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Posts Tagged ‘ Sistemas eletrônicos

Nova lei dará acesso a capital estrangeiro

Até o fim de agosto, o Ministério da Justiça deverá concluir o novo estatuto que vai regulamentar o setor de segurança privada no país.

Assim que finalizado, o texto tramitará no Executivo e na sequência seguirá para votação no Congresso Nacional. “Estamos em fase final de ajustes”, disse Marivaldo Pereira, secretário de assuntos legislativos do Ministério da Justiça, ao Brasil Econômico. De acordo com o secretário, o perfil da área mudou muito e a legislação de 1983 não regula, por exemplo, as atividades das empresas de sistemas eletrônicos. Entre elas, as que monitoram vídeos, por exemplo, detém enorme volume de informações confidenciais de clientes. Essas espécies de centrais de inteligência passarão a ser controladas pela Polícia Federal, como ocorre com as companhias de vigilância privada.

Segundo a Associação de Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), as 18 mil empresas que atuam no segmento faturaram US$ 1,8 bilhão em 2011.

Capital estrangeiro
Entre as mudanças mais esperadas está o sinal verde para a entrada de capital estrangeiro no setor. “A lei também cria instrumentos para combater a informalidade”, lembra Bruno Giusto, advogado do escritório Siqueira Castro Advogados. Jacobson Neto, presidente da Abrevis (entidade que reúne empresas de vigilância), diz que o setor poderia ter crescido no mínimo 5% ao ano, em vez dos cerca de 3% vistos na última década, se não fosse a ação de trabalhadores informais, que não arcam com o alto nível de encargos e tributos.

Jornal Brasil Econômico, Brasil/SP – 03/08/2012

Mercado avança com a evolução das câmeras inteligentes

Por Carlos Progianti
Você já parou para avaliar a quantidade de câmeras a que você está exposto no decorrer de um dia? Ou melhor: por quantas câmeras você passa no trajeto entre sua casa e o trabalho?

Muitas é a melhor resposta. São câmeras da CET (Central de Engenharia de Tráfego), câmeras de segurança do seu prédio, dos prédios vizinhos, dos estabelecimentos comerciais, dos elevadores, do metrô, do aeroporto, dos bancos. Enfim, em uma cidade como São Paulo, são muitas, milhares. Seguramente mais de 1 milhão de câmeras instaladas na cidade.

E é nessa mesma cidade, que, segundo as Estatísticas Mensais da Criminalidade, contabilizadas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública (SSP), houve um menor número de homicídios durante o mês de janeiro em sua história recente. A SSP atribui a redução dos homicídios à intensificação do patrulhamento ostensivo, com retirada da armas ilegais das ruas, e à investigação de crimes, com identificação e prisão dos autores.

É nesse processo de identificação que as câmeras se consolidam como ferramenta fundamental. Hoje, é constante a declaração da polícia diante de algum episódio/ crime, de que irá consultar as câmeras disponíveis no local.

Mas também é a partir desse conceito que podemos avançar e investir em monitoramento constante e eficiente. É a conhecida história de agir por prevenção e não por reação.

Apenas um exemplo, recentemente dirigentes da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE) estiveram na Espanha para uma visita técnica e acompanhamento do Salão Internacional da Segurança (SICUR), em Madri. Já no Aeroporto Barajas, que recebe 50 milhões de passageiros por ano, foi possível identificar o quanto o Brasil precisa avançar nos investimentos em sistemas eletrônicos de segurança. Barajas possui 5000 câmeras de monitoramento instaladas, ante 600 câmeras do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em Cumbica (SP). Para efeito de comparação, o Aeroporto Heatrow, em Londres, possui 5000 câmeras e o J John F. Kennedy, em Nova York, 4500 câmeras.

Outro ponto que merece atenção é o cenário em torno da realização dos eventos esportivos que serão realizados no país. Muito temos ouvido falar da questão da segurança nos estádios, mas é preciso abrir o leque e olhar ao redor, pois a necessidade de investimento em segurança eletrônica será bem maior. A cidade deverá estar mais protegida e a segurança será expandida nos hotéis, aeroportos, área públicas, shopping centers e outros locais.

Assim, é possível dizer que o mercado de sistemas eletrônicos de segurança poderá crescer cerca de 30% nos próximos dois anos. De acordo com a ABESE, entre 2006 e 2010, só o faturamento do setor de segurança eletrônica inflou 64% na cidade, de 256 milhões para 420 milhões de reais. Além disso, nos últimos oito anos, o mercado de segurança eletrônica cresceu 13%, sendo a região Sudeste responsável por 52% do total.

Nesse cenário, os sistemas de circuitos de TV continuam como uma das principais tecnologias aplicadas em segurança, atingindo 43%. Afinal, além de gravar imagens, as câmeras estão cada vez mais inteligentes, podendo servir como sensores de presença e até executar tarefas que antes exigiam controle humano, como aproximação automática diante de situação suspeita.

Portanto, é incontestável a importância do vídeo monitoramento para a evolução das questões que envolvem a segurança. E junto dessa discussão muito ouviremos sobre gestão para central de vídeo monitoramento, gestão de identificação e controle de acesso, responsabilidade legal das centrais de monitoramento, importância da segurança da informação, a evolução dos sistemas integrados de segurança, entre outros. Estamos apenas no começo.

*Carlos Progianti é presidente da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança – ABESE.

Principal vitrine latino-americana do setor de segurança privada Exposec 2012 cresce 30%

A Feira Internacional de Segurança – Exposec chega em sua décima quinta edição em 2012 consolidada como referência do mercado de sistemas eletrônicos de segurança no Brasil e no mundo.

Realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE) e organizada pelo Grupo Cipa, a 15ª edição da Exposec será realizada de 8 a 10 de maio de 2012 no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

“A cada ano, a Exposec consegue superar as expectativas atuando como a principal vitrine do mercado, apresentando novidades, antecipando tendências, gerando negócios e, principalmente, difundindo conhecimentos e atualização para quem atua neste mercado”, afirma Carlos Progianti, presidente nacional da ABESE.

Neste ano, serão mais de 2 mil itens, envolvendo circuito fechado de TV, controle de acesso, blindagem, alarmes, centrais perimétricas, detecção de incêndio, fechaduras de segurança, portas de segurança e outras tecnologias. Também estarão presentes mais de 600 empresas de mais de 15 países que serão visitadas por mais de 34 mil pessoas durante os três dias da feira. A expectativa é superar o número de visitantes e também os negócios gerados em 2011, que foram de cerca de R$ 170 milhões. Segundo José Roberto Sevieri, presidente do Grupo CIPA, a edição 2012 será a maior de todas e já registra crescimento de 30% comparado à edição anterior.

Os números da Exposec acompanham o aquecido mercado de Sistemas Eletrônicos de Segurança. Nos últimos dez anos, o mercado cresce a taxas médias de 13% anualmente, embora o potencial seja ainda maior. De um total de 6,18 milhões de imóveis com possibilidade de receber sistemas de alarmes monitorados, por exemplo, apenas pouco mais de 11% desse total ou 710 mil imóveis são monitorados no país, número distribuído entre as grandes e pequenas empresas de monitoramento que vem registrando significativo crescimento nos últimos três anos.

Abrangente e completa, a 15ª Exposec também contemplará entidades e companhias que atuam com segurança pessoal e patrimonial, cofres, transporte de valores e veículos blindados.
Fonte: Blog ABESE

Segurança em condomínios

Certamente, o maior sonho de quem vive em condomínio é a segurança, a tranquilidade e a qualidade de vida como um todo. Infelizmente, para muitos moradores, o mito da segurança está indo por água abaixo e as estatísticas mostram que estes crimes evoluíram e aumentaram nos “negócios do crime”. Então o que fazer? Existe como estar em segurança e ter a “sensação de segurança”?

Inicialmente, é preciso encarar a segurança de maneira profissional, com planejamento, gestão estratégica e obviamente, este trabalho deve ser realizado por especialistas que estejam comprometidos com as reais necessidades dos clientes, assessorando passo a passo no planejamento e na gestão dos processos. Invariavelmente, o caminho em busca da solução desejada passa pela elaboração de um diagnóstico apontando os pontos fortes e fracos, as vulnerabilidades e ameaças a que estão expostas o condomínio, com avaliação das variáveis do ambiente interno e externo. Com as informações preliminares, partimos para uma análise de riscos com a identificação, quantificação e matriciamento dos principais riscos, a probabilidade de ocorrerem e os impactos que podem causar.

Outro engano é ter a “sensação de segurança” sem realmente estar seguro. Isso ocorre nos casos onde algum investimento é feito (câmeras, cercas, vigilantes etc.), mas não de forma correta gerando a impressão de que se está seguro o que talvez seja ainda pior do que o sentimento contrário. Mesmo em condomínios onde temos sistemas eletrônicos (câmeras, alarmes, proteção perimetral, rondas e vigilantes), é comum o resultado de um diagnóstico ou auditoria de segurança apontar diversas vulnerabilidades nos sistemas, recursos e processos implantados, motivo pelo qual, mesmo os condomínios que investem em alguma segurança também são vítimas de marginais.

Para prospectar ainda mais este cenário selecionamos alguns dados estatísticos desta modalidade de crime: em 30% dos casos os marginais pularam os muros; 80,5% dos condomínios assaltados possuíam equipamentos de segurança; em 33,7% dos casos, mais de uma unidade foi invadida; em 66,4% das ocorrências a abordagem foi violenta e entre os itens mais roubados estão dinheiro, celulares e jóias. Ressalte-se que estes são os dados em que são registrados boletins de ocorrências. Neste contexto e com todos estes dados podemos definir um plano de ação que vai determinar quais as ações corretivas e preventivas que devem ser implantadas e qual a prioridade de investimento.

Após a discussão destes processos podemos elaborar um projeto integrado de segurança e descreveremos todos os recursos (tecnológicos, humanos e organizacionais) necessários para minimizar os riscos encontrados. Oportuno salientar que todo este trabalho deve ser fundamentado não só na experiência dos profissionais envolvidos, mas também em ferramentas de trabalho (softwares, matrizes, planilhas, diagramas etc.), bem como metodologias claras e muito bem definidas visando inibir, reduzir e em alguns casos até eliminar as possibilidades das ocorrências, mantendo, além das estratégias acima citadas, uma rotina de auditorias e um monitoramento local e remoto dos principais sistemas implantados, com recursos de pronta resposta a incidentes.

Por Wanderley Mascarenhas de Souza
Oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo,doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública. Fundador e 1º Comandante do Grupo de Ações Táticas Especiais GATE) e do Esquadrão Antibomba.