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Segurança pública é uma das preocupações dos eleitores

Cidades investem em câmeras de monitoramento para coibir o crime.
Polícia, prefeituras e população devem agir em conjunto.

O sistema de segurança pública no Brasil conta com as polícias federal, civil e militar. Cada uma delas têm funções específicas, mas o propósito final é o mesmo: coibir a criminalidade. Porém, as prefeituras também têm obrigação de contribuir para tornar as cidades mais seguras. Saiba como é possível e as formas que podem ser usadas pelas cidades para aumentar a segurança dos moradores.

Depois de três arrombamentos e um assalto em plena luz do dia, o comerciante Benedito Reobol agora diz que pode trabalhar mais tranquilo. Para ele, as coisas mudaram desde que as câmeras de segurança foram instaladas pela prefeitura de Praia Grande nas ruas da cidade, onde tem um comércio de venda de móveis planejados. A novidade intimidou os bandidos e os roubos no bairro diminuíram. “Agora os marginais pensam duas vezes antes de entrar na minha loja porque eles sabem que podem ser reconhecidos”, diz o comerciante.

Metade das cidades da Baixada Santista já instalou câmeras de segurança nos pontos mais críticos, naqueles em que o índice de criminalidade é preocupante. Mais de dois mil desses equipamentos estão espalhados pelos municípios da região. As imagens são monitoradas em centrais, assim que os técnicos percebem alguma atitude suspeita, tanto a polícia como a Guarda Municipal são avisadas.

Segudo o inspetor da Guarda Municipal Alexandre Nascimento Silva, o operador visualiza o crime e solicita uma viatura para atender essas ocorrências.”Nós monitoramos 24 horas. As imagens ficam gravadas.

Depois de um crime, por exemplo, a gente pode chegar à identificação dos autores”, relata Alexandre.

Instalar câmeras é só uma das formas encontradas pelas prefeituras para melhorar a segurança dos moradores, mas existem muitas outras, esclarecidas pelo comandante aposentado da Polícia Militar Sergio Del Bel. “Na medida que você tem locais abandonados nas cidades, esses locais com certeza, em curto prazo de tempo, passarão a abrigar moradores de rua, viciados em crack e traficantes. A partir daí, outros crimes começam a surgir naquela redondeza, e isso se torna uma área de interesse de segurança pública, que não deve ser resolvido só com a polícia. Se as prefeituras conseguem eliminar esse tipo de problema, já estão aliviando um local de tensão e liberando o patrulhamento para outras áreas mais importantes”, diz Del Bel.

A população das cidades também pode ajudar na segurança participando dos conselhos municipais, que são formados por representantes das prefeituras, das polícias civil e militar e da comunidade. A Polícia Civil é responsável por investigar e esclarecer os crimes praticados nos municípios, elaborar boletins de ocorrência de qualquer natureza, expedir cédulas de identidade e atestado de antecedentes criminais e de residência. Também é de sua competência fiscalizar o funcionamento de determinadas atividades comerciais e autorizar a realização de grandes eventos nas cidades.

A Polícia Militar é responsável pelo policiamento preventivo, a ronda ostensiva motorizada e a pé, policiamento florestal, de trânsito urbano e rodoviário. Além do policiamento escolar, em praças, estádios e também patrulhamento aéreo. Já a Polícia Federal investiga crimes em escala nacional, que afetam o país como um todo, como crimes contra o sistema financeiro, por exemplo. Além disso, cabe à Polícia Federal exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras, impedindo a entrada de armas, drogas ou contrabando.

Nos municípios, a Guarda Municipal tem a atribuição de proteger os patrimônios públicos de suas respectivas cidades, como escolas, hospitais, praças. O porte de armas é permitido pelo estatuto do desarmamento para cidades com mais de 50 mil habitantes. Na Baixada Santista, só Praia Grande tem Guarda Municipal armada. Mas medidas simples, que são obrigações das prefeituras, também podem colaborar com a segurança. E é aí que entra a sua cobrança como eleitor. “Se o indivíduo não tem acesso a educação de qualidade, lazer, esporte, cultura e principalmente moradia ele com certeza será um alvo fácil para traficantes e bandidos mais experientes, e será cooptado para seguir esse caminho”, afirma o coronel da Polícia Militar.

E não basta votar, o eleitor também pode participar. Um exemplo são os conselhos municipais de segurança, formados por representantes das prefeituras, das polícias civil e militar e da comunidade. De acordo com o professor universitário Marcos Pasquantonio, é importante que a população seja participativa. “A resolução do problema muitas vezes leva um tempo maior, mas o fato do indivíduo no imediatismo estar podendo falar, podendo trazer o problema, acho que isso é fundamental”, afirma.

Fonte: G1

Policiais participam de treinamento para enfrentar situações difíceis

O curso tem várias simulações que colocam à prova os nervos dos policiais. O treinamento é realizado na Escola Superior de Soldados, em Pirituba, com armas e balas de verdade.

Fonte: SPTV 1ª Edição

Carteiros são assaltados constantemente em Praia Grande

Os carteiros em Praia Grande trabalham sob tensão. Os constantes assaltos que vêm sofrendo fazem de sua atividade uma profissão de risco, mesmo sem desempenharem funções de reconhecido perigo como as exercidas por policiais, bombeiros, pilotos de corrida, dublês de filme de cinema e correspondente de guerra, entre outras.

O interesse dos ladrões pelos carteiros, ou melhor, pelo que transportam é compreensível. Entre as correspondências sem valor econômico que eles devem entregar estão cartões de crédito e bancários, talões de cheques e encomendas valiosas, como relógios, perfumes importados, notebooks e outros aparelhos eletrônicos.

O clima de apreensão atingiu o seu ápice na última sexta-feira, quando três carteiros tiveram roubados, mediante ameaça de arma de fogo, os malotes que transportavam. Com medo de represálias dos assaltantes e de retaliações da própria Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), eles não quiseram dar entrevistas.

Porém, outros carteiros e funcionários da ECT ocupantes de cargos diferentes aceitaram falar sob o compromisso de não terem os nomes divulgados. “Estou trabalhando em pânico. Ainda não aconteceu nada de mais grave, mas a gente nunca sabe se um marginal vai atirar”, desabafou um carteiro.

Outro funcionário dos Correios, cujo cargo não exige trabalho externo, comentou que, por causa da série de assaltos, vários carteiros requereram as suas transferências para cidades vizinhas e ameaçam faltar se não forem atendidos.

Mas esse mesmo servidor adverte que a remoção não significa a solução do problema, porque a onda de roubos contra os entregadores da estatal também se verifica nas demais cidades da Baixada Santista, embora em menor proporção do que em Praia Grande.

Nos assaltos registrados na sexta-feira chama a atenção o fato deles terem sido cometidos em bairros da orla. “Os assaltos não acontecem apenas na periferia, como se poderia imaginar”, observou outro carteiro que pediu anonimato.

Eduardo Velozo Fuccia – A Tribuna