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Cresce procura por sistemas de segurança

Tradicionalmente, os últimos meses do ano marcam o período mais aquecido para as empresas de segurança eletrônica. Nessa época, a procura por pacotes de tecnologias que incluem desde cercas elétricas até complexos sistemas de videomonitoramento cresce exponencialmente, muito em função da proximidade das festas de fim de ano e das férias. Neste ano, um novo componente vem ampliando o interesse de clientes empresariais e residenciais por esse arsenal de proteção: a onda recente de violência na Grande São Paulo.

Segundo fornecedores ouvidos pelo Valor, o aumento da demanda por sistemas e equipamentos foi de 20%, em média, desde o início dos incidentes. A maioria dessas consultas está sendo realizada por novos clientes.

Grande parte da população e das empresas está distante da zona de confronto entre policiais e criminosos. Os incidentes têm se concentrado em determinados pontos da Grande São Paulo. Para os especialistas, no entanto, esse aspecto não deixa de trazer reflexos diretos na demanda. “Momentos como esse aumentam a sensação de insegurança, mesmo que as pessoas não sejam diretamente ameaçadas”, disse Carlos Progianti, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese).

Progianti disse que uma mudança recente no perfil das consultas dos clientes é um bom indicador desse cenário. Em períodos de normalidade, tecnologias de monitoramento, como os circuitos fechados de TV, respondem pela maioria das solicitações. Por outro lado, em situações atípicas aumenta a procura por recursos mais ligados à proteção efetiva frente a um perigo iminente. Nessa vertente, estão incluídos alarmes, sensores e cercas elétricas, entre outras tecnologias. “É o que vem acontecendo. Os clientes têm mostrado um interesse maior por tecnologias ligadas a barreiras físicas”, afirmou.

O mercado brasileiro de segurança eletrônica cresceu a um ritmo anual de 11% nos últimos cinco anos, segundo dados da Abese. Em 2011, o setor movimentou US$ 1,83 bilhão no país. Cerca de 88% dos negócios estão relacionados a clientes não residenciais.

A concentração no segmento empresarial, entretanto, tende a diminuir. De acordo com as companhias, esse movimento é anterior à onda de ataques, mas vem sendo reforçado por esse contexto. A mudança é expressa na adoção de tecnologias mais sofisticadas, como o controle de acesso de pedestres e veículos, e os sistemas de videomonitoramento. Antes, mais restrito a grandes empresas e condomínios comerciais, esse nível de proteção está começando a migrar também para os condomínios residenciais.

Essa migração vem acontecendo pouco a pouco. Os condomínios residenciais de alto padrão foram os primeiros a investir em recursos como códigos e sistemas de biometria para controlar o acesso a elevadores, garagens, áreas de lazer e outras áreas comuns das instalações. Hoje, é raro que um novo empreendimento nessa categoria não compreenda essas tecnologias desde a concepção do projeto.

Da mesma forma, os condomínios de alto padrão mais antigos puxaram uma segunda onda de adoção, ao substituírem suas tecnologias por ferramentas mais avançadas. Agora, os fornecedores dizem que os condomínios residenciais de menor porte, instalados em diferentes regiões de São Paulo, estão começando a seguir o mesmo caminho.

As tecnologias de segurança eletrônica estão acompanhando a busca por um nível de proteção diferenciado. A principal tendência é o desenvolvimento de softwares que acrescentam inteligência aos circuitos de videomonitoramento. Essas novidades são reforçadas pela transição das câmeras analógicas para as câmeras IP, que são conectadas à internet, têm sensores infravermelho e oferecem melhor qualidade de imagem.

Com o auxílio de softwares e algoritmos, esses equipamentos são capazes de detectar qualquer padrão que destoe dos parâmetros preestabelecidos pelos clientes. Entre outras aplicações, as câmeras conseguem medir a velocidade de movimentos e contar quantas pessoas estão em um recinto. Uma joalheria, por exemplo, pode definir que certo número de pessoas paradas em frente à vitrine da loja, por um determinado período, é uma situação de atenção.

A partir da identificação de qualquer exceção à regra, as câmeras podem – entre outras ações – emitir um alerta de atenção para uma central remota de monitoramento. Já existem ofertas disponíveis para que o cliente acesse em tempo real as imagens por meio de smartphones e tablets. Ao mesmo tempo, os sistemas permitem a gravação remota, o que evita a perda das imagens em caso de destruição ou captura das gravações no local pelos criminosos.

Jornal Valor Econômico

Dados sobre violência chegam aos celulares

Secretaria lançou neste sábado aplicativo especial para tablets e smartphones
Marcelo Godoy – O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A Secretaria da Segurança Pública vai mostrar suas estatísticas criminais de acordo com os bairros e as cidades do Estado em uma versão própria para smartphones e tablets. Quem estiver na Lapa, zona oeste de São Paulo, por exemplo, poderá acessar em seu celular os dados sobre roubos e furtos do bairro atendido pelo 7.º Distrito Policial.

Esse é o primeiro passo da secretaria para a criação de uma aplicativo que deve estrear em 60 dias por meio do qual será possível, por exemplo, saber como chegar facilmente ao DP mais perto.

“A ideia é que, se a pessoa for vítima de um crime, possa descobrir por meio do aplicativo qual a delegacia mais próxima e o caminho até ela”, afirmou Carlos Henrique Poço, gerente de projetos do grupo de tecnologia da informação da secretaria. O futuro aplicativo poderá também trazer gratuitamente informações, como dicas de segurança e alertas para a população sobre a criminalidade em um bairro ou cidade.

Além dos dados criminais, a população poderá obter atestados de antecedentes por meio da versão do site da secretaria (www.ssp.sp.gov.br) para smartphones e tablets. Pessoas físicas e jurídicas podem requisitar a informação. Um código que será dado ao usuário vai certificar a autenticidade do atestado.

De acordo com Poço, de 4 mil a 5 mil pedidos de atestados são feitos diariamente para a secretaria. O site atual da secretaria registra cerca de 15 mil acessos por dia e o gerente de projetos estima que esse movimento deve crescer 5% a 6% com os novos serviços específicos para tablets e smartphones.

SafeCity
O acesso a dados criminais por meio de smartphones e tablets também é possível por meio de um aplicativo feito por uma empresa privada. Trata-se do SafeCity, desenvolvido pela i4People. O aplicativo usa dados das Secretarias da Segurança do Rio e de São Paulo para mapear o crime nas capitais dos dois Estados e cruza esses dados com dicas e serviços para quem está em cada um dos bairros – são informações sobre a delegacia ou o hospital mais próximo, por exemplo – com a localização do usuário. Mas não é gratuito. Para baixá-lo em seu telefone ou tablet, é preciso pagar US$ 2,99.

Mil policiais vão fazer segurança no Anhembi em dias de desfile em SP

Esquema terá três perímetros diferentes na região do Sambódromo.
Policiais contarão com rádios, tablets, câmeras e helicóptero.

Cerca de mil policiais militares vão participar do esquema de segurança do Sambódromo Anhembi e seus arredores, na Zona Norte de São Paulo, durante cada dia de desfile das escolas de samba do Grupo Especial do carnaval paulistano. De acordo com o tenente-coronel Oswaldo Garcia, comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar e coordenador da segurança do evento, a operação vai contar com patrulhas a pé e motorizadas, com a Força Tática e com Bases Comunitárias Móveis.

Segundo Garcia, o efetivo de policiais será setorizado durante os desfiles. A operação é dividida em três perímetros, que vão contar com diferentes esquemas de segurança. Os policiais trabalharão das 16h desta sexta-feira (17) até o final do último desfile, sendo que a previsão é que a operação seja finalizada por volta das 8h. O efetivo será dividido em dois turnos, um trabalhando até 0h e outro assumindo até a manhã.

O esquema de segurança no dia 24, durante o desfile das campeãs, será semelhante ao dos dias 17 e 18. No total, cerca de 4 mil policiais deverão participar do esquema de segurança durante esses três dias de desfile do Grupo Especial, do desfile do Grupo de Acesso e do dia da apuração.

Fonte: G1 SP

Homicídios caem 3,9% e SP continua abaixo de 10/100 mil

O número de homicídios dolosos no Estado caiu 3,95% nos primeiros 11 meses deste ano. Foram 3.789 casos entre janeiro e novembro de 2011, contra 3.945 no mesmo período de 2010, ou seja, 156 ocorrências a menos neste ano. Contabilizando-se somente o mês de novembro, as mortes intencionais tiveram queda de 5,85% em relação aos mesmos 30 dias do ano passado. Foram 22 casos a menos, de 376 para 354. As informações constam das Estatísticas Mensais da Criminalidade, contabilizadas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Faltando apenas um mês para fechar as estatísticas do ano, São Paulo tem taxa de 9,89 homicídios por grupo de 100 mil habitantes. É a primeira vez na história recente que o Estado completa 11 meses com taxa de homicídios abaixo de 10/100 mil, fora, portanto, da zona considerada epidêmica pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A redução dos homicídios no Estado é liderada pela capital, que registrou 180 casos a menos de janeiro a novembro, na comparação com o mesmo período do ano passado. Uma diminuição de 16,3%.

Também houve recuo dos crimes contra a vida nas regiões de Campinas (Deinter-2), Ribeirão Preto (Deinter-3), Bauru (Deinter-4) e São José do Rio Preto (Deinter-5), além de leve oscilação para baixo na Baixada Santista (Deinter-6).

O número absoluto de homicídios tem caído continuamente desde 1999, quando foram registrados 12.818 crimes contra a vida no Estado. Onze anos depois, no ano passado, o número de mortes intencionais em São Paulo despencou para 4.321. Em 2011 a taxa de homicídios iniciou o ano e vem se mantendo abaixo de 10/100 mil habitantes, recomendada pela OMS.

Também em 2011, as políticas de segurança adotadas por São Paulo têm ganhado reconhecimento internacional. Primeiro a ONU elogiou as ações desenvolvidas no Estado para recolher armas ilegais, identificar e punir os autores de homicídios.

Depois, o Unicef (Fundo Mundial de Proteção à Infância) atestou que São Paulo é a unidade federativa do Brasil com menor índice de homicídio de adolescentes e com menor exposição de jovens à violência.

Finalmente, o Mapa da Violência, produzido pelo Instituto Sangari em parceria com o Ministério da Justiça, com base em dados do Datasus, do Ministério da Saúde, informou que, nos últimos 10 anos, São Paulo foi o Estado que mais reduziu homicídios, passando da 4ª para a 25ª posição no ranking nacional de unidades da federação.

A cidade de São Paulo, a maior do país e terceira maior do planeta, com 11 milhões de habitantes, lidera a redução de homicídios no Estado e no País, tornando-se a última colocada no ranking das 27 capitais, ainda de acordo com o governo federal. Ou seja, é a capital mais segura do país.

Políticas para redução dos homicídios
A Secretaria da Segurança Pública atribui a redução dos homicídios ao aumento dos investimentos do Estado em segurança pública, tecnologia e inteligência, à investigação especializada capitaneada pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), à retirada de armas ilegais das ruas, conduzida principalmente pela Polícia Militar, e à melhoria da gestão policial.

O governo do Estado elevou o orçamento da Secretaria da Segurança Pública de R$ 2,4 bilhões, em 1997, para os R$ 11,9 bi atuais. A Polícia Civil tem esclarecido a maior parte dos homicídios, o que contribui para a queda da sensação de impunidade. Medidas de gestão levaram mais de 12 mil policiais a deixarem atividades de apoio e suporte e reforçarem o policiamento nas ruas.

Trânsito mata mais que assassinatos
De janeiro a novembro, as mortes no trânsito já superam em mais de 900 os assassinatos. Foram registrados 4.735 homicídios culposos (sem intenção) e 3.789 homicídios dolosos (com intenção). De janeiro a setembro, 93% dos homicídios culposos ocorreram em acidentes de trânsito.

Nesses primeiros 11 meses o número de homicídios culposos cresceu 5,76%, com 258 casos a mais que no mesmo período do ano passado. Foram 4.735 homicídios culposos até novembro de 2011, e 4.477 nos primeiros 11 meses do ano passado.

Apreensões de armas crescem 2%
Um dos mais importantes medidores da atividade policial, a apreensão de armas ilegais aumentou 2,36% de janeiro a novembro. Foram recolhidas 17.616 armas ilegais até novembro deste ano, contra 17.210 no mesmo período do ano passado. A retirada de armas ilegais das ruas é considerada uma dos principais vetores da redução de mais de 70% dos homicídios no estado, desde 1999.

Em 11 anos, foram retiradas das ruas mais de 390 mil armas ilegais. Além de colaborar para a diminuição dos crimes contra a vida, a apreensão de armas contribui, também, para impedir roubos em geral e outros crimes praticados mediante grave ameaça.

Prisões aumentam 12,86%
Outro indicador da produtividade policial, o número de prisões realizadas pelas polícias aumentou 12,86% nos primeiros 11 meses, de 108.564 para 122.530. Obviamente, esta quantidade inclui prisões administrativas e por alimentos, revertidas depois do pagamento de pensões ou dívidas. Neste universo estão também algumas das prisões em flagrante, relaxadas depois do pagamento de fiança pelos autores. Porém, a maior parte são prisões por mandado, em flagrante ou capturas de procurados ou fugitivos, que aumentam a tranqüilidade social e contribuem para reduzir a criminalidade.

Flagrantes de tráfico aumentam 17,52%
Terceiro indicador de atividade policial, os flagrantes de tráfico de entorpecentes aumentaram 17,52% nos primeiros 11 meses do ano, de 28.016 casos para 32.924. Estes flagrantes têm grande importância, não só porque o tráfico assume destacado papel na hierarquia da criminalidade, como por ter a capacidade de alimentar outras atividades criminosas, como a lavagem de dinheiro, ou de fomentar outros crimes, alugando ou emprestando armas e dinheiro.

Roubos de carga em queda
Os roubos de carga caíram 4,04% nos primeiros 11 meses do ano, de 6.564, até novembro de 2010 para 6.299 até novembro deste ano. O número de roubos de carga no mês passado caiu de 739 para 611. Os roubos de carga estão em queda desde 2009.

Extorsões mediante sequestro
Até novembro deste ano houve queda de 1,47% nas extorsões mediante sequestro, comparado com os primeiros 11 meses do ano passado. Passou de 68 para 67 casos.

Roubos em geral
De janeiro a novembro, os roubos em geral se mantiveram numa faixa de estabilidade, com oscilação positiva de 1,33%, o que corresponde a 2.838 casos a mais que no mesmo período do ano passado. Foram registrados 217.014 casos até novembro, contra 214.176 nos primeiros 11 meses do ano passado. Em novembro foram registrados 231 roubos a mais que no mesmo mês do ano anterior – aumento de 18.929 para 19.160 casos.

As polícias têm intensificado o trabalho para reduzir os roubos e, sobretudo, para identificar e prender os autores de crimes contra o patrimônio e a vida praticados mediante grave ameaça ou com armas. O tempo de resposta da Polícia Militar para responder a chamados de emergência tem diminuído, em decorrência, tanto do contínuo treinamento, como da adoção de novas tecnologias adquiridas pelo Governo do Estado.

Todas as viaturas da PM na capital, Grande São Paulo, Baixada Santista e boa parte do interior estão equipadas com tablets, que permitem que os policiais, da rua, possam consultar os bancos de dados criminais, além de placas de veículos suspeitos e RGs. A comunicação por rádio digital, mais segura, que não pode ser interceptada por terceiros, foi implantada na capital, Grande São Paulo e no entorno das principais cidades do interior, como São José dos Campos, Campinas, Ribeirão Preto, Bauru, São José do Rio Preto, Santos, Sorocaba, Presidente Prudente e Araçatuba.

Além disso, desde o ano passado, todos os 645 municípios contam com os sistemas RDO (Registro Digital de Ocorrências) e Infocrim, que permitem o mapeamento da criminalidade, com indicação de dias, horários e locais de maior incidência de delitos. O Infocrim é utilizado para a elaboração do Plano de Policiamento Inteligente da Polícia Militar. O RDO é uma das ferramentas à disposição da Polícia Civil para investigação e identificação de modus operandi de criminosos.

Nas localidades que apresentam elevação dos índices de criminalidade, a exemplo do bairro do Morumbi, na Zona Oeste da capital, e nas Marginais Tietê e Pinheiros, a Polícia Militar realiza operações especiais, com concentração de tropas, bloqueios, abordagens, prisões de suspeitos, apreensão de drogas e armas.

Algumas ações especiais, que serão adotadas ainda este mês, deverão contribuir para a redução do número de roubos no Estado. É o caso da Operação Verão, que será lançada no próximo dia 29, na Baixada Santista, voltada para aumentar a segurança da população que aproveitará o começo do verão no litoral.

Pela primeira vez, a Operação Verão atenderá também aos que frequentam represas, como Guarapiranga e Mairiporã, além dos terminais de ônibus rodoviários da capital, que tem o movimento aumentado nesta época do ano. A Operação Verão contará com reforço de 2.000 policiais militares. Na Polícia Civil, foram suspensas férias e licenças prêmio para reforçar as atividades de polícia judiciária. Quando a população necessitar, encontrará equipes reforçadas nas delegacias, tanto para registrar ocorrências, como para investigar crimes.

Latrocínios
Os latrocínios registram aumento de 15,58% nos primeiros 11 meses no ano, de 231 para 267 casos. Latrocínios são crimes contra o patrimônio, fazem parte do universo dos roubos em geral, que têm sido mantidos numa faixa de estabilidade, com oscilação positiva acumulada no ano de 1%.

A Secretaria da Segurança Pública e as polícias recomendam que as vítimas de roubos não reajam, entreguem os bens e, no momento imediatamente posterior, avisem à Polícia Militar pelo telefone 190 (Emergência). São cada vez mais freqüentes os casos que os autores dos crimes são presos pela polícia, que consegue reaver e devolver aos proprietários os bens subtraídos.

A Polícia Civil criou, no DHPP, uma delegacia especializada na investigação de latrocínios, que nos primeiros dias conseguiu esclarecer três casos. A investigação dos latrocínios é tarefa considerada ainda mais difícil que a dos homicídios. Se nos crimes contra a vida há, na maioria das vezes, um histórico de divergências entre o autor e a vítima, nos latrocínios a escolha das vítimas pelo autor é, em geral, fortuita, ocasionada pela oportunidade.

Fonte: SSP – SP

Operação Verão da PM em SP terá reforço de 2 mil policiais

Policiais vão garantir a segurança em cidades do litoral.
Número de bafômetros passará de 100 para 327.

Do G1 SP

A Polícia Militar de São Paulo realiza a partir do dia 29 deste mês a Operação Verão, com o reforço de 2 mil policiais em 15 municípios litorâneos, represas e terminais de passageiros que têm movimento aumentado durante a estação. A operação vai até 31 de janeiro de 2012.

Dos 2 mil policiais militares, 1,2 mil reforçarão a segurança da Baixada Santista e Litoral Sul. Outros 400 serão destinados às cinco cidades do Litoral Norte e 400 às represas Guarapiranga e Mairiporã e aos terminais rodoviários da capital, como Tietê e Jabaquara.

As tropas que reforçarão o efetivo virão de unidades territoriais, do Choque, Rodoviária, Ambiental e Bombeiros. As praias terão um reforço de 158 policiais do Corpo de Bombeiros. O policiamento rodoviário receberá mais 48 policiais. O policiamento de Choque também participará da operação com mais 37 policiais militares. Outra forma de policiamento, o Ambiental, receberá mais 22 policiais militares. Além disso, a corregedoria receberá mais oito policiais.

A Operação Verão contará também com reforço de 235 carros da corporação e 15 bases comunitárias móveis da PM. Serão destinadas ao Litoral Sul 176 carros mais dez bases comunitárias. O litoral Norte receberá 59 veículos e cinco bases comunitárias.

Tablets
Todas os veículos da Polícia Militar na região já estão equipados com tablets, computadores com telas sensíveis ao toque, que permitem consultas aos bancos de dados civis e criminais, feitas da rua. Os tablets também agilizam a comunicação dos policiais em patrulhamento com as unidades de comando, ao permitirem, por exemplo, o envio de relatórios e informações.

O número de helicópteros destinados aos municípios litorâneos também aumentou. Das atuais duas aeronaves, uma baseada no Litoral Norte e outra no Sul, a região passará a contar com sete helicópteros nos finais de semana. Nos dias úteis, cinco helicópteros serão utilizados para o patrulhamento, socorro a afogados e resgate de feridos.

O helicóptero Pelicano, da Polícia Civil, estará de prontidão em São Paulo, e também poderá ser acionado, se necessário.

O policiamento rodoviário contará mais radares móveis, fixos e leitores de placas. Além dos equipamentos disponíveis na região, os policiais rodoviários utilizarão 42 leitores de placa (tipo OCR), 116 radares móveis e 213 fixos, do DER.

Durante a Operação Verão, tanto os policiais rodoviários como os que trabalham nas cidades realizarão fiscalização de embriaguez ao volante, com cem bafômetros. Em janeiro, chegarão novos 227 equipamentos, totalizando 327 bafômetros.

Polícia Civil
Durante a Operação Verão, a Polícia Civil reforçará as atividades de polícia judiciária: registro de ocorrências, investigação criminal e envio de inquéritos à Justiça. Serão suspensas férias e licenças prêmio durante a operação. Todos os policiais reforçarão o efetivo das delegacias, inclusive os que fazem serviços administrativos, esclareceu o delegado geral de Polícia, Marcos Carneiro Lima.

A PM se transforma com uso da tecnologia

Recursos tecnológicos que até pouco tempo só existiam na ficção científica começam a ajudar a Polícia Militar no patrulhamento das ruas

A revolução das máquinas está dominando a PM de São Paulo. Câmeras inteligentes, acesso a banco de dados, mapas, controle de rotas ao alcance do dedo indicador. Desejo de muitos aficcionados por tecnologia, os tablets – computadores portáteis que têm forma de prancheta e funcionam com tela sensível ao toque – já estão instalados em três mil viaturas que circulam na capital. Através deles, os policiais conseguem acessar, sem auxílio do rádio, banco de dados para pesquisa de placas e de documentos de identidade. Também funcionam como rastreador de viatura e recebem alguns mapas fixos. A previsão é de que até fevereiro de 2012 todos os carros de polícia estejam equipados com o acessório, ou seja, 11 mil instalações.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo, aguarda para o ano que vem a chegada da tecnologia 4G para que os tablets recebam transferências de mapas, bancos de dados fotográficos e imagens on-line, captadas de câmeras fixas e móveis. “A PM definiu tecnologia como prioridade. Temos de investir em gestão e otimizar o tempo para privilegiar o homem que está na rua”, disse.

Hoje, os tablets permitem que a rede de comunicação dos policiais com o quartel da PM não fique congestionada. Cada batalhão usa uma frequência de rádio e cada frequência atende cerca de 80 viaturas. Até pouco tempo, policiais com necessidade de pesquisar placas ou antecedentes criminais de suspeitos tinham de aguardar na fila para ser atendidos por meio de radiocomunicadores. “Com os tablets, eles mesmos digitam a placa ou o número do RG e recebem a resposta em tela. O sistema de rádio fica livre para outras prioridades”, afirma.
A PM faz cerca de 30 milhões de intervenções por ano, das quais nove milhões são abordagens policiais. “Em cada abordagem, o policial vai pesquisar documentos. Com a chegada dos tablets, ele pula cinco etapas de comunicação via rádio. Não vai precisar chamar, aguardar resposta. Passar o número do documento e esperar a resposta ou pedido de detalhamento. Um estudo feito pela PM mostrou que 35% da ocupação total da rede de rádio se referia a pesquisas de placas e RGs.”

O coronel Camilo ressalta que os tablets em funcionamento também servem como rastreador de viatura. O traçado feito pelo carro policial fica registrado no equipamento e pode ser acompanhado em tela no QG da polícia, onde tais dados ficam armazenados. “Por exemplo, se eu quiser saber onde a viatura esteve na quarta-feira, às 15h, e quem eram os policiais que a ocupavam, eu consigo”, diz Camilo.

Segundo ele, o Copom on-line, cujas telas ficam expostas no centro de comando da PM, no bairro da Luz, mostra a rota feita por aquele carro de polícia e até as fotos dos PMs que estavam trabalhando naquele veículo. “Esse recurso serve para orientar operações de fiscalização da corregedoria. O Tribunal de Justiça Militar já tem nos pedido esses dados. Os dados servem também para a defesa do policial, caso ele seja vítima de denúncia sem fundamento.”

Quatro câmeras serão instaladas em cada viatura

A PM vai abrir nesta semana licitação para compra de quatro mil câmeras. Serão quatro tablets em cada viatura para que o policial veja os 360º no entorno de seu veículo. “A ideia é de que o equipamento filme e grave todas as ações da patrulha”, disse o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo. A previsão para este ano é instalar 250 câmeras em carros de polícia. “Enquanto não chegar a tecnologia 4G, que estamos tentando trazer em parceria com a Secretaria de Gestão Pública, não será possível a transmissão on-line de imagens da viatura para o QG. Depois de um dia de serviço, quando a viatura estiver entrando no quartel, as imagens gravadas serão passadas automaticamente via wi-fi para o computador do batalhão. Em seguida, elas entram no sistema da PM. É um material para comprovação em casos de denúncia de arbitrariedade e para ratificar uma ação legítima”, alerta o comandante.

A PM já tem 272 câmeras nas ruas da capital, das quais 30 são inteligentes, ou seja, são programadas para “aprender”. “Por exemplo, se a câmera está numa rua onde os carros passam em um único sentido, ela vai gravar esse padrão. Se um veículo vier no sentido contrário, ela dispara um alarme e a tela de monitoramento na central fica piscando em vermelho”, explica o coronel. A polícia também já trabalha com links em motocicletas e com câmeras de transmissão on-line em helicópteros. As motos, no Centro, estão atendendo chamadas do 190.

Neurônios virtuais

A sala de comando da PM reúne uma gama imensa de informações em sistemas inteligentes que abastecem o policial com o máximo de dados relevantes da rua. São dois milhões de fotos de criminosos, mapas com informes de criminalidade por regiões, áreas de interesse policial, locais perigosos, endereços de bandidos e canal com banco de dados do Detran, Ciretrans e serviço de identificação pessoal.

Visão privilegiada

As câmeras fixas espalhadas por toda a cidade são hoje os olhos da PM. A visão da Polícia Militar vai melhorar, muito. Para esse semestre há previsão de aquisição de câmeras, que serão instaladas nas viaturas. Serão quatro tablets em cada veículo policial, perfazendo cobertura de imagens com gravações de 360º no entorno da viatura. O policial vai enxergar por todos os lados e o QG da PM também.

Experiência e inteligência

O tablet embarcado em viatura trará em breve todos os sistemas inteligentes para dentro do carro policial em ação. Os policiais militares já usam o equipamento para pesquisas de placas e antecedentes criminais sem precisar acionar o rádio. Além da economia de tempo, a rede de comunicação será desafogada. Tudo isso é complemento para auxiliar o homem em suas ações e decisão.

Diário de São Paulo – Plínio Delphino em 14/08/2011

Segurança eletrônica movimenta US$ 2 bi

Circuitos integrados de TV respondem por 40% da indústria; monitoramento inclui portão controlado por tablet

Até 2014, SP terá 1 câmera para cada 5 habitantes; feira do setor acontece na cidade na semana que vem

CAMILA FUSCO
DE SÃO PAULO

Puxado por novas tecnologias, que incluem controle remoto de alarmes e câmeras a partir de smartphones ou tablets, o mercado brasileiro de segurança eletrônica deve chegar próximo a US$ 2 bilhões (cerca de R$ 3,2 bilhões) em 2011.
Segundo dados da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos) antecipados à Folha, o segmento está aquecido e, depois de avançar 12% no ano passado, a US$ 1,6 bilhão, deve manter a trajetória de crescimento neste ano.
“A segurança eletrônica já apresenta crescimento proporcional à evolução da tecnologia da informação, tanto em segurança doméstica e corporativa quanto na esfera pública. A tendência deve ser ampliada, principalmente, com a aproximação da Copa e da Olimpíada”, diz Oswaldo Oggiam, diretor da Abese.
Segundo o executivo, hoje circuitos integrados de TV respondem por 40% do mercado e a participação poderá aumentar com a criação das chamadas cidades digitais na preparação para os eventos -que integrarão as imagens a registros de ocorrências e fotos .

RUAS
Além de estádios, os alvos são hotéis, prédios públicos e ruas, que devem ter maior controle. Só em São Paulo, que hoje abriga 1 milhão de câmeras -1 a cada 10 habitantes-, a expectativa é duplicar o volume em três anos.
Parte do movimento deverá elevar o ritmo médio de crescimento anual da indústria para 18% a partir de 2012.
Também se espera crescimento em sistemas para detecção de metais e explosivos e sistemas avançados de identificação biométrica.
“Além de gravar imagens, as câmeras estão cada vez mais inteligentes, podem servir como sensores de presença e até executar tarefas que antes exigiam controle humano, como aproximação automática diante de situação suspeita”, diz Oggiam.

FEIRA
Parte das inovações em tecnologia de segurança eletrônica será apresentada por 35 mil empresas na Exposec, feira que acontece em São Paulo entre os dias 24 e 26.
Na ocasião, além dos sistemas direcionados a segurança pública, as empresas vão mostrar sistemas destinados ao segmento residencial e de pequenos negócios, interessados em inovação.
A paulista PPA, que desenvolve e produz equipamentos no Brasil, por exemplo, criou tecnologia que permite o acionamento e o fechamento de portões por controles enviados por celular.
“Um software instalado no automatizador do portão permite que o usuário literalmente telefone para o portão ou envie um SMS para controlar o acesso a sua residência”, diz Reinaldo de Barros Júnior, coordenador comercial da PPA.
Produtora de 25 mil automatizadores de portão e 10 mil sistemas de alarmes por mês, a empresa mantém uma equipe de cerca de 20 pesquisadores de novas tecnologias que no momento trabalham no desenvolvimento de sistemas para serem controlados por tablets.
Outra tecnologia que será apresentada na Exposec é direcionada a controle de acesso nas escolas.
No momento em que a criança passa o seu crachá eletrônico pelas catracas, os pais recebem uma mensagem de texto no celular informando sobre o horário da entrada.
“O conceito de Big Brother já se disseminou na cultura brasileira há 12 anos e teve efeito positivo do ponto de vista de segurança.”

Fonte: Jornal Folha de São Paulo