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A evolução da segurança eletrônica

Números da Associação Brasileira das Empresas de Segurança Eletrônica – ABESE, mostram os sistemas de Circuito Fechado de TV (CFTV) como a tecnologia de segurança eletrônica que mais cresceu nos últimos anos. Só em 2010, esse mercado representou 40% do faturamento do setor, cujo total foi de US$ 1,680 bilhão. Ele cresce respaldado não apenas por sua atividade principal de registrar imagens ou pelo elevado número de câmeras instaladas, mas também evolui tendo como recurso softwares de gestão de reconhecimento em controles de acesso e câmeras que também podem ser utilizadas como poderosos sensores de presença, proporcionando a visão necessária aos sistemas de alarme. Enfim, são ferramentas capazes de promover a integração de tecnologias de segurança capazes de comunicar, detectar e inibir ações problemáticas ou criminosas.

Alguns outros fatores também ajudam a explicar o crescimento constante no mercado de sistemas eletrônicos de segurança (SES).

Questões como as oscilações do dólar e a popularização dos produtos e preços – que registram queda de 70% de 1999 até 2011, são fundamentais neste processo de evolução do mercado de SES. Todo esse cenário remete a um significativo conjunto de oportunidades e desafios do setor, especialmente, se lembrarmos que não existe uma legislação específica de âmbito nacional para a segurança eletrônica.

Atualmente, a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança – ABESE e a Federação Interestadual das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança – FENABESE participam ativamente das discussões envolvendo o Estatuto da Segurança Privada, projeto da Polícia Federal que dispõe sobre as atividades de segurança privada, armadas ou desarmadas, e, portanto, reunirá em seu contexto a segurança eletrônica.

Além disso, é cada vez maior o número de tecnologias apresentadas para o segmento de segurança eletrônica. Exemplo disso são os resultados da Exposec – Feira Internacional de Segurança, realizada em São Paulo, com a participação de mais 600 expositores e R$ 170 milhões em negócios em 2011, além da participação de aproximadamente 34 mil visitantes. O crescimento já traz reflexos na próxima edição, que contará com aumento de 30% e já tem data marcada para o próximo ano, de 08 e 10 de maio de 2012. Realizada pela ABESE, a Exposec é palco de soluções inéditas para o mercado de segurança eletrônica. A cada ano, a Exposec se reafirma no mercado como principal vitrine do segmento, além de ser uma oportunidade única para a troca de informações, discutir temas relevantes, novas tendências e direcionamentos desse mercado. E as oportunidades de negócios estão mais aquecidas por auxiliarem no combate à criminalidade e na identificação de crimes e suspeitos, além da expectativa por causa da demanda gerada pela realização de eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas no País.

As novidades que tem se destacado no mercado de sistemas eletrônicos de segurança são inúmeras. No segmento de alarmes, pode-se citar os que passam pelo tipo de proteção com tecnologia sem cabeamento de sensores internos e externos, criando soluções de projetos de segurança mais limpo, seguro e rápido para instalar. Além disso, mais especificamente podemos citar as novidades em CFTV que são câmeras de IVA ou vídeo análise que por meio de meta dados conseguem analisar o comportamento humano e realizar a biometria por meio de reconhecimento facial.

Nos últimos dez anos, o mercado de Sistemas Eletrônicos de Segurança vem crescendo com taxas médias de 13% anualmente, embora o potencial seja ainda maior. De um total de 6,18 milhões de imóveis com possibilidade de receber sistemas de alarmes monitorados, apenas pouco mais de 11% desse total ou 710 mil imóveis são monitorados no país, número distribuído entre as grandes e pequenas empresas de monitoramento do mercado que vem registrando significativo crescimento nos últimos três anos. As tecnologias de alarmes contra intrusão representam 26% do mercado de Sistemas Eletrônicos de Segurança. Já as tecnologias de sistemas de controle de acesso que representam 24% do mercado, e que incluem equipamentos de identificação, cartões de acesso, número de identificação pessoal e equipamentos biométricos (impressão digital, iris, voz, palma da mão e facial), estão em expansão e assim devem permanecer devido à demanda gerada pela Copa do Mundo 2014 e Jogos Olímpicos de 2016. Mais de 90% destes produtos são consumidos pelo setor não-residencial.

Além disso, os novos softwares criaram uma nova inteligência eletrônica e com certeza continuarão evoluindo nos próximos anos, facilitando a vida dos profissionais de segurança no desenvolvimento de projetos que aumentem a capacidade de prevenção nessa área, sendo um impulso tecnológico no que já era avançado, criando novas perspectivas.

Também as várias opções em redes, a qualidade da imagem e a queda dos preços tem determinado o crescimento da tecnologia IP. O desenvolvimento do vídeo monitoramento remoto como serviço tem crescido e a tecnologia IP pode transmitir sem problemas uma imagem mais limpa. As escolhas de novas opções de câmeras e lentes pelos fabricantes, gravações remotas com maior qualidade aliada a softwares de gestão cada vez mais específicos, transformarão este mercado nos próximos anos.

O mercado está em expansão e as empresas têm o desafio de se preparar para esse crescimento. Nesse sentido, é fundamental a garantia da qualidade dos serviços prestados somado à qualidade da mão de obra. Por esse motivo, o planejamento estratégico da ABESE prioriza a capacitação, regulamentação e representatividade.

* Carlos Progianti é diretor da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE).

Fonte: Blog ABESE

Crescimento das câmeras IP no Brasil

Há alguns anos atrás, dar uma espiadinha no que acontece em sua casa de qualquer lugar do mundo, evitar um assalto mesmo longe de casa ou então descobrir o que acontece em sua casa quando você está fora era quase impossível, mas com as câmeras IP, isso se tornou tarefa fácil.

Esses equipamentos revolucionaram o mercado de segurança eletrônica, e trouxeram facilidades. Com apenas um computador, acesso à Internet de alta velocidade e câmeras IP tornou-se possível montar um sistema completo de vigilância. Com a ajuda de softwares, as câmeras IP são verdadeiros olhos mágicos digitais que transmitem áudio e vídeo para um computador ou diretamente para a Internet, permitindo que se tenham imagens ao vivo e simultaneamente. Possuem recursos de visualização, controle, monitoramento e gravação.

Os modelos de câmeras IP consistem basicamente de um sensor de imagem, circuito de análise e processamento de vídeo, servidor de vídeo web e interface de rede, integrados no mesmo equipamento com funções e programação otimizados para uma operação em conjunto com sistemas de rede.

Um dos grandes diferenciais entre estes equipamentos e os modelos analógicos é que elas possuem uma comunicação através de redes ethernet, utilizando protocolos de transmissão de dados, baseados principalmente em TCP/IP.

Outro ponto importante é a questão das imagens. Enquanto uma câmera convencional digital tem uma resolução máxima de 640 x 480, com aproximadamente, 0,3 Megapixel, uma câmera IP poderá ter resoluções de até 2592 x 1944 ou aproximadamente 5 Megapixel.

Com resoluções desta dimensão, a capacidade de reconhecimento e verificação de detalhes em uma imagem fica muito facilitada, mas, acima de tudo são possíveis novos recursos como movimentação no escopo da área de visualização e zoom em parte da imagem. Os modelos mais recentes ainda contam com uso de luz infravermelha para uso noturno.

Apesar de tanta tecnologia, especialistas em segurança destacam que a maioria das redes e conexões de internet ainda não está preparada para gerenciar o tráfego gerado por imagens destas dimensões, e por isso é muito importante uma análise criteriosa na escolha do sistema.

As aplicações das câmeras IP são as mais diversas. Para uso doméstico, elas podem oferecer o monitoramento de crianças, animais, empregados, entre outras funções. Alguns modelos ainda possibilitam a saída de áudio e a pessoa pode do outro lado, falar pelo microfone do computador, enquanto o som sai pela câmera. Já no caso de empresas, o monitoramento 24 horas garante maior segurança.

Hospitais, parques, locais de trânsito de carros e pessoas, escolas, podem contar com recursos como o zoom e foco automático, que ajudam na detecção da pessoas em caso de roubo. As imagens capturadas podem ser de grande ajuda na identificação de suspeitos.

A câmera IP foi criada pelo engenheiro sueco, Martin Gren que lançou o primeiro modelo em 1996. Projetada para transmitir imagens via rede e desbancar os modelos analógicos, a Axis 200, primeira câmera IP lançada no mundo, ditou os passos que o mercado daria a partir daí, e mostrou que era possível embutir nos aparelhos um mini-servidor Web que permitia assistir às imagens ao vivo de qualquer lugar do mundo.

Hoje, quinze anos depois, podemos afirmar que a aposta de Martin e sua equipe deu certo. O mercado de câmeras IP não para de crescer em todo o mundo e a expectativa é de que ele movimente cerca de US$ 2,5 bilhões em 2011.

E o mercado de câmeras IP no Brasil vai muito bem. O país é um dos mais avançados na transição da tecnologia analógica para a digital.

Segundo Projeções da empresa de análise IMS Research, o setor de câmeras IP no Brasil, terá, pelo menos até 2012, o crescimento mais acelerado de todo o continente americano. É aqui onde as câmeras IP se igualarão às analógicas primeiro, e isso deve acontecer até o fim de 2012, segundo o levantamento.

Ainda de acordo com a IMS Research, o mercado de câmeras de segurança analógicas terá uma taxa composta de crescimento anual de apenas 1,3% entre 2009 e 2014 na América Latina. Por outro lado, a previsão é que o mercado de câmeras de segurança em rede tenha uma taxa composta de crescimento anual de 39,2% no mesmo período.

Revista Segurança e Cia