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Câmeras de monitoramento são instaladas em Santos

Comando da GM disse que até o final do ano 48 serão instaladas. Monitoramento diminuiu furtos e roubos em locais onde há câmeras.

Seis câmeras de monitoramento foram instaladas no bairro do Gonzaga, em Santos, para auxiliar na segurança do local.

As câmeras fazem parte do sistema de monitoramento da cidade. Ao todo são 98 câmeras espalhadas por diferentes pontos da cidade, sendo 30 analógicas e 60 digitais. As câmeras giram 360° e utilizam sistema de aproximação de 800 metros.

Os equipamentos estão monitorando a orla da praia, o Centro, a Alemoa Industrial, a sede do Centro de Referência em Aids, o Macuco e o Parque Municipal Roberto Mário Santini. Há câmeras também no José Menino, no cruzamento da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Almeida de Moraes, na Vila Mathias, duas no túnel Rubens Ferreira Martins, no Centro, ao longo da Avenida Pedro Lessa, abrangendo o Embaré e Aparecida, no Gonzaga e na Arena Santos, na Vila Mathias.

A previsão é que até o final do ano sejam instalados mais equipamentos de vigilância, atendendo outros pontos da cidade. Segundo o comandante da Guarda Municipal de Santos (GM), 48 câmeras serão instaladas até o final do governo, 10 na área do orquidário, 20 na praia e 18 na área central.

O comandante conta que alguns casos são evitados e solucionados graças aos equipamentos, como roubos de corrente e roubos de carros.

Na entrada da cidade, onde havia muitos roubos e furtos, desde que as câmeras foram instaladas esses tipos de crimes diminuíram. A Guarda Municipal utiliza ainda um sistema de GPS, que é atualizado a cada 15 segundos, e mostra onde as viaturas estão localizadas. O sistema ajuda a encaminhar as viaturas mais próximas a locais onde ocorrências estão acontecendo.

Portal G1

USP terá guaritas elevadas, holofotes e cancela dupla à noite para pedestres

Plano de segurança da Cidade Universitária está sendo feito por ex-coronel da PM; ainda não há prazo para instalação de equipamentos
Luísa Alcalde, Jornal da Tarde – O Estado de S.Paulo

A Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo, vai ganhar plataformas elevadas de vigilância nos bolsões de estacionamento e nas entradas e saídas. A Universidade de São Paulo (USP) também vai instalar cancelas para pedestres no período noturno. As medidas fazem parte do plano que está sendo elaborado pela nova Superintendência de Segurança da Cidade Universitária.

Ainda não há prazo para que esses equipamentos entrem em operação, mas a ideia é que as plataformas elevadas deem um campo de visão de 360 graus para os vigias nos estacionamentos. As guaritas terão ainda sistema de holofotes com focos para guiar os usuários até seus veículos e também sistema de áudio por meio de caixas de som, que permitirá a comunicação entre a torre e os motoristas que estiverem no estacionamento.

Para entrar de madrugada, nos dias úteis, e à noite, no fim de semana, os pedestres terão de passar por barreiras duplas, como as que existem em garagens de prédios. A segunda só será liberada após o registro de um crachá eletrônico. “A entrada na USP não será modificada. Apenas haverá um controle maior”, explica o superintendente de Segurança, Luiz de Castro Junior.

No cargo desde março, o ex-coronel da Polícia Militar e mestre e doutor em Ciências Policiais está à frente das mudanças. Para desenvolver o projeto das plataformas elevadas, procurou técnicos da Escola Politécnica (Poli) e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU).

Reforma
A antiga guarda universitária, formada por 380 vigias e agentes de vigilância, será reformulada. O grupo passará por curso de reciclagem, de postura e abordagem. Eles receberão treinamento específico para lidar com jovens, o maior público da USP. Uniformes, viaturas e motos ganharão novas cores, para a guarda ficar mais visível.

O site do câmpus na internet está sendo reformulado e, quando entrar no ar, terá uma nova ferramenta, onde a comunidade local poderá fazer online registros de eventos, em substituição aos antigos registros de ocorrências, confundidos muitas vezes com o boletim de ocorrência oficial da Polícia Civil.

Além disso, locais escuros vão receber reforço na iluminação e patrulhamento do lado externo pela Polícia Militar.

Após arrastões, polícia reforça vigilância. De novo

Para inibir onda de roubos a bares e restaurantes, a PM vai fazer bloqueios em vias de Pinheiros, Vila Madalena, Itaim e Jardins

A partir de hoje, o patrulhamento em Pinheiros, Vila Madalena, Jardins e Itaim-Bibi, nas zonas oeste e sul de São Paulo, será, mais uma vez, reforçado com o apoio de parte do efetivo do Comando de Policiamento da Capital, da Polícia Militar, para conter a onda de arrastões a bares e restaurantes naquela área. Só em fevereiro, foram registrados pelo menos seis arrastões a estabelecimentos na capital.

A primeira etapa da chamada Operação Repasto, implementada em 16 de fevereiro, não foi suficiente. Na primeira fase, foram usados na operação policial apenas integrantes do 23.º Batalhão da PM, responsável pela área. Quatro viaturas da Força Tática e 24 policiais das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam) foram direcionados para as proximidades de bares e restaurantes.

Na ocasião, o comando de policiamento informou que, se necessário, seria implementada uma segunda fase, com o apoio de policiais de outros batalhões. É o que acontece agora. Além do efetivo do 23.º BPM, serão deslocados para a região diariamente 50 policiais, 15 viaturas e 14 motocicletas da Rocam.

A decisão foi tomada após a PM realizar levantamentos estatísticos que apontaram a necessidade de aumentar o efetivo nos bairros da região, segundo divulgado em nota. A polícia, no entanto, nega que o reforço tenha sido insuficiente. “O reforço é para que os policiais do próprio batalhão voltem às atividades normais, evitando a migração do crime para outras áreas”, afirmou o capitão Eliel Pedro Thomazi Romero, porta-voz do 23.º Batalhão.

Bloqueio
Para inibir a ação dos criminosos, a PM pretende até mesmo fazer bloqueios nas principais vias dos bairros, além de manter viaturas paradas em pontos estratégicos para aumentar a visibilidade da ação.

Em nota, o tenente coronel Walmir Martini, comandante da área, afirmou que os policiais pretendem entrar em contato com comerciantes da região para colher informações sobre os assaltantes e dar dicas de segurança.

A Operação Repasto (o nome foi abandonado nesta segunda fase) teve início depois que os restaurantes Nello’s Cantina e Pizzeria, em Pinheiros, e Clos de Tapas, na Vila Nova Conceição, foram alvo de arrastões, na primeira quinzena de fevereiro.

A intenção da polícia era evitar que se repetisse nas zonas oeste e sul da capital a onda de assaltos ocorrida no primeiro semestre de 2011, e que só foi interrompida depois da desarticulação das quadrilhas.

William Cardoso – O Estado de S.Paulo

Homicídios caem 3,9% e SP continua abaixo de 10/100 mil

O número de homicídios dolosos no Estado caiu 3,95% nos primeiros 11 meses deste ano. Foram 3.789 casos entre janeiro e novembro de 2011, contra 3.945 no mesmo período de 2010, ou seja, 156 ocorrências a menos neste ano. Contabilizando-se somente o mês de novembro, as mortes intencionais tiveram queda de 5,85% em relação aos mesmos 30 dias do ano passado. Foram 22 casos a menos, de 376 para 354. As informações constam das Estatísticas Mensais da Criminalidade, contabilizadas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Faltando apenas um mês para fechar as estatísticas do ano, São Paulo tem taxa de 9,89 homicídios por grupo de 100 mil habitantes. É a primeira vez na história recente que o Estado completa 11 meses com taxa de homicídios abaixo de 10/100 mil, fora, portanto, da zona considerada epidêmica pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A redução dos homicídios no Estado é liderada pela capital, que registrou 180 casos a menos de janeiro a novembro, na comparação com o mesmo período do ano passado. Uma diminuição de 16,3%.

Também houve recuo dos crimes contra a vida nas regiões de Campinas (Deinter-2), Ribeirão Preto (Deinter-3), Bauru (Deinter-4) e São José do Rio Preto (Deinter-5), além de leve oscilação para baixo na Baixada Santista (Deinter-6).

O número absoluto de homicídios tem caído continuamente desde 1999, quando foram registrados 12.818 crimes contra a vida no Estado. Onze anos depois, no ano passado, o número de mortes intencionais em São Paulo despencou para 4.321. Em 2011 a taxa de homicídios iniciou o ano e vem se mantendo abaixo de 10/100 mil habitantes, recomendada pela OMS.

Também em 2011, as políticas de segurança adotadas por São Paulo têm ganhado reconhecimento internacional. Primeiro a ONU elogiou as ações desenvolvidas no Estado para recolher armas ilegais, identificar e punir os autores de homicídios.

Depois, o Unicef (Fundo Mundial de Proteção à Infância) atestou que São Paulo é a unidade federativa do Brasil com menor índice de homicídio de adolescentes e com menor exposição de jovens à violência.

Finalmente, o Mapa da Violência, produzido pelo Instituto Sangari em parceria com o Ministério da Justiça, com base em dados do Datasus, do Ministério da Saúde, informou que, nos últimos 10 anos, São Paulo foi o Estado que mais reduziu homicídios, passando da 4ª para a 25ª posição no ranking nacional de unidades da federação.

A cidade de São Paulo, a maior do país e terceira maior do planeta, com 11 milhões de habitantes, lidera a redução de homicídios no Estado e no País, tornando-se a última colocada no ranking das 27 capitais, ainda de acordo com o governo federal. Ou seja, é a capital mais segura do país.

Políticas para redução dos homicídios
A Secretaria da Segurança Pública atribui a redução dos homicídios ao aumento dos investimentos do Estado em segurança pública, tecnologia e inteligência, à investigação especializada capitaneada pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), à retirada de armas ilegais das ruas, conduzida principalmente pela Polícia Militar, e à melhoria da gestão policial.

O governo do Estado elevou o orçamento da Secretaria da Segurança Pública de R$ 2,4 bilhões, em 1997, para os R$ 11,9 bi atuais. A Polícia Civil tem esclarecido a maior parte dos homicídios, o que contribui para a queda da sensação de impunidade. Medidas de gestão levaram mais de 12 mil policiais a deixarem atividades de apoio e suporte e reforçarem o policiamento nas ruas.

Trânsito mata mais que assassinatos
De janeiro a novembro, as mortes no trânsito já superam em mais de 900 os assassinatos. Foram registrados 4.735 homicídios culposos (sem intenção) e 3.789 homicídios dolosos (com intenção). De janeiro a setembro, 93% dos homicídios culposos ocorreram em acidentes de trânsito.

Nesses primeiros 11 meses o número de homicídios culposos cresceu 5,76%, com 258 casos a mais que no mesmo período do ano passado. Foram 4.735 homicídios culposos até novembro de 2011, e 4.477 nos primeiros 11 meses do ano passado.

Apreensões de armas crescem 2%
Um dos mais importantes medidores da atividade policial, a apreensão de armas ilegais aumentou 2,36% de janeiro a novembro. Foram recolhidas 17.616 armas ilegais até novembro deste ano, contra 17.210 no mesmo período do ano passado. A retirada de armas ilegais das ruas é considerada uma dos principais vetores da redução de mais de 70% dos homicídios no estado, desde 1999.

Em 11 anos, foram retiradas das ruas mais de 390 mil armas ilegais. Além de colaborar para a diminuição dos crimes contra a vida, a apreensão de armas contribui, também, para impedir roubos em geral e outros crimes praticados mediante grave ameaça.

Prisões aumentam 12,86%
Outro indicador da produtividade policial, o número de prisões realizadas pelas polícias aumentou 12,86% nos primeiros 11 meses, de 108.564 para 122.530. Obviamente, esta quantidade inclui prisões administrativas e por alimentos, revertidas depois do pagamento de pensões ou dívidas. Neste universo estão também algumas das prisões em flagrante, relaxadas depois do pagamento de fiança pelos autores. Porém, a maior parte são prisões por mandado, em flagrante ou capturas de procurados ou fugitivos, que aumentam a tranqüilidade social e contribuem para reduzir a criminalidade.

Flagrantes de tráfico aumentam 17,52%
Terceiro indicador de atividade policial, os flagrantes de tráfico de entorpecentes aumentaram 17,52% nos primeiros 11 meses do ano, de 28.016 casos para 32.924. Estes flagrantes têm grande importância, não só porque o tráfico assume destacado papel na hierarquia da criminalidade, como por ter a capacidade de alimentar outras atividades criminosas, como a lavagem de dinheiro, ou de fomentar outros crimes, alugando ou emprestando armas e dinheiro.

Roubos de carga em queda
Os roubos de carga caíram 4,04% nos primeiros 11 meses do ano, de 6.564, até novembro de 2010 para 6.299 até novembro deste ano. O número de roubos de carga no mês passado caiu de 739 para 611. Os roubos de carga estão em queda desde 2009.

Extorsões mediante sequestro
Até novembro deste ano houve queda de 1,47% nas extorsões mediante sequestro, comparado com os primeiros 11 meses do ano passado. Passou de 68 para 67 casos.

Roubos em geral
De janeiro a novembro, os roubos em geral se mantiveram numa faixa de estabilidade, com oscilação positiva de 1,33%, o que corresponde a 2.838 casos a mais que no mesmo período do ano passado. Foram registrados 217.014 casos até novembro, contra 214.176 nos primeiros 11 meses do ano passado. Em novembro foram registrados 231 roubos a mais que no mesmo mês do ano anterior – aumento de 18.929 para 19.160 casos.

As polícias têm intensificado o trabalho para reduzir os roubos e, sobretudo, para identificar e prender os autores de crimes contra o patrimônio e a vida praticados mediante grave ameaça ou com armas. O tempo de resposta da Polícia Militar para responder a chamados de emergência tem diminuído, em decorrência, tanto do contínuo treinamento, como da adoção de novas tecnologias adquiridas pelo Governo do Estado.

Todas as viaturas da PM na capital, Grande São Paulo, Baixada Santista e boa parte do interior estão equipadas com tablets, que permitem que os policiais, da rua, possam consultar os bancos de dados criminais, além de placas de veículos suspeitos e RGs. A comunicação por rádio digital, mais segura, que não pode ser interceptada por terceiros, foi implantada na capital, Grande São Paulo e no entorno das principais cidades do interior, como São José dos Campos, Campinas, Ribeirão Preto, Bauru, São José do Rio Preto, Santos, Sorocaba, Presidente Prudente e Araçatuba.

Além disso, desde o ano passado, todos os 645 municípios contam com os sistemas RDO (Registro Digital de Ocorrências) e Infocrim, que permitem o mapeamento da criminalidade, com indicação de dias, horários e locais de maior incidência de delitos. O Infocrim é utilizado para a elaboração do Plano de Policiamento Inteligente da Polícia Militar. O RDO é uma das ferramentas à disposição da Polícia Civil para investigação e identificação de modus operandi de criminosos.

Nas localidades que apresentam elevação dos índices de criminalidade, a exemplo do bairro do Morumbi, na Zona Oeste da capital, e nas Marginais Tietê e Pinheiros, a Polícia Militar realiza operações especiais, com concentração de tropas, bloqueios, abordagens, prisões de suspeitos, apreensão de drogas e armas.

Algumas ações especiais, que serão adotadas ainda este mês, deverão contribuir para a redução do número de roubos no Estado. É o caso da Operação Verão, que será lançada no próximo dia 29, na Baixada Santista, voltada para aumentar a segurança da população que aproveitará o começo do verão no litoral.

Pela primeira vez, a Operação Verão atenderá também aos que frequentam represas, como Guarapiranga e Mairiporã, além dos terminais de ônibus rodoviários da capital, que tem o movimento aumentado nesta época do ano. A Operação Verão contará com reforço de 2.000 policiais militares. Na Polícia Civil, foram suspensas férias e licenças prêmio para reforçar as atividades de polícia judiciária. Quando a população necessitar, encontrará equipes reforçadas nas delegacias, tanto para registrar ocorrências, como para investigar crimes.

Latrocínios
Os latrocínios registram aumento de 15,58% nos primeiros 11 meses no ano, de 231 para 267 casos. Latrocínios são crimes contra o patrimônio, fazem parte do universo dos roubos em geral, que têm sido mantidos numa faixa de estabilidade, com oscilação positiva acumulada no ano de 1%.

A Secretaria da Segurança Pública e as polícias recomendam que as vítimas de roubos não reajam, entreguem os bens e, no momento imediatamente posterior, avisem à Polícia Militar pelo telefone 190 (Emergência). São cada vez mais freqüentes os casos que os autores dos crimes são presos pela polícia, que consegue reaver e devolver aos proprietários os bens subtraídos.

A Polícia Civil criou, no DHPP, uma delegacia especializada na investigação de latrocínios, que nos primeiros dias conseguiu esclarecer três casos. A investigação dos latrocínios é tarefa considerada ainda mais difícil que a dos homicídios. Se nos crimes contra a vida há, na maioria das vezes, um histórico de divergências entre o autor e a vítima, nos latrocínios a escolha das vítimas pelo autor é, em geral, fortuita, ocasionada pela oportunidade.

Fonte: SSP – SP

PM reforça patrulhas em áreas comerciais e distribui cartilha


Foto: Aaron Kawai
Efetivo nas ruas aumentou em 30% com o objetivo de coibir crimes; policiais também orientam população a se prevenir
Filipe Rodrigues O Vale – São José dos Campos

A Polícia Militar aumentou em 30% o efetivo nas principais regiões comerciais de São José dos Campos devido ao aumento da movimentação com a chegada do Natal.

Além do reforço policial, a corporação também está distribuindo cartilhas à população com dicas de como evitar ser vítima de roubos e furtos.

Inicialmente, foram impressas três mil cópias do panfleto ‘Educação para a Segurança’, que possui seis páginas, é ilustrada e impressa em cores.

“Como há muita movimentação, o ladrão procura a oportunidade. Ele vai agir contra a pessoa que estiver distraída. Essas dicas visam orientar quem vai fazer compras”, diz o tenente Alan Kalzuk.

Durante a tarde de ontem, a PM evitou um roubo a uma loja de motocicletas, na avenida Juscelino Kubitschek, na Vila Industrial, zona leste.

Luis Fernando Nazaré da Silva, 18 anos, foi preso em flagrante e o adolescente G.H.S, 17 anos, detido. Com eles, a PM apreendeu ainda um revólver calibre 38.

Os bandidos chegaram a render pessoas na loja e dispararam duas vezes. Mas com a chegada da PM, eles tentaram fugir e foram cercados.

Segurança
O principal reforço é feito no policiamento a pé e com bicicletas. Os policiais percorrem áreas mais movimentadas e mantêm um contato maior com a população.

“As viaturas têm dificuldade para transitar nas áreas movimentadas, por isso, optamos por bicicletas e motos para fazer o deslocamento”, diz o tenente Euler Guimarães.

Com menos utilidade na área comercial, as viaturas atuam, principalmente, nas vias de acesso às regiões mais movimentadas e em outras áreas da cidade.

“Se reforçarmos só a área comercial, as outras ficam desguarnecidas. Por isso, há viaturas em horário estendido para garantir também a tranquilidade para quem fez as compras e vai voltar para casa”, afirma.

Dicas
Para a corporação, as pessoas podem evitar ser vítimas, tomando algumas medidas simples de segurança, como evitar fazer compras sozinho e não deixar bolsa e carteira em locais de fácil acesso.

A auxiliar administrativa Maria de Jesus Gomes, 44 anos, sabe do risco e diz que faz as compras de natal aos poucos para evitar andar com muitos presentes.

“Tem que ficar atento sempre. Se bobear, mesmo com polícia, eles pegam o que precisam e saem correndo. Alguns cuidados, a gente que tem que tomar”, diz Maria.

Operação
A Operação Natal teve início no dia 25 de novembro. Desde então, já há um reforço nas principais regiões comerciais. O número foi intensificado nesta última semana, quando são esperadas 15 mil pessoas por dia no Centro de São José dos Campos.

Durante a semana, o reforço no policiamento será estendido até às 23h, horário previsto para que os consumidores voltem para suas casas.

Comerciante coloca faixa sobre loja pedindo organização a ladrões

Avenida em Sorocaba, no interior de SP, teve mais de cem crimes neste ano.
Por medo, proprietários contrataram segurança e instalaram câmeras.

Do G1 SP, com informações da TV Tem

O número elevado de assaltos e furtos às lojas da Avenida Dr. Afonso Vergueiro, em Sorocaba, no interior de São Paulo, fez com que comerciantes adotassem medidas preventivas, como aquisição de câmeras e contratação de seguranças particulares. Em um estabelecimento que vende acessórios para motos, o proprietário decidiu ir além e instalou na fachada uma faixa em que pede organização aos criminosos.

“Senhores ladrões e assaltantes. Como esta avenida está abandonada e a segurança pública é de mintirinha, por favor, queiram se organizar (para não virem todos ao mesmo tempo)”, diz o comunicado. Segundo um dos funcionários, o objetivo do alerta é chamar a atenção das autoridades. “Parece direcionado para os ladrões e assaltantes, mas é para o pessoal de cima, para quem comanda e dirige essa segurança que, infelizmente, está muito precária”, diz. Ele não quis ter o nome revelado.

Neste ano, a loja foi assaltada duas vezes e furtada uma. A insegurança fez com que o proprietário, além de colocar a faixa, contratar um vigia. “Infelizmente a gente vai ter que desembolsar uma boa grana para ter segurança de manhã até o fechamento da loja”, afirma o funcionário.

Segundo a Polícia Militar, na movimentada avenida, que é uma das principais do Centro da cidade e liga as zonas Leste e Oeste, foram registrados de janeiro a outubro 83 furtos e 36 roubos.

Quatro assaltos aconteceram somente em uma loja de equipamentos eletrônicos. O prejuízo causado pelos criminosos chegou a R$ 8 mil. Para tentar driblar a insegurança, foram colocadas três câmeras de alta definição. Por elas é possível identificar atitudes suspeitas. “A gente consegue ver quem está passando. Às vezes a pessoa passa umas cinco, seis vezes no mesmo lugar e a gente precisa ficar mais esperto”, diz um funcionário.

Em uma loja de roupas femininas, a solução encontrada para evitar os crimes foi funcionar de portas fechadas. Durante quatro meses, os funcionários só a abriam quando o cliente pedia. “O número de clientes caiu bastante. Agora, faz mais ou menos um mês que voltamos a trabalhar com a porta aberta e a nossa rotina está voltando ao normal, com medo, porque ficamos inseguros”, diz uma trabalhadora.

Segundo o capitão da PM Ubiratã Marques da Silva, a corporação atua de maneira ostensiva na região. “Em horários específicos, em que há um maior fluxo de veículos e de pessoas, são colocadas viaturas em pontos estratégicos, nas esquinas principais.” Ele acrescenta, porém, que é importante a vítima procurar a polícia para registrar a ocorrência.

Tráfico toma lugar da polícia e ‘protege’ morador em São José dos Campos

Em troca de silêncio da população e liberdade para o comércio de drogas, traficantes afugentam ladrões e criam as próprias ‘leis’ na zona leste; problema aflige moradores de pelo menos seis bairros periféricos

Filipe Rodrigues
São José dos Campos

Assustados com a escalada da violência, moradores da zona leste de São José são obrigados a aceitar a ajuda do tráfico para garantir ‘segurança’ nos bairros afastados.

Em troca de liberdade para a venda de drogas, eles afugentam os ladrões e ‘caçam’ aqueles que ousam invadir ‘seu território’.

O problema aflige moradores de pelo menos seis bairros da zona leste –Campos de São José, Conjunto Frei Galvão, Jardim Americano, Santa Hermínia e Jardim Mariana 1 e 2. Neles, traficantes atuam como ‘seguranças’ da população. Evitam roubos e furtos e afastam os olhares das forças policiais.

“A ação de ladrões em áreas de boca de fumo atrai a polícia, o que não é interessante para o traficante”, disse José Vicente da Silva Filho, ex-secretário Nacional de Segurança Pública e ex-comandante da PM no Vale.

Em 2011, São José teve alta em quase todos os índices criminais, incluindo roubos, furtos e homicídios.

Bairro sitiado
No Campos de São José, um morador que pede para não ser identificado relata que a convivência com traficantes virou rotina. “O tráfico está ali e todo mundo vê. São moradores do bairro que todos conhecem. Eles nos respeitam e mantém a ordem desde que a gente colabore”, disse.

Em uma das praças do bairro, os traficantes usam um banco de concreto como base de vigilância. “É ali onde fica a torre. Eles vigiam para ver se a polícia está chegando”, disse o morador.

No Jardim Americano, um policial civil conta que o crime diminuiu com a ‘segurança’ do tráfico. “Claro que a gente sente medo. Mas nunca nos fizeram mal.”

Opinião
O delegado Darci Ribeiro, da Dise (Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes), disse não acreditar na prática. “Isso é história para que o povo não denuncie. As denúncias são anônimas e a principal ferramenta de investigação.”

População não tem muita confiança na Polícia Militar
São José dos Campos

O baixo efetivo de policiais militares, além de poucas bases fixas da PM em São José, reduzem a confiança que a população de bairros mais afastados sente na corporação.

Na zona leste, por exemplo, existe apenas uma base fixa para um universo de 114 bairros legais e regularizados. Segundo a prefeitura, 136.180 pessoas moram na região.

No Santa Hermínia 1, por exemplo, a população diz que raramente viaturas passam no local. O contato é pouco.

“Há pontos de tráfico. Mas por causa disso, não existem roubos. Policiais, vemos uma vez por semana. Quando havia roubo e acionávamos a PM, demorava para que eles chegassem”, diz um comerciante.

Aproximação
A Polícia Militar afirma que baseia o policiamento no que é debatido em reuniões dos Conseg’s (Conselho de Segurança) e nas estatísticas dos índices criminais.

“Fazemos reuniões mensais com a população para saber as principais necessidades. A PM quer se aproximar da comunidade como forma de garantir segurança”, diz o tenente Pedro Henrique Mombergue, chefe de comunicação da PM.

Em alguns bairros, a polícia instalou as UAPC (Unidade Avançada de Polícia Cidadã), que tem como principal objetivo reforçar a relação entre população e polícia.

“A Polícia Militar quer estreitar os laços com o povo. Quando a pessoa não quiser se arriscar, pode fazer denúncia anônima que ela será apurada”, disse o comandante geral da PM, Álvaro Camilo em visita a São José dos Campos.

Segundo o tenente Mombergue, quando há denúncias de tráfico, a PM vai até o local em viaturas descaracterizadas para apurar as acusações.

“Temos nosso policiamento velado. A intenção é percorrer toda a cidade para ver onde os problemas estão.”

PM reforça policiamento nas áreas comerciais de São José


Objetivo da corporação é prevenir ocorrências de roubos e furtos em áreas de aglomeração de pessoas às vésperas do Dia das Crianças

O Vale – São José dos Campos

A Polícia Militar organizou nesta semana um policiamento especial em regiões comerciais de São José dos Campos.

O intuito é evitar roubos e furtos em áreas onde houver aglomeração de pessoas em busca de presentes para o Dia das Crianças.

O efetivo de policiais a pé foi reforçado e também estão sendo realizados bloqueios em avenidas que dão acesso às áreas mais movimentadas.

Ontem e hoje, o foco foram áreas comerciais no calçadão, em praças e centros comerciais das zonas norte e oeste. Na quarta-feira, a ação será direcionada para eventos em praças e parques.

Operação
Para reforçar o policiamento, os policiais do setor administrativo foram deslocados para fazer rondas.

“Nas regiões de comércio, priorizamos policiais a pé e de bicicleta. Nos bloqueios, haverá viaturas. Esse policiamento é extra, não irá onerar o efetivo que temos diariamente”, diz a capitão Jaqueline Aparecida Ferreira Pires, chefe de comunicação da PM nas regiões central, norte e oeste de São José.

Os policiais também conversam com a população para dar dicas de segurança.

“Com relação às crianças, orientamos aos pais que as ensinem a decorar nome e telefone de casa para o caso de se perderem. Se a criança não conseguir, coloque uma etiqueta ou algo que facilite a identificação”, diz a capitão.

Operação da PM aumenta efetivo em 30% em todo o Vale

Claudio Capucho
Objetivo é inibir ações criminosas nas áreas com maiores índices de violência

Filipe Rodrigues – O Vale
São José dos Campos

A Polícia Militar iniciou ontem uma megaoperação contra o crime que irá durar uma semana em todas cidades do Vale do Paraíba.

Durante o período, o número de policiais em patrulhamento irá aumentar 30%. O reforço será em áreas com grande circulação de pessoas e regiões com índices criminais elevados.

Ontem, foram feitos bloqueios nos acessos às cidades e intensificadas as abordagens a pedestres, motoristas e motociclistas.

Em São José, na região central e nas zonas norte e oeste, até às 18h de ontem, cinco pessoas tinham sido presas e um menor de idade apreendido.

Em Taubaté, o foco da ação foram roubos e furtos de veículos. 136 veículos e 183 pessoas foram revistadas. Quatro motos foram apreendidas.

Operação
O efetivo foi reforçado nas áreas com mais crimes e horários com mais ocorrências. A operação “Visibilidade Estratégica” aconteceu das 11h às 23h.

“De manhã, houve saturação de policiais no centro das cidades. À tarde, foram pontos de bloqueio”, diz a capitã Sonia Paula Hamad.

Para garantir o reforço, foram canceladas todas as folgas de policiais e PMs do setor administrativo também atuaram no patrulhamento.

“A intenção é reduzir os índices criminais e garantir sensação de segurança. Também queremos nos aproximar da população”, diz a capitã.

São José
Na cidade, a operação começou às 7h30 e seguiu até às 23h. Até as 11h, um efetivo menor foi empregado para fazer rondas em regiões com maior incidência de roubos e furtos na cidade.

Após as 11h, cerca de 35 viaturas reforçaram a segurança na região central. Às 16h, o alvo foi o trânsito, com blitze nas vias mais movimentadas.

O resultado parcial nas regiões central, norte e oeste apontava para 947 pessoas e 635 veículos revistados.

Sete carros foram apreendidos por falta de documentação e duas armas apreendidas.

Ocorrências
A primeira ocorrência em São José aconteceu às 8h. Durante uma abordagem a cinco homens no bairro Por do Sol, zona oeste, quatro fugiram correndo e um dos rapazes foi preso na hora.

Houve perseguição, um dos fugitivos foi preso e, com ele, foi encontrado um revólver calibre 38. Os outros três rapazes continuam foragidos. Ao questionar os homens sobre a fuga, eles disseram estar de posse de três carros roubados, que foram recuperados.

Também foram cumpridos mandados de prisão. Um dos homens presos foi o médico C.L.W, 50 anos, condenado a sete meses de prisão por dirigir embriagado.

PM usará motos para reduzir tempo de espera

Por Felipe Tau e Camilla Haddad

Dentro de dois meses, 168 motocicletas da Polícia Militar estarão aptas a atender aos chamados do 190 na capital, tipo de socorro prestado, em sua maioria, por automóveis. A expectativa é que o uso das motos nessa função reduza o tempo de chegada a uma ocorrência pela metade: de 3 minutos, média das emergências atuais, para 1,5 minuto.

As motocicletas fazem parte de uma compra de viaturas autorizada ontem pelo governador Geraldo Alckmin, no valor total de R$ 107 milhões. O pacote inclui 200 bases móveis, 1168 automóveis e 729 motos para todo o Estado.

Segundo o diretor de logística da PM, coronel Carlos Botelho, as motos destinadas à capital serão as primeiras a ser empregadas no radiopatrulhamento. Elas serão equipadas com um tablet (computador de tela sensível ao toque), que dará sua exata localização geográfica via satélite.

Os tablets também poderão ser usados para achar endereços, checar placas e identidades de suspeitos em tempo real, enviando dados diretamente para a central de inteligência da PM. Até outubro, os aparelhos estarão presentes em todas as viaturas de Grande São Paulo e, até janeiro, nas 11mil viaturas do Estado.

O aparelho seria uma das chaves para o novo uso a ser dado às motocicletas. “Com o AVL (localizadores automáticos de viatura), será possível ver qual moto está mais perto da ocorrência e deslocá-la para o local. Será como ocorre hoje com as motos do Corpo de Bombeiros: a moto vence o trânsito para dar o primeiro atendimento. Depois chega um carro para dar cobertura ”, explica Botelho.

“A moto vai ser o grande diferencial para a polícia aqui nos centros urbanos do Estado todo”, afirma o comandante-geral da PM, coronel Álvaro Camilo.

Segundo o coronel Botelho, as motos devem ser entregues em 60 dias e entrarão em funcionamento assim que chegarem. Ele explica que os condutores vêm sendo treinados desde maio e andarão em duplas.

Atualmente há 936 motos da PM na capital, pertencentes às Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam). Elas representam 28,5% dos 3.348 veículos utilizados pela PM (entre 2 rodas, 4 rodas e bases comunitárias), mas são empregadas preferencialmente no patrulhamento de grandes corredores. “Elas atendiam aos chamados do 190 de vez em quando. Agora, estamos criando uma unidade especialmente para isso”, explica o coronel Botelho.