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Entendendo o funcionamento e a importância dos Sistemas de Alarmes

Um sistema de alarme é um conjunto de equipamentos eletro-eletrônicos que tem por finalidade informar a violação do perímetro ou local protegido, através de sinal sonoro visual.

É um dos meios mais eficientes e baratos para prevenir acessos não autorizados, detectar incêndios, situações de perigo, etc.

Sistemas de alarmes, além de eficientes na prática, ainda afastam os ladrões. Os invasores observam muito bem os costumes e horários dos moradores e principalmente os recursos de segurança de que a casa dispõe antes de realizar uma ação. Normalmente escolhem casas que não possuem recursos de segurança para roubar.

Escolher bem um sistema de segurança e a empresa ou profissional que vai prestar os serviços de instalação é o ponto fundamental para a obtenção de bons resultados. De nada adianta ter modernos equipamentos, se estes forem instalados sem qualquer critério. Neste caso, o sofisticado sistema de segurança não demorará muito para revelar-se num grande problema. Para evitar problemas é fundamental que se realize um projeto de segurança. A experiência de técnicos especializados no assunto evita que dinheiro seja desperdiçado e garante que o equipamento instalado funcione adequadamente.

» Sistemas de Alarmes Monitorados
Os sistemas monitorados funcionam, basicamente, através de sinais enviados por linha telefônica a uma central de monitoramento que os processa e registra. Os sinais podem ser enviados à central pelo acionamento manual de um controle remoto ou por sensores instalados em pontos vulneráveis ou de maior risco, que captam movimento, calor, abertura de portas ou magnéticos.

Eficientes e preventivos, os sistemas de monitoramento de alarmes são boas opções para deixar seu lar mais seguro. Alguns têm ligação direta com uma central de operações 24 horas, que recebe os sinais sonoros em tempo real.

O Monitoramento consiste em fazer um serviço de rastreamento através dos sensores instalados com uma “Central de Alarmes”. Toda vez que uma área é violada o sensor envia imediatamente uma mensagem através da linha telefônica para a “Central de Monitoramento”.

Uma vez que a informação chega à central, o proprietário é prontamente informado da situação e qual a zona “quarto-sala-garagem-etc.” em que houve a violação. A Central de Monitoramento irá, através de uma de suas viaturas, checar no local o que houve e acionará os órgãos policiais para dar suporte.

» Como Escolher um Alarme
Há diversos tipos de alarmes no mercado, que se diferenciam pela sofisticação e preço. É possível optar por modelos simples ou por sistemas de alarmes mais sofisticados, porém mais seguros e confiáveis, projetados e montados especificamente para um ambiente estabelecido.

Caso queira a opção mais simples e barata verifique cuidadosamente as características do local onde vai instalar o equipamento e as indicações do prestador, para checar se a escolha é adequada.

Fonte: Tudo Sobre Segurança

Você já foi assaltado em seu bairro?

Você se sente mais seguro próximo de sua casa ou em locais distantes? É natural que a maioria das respostas tenha o seguinte direcionamento: “Como conheço bem o bairro onde resido, tenho sensação de segurança maior”. Infelizmente, o raciocínio não deve se ater a essa lógica.

Recente levantamento apurou que a maioria dos latrocínios (roubo seguido de morte) ocorrem próximo das residências das vítimas. Cerca de 60% dos assaltos que redundaram na morte das vítimas ocorreram a menos de 3 km do local de moradia. A explicação é simples: como conhecemos bem a região onde moramos, é natural certo relaxamento em relação a segurança pessoal e, consequentemente, ao abandono de atitudes de ordem preventiva.

Coincidentemente, e corroborando com o resultado desse estudo, a maioria dos acidentes de trânsito se dá a poucas quadras da residência dos motoristas, nos permitindo, portanto, aplicação do mesmo raciocínio: como o trajeto é sobejamente conhecido, a tendência é se dirigir sem atenção adequada.

Buda também se preocupou com o tema, quando deixou a seguinte lição de vida: “As pessoas precisam aprender a enxergar e evitar todos os perigos. Assim como um homem sábio se mantêm à distância de um cão raivoso, não devemos nos aproximar dos homens maus”. A experiência adquirida como estudioso do assunto, me fez concluir que as pessoas se tornam mais vulneráveis quando negam a possibilidade de serem vítimas da violência urbana; é o mesmo que tapar o sol com a peneira; não é a melhor estratégia.

A distração e a imprudência nos deixam em posição de risco. Pessoas desatentas e desinformadas sobre métodos de proteção estão mais sujeitas ao perigo. Ser vítima da criminalidade não é um fenômeno do acaso ou fatalidade do destino.

Os riscos podem ser evitados, e o melhor caminho é a prevenção. Por que algumas pessoas são assaltadas com frequência enquanto outras não? Será que é pura sorte? Pode ter certeza de que não há sorte nenhuma envolvida no fato de alguém jamais ter sido roubado.

A verdade é que quem nunca foi vítima de assalto é mais prevenido que quem já foi. Mesmo que inconscientemente, dificulta a aproximação de estranhos, por isso, acaba sendo considerado sortudo quando o assunto é segurança.

Dr. Jorge Lordello

Piora a violência contra mulheres

Magistrados negam medidas protetivas da Lei Maria da Penha para não “esvaziar os lares”
Ana Rita

Longe dos flashes, desde fevereiro, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), instalada para investigar a situação da violência contra mulheres no Brasil e apurar denúncias de omissão por parte do poder público com relação à aplicação de instrumentos legais para proteger as mulheres em situação de violência, vem ouvindo autoridades públicas e fazendo diligências em vários estados da federação.

Nos últimos 30 anos, a violência contra mulheres aumentou e piorou muito. O Brasil é o 7º país que mais mata mulheres no mundo.

Conforme o Mapa da Violência (Instituto Sangari, 2012), nos últimos 30 anos foram assassinadas 91 mil mulheres, sendo 43 mil só na última década. Conforme o Mapa, as mulheres estão morrendo predominantemente no espaço doméstico. O “lar, doce lar” não é mais seguro: 68,8% dos homicídios ocorrem dentro de casa e são praticados pelos cônjuges.

Apesar disso, há dificuldades em punir os agressores. Dos homicídios de repercussão nacional, o de Elisa Samudio continua sem data para julgamento. O processo de Sandra Gomide levou 11 anos para ter decisão condenatória definitiva. O assassino de Mércia Nakashima ficou mais de um ano foragido e ainda não foi a júri popular. Os inúmeros recursos interpostos objetivam impedir a condenação e apostam na prescrição dos crimes. No emblemático caso Maria da Penha Fernandes, a prescrição só não ocorreu por ação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Apenas para os réus mais pobres a justiça é feita com rapidez.

A Lei Maria da Penha enfrenta resistências. Inúmeros magistrados negam as medidas protetivas por que estas podem “esvaziar os lares das comarcas”. Exemplo foi a morte de Renata Rocha Araújo, de 28 anos, ocorrida no dia 16 de maio. Renata teve dois pedidos de medidas protetivas negados pelo juiz Relbert Chinaidre Verly, da 13ª Vara da comarca de Belo Horizonte, sob a justificativa de que não havia lastro probatório mínimo e que a Lei Maria da Penha não foi criada para acabar com o casamento ou com a família. Este não é um caso isolado onde predomina uma visão subjetiva de magistrados em detrimento da vida das mulheres.

A Lei Maria da Penha foi criada para proteger as mulheres. Que visão de família defendem esses juízes que ignoram a violência praticada contra as mulheres dentro de seus lares? Essas interpretações estão em desacordo com a Lei Maria da Penha e com a decisão do Supremo Tribunal Federal que reafirmou a Lei Maria da Penha como um instrumento de defesa dos direitos fundamentais das mulheres.

Mecanismos internos de controle do Poder Judiciário devem ficar atentos a visões pessoais que contrariam frontalmente os dispositivos legais.

Mudar a cultura machista, a naturalização da violência doméstica e a impunidade dos agressores é uma tarefa de toda a sociedade. A CPMI da violência contra a mulher, ao apurar casos como esses, dará sua contribuição aos poderes públicos para garantir o direito das mulheres a uma vida sem violência.

ANA RITA é senadora (PT-ES) e relatora da CPMI da Violência contra a Mulher.

Dicas de segurança

Preste atenção a estas dicas para evitar a ação de bandidos em algumas situações do seu dia-a-dia:

Assalto em veículo
* Estacionar em lugar movimentado e iluminado.
* Usar sistema de alarme, chave geral e correntes na direção.
* Evitar armas e documentos no porta luvas.
* Ao estacionar ou parar em cruzamentos, principalmente a noite, observe pessoas suspeitas nas proximidades.
* Som, rodas e certos acessórios despertam a atenção de marginais.
* Evite deixar objetos de valor no interior de seu carro.
* EM CASO DE ASSALTO, NÃO REAJA.

Na residência
* Sistema de alarme é sempre eficaz.
* Não deixar luz acessa durante o dia.
* Um bom cão de guarda.
* Atender à porta após identificação prévia.
* Manter a porta da garagem sempre fechada.
* Aguardar o fechamento de portões de comando eletrônico.
* Não aceitar a entrada de técnicos não solicitados.
* Ao sair ou retornar da residência, observe as proximidades e se constatar a presença de estranhos, não entre.
* À noite, deixe pelo menos uma lâmpada acessa na área de maior risco da residência (utilizar fotocélulas).
* Manter escadas e ferramentas em lugar seguro.
* Na perda das chaves, troque os segredos das fechaduras.
* Ao viajar, avise parentes ou vizinhos de confiança, para que esporadicamente verifiquem a residência e façam a coleta de correspondências.
* Oriente familiares e empregados para que não comentem com estranhos sobre os bens que a família possui tanto como seus hábitos.
* Não dê informações por telefone para pessoas desconhecidas.

No dia do pagamento
* Lembre-se: um alvo fácil é sempre mais procurado.
* Não comente sobre seu salário com pessoas de pouco convívio.
* Evite a conversa com pessoas estranhas dentro ou fora do banco.
* Nos dias de pagamento, adote medidas de segurança mais severas.
* Observe se alguém está seguindo-o.
* Se precisar transportar muito dinheiro, não ande sozinho, peça a companhia de parentes, amigos ou seguranças.

No ônibus
* Ao pagar, procure levar o dinheiro trocado ou utilizar o vale transporte.
* Cuidado com objetos alvo dos punguistas como bolsas, carteiras, correntes, pulseiras, entre outros.
* Evite ficar junto à porta de embarque e de desembarque, pois é o local propício para a prática de punguistas.
* Mantenha a bolsa ou mochila na frente do corpo.
* Não carregue muito dinheiro, nem deixe a carteira no bolso de trás.

Em deslocamentos
* Ao notar que está sendo seguido, procure mudar várias vezes o lado da calçada.
* Não carregue objetos de valor, grandes quantias de dinheiro ou cartões de crédito, se não houver necessidade.
* Evite lugares sem iluminação e com pouco movimento.

Em caixas eletrônicos
* Não revele sua senha para terceiros.
* Em caso de dificuldade, comunique-se com funcionários do banco.
* Observe atentamente as pessoas em atitudes suspeitas próximas ao local.
* Evite horários e locais de maior risco.
* Evite realizar saque de grandes quantias.

Seqüestro relâmpago
* Não reaja em nenhuma circunstância.
* Procure obedecer todas as exigências do bandido.
* Tente observar as características físicas, cicatrizes e marcas.
* Peça auxílio à Polícia assim que for libertado.

Nas escolas
* Trate o seu filho como amigo, demonstrando seu afeto e preocupação pelo seu desenvolvimento.
* Conheça os amigos de seu filho.
* Ensine as crianças a pedir auxilio à polícia (pessoalmente ou por telefone) ou às pessoas conhecidas, quando perceber estranhos em atitudes suspeitas ou que estejam molestando.
* Não aceitar balas, doces, presentes, ou brinquedos de pessoas desconhecidas.
* Oriente seus filhos para não desviarem do trajeto casa-escola-casa, sem prévio acordo.
* Evitar transitar utilizando jóias, tênis ou roupas caras.
* Oriente seus filhos para que se afastem de situações perigosas, tais como: armas, acidentes, aglomerações, discussões, etc.

Fonte: Polícia Militar

Roubo de carga gera R$ 148 milhões de prejuízo em seis meses em SP

Dados do sindicato dos transportadores de carga são do primeiro semestre. Capital abriga mais da metade dos 3.345 casos de roubos.

Kleber Tomaz, Paulo Toledo Piza e Marcelo Mora Do G1 SP

Armas apreendidas com integrantes de quadrilha suspeita de roubo de cargas na Grande São Paulo (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Armas apreendidas com integrantes de quadrilha suspeita de roubo de cargas na Grande São Paulo (Foto: Divulgação/Polícia Civil)


O estado de São Paulo registra um prejuízo de R$ 148 milhões em roubo a cargas no primeiro semestre deste ano. São 3.345 ocorrências registradas – mais da metade só na capital. As zonas Leste e Norte são as regiões que concentram o maior número de crimes. É o que mostra levantamento feito pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp) obtido pelo G1.

Dos 1.727 crimes dessa natureza registrados na capital, 549 (ou 31,8%) aconteceram na área Leste e 483 (28%), na Norte.

Houve aumento no prejuízo registrado neste ano em comparação com o mesmo período de 2010, quando foram levados R$ 136 milhões em cargas pelos criminosos. Apesar de a capital ter registrado menos casos de roubo em relação a 2010 (1.808), a Zona Leste teve aumento de 12 casos, o que representa elevação de 2,23% nas queixas (no ano passado foram 537 registros). A região Norte também apresentou aumento, de nove casos (ou 1,9%).

Segundo os dados do Setcesp, janeiro foi o mês com maior número de ocorrências, com 693 casos. As quartas-feiras são os dias preferidos pelos assaltantes para cometer os roubos, com 722 registros. O horário mais perigoso é entre 10h e 12h (649 ocorrências), seguido pelo período entre 12h e 14h (540). O horário em que houve menos registros foi entre meia-noite 2h (83) e das 2h às 4h (96).

Capital

No bairro de Brasilândia, na Zona Norte, os motoristas relatam medo. Sob a condição de anonimato, um deles contou ao G1 que, ao ser assaltado lá, um dos ladrões lhe deu um conselho. “Eu comentei com ele que haviam roubado meu carro e que ele estava sem seguro. Aí ele me disse: ‘Pô, tio, não pode deixar sem seguro. A sua profissão é entregar, a minha é roubar.’ Eles não têm medo de nada”, disse.

A audácia dos criminosos foi tamanha que a vítima acabou mantida refém numa feira livre. Os ladrões chegaram até a pagar um pastel ao entregador, que ouviu deles que a criminalidade cresceu no município. “Eles disseram que ‘a violência está demais hoje em dia em São Paulo’. Também falaram que ‘a gente rouba mesmo, porque é fácil roubar’”, relatou.

O G1 conversou com outros motoristas que reclamaram da falta de policiamento ostensivo na região Norte. Uma empresa especializada em transporte de cargas informou que seus funcionários foram assaltados 22 vezes durante o trabalho neste ano.

Segundo o gerente de operações de transportes Felipe Cunha, os assaltos se intensificaram neste ano, com o aumento no número de ocorrências a partir de março. De acordo com ele, no início do ano, os criminosos esperavam pelos entregadores já na porta do depósito.

Cunha disse que após uma série de denúncias e reclamações às polícias Civil e Militar houve diminuição no número de assaltos aos veículos no momento em que saíam da empresa. Isso, no entanto, fez com que os assaltantes passassem a atacar os motoristas nos bairros onde eram feitas as entregas. “Eles compram alguma coisa pela internet, passam um cartão clonado e informam um endereço, que às vezes nem existe. Quando o motorista da empresa de entrega chega, eles já estão esperando, sabem que o carro está carregado e roubam”, disse.

“E com essa nova lei, vai ficar pior ainda. Ninguém mais pode ser preso. Se for até um certo valor, o cara, mesmo sendo pego em flagrante, vai ser liberado”, afirmou Cunha, se referindo à nova lei de prisões, que começou a vigorar no Brasil em 4 de julho. A nova medida prevê que quem for preso em flagrante por crimes que resultem, em caso de condenação, em até quatro anos de reclusão, poderá ser beneficiado para responder o inquérito e o processo em liberdade mediante o pagamento de fiança estipulada pela autoridade policial.

Tempo perdido

Apesar de não terem objetos pessoais roubados, os motoristas disseram que, no final, acabam sendo prejudicados pelos assaltos. “Quando a gente vai para a delegacia, acaba ficando o dia todo lá. Demora muito para fazer o BO [boletim de ocorrência] e acabamos perdendo o dia. Além disso, a gente acaba ficando mais um, dois dias sem carregar”, disse um deles. “Nós recebemos por entrega. Se não entregamos, não recebemos.”

Outro problema enfrentado pelos entregadores é a desconfiança. Os motoristas acabam sendo sempre os primeiros suspeitos. Segundo o gerente Felipe Cunha, tanto na polícia quanto na transportadora os entregadores são questionados como se tivessem participação nos crimes. “A seguradora sempre desconfia deles. E quando um motorista registra cinco ocorrências, eles não renovam o contrato. No começo deste ano, perdemos um por causa disso.

Boletins de ocorrência registrados somente nos primeiros seis meses de 2011 por empresa de carga (Foto: Fabiano Correia/ G1)

Boletins de ocorrência registrados somente nos primeiros seis meses de 2011 por empresa de carga (Foto: Fabiano Correia/ G1)

”O roubo de cargas não é exclusividade da região da Brasilândia. Em Pirituba, na Zona Oeste, e São Mateus, na Zona Leste, os profissionais também enfrentam o problema. Segundo o gerente, existem alguns pontos críticos na cidade. “Nós não entregamos na Zona Sul, por exemplo, mas na região do Capão Redondo e do Grajaú sempre acontecem esses assaltos.”

Os profissionais disseram conhecer as áreas de maior risco e saber de cor os nomes. Eles enumeraram uma série de ruas e avenidas pelas quais é impossível passar sem temer ser abordado. De acordo com a PM, as vias identificadas como as mais perigosas são: Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, Avenida Deputado Cantídio Sampaio e Avenida Elísio Teixeira Leite. Todas elas passam pela Brasilândia e pela Parada de Taipas, outro bairro com incidência de assaltos.

Profissionais dos Correios também sofrem com o tipo de ação dos criminosos. Em nota, a empresa informou que adota a escolta armada em algumas atividades externas. A medida, assim como na empresa de entregas, tem como objetivo garantir a segurança dos profissionais.

Polícia Militar

De acordo com a Polícia Militar, o trabalho de policiamento ostensivo para inibir o roubo de cargas segue sendo feito em toda a capital, com os suspeitos sendo encaminhados para as delegacias.

Segundo o o tenente Jonas Paro Barreto, da Polícia Militar, alguns bairros da Zona Norte apresentam altos índices de roubos de carga. No entanto, ele afirmou que o número de ocorrências tem diminuído neste ano em relação a 2010. “A redução não é muito grande, mas já estamos combatendo. No segundo trimestre de 2011, tivemos uma redução de 21 roubos para 15 em nossa região”, disse Barreto.

A PM tem feito operações semanais em algumas vias consideradas de maior risco, segundo o tenente. “Desde o começo do ano, segundo estudos feitos pela polícia, intensificamos os trabalhos de repressão em algumas vias onde acontecem mais assaltos. Abordamos pedestres e motociclistas suspeitos, já que geralmente as abordagens acontecem desta maneira.”

Segundo o coronel Paulo Roberto de Souza, oficial reformado do Exército e assessor de segurança do Setcesp, os dados do sindicato foram tabulados com base nos números divulgados pela Secretaria de Segurança Pública e na divisão geográfica estabelecida pela Prefeitura de São Paulo. Por isso, existem diferenças nos números quando comparados no que diz respeito às zonas da cidade.

Pró-carga

Para combater este tipo de crime, a Secretaria da Segurança Pública reativou em 2009 o Pró-carga, um programa de prevenção e redução de furtos, roubos e apropriação indébita de receptação de cargas. Coordenado pelo delegado Waldomiro Milanesi, um grupo de representantes dos órgãos de segurança do estado, como as polícias Civil, Militar e Técnico-científica, se reúne com representantes da sociedade civil para elaborar ações preventivas.

“Nós nos reunimos mensalmente e deliberamos algumas ações necessárias nos planos administrativo e operacional. Por exemplo, recentemente, tendo em vista as ocorrências de aumento de roubo de veículo de transporte na Marginal Tietê, foi feito um planejamento junto ao comando de policiamento da capital, onde disponibilizou várias operações na extensão de toda esta via como também na Marginal Pinheiros, para evitar não só o roubo de cargas como também o de veículos de transporte de cargas”, disse Milanesi.

A maior dificuldade no combate a este tipo de crime é justamente identificar os receptadores das cargas roubadas. “Infelizmente, a existência do receptador acaba sendo a motivação do surgimento de quem rouba. Nós do Pró-carga estamos chamando os representantes das indústrias, porque muitos materiais produzidos ou não possuem identificação para que eventualmente a gente possa ir atrás da sua numeração de série. Foi sugerido, inclusive, que a indústria coloque isso em um site para que o próprio cidadão, ao comprar um produto, possa ele verificar se não existe uma queixa de roubo ou furto para aquele produto. A partir daí, podemos chegar no receptador, que pode ser até um grande comerciante”, afirmou.

Com base no trabalho de planejamento realizado pelo grupo, ao menos duas quadrilhas suspeitas de roubo de carga que utilizavam armamento pesado em suas ações foram desbaratadas neste ano, segundo o delegado.

Carga avaliada em R$ 1,1 milhão que havia sido roubada em Minas Gerais foi localizada em oficina de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo; no local, foi apreendida também uma grande quantidade de armas (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Carga avaliada em R$ 1,1 milhão que havia sido roubada em Minas Gerais foi localizada em oficina de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo; no local, foi apreendida também uma grande quantidade de armas (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Prevenção em edifícios e condomínios

A Violência Urbana não encontra fronteiras, há alguns anos muitos saíram de casas para procurar segurança nos condomínios verticais e mais recentemente nos horizontais, no entanto, vez ou outra, surge a notícia que uma quadrilha de infratores da lei tomou de roubo um condomínio, fazendo com que todos fiquem assustados e de certa forma receosos, para saber se o seu condomínio está seguro e se é capaz de suportar ações desse tipo.

A reflexão que se deve ter neste momento é a consciência de que o Brasil, um país intercontinental e capitalista, tornou-se um país violento, pois como se estimula o consumo e a ostentação do ganho, isto desperta a atenção dos infratores da lei.

Infelizmente não há soluções mágicas para a erradicação da Violência Urbana, tem-se que investir em Prevenção, até por que nada é 100% seguro. Assim, é importante valorizar a Prevenção Primária, que defino como sendo a adoção de ações que possam minimizar ser você uma vítima de crime.

É importante que nos organizemos em comunidade, que não nos isolamos como cidadãos, portanto, orientamos que você participe das reuniões ordinárias do Conselho Comunitário de Segurança de sua região, e exija que ao menos um integrante da diretoria de seu condomínio participe, pois o Conseg é o principal elo da comunidade com a Segurança Pública local, a Polícia Militar e a Polícia Civil (www.conseg.sp.gov.br).

Pensando em prevenção como sua forte aliada, pois esta se ousa afirmar que representa 90% das suas ações contra 5% de sorte e outros 5% de uma possível reação com sucesso, quando a matéria é condomínio temos que dividir o assunto em:

1- Cuidado nos condomínios e edifícios
2- Cuidados para os funcionários
3- Cuidados para você condômino

Como todas as dicas que iremos trazer são simples e de puro bom senso, mas devem ser encaradas com seriedade, pois viver em condomínio é abrir mão do seu direito pessoal e individual para o bem estar do coletivo, nesta quinzena, começaremos com 10 dicas que dizem respeito as instalações físicas do condomínio:

1- Tão importante quanto a função do síndico e do administrador, pensa-se que nos dias atuais seja a função do responsável pela segurança, sugere-se que haja uma comissão de 3 moradores e, recomenda-se que as normas de segurança a serem adotadas devam ser decididas em assembléia de condôminos, com ampla difusão para todos os moradores do prédio, sob pena de perderem a eficiência.

2- Na era da tecnologia, esta deve ser buscada sempre, para melhor auxiliar os funcionários do condomínio, sendo assim, é importantíssimo um sistema de segurança com iluminação em todas as entradas, câmeras nos principais pontos sensíveis do condomínio (cuidando para que não haja obstáculos impedindo a visão) e alarmes em centrais de monitoramento.

3- Nos casos de acesso de estranhos (visitantes e/ou prestadores de serviço), deve ser adotado o que segue: prévia identificação e confirmação, antes da efetiva entrada. Entrega de encomendas, que não tenham sido solicitadas ou que não estejam sendo esperadas, devem ser recusadas. Em todos os casos é importante que a portaria seja instruída para receber as encomendas, evitando a presença de estranhos nas dependências do condomínio e no apartamento.

4- É importante que o prédio tenha um sistema de gaiola, para que haja esta triagem.

5- Os funcionários, principalmente aqueles que desempenham funções na portaria do prédio, devem ser alertados para os diferentes expedientes usados pelos infratores da lei, bem como devem estar capacitados para ligar para o telefone de emergência da Polícia Militar (190), quando necessário.

6- É importante que estejam disponíveis para o funcionário e demais moradores o endereço e telefone da Companhia da PM e DP da área em que está situado o prédio.

7- As guaritas e recepções devem ter vidros escurecidos ou espelhados além de ficarem afastadas da rua de forma que impeçam que seus funcionários possam ser facilmente rendidos.

8- Os acessos aos apartamentos devem ser dotados de boa iluminação, controlada do interior da residência. As portas devem ser sólidas e dotadas de “olhos mágicos” ou outros dispositivos que permitam a observação da área externa.

9- O interfone é fundamental para a comunicação de situações de emergência (presença de suspeitos ou de indivíduos indesejáveis em seu “hall” de entrada).

10- Havendo outros prédios próximos, por consenso dos moradores, poderá ser instalada uma ligação pelo interfone de suas portarias, ou mesmo de um simples alarme sonoro ou visual, que funcione como pedido de auxílio nos momentos de perigo.

Temístocles Telmo Ferreira Araújo
Capitão da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Atualmente é Comandante da 1ª Companhia do 41º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano município de Santo André-SP e escreve para a Redenoticias.net

Sindicato diz que 40% dos veículos irregulares na Bolívia são brasileiros

Lei que legalizará veículos sem documentação na Bolívia já preocupa Brasil.
Seguradoras de MS estimam aumento de 5% no valores por conta da lei.

Da TV Morena

Depois da lei promulgada na última quarta-feira (8) pelo presidente boliviano Evo Morales, que permite a legalização de veículos sem documentação, o temor é o aumento de roubos e furtos no Brasil. A consequência disso pode ser o reajuste dos valores do seguro de automóveis, principalmente em Mato Grosso do Sul, que é um dos estados da fronteira entre os países.

Segundo informações do Sindicato das Empresas de Seguros Privados do Paraná e Mato Grosso do Sul (Sindseg – PR/MS), a estimativa é de que na Bolívia existam pelo menos 50 mil veículos irregulares, sendo que aproximadamente 40% saíram do Brasil.

A decisão tomada pelo governo da Bolívia trouxe preocupações para a polícia brasileira. Por determinação do presidente Evo Morales, os donos de veículos sem procedência poderão regularizar a documentação no prazo de 15 dias.

Na prática, o governo boliviano formalizou uma situação que já era comum no país. Na Bolívia não há crime de receptação como prevê o Código Penal Brasileiro. Portanto, quem tem um veículo sem registro é considerado “terceiro de boa fé” naquele país e, nesses casos, o dono pode solicitar a regularização dos documentos junto as autoridades bolivianas. Agora a novidade é o pagamento de taxas para custear a burocracia. Com a regularização dos veículos o governo boliviano espera arrecadar cerca de US$ 200 milhões.

O titular da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), Geraldo Marim Barbosa, acredita que a medida vai estimular os crimes de roubos, furtos e também o “golpe do seguro” do lado brasileiro da fronteira.

“Nós já tivemos vários casos de veículos que estavam sendo transportados pelas fronteiras em razão de golpe de seguro, onde os proprietários passavam o automóvel para os criminosos a fim de receber uma indenização da seguradora. É possível sim que haja um aumento de carros subtraídos do Brasil e levados para a Bolívia”, explica o delegado.

Aumento no valor do seguro
As seguradoras de Mato Grosso do Sul também encaram com preocupação a decisão do governo boliviano. Para o Sindseg – PR/MS, se houver crescimento das ações criminosas haverá impacto nos preços dos seguros.

“Aumentando a criminalidade aumenta o preço do seguro. Precisamos esperar para ver o que vai acontecer, mas uma aumento de aproximadamente 5% certamente irá acontecer”, estima Adilson Dorascenzi, diretor do Sindseg/ PR e MS.

Veículos recuperados
Uma caminhonete roubada no Rio de Janeiro (RJ) e um carro furtado em Goiânia (GO) foram recuperados nesta semana  pela polícia em Campo Grande. Eles seguiam para a região de fronteira, principal destino dos veículos roubados no Brasil.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal de Mato Grosso do Sul, nos cinco primeiros meses deste ano já foram recuperados 71 veículos roubados e furtados, seis a mais que no mesmo período do ano passado.