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Restaurante tem até botão de pânico contra arrastão

Vigias disfarçados, câmeras que captam imagens no escuro e até botão do pânico. O esquema de segurança não é de nenhum banco ou joalheria. São os donos de restaurantes da cidade de São Paulo se preparando para enfrentar a onda de arrastões. Hoje, Dia dos Namorados, a atenção vai ser redobrada nos estabelecimentos.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) – que hoje deve receber representantes de grupos de bares e restaurantes para discutir o problema – determinou que a PM reforce a segurança na área de bares e restaurantes hoje (leia mais abaixo). Desde o início do ano, houve 16 assaltos a bares e restaurantes na capital, segundo levantamento feito pelo JT.

Para evitar se tornar parte da lista, várias casas reforçaram a segurança. Caso um ladrão entre no restaurante My Temaki, no Itaim-Bibi, zona sul, funcionários podem avisar por um alarme, diretamente ligado a uma central de monitoramento.

“Hoje a tecnologia permite que se use um botão do pânico móvel, que parece um chaveiro de carro e aciona a central”, diz um dos sócios do restaurante, Guilherme Defillipi. Inaugurado neste ano, o restaurante Lupercio, nos Jardins, nasceu equipado.

“A gente já estava nessa onda de arrastão”, diz o sócio Carlos Martignago. O local tem 16 câmeras, algumas com zoom. “Assim, é possível focar o rosto das pessoas”, afirma. Além disso, o restaurante tem dois tipos de segurança, um deles a paisana.

No restaurante Salvattore, no Itaim-Bibi, é possível flagrar os criminosos mesmo em um eventual apagão. É que, entre as câmeras do estabelecimento, algumas são de visão noturna. “Nós achamos que isso é um problema de segurança pública. Mas o restaurante tem tomado algumas medidas, diz o gerente Claudio Nogueira.

Prejuízo
Donos de estabelecimentos afirmam que o movimento caiu cerca de 15 % neste ano, mas o frio também pode ter influenciado. E o faturamento de hoje, geralmente 30% maior do que em um dia normal, também pode ser afetado, avaliam. Com medo dos roubos, o restaurante Casa Cardoso, em Perdizes, zona oeste, nem vai abrir para a data.

No restaurante Le Vin, no Itaim-Bibi, zona sul, até ontem à noite o número de reservas estava abaixo do ano passado: 60% das mesas, contra 100% em 2011, disse o maître Alcemir Lima, de 32 anos. Já no restaurante Mercearia do Francês, o maître Cledson Guimarães diz que os clientes, desde o início da onda de arrastões, estão fechando a conta uma hora mais cedo, por volta das 22h.

Essa situação fez com que vários estabelecimentos já tenham procurado a PM para pedir aumento no patrulhamento mesmo antes do governador anunciar o reforço no policiamento para o Dia dos Namorados. O Mercearia do Francês foi um deles. “Há um mês os policiais aumentaram as rondas e começaram a entrar no restaurante para ver se está tudo bem”, disse Guimarães

Alvos estudados
Para o consultor de segurança José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de Segurança Pública, os criminosos que atacam restaurantes costumam estudar os alvos com antecedência. “Eles procuram fazer uma ação rápida para conseguir um benefício minimamente adequado e com o menor risco possível.”

Artur Rodrigues, Felipe Tau, Gio Mendes, Tatiana Gerasimenko, Tiago Dantas e Valéria França