindo do carro.

O autônomo H.A.S, de 41 anos, nem teve tempo de desligar o carro quando foi sequestrado para fazer saques em caixas eletrônicos, na Rua Arizona. “Eu rodei mais de um quilômetros com eles, que me bateram com cabo de revólver”, afirmou a vítima, abordada no mês passado no Brooklin.

“Quando cheguei na delegacia, me disseram que mais 50 pessoas tinham sido sequestradas como eu”, contou o autônomo.
O delegado Eduardo Camargo Lima, titular do 96º Distrito Policial (Monções), responsável pela área das ocorrências, afirma que, no último dia 24, três pessoas foram presas no Brooklin, acusadas de sequestro relâmpago, mas existem outras quadrilhas em ação.

O trio foi pego pela PM quando observava possíveis vítimas na Rua Pensilvânia. Os criminosos estavam com um revólver calibre 32. “Com essa prisão, percebeu-se uma diminuição sensível, mas a gente tem conhecimento de que, infelizmente, existem mais criminosos agindo dessa forma (na região) e é preciso tentar prender essa outra quadrilha”, conta o delegado. Para Camargo Lima, a concentração de empresas e lojas para público de alto poder aquisitivo alto atraem criminosos.

Camargo Lima ressalta que os sequestros relâmpagos estão espalhados. “Eu pego uma parte do Itaim-Bibi, Campo Belo e Moema, principalmente as ruas com nome de pássaros.”

O delegado Araújo, da DAS, lembra que, dentro de 15 dias, uma delegacia para investigar sequestros relâmpagos já irá funcionar no centro da cidade para investigar os casos com mais rigor. “Mas nós já estamos com informações como fotos de suspeitos e mapeamento dessas ocorrências no Brooklin, Santo Amaro, Pinheiros e Lapa”, disse. “Até mandado de busca de uma quadrilha nós pedimos e estamos esperando.”

A secretaria executiva Mônica Alves, de 47 anos, trabalha na região dos sequestros e disse que um colega de trabalho também foi vítima no ano passado. “Conseguiram sacar R$ 800 da conta dele, mas não teve agressão.”

Jornal da Tarde

Cliente de lotérica é alvo de ladrão

Camilla Haddad – Jornal da Tarde
Ladrões que roubam casas lotéricas e aterrorizam clientes agora também têm seguido suas vítimas logo após elas saírem desses estabelecimentos. Dos 210 ataques contra as lotéricas da capital e Grande São Paulo no ano passado, 71 foram casos de “saidinha”, quando a pessoa é abordada logo após deixar o local. Na capital, a zona sul é a que mais concentra esse crime, com 22 registros.

Os assaltos envolvendo saques em casa lotérica incluem até mesmo o chamado golpe do ‘boa noite Cinderela’. Na zona leste, por exemplo, dois aposentados acabaram caindo na ‘armadilha’ de suspeitos que, após se passarem por amigos de bar, teriam dopado as vítimas e levado mais de R$ 4 mil em dinheiro. Em um dos roubos, o assaltante se dizia vendedor de terras fora de São Paulo. Antes da abordagem, as duas pessoas tinham passado nas casas de aposta para sacar a aposentadoria.

O consultor de segurança Nilton Migdal explica que as lotéricas têm funcionado como uma extensão dos bancos, onde as pessoas fazem saques e pagam contas. Isso, segundo ele, tem despertado cada vez mais a atenção de bandidos, principalmente porque não existem seguranças armados como nos bancos.

Durante as ocorrências de ‘saidinha de lotérica’ não houve feridos. Já os roubos contra os estabelecimentos em horário de funcionamento não terminaram sem consequências graves. Em março de 2011, um sargento reformado da Polícia Militar morreu ao reagir a um assalto na Lotérica Caminho da Fortuna, na região de Santo Amaro, zona sul. O policial matou um suspeito, mas foi baleado em revide pelo comparsa e morreu. Dois outros bandidos fugiram sem roubar nada.

Em dezembro, uma dona de casa de 56 anos foi roubada quando deixava uma casa lotérica na região do Sacomã, zona sul. Segundo ela, R$ 300 e mais o cartão do PIS foram roubados por um casal armado.

Outros documentos relacionados ao INSS também foram levados. A ação durou pouco mais de dez segundos.

A gerente de uma lotérica da Rua Pamplona, Jardins, explica que os crimes têm sido cada vez mais comuns. O estabelecimento em que trabalha foi assaltado três vezes em 2011. Dois casos ocorreram em um intervalo de 20 dias. Depois dos ataques, ela conta que o proprietário pensa em blindar o comércio e instalar lanças sobre os balcões de atendimento.

Segundo a gerente, há também outros tipos de golpes. “Teve gente que chegou desesperada para depositar dinheiro durante aqueles trotes em que o ladrão fala que está com alguém da família.”

A dona de casa Marcia Pontes, 52 anos, diz que agora evita ir a casas lotéricas. Ela pede para os filhos pagarem as contas via internet.
“Entrar em banco e lotérica dá medo”.

Saiba como se proteger de golpes nas compras de Natal

A grande movimentação em lojas e bancos por causa das compras de fim de ano pode favorecer a ação de infratores oportunistas. Por isso, as precauções contra fraudes e outros crimes devem ser redobradas, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que relacionou alguns cuidados para evitar transtornos; inclusive quanto ao uso da internet e de caixas eletrônicos.

A Febraban lembra que os bancos investem de forma sistemática na segurança das agências e das transações eletrônicas, mas recomenda que o usuário também adote alguns cuidados. Principalmente às vésperas do Natal, quando a milhões de consumidores vão às compras dispostos a enfrentar a aglomeração das lojas e, mais recentemente, as ofertas do comércio eletrônico na internet.

Como a criatividade criminosa não tem limites, a Febraban ressalta que até mesmo um aparentemente inofensivo e-mail de Feliz Natal pode trazer transtornos, como o transporte de vírus. A recomendação é para não abrir e-mails sem que se tenha absoluta certeza de que a procedência é confiável.

Antes de fazer compras em lojas online, o usuário deve verificar se o computador a ser utilizado está com os programas antivírus atualizados. Também deve evitar páginas desconhecidas e arriscadas e só fazer transferência de arquivos (downloads) das lojas que o consumidor tem certeza de que são confiáveis. Por isso, não é recomendável fazer operações bancárias e compras em computadores de uso público, como em lan houses e no ambiente de trabalho.

Outra dica é verificar se o endereço do site acessado começa com https:// (diferente de http:// nas conexões normais), pois a letra s antes dos dois pontos indica que a conexão é segura. Alguns navegadores podem ainda incluir outros sinais, como o ícone de cadeado fechado.

O comércio trabalha muito com cheque pré-datado, e é sempre bom lembrar que os cheques têm validade de apenas seis meses. Portanto, o lojista deve ficar atento ao preenchimento das datas em que deverão ser depositados.

Quanto ao uso do cartão de crédito, a Febraban lembra que cartão e senha devem andar sempre separados. O ideal é o consumidor memorizar a senha, mas se ele não conseguir, que leve a anotação da senha longe do cartão. Outra dica muito batida, mas de extrema eficiência, é a de não aceitar – nem pedir – ajuda de estranhos nos caixas de autoatendimento dos bancos.

Deve-se também evitar saques de valores elevados nas agências ou caixas eletrônicos para não correr risco de assalto na saída do banco.

Se houver necessidade de fazer pagamentos elevados, utilize DOC ou TED, que são mecanismos de transferência eletrônica de valores. O ideal, segundo a Febraban, é sacar pequenas quantidades de dinheiro e, de preferência, em lugares movimentados.

Outros cuidados básicos são encobrir o teclado na hora de digitar a senha; se o caixa eletrônico engolir o cartão, comunique ao banco imediatamente, pois é indício de que o caixa pode ter um dispositivo clandestino de clonagem de senhas; e se desconfiar da aparência do caixa eletrônico não o utilize. Procure, antes, um funcionário da agência ou ligue para o banco.

Fonte: Agência Brasil

Aumento dos assaltos na saída de agências bancárias assusta clientes

O ataque de assaltantes provocou duas mortes nas últimas 24 horas em São Paulo. A polícia dá orientações para evitar exposição durante saques.

Natália Ariede
São Paulo

Um tiroteio em um bairro nobre de São Paulo assustou quem estava na região. Dois bandidos foram mortos depois de roubar um cliente de um banco. Os tiros foram disparados por um policial à paisana, mas o dinheiro da vítima – 12 mil reais – desapareceu.

Em outro caso de saidinha de banco, em São Bernardo do Campo, os ladrões foram presos e um deles reconhecido por vítimas de outros assaltos. Mas apenas dois mil, dos cinco mil reais da vítima, foram recuperados. Nos dois casos a polícia está investigando o paradeiro dos valores desaparecidos.

Em São Paulo, para combater o crime conhecido como saidinha de banco, a polícia adota como estratégia a presença mais frequente dos PMs. Eles visitam as agências bancárias, dão orientações aos funcionários e distribuem cartilhas aos clientes, com dicas de cuidados para evitar ser vítima desse tipo de crime.

Em Salvador, depois do baterista da banda de forró Estakazero ter sido baleado na cabeça após sacar dinheiro, a prefeitura deu seis meses para que os bancos instalem câmeras de segurança dentro e fora das agências. A multa é de cinco mil reais.

No Ceará, os bancos têm 90 dias para se adaptar a uma lei que proíbe o uso de celulares nas agências.

Para quem vai sacar dinheiro, a Polícia Militar de São Paulo recomenda:
- não avise que vai fazer um grande saque
- vá acompanhado
- não conte dinheiro no caixa
- não peça ajuda a estranhos
- atenção no trajeto
Fonte: Polícia Militar de SP

“No deslocamento, observe se está sendo acompanhado. Antes de entrar no banco veja se tem pessoas que estão olhando de forma diferente. Se for abordado, nunca reaja. Ele quer apenas o bem material. No caso o dinheiro”, diz o capitão Cleodato Moisés, Polícia Militar.

Assista a matéria exibida no Jornal Hoje:

Segurança: o prevenido colabora consigo e com a polícia

Com a chegada do inverno, a Polícia Militar preparou uma operação especial que será realizada 01 e 31 de julho, nos principais destinos turísticos do estado, nessa época de inverno. Serão 1.100 policiais distribuídos entre as cidades de Campos do Jordão, São Bento do Sapucaí e Santo Antonio do Pinhal.

Mesmo com o reforço do policiamento, a Polícia Militar recomenda a participação de todos para que se previnam de situações consideradas de risco. Vamos conhecê-las?

Dicas de segurança:

- Evitar estacionar veículos em locais ermos ou pouco iluminados;

- Evitar deixar objetos de valor no interior dos veículos, principalmente em locais visíveis;

- Prestar atenção à presença de guardadores de veículos, pois nem todos os municípios possuem esse serviço de forma cadastrada;

- Respeitar as regras de trânsito e sinalização viária;

- Estimular e praticar o respeito no trânsito, para evitar acidentes e confusões e tornar a prática de dirigir algo prazeiroso;

- Ao sair de casa, verificar se está trancada e se não foram deixados objetos de valor à mostra;

- Ao retornar, verificar se as condições externas em que foram deixadas a residência são as mesmas;

- Desenvolver com vizinhos de confiança o hábito de se ajudarem mutuamente na segurança de seus imóveis, informando horários de retorno e números de telefones para contato em caso de alguma irregularidade;

- Evitar deixar objetos de valor à mostra;

- Ao efetuar saques, preferir caixas eletrônicos que ficam no interior de estabelecimentos comerciais;

- Evitar sacar grandes quantias em dinheiro;

Além de seguir essas orientações, é importante que a população não hesite em chamar a polícia militar pelo telefone 190 ou até mesmo se valer do número 181, do Disque Denúncia, para informar algo errado.

Sala de Imprensa da PMESP (com adaptações)