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Clientes têm bolsas furtadas dentro de restaurantes em SP

Os ladrões de bolsas voltaram a atacar dentro dos restaurantes na região Central de São Paulo. Eles costumam agir no horário do almoço.

De janeiro a junho de 2012, foram registrados na capital 92.273 furtos.
Segundo a polícia, os criminosos costumam estar sempre bem vestidos para não chamar a atenção. Além disso, agem em lugares bastante movimentados, como nos restaurantes, e se aproveitam de um minuto de distração das vítimas.

Uma mulher que não quis se identificar foi uma das vítimas. “Eu coloquei minha bolsa na cadeira. Não deveria, mas coloquei. Na hora que eu terminei de almoçar, fui pegar a bolsa e ela não estava lá”, conta. Câmeras de segurança registraram o momento que um homem entrou no restaurante e praticou o furto.

A polícia alerta que é preciso ter muita atenção também dentro de trens, ônibus e metrô, na entrada dos hotéis e quando estiver caminhando pelas ruas.

A falta de testemunhas dificulta a investigação. “As pessoas vão embora e quando chegam para fazer o boletim de ocorrência não tem testemunhas. Aí você recorre à investigação. Essa investigação é feita em cima de pessoas suspeitas e a polícia tem agido em cima disso”, explica o delegado Antônio Luís Tuckumantel.

Fonte: G1

Polícia pede prisão de empresário suspeito de causar acidentes em SP

Pedido de prisão temporária foi feito na madrugada, segundo SSP.
Homem teria roubado carros e ferido um homem na barriga na segunda.

A Polícia Civil pediu na madrugada desta terça-feira (10) a prisão temporária do administrador de empresas Michel Goldfarb Costa, de 34 anos. A informação é da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP). Costa é suspeito de ter feito disparos a esmo e de provocar uma série de acidentes na manhã desta segunda (9) em São Paulo. Ele também teria baleado um homem na barriga. O advogado de Costa, Nicolau Aun Junior, disse nesta terça ao G1 que vai orientar seu cliente a se entregar.

Entre os motivos alegados pela polícia para pedir a prisão temporária de Costa estão três tentativas de latrocínio, tentativa de homicídio, disparo de arma de fogo e lesões corporais. De acordo com o delegado Dalmir de Magalhães, do 26º Distrito Policial, no Sacomã, na Zona Sul, a polícia faz buscas para tentar localizá-lo e deve ouvir vítimas que tenham sido prejudicadas pelo suspeitos em outras regiões da cidade.
“A minha orientação é para que ele se apresente”, afirmou o advogado. Segundo Aun Junior, a última vez que ele falou por telefone com Michel foi durante as festas de fim de ano. Ele não tem previsão de quando ele deve procurar a polícia.

Na segunda-feira, a Polícia Civil anunciou que Costa deve ser indiciado por tentativa de homicídio, roubo e disparo de arma de fogo. Costa, que também é artista plástico e mora em um condomínio de luxo em Cotia, na Grande São Paulo.

Para a polícia, Costa foi quem causou todos os acidente durante a manhã. Quatro pessoas já o reconheceram por foto. Segundo as investigações, ele bateu em pelo menos dois carros e um ônibus, baleou um homem na barriga e feriu outro de raspão.

O delegado responsável pelo caso, Marcos Antônio Manfrin, do 26º DP, disse acreditar que o administrador tenha tido um “surto psicótico”. “Aparentemente não há motivação, a não ser um surto”, afirmou. O policial acrescentou que ao menos 20 tiros foram disparados.

A namorada de Costa prestou depoimento nesta segunda. Ela o descreveu como uma pessoa fechada, com poucos amigos, quase nenhum contato com a família e que não trabalhava. “Ele aplicava dinheiro na Bolsa de Valores”, segundo o delegado.

A mulher contou à polícia que tudo começou às 4h desta segunda. Costa era conhecido por ter mais de dez cachorros, e eles começaram a latir nesse horário – o casal havia ficado acordado até tarde vendo filmes. O administrador teria ficado com medo de que a casa tivesse sido invadida. “Ele teve uma briga recente com o vizinho em relação ao barulho [dos cães] e teria sido ameaçado”, disse Manfrin. “Quando a namorada dormiu, ele [Costa] saiu de casa deixou tudo aberto, as portas abertas. Ele saiu de carro, vestindo o colete e com a arma em punho.”

A relação dele com a namorada era boa – o casal está junto há quatro anos e se vê aos fins de semana, segundo o depoimento. “O surto não ocorreu por conta de uma briga”, afirmou o delegado-adjunto Dalmir de Magalhães.

‘Dia de fúria’
O tenente da Polícia Militar Guilherme Willian Pacheco definiu a ação como um “dia de fúria”. Segundo ele, a ação “foge do padrão de um assalto”. “Ele em um dia de fúria e loucura teria pego uma arma e um colete e efetuado vários disparos em via pública”, afirmou.

Os policiais descobriram a identidade do suspeito após constatarem que ele é o dono do Corolla encontrado na Avenida dos Bandeirantes, na Zona Sul.

O Corolla, após derrapar, foi visto pela primeira vítima do criminoso, o taxista Elias da Silva, de 37 anos, que levava uma passageira para o aeroporto. Ele parou no semáforo e foi abordado pelo homem armado com uma pistola calibre 380.

Para o tenente, a ação foge do padrão, segundo relato das testemunhas que estiveram presentes durante todo o dia no 26º Distrito Policial, no Sacomã. “Em nenhum momento ele falou ‘desce, que é um assalto’, como a gente costuma ver. Ele atirou, depois tirava a pessoa de dentro do carro. Foge do padrão de um roubo normal.”


Ação
Em alta velocidade, o criminoso que havia roubado o táxi nas proximidades do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul, colidiu com um Fiat Brava na Avenida Presidente Tancredo Neves, próximo da Avenida Nossa Senhora das Mercês. Um Fiat Idea também foi atingido.

“Eu só ouvi a pancada. Foi tão forte que eu pensei que era um caminhão. Só pensava no meu filho”, afirmou David Neves, técnico em instalação de TV a cabo, que dirigia o Fiat Brava. A mulher dele, de 28 anos, e o filho, de 2 meses, tiveram que ser levados ao Hospital Cruz Azul, mas passavam bem. “Minha mulher deve ter uns arranhões, mas está em choque. Meu filho estava na cadeirinha. Eles estão só estão em observação. Está tudo bem.”

Depois da colisão, o criminoso deixou o carro e saiu atirando para todos os lados. Ele baleou o motorista de uma EcoEsport e tentou fugir no carro, mas não conseguiu. Posteriormente, o criminoso atirou contra um Logan. “Acho que ele queria o meu carro para fugir”, disse o engenheiro Ademir Carlos Guerretta, de 61 anos, que ia para o trabalho no Logan. O tiro atingiu o engenheiro de raspão no braço.

O ladrão abordou, então, a professora Ivete Souza Cruz, de 48 anos, que estava no Polo prata. “Ele atirava a esmo. Ele deu um tiro na maçaneta e tentou me tirar com cinto e tudo. Ele me arrancou do carro. Não tinha percebido que ele estava ferido, mas estou com a roupa toda suja de sangue dele”, disse a professora.

À frente, já próximo à Rua Vergueiro, ainda na Avenida Presidente Tancredo Neves, ele colidiu com um ônibus. Para prosseguir em fuga, um Ford Ka foi roubado, com o qual seguiu até o Parque Dom Pedro, no Centro de São Paulo. Nesse ponto, ele roubou um Celta e seguiu até a Ponte da Casa Verde. Depois, desapareceu.

O motorista da EcoEsport foi levado para o Hospital Heliópolis, onde passou por uma cirurgia. Segundo um familiar da vítima, a bala perfurou a barriga e ficou alojada na perna. Ele passava bem nesta tarde.

Do primeiro crime até a Marginal Tietê, foram cerca de 25 km por ruas e avenidas movimentadas da capital. Foram mais de 20 tiros disparados e duas pessoas feridas. Em nenhum momento, o homem foi perseguido ou parado pela polícia.

Ladrões roubam 16 pessoas em arrastão em loja de São José

Assalto ocorreu na zona sul da cidade no início da manhã; vítimas dizem que bandidos não cobriram o rosto e estavam calmos

Victor Moriyama

Filipe Rodrigues
São José dos Campos

Quatro homens armados fizeram um arrastão ontem de manhã na Voli Autopeças, que fica na esquina da avenida Andrômeda, na zona sul de São José dos Campos.

Segundo vítimas, os bandidos entraram na loja se passando por consumidores, por volta das 9h. Aos poucos, eles renderam todos os funcionários e clientes, que estavam no local. No total, 16 pessoas ficaram sob o poder dos ladrões.

A ação durou pouco menos de 30 minutos. Os bandidos fugiram do local com aproximadamente R$ 6 mil em dinheiro, 12 aparelhos de DVD para carros, além de itens pessoais dos clientes.

Após o roubo, eles fugiram em um carro prata, segundo testemunhas. Até o final da tarde de ontem, ninguém havia sido preso.

A Polícia Militar afirma que a Avenida Andrômeda é a área com maior policiamento na zona sul e irá analisar o crime para alterar a dinâmica de policiamento.

Ação
Os quatro bandidos entraram na loja e se espalharam. Eles fingiam ter interesse em algumas das mercadorias do estabelecimento.

“É uma loja grande, eles se espalharam e foram rendendo os funcionários e todos os clientes que entravam. Eles nos ameaçavam de morte e continuaram calmos o tempo todo”, diz uma das vítimas.

Os ladrões estavam de cara limpa e, de acordo com o Boletim de Ocorrência, mostraram saber a rotina dos funcionários do comércio.

A loja fica na esquina da avenida Andrômeda com a rua Pedro Tursi, no Jardim Satélite. Mesmo sendo uma região movimentada, a ação dos ladrões não despertou a suspeita dos comércios vizinhos.

“Estranhamos ao ver um carro sair com tudo. Depois disso, vimos várias pessoas saindo nervosas”, diz o funcionário de um posto de gasolina, que fica em frente à loja.

Investigação
A Polícia Civil tenta recuperar imagens de câmeras de segurança do posto de gasolina e do COI (Centro de Operações Integradas), na intenção de reconstituir a movimentação dos bandidos.

O fato de os ladrões não estarem com o rosto coberto durante a ação também poderá ajudar a Polícia Civil a esclarecer o assalto.

“Vamos pedir às vítimas que venham à delegacia olhar o álbum de pessoas que já têm passagem. Pode ajudar na identificação”, diz o delegado Fernando César de Oliveira, do 7º Distrito Policial.

Criminosos levam 45 motos todos os dias em SP

Quatro motoqueiros foram mortos na capital em tentativas de assalto.
Foram mais de 8 mil queixas de roubo e furto em 2011.

Do G1 SP, com informações do Bom Dia Brasil

As motocicletas viraram um dos alvos preferidos dos criminosos. Mais de 8 mil queixas de roubo e furto de moto foram registradas no primeiro semestre na capital paulista, como mostrou reportagem do Bom Dia Brasil desta quarta-feira (13). Em média, a cada dia, 45 motos são levadas pelos criminosos. Segundo a polícia, na maioria dos casos, os roubos são praticados por ladrões que também estão de moto.

Enquanto um dirige, a pessoa que vai na garupa rende o motoqueiro e leva a moto dele.

No primeiro semestre de 2011, quatro motoqueiros foram mortos em São Paulo em tentativas de assalto. No domingo (10), um chefe de cozinha suíço que andava de moto foi baleado nas costas e morreu.

Testemunhas dizem que ele foi perseguido por dois homens. Nada foi levado.

O delegado Adilson da Silva Aquino, da Divisão de Investigação de Roubos e Furtos de Veículos de Cargas (Divecar), afirma que as quadrilhas roubam motos pela facilidade de escapar no trânsito e de escondê-las. Elas também vão parar em desmanches e alimentam o comércio de peças roubadas. “Em qualquer lugar se desmonta uma moto, até num fundo de quintal você desmonta uma moto e coloca no mercado paralelo”, disse o delegado.

O motoboy Salvador de Oliveira Rocha teve três motos roubadas. A última foi antes de quitar a dívida parcelada em 24 vezes. “É um prejuízo de R$ 15 mil com as três motos roubadas. Isso aí é um dinheiro que vai sem retorno, sem volta”, afirmou.

O percentual de recuperação de motos roubadas e furtadas é baixo. No primeiro semestre deste ano, a polícia recuperou 47 motos em desmanches na capital. Em junho, na cidade de São Paulo, só 25% das motos levadas pelos bandidos foram encontradas pela polícia. É um índice inferior do que o de carros recuperados, que chegou a 34%.

“Vejo como um número positivo, e a gente tem procurado melhorar esses índices. A vítima tem de se prevenir bem, tem de botar no veículo dispositivo antifurto. A polícia tem de melhorar e aperfeiçoar a parte investigativa e preventiva”, declarou o delegado.

Para evitar chamar atenção dos criminosos, alguns motoqueiros chegam a amassar os tanques e a estragar a pintura das motos para que elas pareçam velhas e com valor inferior.

Combate ao Crime

Criminalística: Ciência e Tecnologia nas Investigações

Do Estado de Minas – A marca de uma digital, uma gotícula de sangue, o vestígio de pólvora nas mãos de um suspeito ou um simples e-mail deletado dos arquivos de um computador. Rastros deixados para trás confirmam a tese de que inexistem crimes perfeitos e perícia aprofundada pode desvendar mistérios acobertados pela falta de provas e testemunhas. Associada ao desenvolvimento de tecnologias próprias para investigações cíveis e criminais, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estuda a aprovação das primeiras normas brasileiras de perícia forense para que sejam estabelecidos parâmetros específicos sobre o tema.

A discussão focada na perícia forense foi impulsionada pelo sequestro do ônibus 174, no Rio de Janeiro, em 2000, e, no ano passado, a ABNT criou a Comissão de Estudo Especial de Ciências Forenses para delimitar as primeiras normas técnicas. Divididos em grupos temáticos, especialistas analisam desde o uso da balística até exames de DNA nas investigações criminais.

A partir da aprovação das normas, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) deve dar início ao cadastro de laboratórios, produção de materiais de referência certificados e implantação de programas de avaliação. Segundo o pesquisador do Inmetro e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rodrigo Moura Neto, as normas explicam como devem ser feitas as perícias, enquanto os laboratórios vão avaliar se determinados equipamentos são hábeis para realizar um exame. “Trata-se de um processo de demonstração de conhecimento adquirido”, afirma Moura Neto, especialista em genética humana.

Segundo o pesquisador, serão avaliados três pontos: laboratório; metodologia e aparelhos. O primeiro mede se o estabelecimento tem capacidade de gerência; o segundo quesito é a verificação de quais técnicas são usadas e como elas vão dar resultados confiáveis; já o último analisa o funcionamento dos equipamentos usados pelos peritos.

Desde a utilização de luzes ultravioleta para localização de resíduos biológicos, como sangue, esperma e saliva, até o uso de software investigador para melhoramento de imagens, corporações policiais se valem de técnicas variadas ligadas à perícia forense para ajudar nos trabalhos de apuração de crimes.

O método considerado mais avançado e também o mais usado pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Minas Gerais (IC) é o levantamento de fragmento de impressões digitais. Antes limitado a superfícies lisas e polidas, como vidros, a evolução no material usado para exame, atualmente, tem capacidade de identificar vestígios nas mais diversas superfícies, inclusive nas rugosas, como madeira e paredes. O fato se deve à presença de um dentista na equipe do IC. O profissional criou um processo semelhante ao usado na moldagem odontológica que permite a transcrição das digitais com precisão até mesmo em superfícies antes tidas como inviáveis nos exames papiloscópicos. Segundo o diretor do Instituto de Criminalística, Sérgio Ribeiro, além do novo experimento, é usada uma fita adesiva que possibilita a análise dos dados. “Mas a fita não penetra em poros”, afirma, explicando que esse fator dificulta a análise.

Na perícia de um revólver, por exemplo, o objeto é colocado numa caixa contendo cianoacrilato – produto que tem o mesmo princípio das supercolas –, em gás, e, em seguida, é feito aquecimento. O material gruda, revelando pontos que contêm impressões papilares. O passo seguinte é o uso do molde para que seja feita a transcrição da digital, possibilitando sua análise por técnicos da criminalística.

A individualização da digital depende da identificação de 12 pontos característicos. Caso a olho nu ou com auxílio de lupas os peritos não consigam identificar se as digitais são de um suspeito, o Instituto de Criminalística tem um software capaz de tornar visíveis os fragmentos papilares. Depois de escaneada a transcrição das marcas encontradas num objeto e também as de um suspeito, o computador sobrepõe as duas e faz o comparativo. “O programa tem um filtro que melhora a visibilidade e procura pontos característicos”, explica Ribeiro. Mas um problema é a inexistência de um banco de dados com todas as digitais, o que obriga a polícia a ter um suspeito do crime para fazer a comparação.

Fonte: Texto escrito por Pedro Rocha Franco – Jornal Estado de Minas.
Retirado de www.forumdasegurança.org.br por Erica Sallum