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Dados sobre violência chegam aos celulares

Secretaria lançou neste sábado aplicativo especial para tablets e smartphones
Marcelo Godoy – O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A Secretaria da Segurança Pública vai mostrar suas estatísticas criminais de acordo com os bairros e as cidades do Estado em uma versão própria para smartphones e tablets. Quem estiver na Lapa, zona oeste de São Paulo, por exemplo, poderá acessar em seu celular os dados sobre roubos e furtos do bairro atendido pelo 7.º Distrito Policial.

Esse é o primeiro passo da secretaria para a criação de uma aplicativo que deve estrear em 60 dias por meio do qual será possível, por exemplo, saber como chegar facilmente ao DP mais perto.

“A ideia é que, se a pessoa for vítima de um crime, possa descobrir por meio do aplicativo qual a delegacia mais próxima e o caminho até ela”, afirmou Carlos Henrique Poço, gerente de projetos do grupo de tecnologia da informação da secretaria. O futuro aplicativo poderá também trazer gratuitamente informações, como dicas de segurança e alertas para a população sobre a criminalidade em um bairro ou cidade.

Além dos dados criminais, a população poderá obter atestados de antecedentes por meio da versão do site da secretaria (www.ssp.sp.gov.br) para smartphones e tablets. Pessoas físicas e jurídicas podem requisitar a informação. Um código que será dado ao usuário vai certificar a autenticidade do atestado.

De acordo com Poço, de 4 mil a 5 mil pedidos de atestados são feitos diariamente para a secretaria. O site atual da secretaria registra cerca de 15 mil acessos por dia e o gerente de projetos estima que esse movimento deve crescer 5% a 6% com os novos serviços específicos para tablets e smartphones.

SafeCity
O acesso a dados criminais por meio de smartphones e tablets também é possível por meio de um aplicativo feito por uma empresa privada. Trata-se do SafeCity, desenvolvido pela i4People. O aplicativo usa dados das Secretarias da Segurança do Rio e de São Paulo para mapear o crime nas capitais dos dois Estados e cruza esses dados com dicas e serviços para quem está em cada um dos bairros – são informações sobre a delegacia ou o hospital mais próximo, por exemplo – com a localização do usuário. Mas não é gratuito. Para baixá-lo em seu telefone ou tablet, é preciso pagar US$ 2,99.

Porte de drogas para uso pessoal pode deixar de ser crime no Brasil

Proposta faz parte da alteração do Código Penal e ainda precisa ser
aprovada pelo Congresso. Outra mudança, esta já em vigor, é a criação
de um banco de dados de DNA criminal.

A comissão de juristas que prepara propostas para alterar o Código Penal anunciou o projeto que pretende descriminalizar a posse de drogas para uso pessoal. Se for aprovada pelo Congresso, plantar, comprar e portar drogas para uso próprio deixará de ser crime, quando a quantidade não ultrapassar o suficiente para cinco dias de consumo.

Hoje, a polícia depende de investigações para diferenciar o traficante do usuário. “Você pode ter uma pessoa portando uma quantidade pequena de droga, mas ser um traficante. E você pode ter um usuário que compra um pouco mais para utilizar durante alguns dias”, explica o delegado Luiz Alexandre Gratão.

Usar drogas na frente ou perto de crianças e adolescentes, como por exemplo, nas proximidades de escolas, também poderá ser considerado crime. “O contato com pessoas que fazem o uso de drogas tem feito com que as crianças sintam vontade de conhecer o que é esse material, o que o adulto está consumindo”, afirma o professor de biologia, Helder Souza.

O novo Código Penal diminui o rigor com drogas, mas aumenta a pressão contra o bullying, que se tornaria crime. Pela proposta, maiores de 18 anos que ofendem, intimidam, ameaçam, agridem ou castigam crianças e adolescentes poderiam até ser presos. “Eles vão ter a oportunidade de poder pensar antes de agir e vão entender que toda sua ação vai ter uma consequência”, opina a orientadora pedagógica Valdirene.

Essas mudanças ainda precisam ser aprovadas pelo Congresso. O que já está certo e já virou lei é um cerco maior a bandidos que matam e estupram. Daqui a seis meses, condenados por crimes violentos serão identificados geneticamente. O DNA deles, que é uma identidade única e pessoal, vai para um banco de dados.

Quando houver um crime, vestígios do agressor – sangue, unha e fios de cabelo – serão comparados ao material armazenado. “A expectativa é que nós tenhamos mais condições de demonstrar a autoria desses crimes, de apresentar uma prova técnica, que obviamente vai ser analisada em juízo, mas que vai ajudar a ter muito mais base para as condenações e a reverter esse cenário de impunidade”, explica o perito federal Guilherme Jacques.

Fonte: G1

190 da PM aumenta linhas para atender muito mais rápido

O Centro de Operações da PM (COPOM) irá ampliar em 50% as linhas tronco de atendimento do serviço 190. Só na Capital, a polícia recebe cerca de 40 mil ligações por dia; no estado, elas chegam a 150 mil.

Para manter a excelência no atendimento das ocorrências policiais, a PM conta com um procedimento padrão em que as ligações são atendidas já no primeiro toque. Quando há muita gente ligando, o usuário é encaminhado para uma fila de espera, onde é informado sobre como proceder até ser atendido por um policial. A ampliação ira ajudar na diminuição desse tempo de espera.

Dos casos que chegam ao COPOM, somente 20% são ocorrências relacionadas a crimes, como roubo, agressão ou homicídio, que necessitam urgentemente da ajuda policial. No restante, 15% são trotes e 75% são emergências, como acidentes ou pessoas com complicações de saúde, que podem ser resolvidas pelos Bombeiros ou pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Estas emergências acabam congestionando a fila de espera do Centro de Operações da PM.

A PM enfatiza a importância do Disque-Denúncia (181), um serviço que permite ao cidadão fornecer qualquer informação à polícia sobre delitos e formas de violência. Outra forma de fazer uma denúncia é através da internet, pelo site da Secretaria de Segurança Pública.

Através de uma medida aprovada pelo Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o cidadão poderá solicitar o atendimento das ocorrências através de SMS. No momento, o serviço é oferecido somente para pessoas com deficiência auditiva e que estão cadastradas. Em breve, deficientes não cadastrados e outras pessoas poderão usufruir do serviço.

A polícia orienta o cidadão a utilizar o serviço 190 principalmente quando o crime estiver em andamento ou momentos após ter ocorrido.

Em situações suspeitas, que podem preceder um crime, as pessoas também devem entrar em contato com a PM.

Kauê Pallone – SSP/SP

Polícia Civil prioriza o combate ao tráfico em 2012

Reengenharia dos prédios e equipes é principal aposta para reduzir burocracia e ampliar resultados

Filipe Rodrigues – O Vale
A guerra contra o tráfico de drogas será a prioridade da Polícia Civil para 2012 no Vale do Paraíba.
Segundo Edilzo Correia de Lima, coordenador do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior), vencer o tráfico é a principal forma para conter crimes como homicídios, roubos e furtos.

Em 2011, a região teve crescimento nos índices de homicídios. Em 10 meses, os assassinatos de 2011 (329) já superaram o total de 2010.
“O tráfico é a raiz de todos os males. Um usuário sem dinheiro para pagar traficante ou para pagar droga, ele vai praticar pequenos furtos. Quando o vício aumento, ele precisa de mais dinheiro”, diz o delegado Lima.

Segundo Lima, apesar do aumento nos homicídios, as autoridades de segurança pública prenderam mais criminosos e apreenderam mais drogas em 2011.

Neste ano, de janeiro a novembro, foram apreendidas 1,7 tonelada de entorpecente contra 944 quilos no mesmo período de 2010.
O número de armas (959) apreendidas também cresceu 22,5% e as prisões em flagrante (6.129), aumentaram 8,4%. Os dados incluem ocorrências atendidas pela Polícia Militar.

Medidas
Em 2012, a Polícia Civil passará por uma reestruturação, que visa aumentar a produtividade e o poder de investigação.

A ideia original é reduzir o número de distritos para diminuir a burocracia. Com isto, haverá mais policiais para atender a população e investigar crimes.

Um exemplo desta medida, que está em fase de implantação em São José, é juntar a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e a Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes).

“Precisamos de um prédio maior para aperfeiçoar essa união. Mas em tese, os investigadores destas unidades já estão atuando em conjunto”, diz ele.

Casos
A mudança não deverá acontecer apenas na DIG e na Dise. Em São José, são cinco delegacias que devem sofrer alterações. No Vale, atualmente são 74 delegacias. Com as mudanças, o número pode cair para 59.

Em tese, o reagrupamento significa aumentar a área de atuação de um distrito. Com isso, algumas delegacias seriam fechadas e os policiais seriam redistribuídos.

Um projeto piloto foi adotado na cidade de Pirassununga e segundo a Secretaria de Segurança Pública, o índice de esclarecimento de crimes triplicou na cidade.

“A reengenharia vai acontecer, mas é preciso cuidado. Não basta agrupar policiais de duas unidades em um prédio. Tem que pensar no conforto da população e ter prédios que suportem o movimento. Além disso, há a localização. Não podemos fazer uma pessoa andar 20 quilômetros para registrar a ocorrência”, diz Lima.

Policiais
Até março, a Polícia Civil espera receber mais agentes, investigadores e delegados para ampliar o atendimento à população. De acordo com o delegado, foram finalizados concursos e os aprovados já estão em treinamento.

“O atendimento à população é uma prioridade. É uma fonte de informação para o nosso trabalho.”

Saiba como se proteger de golpes nas compras de Natal

A grande movimentação em lojas e bancos por causa das compras de fim de ano pode favorecer a ação de infratores oportunistas. Por isso, as precauções contra fraudes e outros crimes devem ser redobradas, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que relacionou alguns cuidados para evitar transtornos; inclusive quanto ao uso da internet e de caixas eletrônicos.

A Febraban lembra que os bancos investem de forma sistemática na segurança das agências e das transações eletrônicas, mas recomenda que o usuário também adote alguns cuidados. Principalmente às vésperas do Natal, quando a milhões de consumidores vão às compras dispostos a enfrentar a aglomeração das lojas e, mais recentemente, as ofertas do comércio eletrônico na internet.

Como a criatividade criminosa não tem limites, a Febraban ressalta que até mesmo um aparentemente inofensivo e-mail de Feliz Natal pode trazer transtornos, como o transporte de vírus. A recomendação é para não abrir e-mails sem que se tenha absoluta certeza de que a procedência é confiável.

Antes de fazer compras em lojas online, o usuário deve verificar se o computador a ser utilizado está com os programas antivírus atualizados. Também deve evitar páginas desconhecidas e arriscadas e só fazer transferência de arquivos (downloads) das lojas que o consumidor tem certeza de que são confiáveis. Por isso, não é recomendável fazer operações bancárias e compras em computadores de uso público, como em lan houses e no ambiente de trabalho.

Outra dica é verificar se o endereço do site acessado começa com https:// (diferente de http:// nas conexões normais), pois a letra s antes dos dois pontos indica que a conexão é segura. Alguns navegadores podem ainda incluir outros sinais, como o ícone de cadeado fechado.

O comércio trabalha muito com cheque pré-datado, e é sempre bom lembrar que os cheques têm validade de apenas seis meses. Portanto, o lojista deve ficar atento ao preenchimento das datas em que deverão ser depositados.

Quanto ao uso do cartão de crédito, a Febraban lembra que cartão e senha devem andar sempre separados. O ideal é o consumidor memorizar a senha, mas se ele não conseguir, que leve a anotação da senha longe do cartão. Outra dica muito batida, mas de extrema eficiência, é a de não aceitar – nem pedir – ajuda de estranhos nos caixas de autoatendimento dos bancos.

Deve-se também evitar saques de valores elevados nas agências ou caixas eletrônicos para não correr risco de assalto na saída do banco.

Se houver necessidade de fazer pagamentos elevados, utilize DOC ou TED, que são mecanismos de transferência eletrônica de valores. O ideal, segundo a Febraban, é sacar pequenas quantidades de dinheiro e, de preferência, em lugares movimentados.

Outros cuidados básicos são encobrir o teclado na hora de digitar a senha; se o caixa eletrônico engolir o cartão, comunique ao banco imediatamente, pois é indício de que o caixa pode ter um dispositivo clandestino de clonagem de senhas; e se desconfiar da aparência do caixa eletrônico não o utilize. Procure, antes, um funcionário da agência ou ligue para o banco.

Fonte: Agência Brasil

Ex-usuário de drogas cria centro para tratar viciados em Belém

Paulo Cabral
Enviado especial da BBC a Belém

O paraense Luiz Veiga usou drogas por 28 anos e por mais de uma década morou nas ruas de Belém, depois de perder a família e a imobiliária de que era dono. Depois de se recuperar do vício, ele fundou um centro de recuperação para dependentes químicos.

Veiga contou à BBC Brasil como foi a sua experiência com as drogas: “Sou de uma família ilustre aqui de Belém, e cheguei a ter 140 corretores de imóveis trabalhando para mim aqui no Estado, mas o uso de drogas acabou com tudo e me jogou na sarjeta.”

Mas há 21 anos Veiga está livre do vício e há 18 – desde que fundou a comunidade terapêutica Centro Nova Vida – o ex-usuário ajuda outros a se livrarem das drogas.

“A rua hoje é pior ainda do que era no meu tempo. Há drogas novas como esse oxi que infestou nosso Estado”, diz.

Segundo ele, 80% dos pacientes do Centro Nova Vida são consumidores do oxi, uma variação mais barata e tóxica do crack.

“É uma droga horrível. Essa mistura de produtos químicos como querosene e gasolina destroem o organismo”, diz. “Os usuários também chegam aqui com sérios distúrbios mentais, como delírios e mania de perseguição.”

Terapias
Veiga afirma que, no Centro Nova Vida, o tratamento usa apenas terapias cognitivas, motivacionais e comportamentais, sem incluir medicamentos que muitas clínicas usam para amenizar a síndrome de abstinência dos usuários.

“É difícil, mas temos aqui um grupo muito acolhedor e, graças a Deus, tem funcionado. São os próprios residentes, já em fase mais avançada do tratamento, que recebem os novos e os ajudam”, conta.

Veiga diz que já tem uma resposta pronta há muitos anos quando é questionado sobre qual a pior droga.

“Sempre digo e sempre vou dizer que a pior droga é aquela que você usa. Não importa se é cigarro, álcool, remédios ou drogas ilegais. A droga que você usa é a droga que vai lhe matar.”